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Portugal, o bom aluno

por Pedro Silva, em 19.09.18

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Por muito que António Costa, demais elementos do seu Governo, Partido Socialista (PS) e plataforma de apoio ao actual Executivo apregoem, Portugal continua a ser o «bom aluno» de uma Europa céptica e refém dos seus ideais económico-financeiros (e demais estereótipos). A austeridade cega e descoordenada está bem viva na nossa sociedade e veio para ficar. A prova disto mesmo é o estado cada vez mais deplorável e caótico em que se encontram certos serviços do Estado. Especialmente na Educação e Saúde, sectores que por força das políticas seguidas pelo Governo Passos/Portas (e Cristas, diga-se desde já) sofreram um esvaziamento tal de pessoal qualificado e não qualificado que hoje em dia começam a ser por demais evidentes problemas sérios que se nada for feito a médio e longo prazo poderão vir a ser crónicos.

 

Sempre o disse, e mantenho, que o aumento da carga horária da Função Pública não passou, nunca, de uma forma encapotada de reduzir o pessoal dos vários serviços prestados pelo Estado. Entre convites “açucarados” para a desvinculação laboral e saída para a reforma, Passos, Portas e Cristas “esvaziaram” quase que por completo os sectores da Saúde e da Educação. Sectores que hoje em dia clamam por mais pessoal. Sectores que – pasme-se! – enfrentam uma crise de funcionamento brutal dado que tem cada vez mais dificuldade em dar resposta a uma população cuja esperança média de Vidas tem vindo a aumentar e que tem cada vez mais de ocupar o seu tempo com trabalho para poderem fazer face às (cada vez mais crescentes e necessárias) despesas que qualquer um de nós enfrenta no dia-a-dia.

 

Com este problema em mãos, munido de uma forte propaganda política de “combate à austeridade bruta e cega”, António Costa procurou resolver o problema. Mas não o fez contrariando, por completo, a tese do Governo anterior no que à Função Pública diz respeito. Apostou, aposta e apostará no chamado trabalho temporário (aka tarefeiros). Algo que este mesmo Executivo de António Costa tanto critica no sector privado tendo, inclusive, tomado medidas legislativas para combater tal.

 

Tudo isto para que nos gabinetes da pesada burocracia europeia que desconhece e tem horror à realidade tal como ela é, Portugal possa apresentar um bonito e exemplar “excel”. Isto para além de que fica sempre bem no que à taxa de desemprego diz respeito, algo que vem sempre à baila quando desce. Mesmo que à custa muitas patranhas.

 

Portugal foi e continua a ser o bom aluno. Os fundos (muito deles manhosos e especulativos como o passado já nos demonstrou) agradecem. Já quem precisa dos serviços do Estado e trabalha neles não pensa da mesma forma. Que o digam o sector da Saúde e da Educação onde tudo parece estar a caminhar para uma espécie de limbo da degradação sem fim.

 

Um aparte, para aqui dar conta da minha profunda reprovação pela – cada vez maior – falta de senso democrático da nossa vizinha Espanha. Um Estado dito democrático no verdadeiro sentido do termo não pode tolerar a censura. Seja ela praticada por cidadãos ou entidades públicas. Isto porque os independentistas catalães têm todo o cabal direito de expressar as suas ideias por toda a Catalunha desde que o façam de forma ordeira e pacífica. A colocação dos famosos laços amarelos em espaços públicos é uma destas formas pacíficas e ordeiras de se manifestar uma vontade política que não tem de ser a de todos os que habitam na dita região. Pelo que fica mal (muito mal!) que um grupo de cidadãs(?) de cara tapada andem pela calada da noite a arrancar todos os laços amarelos que vêm pela frente. Igual atitude só mesmo as dos membros do partido nazi da Alemanha de Hitler.

 

Artigo publicado no site Repórter Sombra (18/09/2018)

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publicado às 18:44


Não me tomem por parvo

por Pedro Silva, em 26.03.18

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A recente polémica em torno da “fuga de dados” dos utilizadores da rede social facebook deve alarmar qualquer um. Tal situação é preocupante e é – mais um – sinal de que isto do “big brother” é algo com o qual nós, cidadãos, não devemos pactuar. Já diz o ditado que “cautela e canja de galinha nunca fizeram mal a ninguém”, daí que nunca são demais os maciços alertas aos utilizadores das redes sociais (facebook inclusive) de que devem ter muita ponderação naquilo que publicam.

 

Algo de completamente diferente de tudo o que expus anteriormente, é políticos e comentadores (públicos e anónimos) se servirem da problemática das redes sociais para tentarem justificar o injustificável de que a culpa morre sempre solteira. Uma árvore por si só não faz uma floresta. O mesmo tipo de raciocínio se aplica ao facebook e afins. Por muito que se diga e escreva, a eleição de Donald Trump nos Estados Unidos da América, o avanço do populismo a nível mundial, a falência do centro nas Democracias europeias (e não só) e o aumento preocupante de facções extremistas não se deve, em exclusivo, ao facebook.

 

Claro que o facebook pode ajudar - e ter ajudado - a que muito daquilo que classificamos de negativo seja uma realidade, mas este está longe de ser a única razão de tudo o que está mal no Mundo. Tomemos como exemplo as últimas eleições presidenciais norte-americanas. Quem era a oposição a Donald Trump? Um vazio! Num país abalado por um fortíssima crise financeira que destruiu lares e empregos, Hillary Clinton era a opositora ao discurso populista de Trump. É bom que todos nos recordemos de que Hillary fez uma campanha eleitoral medonha que se baseava, quase em exclusivo, na “resposta torta” às provocações infantis de Trump. Para mais Hillary fez parte da administração Obama onde teve a oportunidade de nada ter feito. E durante o período eleitoral o que não faltou no facebook foi campanha suja e contra informação a favor da candidatura de Hillary!

 

Ora face a tudo isto, será que foi somente o facebook (e as ainda por provar intromissões da Rússia de Putin, já agora) que influenciou o resultado eleitoral dos “States” que fez de Donald Trump o seu actual Presidente?

 

Na Europa (e não só) a lógica é exactamente a mesma. Procurar servir-se do facebook para justificar o crescimento dos movimentos populistas, a tremenda barafunda política que alguns países europeus estão a enfrentar na feitura dos seus Governos e – não podia deixar de ser - o Brexit é de uma desonestidade intelectual sem precedentes. Seguir tal linha de pensamento é o mesmo que se utilizar uma borracha de má qualidade para se apagar o que de tão mau se fez nos últimos penosos quatros anos.

 

É certo e sabido que como resposta à grave crise financeira que assolou todo um planeta, a Europa seguiu uma cega e brutal política de austeridade cuja principal (e única) consequência foi a de se fazer vingar o pensamento - populista - de que os Povos do Norte sustentam os Povos preguiçosos e adoradores do Deus Baco do Sul! O Brexit, por exemplo, é uma consequência directa de tudo isto e não somente do facebook. O mesmo se pode dizer da falência do centro na política europeia e do crescimento, deveras preocupante, de movimentos e partidos extremistas.

 

Por tudo isto (e mais alguma coisa), não me tomem por parvo. O facebook é, por si só, responsável por muita coisa que está mal no Mundo, mas não venham fazer crer que este é como a culpa que morre solteira.

 

Artigo publicado no site Repórter Sombra

 

NOTA: Foi-me de todo impossível ver o Portugal x Holanda de hoje, pelo que me será - também - de todo impossível fazer o comentário da dita partida. Agradeço a vossa compreensão.

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publicado às 21:30


Diálogo (da falta dele)

por Pedro Silva, em 16.08.16

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As férias de verão são uma altura excelente para se levar a cabo a tão necessária reflexão política que a União Europeia (UE) necessita de fazer. Espanha enfrenta hoje uma grave crise política que impede o país de ter um Governo e, muito em breve, este será um problema que se irá generalizar um pouco por toda a UE devido ao crescente descrédito do dito “centrão” e crescimento das forças extremistas.

 

E porque razão tenho esta visão pessimista do futuro europeu pergunta – e bem – o leitor(a)?

 

Porque nos últimos anos a UE (mais concretamente a zona euro) tem seguido uma linha de orientação política que mais faz recordar o famoso politburo da extinta União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS).

 

A única grande diferença entre a URRSS e a actual UE está na forma como um e outro impõem a sua lógica. A URSS recorria à força das armas sempre que algum dos seus “Estados-membros” seguia um caminho diferente do pensamento único de Moscovo. Já a UE dos nossos dias (dominada pelo Partido Popular Europeu – aka Direita europeia) recorre às famosas sanções, manipulação grosseira da opinião pública e mercados financeiros sempre que um dos seus Estados-membros periféricos não segue o pensamento único de Bruxelas.

 

Alias, bem vistas as coisas a URSS e a UE dos nossos tempos não são muito diferentes tanto na forma como na orgânica. E será muito por isto que a UE irá – mais cedo do que se pensa – cair com o mesmo estrondo que caiu a URSS. Mas isto é tema para outras tertúlias.

 

Face ao exposto até aqui não será nada difícil ao leitor(a) perceber qual a razão para ter aqui dito que o impasse político espanhol se irá generalizar um pouco por toda a Europa. Isto a não ser que o “politburo” de Bruxelas resolva fazer uma profunda reflexão que retire da União Europeia a política dos burocratas do excel, da ditadura dos mercados financeiros e do secretismo negocial.

 

Não será assim tão complicado à Europa Unida sair deste tortuoso caminho que culminará na sua implosão. Basta que Bruxelas regresse aos tempos do diálogo que esclarecia o cidadão e nos fazia sentir primeiro Europeus e somente depois nacionais dos nossos países.

 

Mas para isto é preciso que a ortodoxia do Partido Popular Europeu e seus acólitos (os Direitolas como Pedro Passos Coelho e Assunção Cristas por exemplo) percebam de uma vez por todas que não é a através da imposição de políticas de austeridade - sob o estapafúrdio -pretexto fatalista de que quem nasce pobre será pobre para todo o sempre - não é o caminho que temos de traçar para que o problema espanhol não venha a ser uma triste e perigosa realidade em toda a Europa.

 

Texto publicado no site Repórter Sombra

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publicado às 23:03

Reaccão da União Europeia ao Referendo Grego:

 

10h42 - Em declarações à rádio alemã Deutschlandfunk, o presidente do Parlamento Europeu, Martin Schulz, disse que se o 'Não' sair vencedor, a Grécia terá de introduzir uma nova moeda "porque o euro deixa de estar disponível como meio de pagamento". "No momento em que alguém introduz uma nova moeda, sai da zona euro. São esses dados que me dão alguma esperança que as pessoas votem 'Não' hoje. Numa outra entrevista ao Die Welt am Sonntag, deixou no entanto a porta aberta a um eventual crédito adicional de emergência a Atenas para garantir o funcionamento de serviços públicos.

 

Reacção do Banco Central Europeu (BCE) ao Referendo Grego:

 

10h30 - O membro do comité executivo do BCE, Benoît Coeure, garantiu esta manhã à Reuters que o BCE está pronto a tomar medidas adicionais em relação à Grécia, se necessário. No final da semana passada o BCE deixou inalterado o tecto máximo da linha de liquidez de emergência para os bancos gregos, que encerraram na segunda-feira passada e deverão reabrir nesta terça.

 

Reacção do Eurogrupo ao Referendo Grego:

 

08h30 - Alexis Tsipras vota numa escola pública de Atenas, rodeado de apoiantes do 'Não'. À saída, disse aos jornalistas que "hoje a democracia vence o medo" e que a decisão de questionar os planos dos credores abre o caminho para que outros estados-membros façam o mesmo.

 

10h24 - Em declarações ao jornal Dimanche, o presidente francês François Hollande diz que o lugar da Grécia é no euro, independentemente do resultado do referendo. O primeiro-ministro Matteo Renzi já fez questão de salientar o mesmo: "Quando vemos um reformado a chorar em frente a um banco e filas para as caixas automáticas, percebe-se que um país tão importante para o mundo e para a cultura não pode continuar assim", disse ao jornal Il Messaggero. 

 

11h26 - O ministro da Economia francês, Emmanuel Macron, alertou para a necessidade de os parceiros europeus não ostracizarem Atenas seja qual for o resultado do referendo, para evitar uma situação semelhante à que aconteceu com a Alemanha depois da I Guerra Mundial."Qualquer que seja o resultado da votação, temos de reiniciar os contactos políticos amanhã [segunda-feira]. (...) Não vamos repetir o Tratado de Versalhes", disse, citado pela Reuters.

 

11h40 -  Também o ministro das Finanças grego, Yanis Varoufakis, já votou. Aos jornalistas disse que "o povo grego não tem culpa dos enormes fracassos do eurogrupo" e que o povo se pronuncia "perante o último ultimato" do eurogrupo e dos credores. "É um momento sagrado, um momento de esperança para a Europa", afirmou.

 

12h33 - Mariano Rajoy no twitter: "A Europa foi e continuará a ser solidária com a Grécia, mas não pode haver solidariedade sem a responsabilidade de todos". O primeiro-ministro falava num evento da fundação FAES, ligada ao Partido Popular. "Queremos o melhor para o povo grego. Esperemos que acertem e se mantenham no euro", acrescentou.

 

Reaccão da Direita Europeia ao Referendo Grego:

 

10h27 - "Hoje os gregos decidem o destino do nosso país. Votamos 'Sim' à Grécia, 'Sim' à Europa", disse o antecessor de Alexis Tsipras no governo de Atenas, Antoni Samaras, depois de votar.

 

Excertos retirados do site do Jornal Diário Económico

 

Resumindo e concluindo;

 

- Se retirarmos os Talibans do Eurogrupo a solução para o problema Grego já teria sido encontrada há muito tempo sem necessidade de tanto barulho e confusão;

 

- A Democracia está para a actual União Europeia como as casas de Alterne para os seus Clientes;

 

- Por último, tem a sua piada ver a Direita Europeia a insistir na sua fórmula de governação autoritária e austera mesmo quando os resultados se mostram desastrosos.

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publicado às 16:24


Ansiosos pela tragédia Grega

por Pedro Silva, em 28.02.15

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Posso estar a ser exagerado mas a impressão que tenho é a de que a nossa Praça de Comentadores/Comunicação Social parece estar desejosa de que na Grécia o Governo de Tsipras termine numa tremenda tragédia Grega.

 

Pois eu, ao contrário de todos eles, espero sinceramente que o Executivo de Tsipras seja bem-sucedido na sua Governação e que tal contribua para que o Velho Continente saia do lodo financeiro em que se meteu. Isto como está não pode continuar.

 

É claro e evidente que tem de haver um controlo sério dos orçamentos Europeus. Mas não se pode descurar a parte social da Europa.

 

O desemprego disparou para valores inacreditáveis no Sul da Europa. O investimento simplesmente desapareceu daquela zona do Velho Continente. A educação, pilar fundamental de qualquer Sociedade Moderna Democrática passou a ser um privilégio só para alguns porque os custos são cada vez maiores e as comparticipações Estatais cada vez menores. A fome e a miséria passaram a fazer parte do cenário de Portugal, Espanha, Grécia e Itália. Tudo isto são factos que ninguém pode contrariar e negar. Factos que se tornaram realidade fruto das exigências absurdas de quem supostamente investiu na recuperação de Países que fazem parte de uma Economia comum (Eurozona).

 

Agora tenhamos em especial atenção de que todas as desgraças de que falei atrás foram 10 vezes piores na Grécia do que em qualquer um dos ditos “intervencionados” (Portugal, Espanha, República da Irlanda, Chipre e Itália). Na Grécia dos tempos modernos há quem não tenha direito à saúde porque está desempregado. Na terra de Tsipras e do Siryza, onde os Invernos são muito rigorosos, há quem não tenha direito a aquecimento e electricidade simplesmente porque está no desemprego. Na Grécia de hoje ter-se assistência da parte do Estado é um luxo! A Grécia actual é um País perdido num abismo social do qual terá imensas dificuldades em sair se não houver uma cooperação internacional igual à que a Alemanha teve direito após a Segunda Guerra Mundial! E este abismo foi iniciado pelos Socialistas do PASOK e alimentado pela Direita da Nova Democracia que esteve no Poder em Atenas nos últimos quatro anos. E convêm recordar que a Grécia foi alvo de dois resgastes, um a pedido do PASOK e outro durante a Governação da Nova Democracia.

 

Daí que pergunte:

 

Será que queremos mesmo que Tsipras falhe redondamente na sua governação?

 

Será que a Política destrutiva que a Direita impôs na Europa nos está a levar a algum caminho que não seja o da destruição total?

 

Será que afinal não será só José Sócrates o Governante que controlava, ou que tentou controlar, a Comunicação Social Portuguesa?

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publicado às 23:56


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