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Caixa de Música: Pronuncia do Norte

por Pedro Silva, em 01.09.18

 

Artista: GNR

Álbum: Rock in Rio Douro

Ano: 1992

Letra: Pronúncia do Norte

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publicado às 23:55


Obrigadinho Primavera

por Pedro Silva, em 07.05.18

sintomas-alergia-primaveral.jpg 

Todos os anos por esta altura o cenário repete-se… E ainda há por aí quem diga muito bem da tal de “Primavera”. Volta “Inverno” que estás perdoado!

 

Graças à “benfeitora” de muito boa gente, hoje não poderei publicar o artigo de opinião do costume.

 

Mandem cartas de reclamação à Primavera. Pode ser que desta forma esta pare de vez com a sua sádica dança do pólen…

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publicado às 23:07


Pois é José…

por Pedro Silva, em 14.12.16

O Portal SAPO publicou ontem um texto de opinião da autoria de José Cabrita Saraiva que tem o seguinte título: Juntar carros e bicicletas não vai dar bom resultado

 

Como sou parte interessada (ando de Bicicleta todos os dias), eis que li o artigo e no final fiquei com a nítida convicção de que o autor do artigo de opinião desconhece muita da realidade do ciclismo na cidade. Não que o José não tenha razão em muitas das coisas que escreve, mas em muitos momentos este apoia a sua tese apocalíptica em teorias profundamente irrealistas que revelam um desconhecimento perigoso.

 

A certa altura o José diz o seguinte:

 

Faz sentido a aposta que está a ser feita nas ciclovias e o encorajamento do uso da bicicleta como meio de transporte em Lisboa. As bicicletas não poluem, podem ajudar a reduzir o trânsito e até fazem bem à saúde de quem anda nelas.

 

Inteiramente de acordo José. E não são as colinas (para todos os gostos e feitios aqui pelo Porto) que me impedem de fazer o meu trajecto diário casa/escritório - escritório/casa.

 

Mais à frente o José diz outra verdade com a qual concordo inteiramente.

 

Quer para os próprios ciclistas, que já assisti a comportarem-se como verdadeiros kamikazes, quer para os automóveis, que têm de se desviar dos pequenos veículos e assim aumentam o risco de acidentes. A verdade é que muitos ciclistas querem andar na estrada, mas acham que as regras do trânsito não são para eles. já assisti a comportarem-se como verdadeiros kamikazes, quer para os automóveis, que têm de se desviar dos pequenos veículos e assim aumentam o risco de acidentes. A verdade é que muitos ciclistas querem andar na estrada, mas acham que as regras do trânsito não são para eles.

 

Lamentavelmente muita da malta que circula de bicicleta tem mesmo a peregrina ideia de que o Código da Estrada não se lhes aplica.

 

Mas a partir daqui o José começa a disparatar...

 

Além disso, uma bicicleta vê-se mal e anda devagar. Muito devagar. O que para ela já é uma velocidade assinalável, 20 ou 25 km/h, para um automóvel é estar praticamente parado. Basta pensar no seguinte: se um carro de uma escola de condução já provoca o transtorno que provoca – e vai a 40 ou 50 km/h –, agora imaginem uma bicicleta a metade dessa velocidade…

 

José… Meu caro José… Primeiro que tudo nem todas as bicicletas estão preparadas para andar na estrada. Quem anda na estrada de bicicleta deve ter a preocupação de fazer um investimento considerável para adquirir uma bicicleta que lhe permita circular com segurança. Eu (e outros como eu) fiz este investimento. E como cumpro as regras de trânsito, procuro andar sempre devidamente sinalizado e equipado. Tal como muitos outros(as) ciclistas. Se não nos vês é porque precisas de ir ao oftalmologista com urgência José.

 

Mas é claro que é verdade que nós ciclistas andamos mais devagar do que os automóveis, mas que eu saiba é muito mais complicado ultrapassar um carro de uma escola de condução do que uma bicicleta. Pelo menos cá pelo Porto é assim. E a ruas da minha Invicta são bem mais pequenas do que as que tens aí em Lisboa.

 

Na parte final do artigo o José diz-nos o seguinte:

 

Bicicletas e automóveis são como água e azeite. Não existe uma forma harmoniosa de os misturar. Por isso, ao mesmo tempo que se fazem ciclovias e se criam melhores condições para os ciclistas andarem na cidade, devia desencorajar--se de forma muito séria o uso de bicicletas na estrada. Ou muito me engano – e espero sinceramente que sim – ou suspeito que, de outra forma, o número de acidentes vai disparar.

 

Ó José… Já não te bastou a “argolada” que meteste anteriormente e tinhas de concluir desta forma?

 

É que não vais acreditar, mas existe uma forma harmoniosa de misturar bicicletas e carros. Chama-se Código da Estrada! Uma coisa que desconheces por completo com toda a certeza. Pois se conhecesses saberias que não se pode andar de bicicleta a não ser na estrada sempre que não exista uma ciclovia. E sabes porquê? Porque o Código da Estrada diz que só quem tiver menos de 10 anos é que pode circular de bicicleta no passeio.

 

Pois é José... Isto das bicicletas e dos carros não poderem circular juntos não é bem como dizes. Para a próxima informa-te antes de escrever.

2014-748991471-2014090535515.jpg_20140905-2.jpg 

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publicado às 09:00


Festejemos Irmãos

por Pedro Silva, em 18.01.16

Imagem Crónica RS.JPG 

1 –  A 14 de Janeiro de 2011, uma multidão protestava pelas ruas de Túnis, capital da Tunísia, contra o Regime do Presidente Zine El Abidine Ben Ali, o que levou à queda do primeiro líder de um País Árabe por força da pressão popular. Esse movimento seria o epicentro de um terremoto geopolítico que mudou o Mundo Árabe, a chamada Primavera Árabe.

 

No passado dia 14 alguma da nossa Imprensa fez referência ao facto aproveitando para colocar imagens de regozijo pelo sucedido há 6 anos atrás. Mas será que existem mesmo motivos para olharmos para a Primavera Árabe com orgulho e satisfação? Ora vejamos.

 

A Tunísia é hoje em dia uma Democracia. Existem vários Partidos em Tunes, há liberdade de voto e liberdade de expressão. O País continua a ser moderado no que à Religião diz respeito (tal como era durante o Regime de Zine El Abidine) e as Mulheres são respeitas e tem um estilo de vida “à ocidental”. Mas nem tudo são rosas.

 

A corrupção continua em níveis bastante elevados. A Economia Tinosona depende única, exclusivamente, do Turismo o que reduz, e muito, o leque de opções de uma População que tem de lutar todos os dias para poder trabalhar. A taxa de analfabetismo é elevada e, tirando Tunes, o País tem infra estruturas débeis e a assistência social é uma miragem. Para além disto o asno de 2015 mostrou-nos que não é seguro passar férias nas belíssimas praias Tunisinas dado que nunca se sabe quando um maluco de metralhadora em riste se lembra de praticar tiro ao alvo com os Turistas Ocidentais.

 

Temos, então, que os Tunisinos não têm assim tantas razões para festejar a Primavera que criaram. E o resto do Mundo Árabe também não (já lá vamos). O facto de a Comunicação Social Europeia - e não só - não “andarem em cima” do que sucede na Tunísia (como fizeram em 2011) não altera, em nada, a realidade das coisas.

 

2 – À pacífica revolução de Tunes seguiu-se a queda de Muammar al-Gaddafi na Líbia. Gaddafi tinha chegado ao Poder em 1969, sem derramar sangue, através de um Golpe de Estado e acabou deposto pela força das armas após a clara ingerência da NATO num assunto interno Líbio.

 

Após a morte de Muammar al-Gaddafi a Líbia entrou num “pequeno” ciclo de conflitos internos disputados pelas várias trinos que tentaram reclamar para si o controle dos Poços de Petróleo. Contudo estes já tinham caído nas mãos da “Comunidade Internacional” que os receberá como moeda de troca devido à cooperação da NATO no derrube do Regime de Gaddafi.

 

A corrupção continua a ser uma enorme realidade na Líbia, o Povo é, na sua grande maioria, analfabeto e assistência social é também uma enorme miragem do vasto de4serrto que rodeia o Pais. O mais caricato é que a gasolina escasseia num País que é, somente, um dos maiores produtores de petróleo do Mundo inteiro.

 

Mas a Primavera Árabe não se ficou pela “libertada” Líbia…

 

3 – Após o sucedido na Líbia foi a vez da dita cuja passar pelo Egipto onde Hosni Mubarak se perpetuava no Poder como os antigos Faraós. Aqui o cenário foi muito parecido com o Líbio. A única grande diferença foi que a Comunidade Internacional resolveu manter-se à margem de tudo o que ia sucedendo.

 

A Revolução Egipcia “levou tudo à sua frente”. Mataram-se inocentes nas ruas do Cairo, fez-se o possível e impossível para afastar os Jornalistas Internacionais da Capital Egípcia (inclusive os Revoltosos até violaram uma jornalista Norte-americana). Hosni Mubarak acabou por ser deposto e preso. A Democracia entrou em cena e a Irmandade Muçulmana de Mohamed Morsi (um grupo de Radicais Islâmicos) alcança o Poder pela via do voto livre.

 

Eleito Presidente de todo o Egipto Morsi teve como principal preocupação a abolição de toda e qualquer liberdade religiosa no Egipto, apontou armas ao eterno inimigo Israelita e preparou a sua eternização no Poder. Foi neste clima de tensão crescente que mais tarde as Forças Armadas Egipcias entraram em campo para colocar fim ao Regime de Mortsi e instalar algo de muito parecido com o que existiu durante décadas com Hosni Mubarak.

 

Não obstante o Egipto ser hoje uma espécie de Ditadura Militar disfarçada a tolerância voltou a marcar presença nas ruas do Cairo, a liberdade religiosa é, novamente, uma realidade e o Turismo (principal fonte de receita do País) vai de “vento em popa”.

 

4 –  A caminhada da Primavera Árabe culminou na Síria e Iémen. De fora ficaram Estados como o Irão e Turquia onde se faz de conta que existe uma Democracia, mas este “ficar de fora” não estranha a ninguém.

 

O que sucedeu na Síria e Iémen é por demais conhecido. Duas guerras e nascimento do Daesh que reclamou para si parte do Iraque e Síria. No Iémen a Arábia Saudita é “forçada” a entrar no conflito para evitar o avanço territorial do Daesh.

 

Em suma a Primavera Árabe, uma “invenção” do Ocidente, trouxe ao Mundo Guerras, Estados Fascistas, Violações constantes dos Direitos Humanos, Crise de Refugiados, Conflitos Religiosos, terrorismo e por aí adiante.

 

Temos, efectivamente, múltiplas razões para relembrar a dita Primavera com satisfação e um enorme sorriso. Festejemos irmãos. Festejemos por termos feito do Mundo um lugar pior do que quando em certos Países existiam Ditaduras que mantinham a serenidade e compreensão entre os Povos numa Região tão complexa como o Médio Oriente.

 

Artigo publicado no Repórter Sombra

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publicado às 22:03

Imagem Crónica Repórter Sombra (2).jpg 

1 - Em conversa com um amigo meu sobre o actual panorama político do nosso país eis que a certa altura este me sai com esta frase: “A Direita mais estúpida de todos os tempos”

 

Admito que este tem a sua razão não obstante a terminologia utilizada seja algo grosseira. E não é por mero acaso que acabo a concordar com tal conclusão. Senão vejamos; esta mesma Direita afirma publicamente que quer dialogar com todas as forças políticas impondo ao mesmo tempo a sua visão neo liberal de um Portugal onde o Estado Social seja uma miragem.

 

Ao longo de 40 anos de Democracia o Bloco Central governou tendo como pilar fundamental da sua existência o Estado Social. Nos últimos 4 anos Pedro Passos Coelho, com o apoio de Paulo Portas, destruiu quase por completo este elo e agora a Direita quer que tudo decorra como se nada se tivesse sucedido?

 

2 - Outra patetice que tem sido repetida pela Direita na sua vã tentativa de sobreviver á sua própria morte prende-se com a questão da economia/finanças do Estado.

 Diz esta que o nosso país não irá sobreviver à verdadeira repartição de sacrifícios que a Esquerda pretende implementar. Contudo se vamos pelo campo dos números temos de ”jogar com o baralho todo”. O mesmo é dizer que há que colocar em cima da mesa o facto de o défice Português ter disparado ao longo dos últimos 4 anos em que a Direita esteve no Poder. Assim como também não podemos deixar de notar que o que hoje na economia/finanças é verdade, amanhã pode muito bem vir a ser mentira.

 

Vou recorrer a um exemplo para se perceber onde quero chegar. Nas previsões económicas de outono, divulgadas a semana passada, Bruxelas antecipou um défice de 3% para Portugal. Um valor ligeiramente abaixo dos 3,1% previstos na primavera. Isto porque a Comissão espera que a receita dos impostos indirectos aumente ainda mais devido ao maior consumo, ao passo que a despesa com o desemprego deverá ser mais baixa do que o esperado, devido à melhoria do mercado de trabalho.

 

Agora imaginemos que o consumo não aumenta como a Comissão tinha previsto e que o desemprego volta a subir. Que vai acontecer? Um enorme rombo nas contas públicas! Mas a Direita tem andado nos últimos 15 dias a apregoar que somente com a Esquerda no Poder é que haverá cenários catastróficos para o nosso país…

 

3 - Ainda dentro da temática aproveito para trazer à colação a “ponta da lança” da Direita Portuguesa. A “cereja no topo do bolo” que tem estado a ser cozinhado em lume brando num forno de nome Comunicação Social.

 

Na semana passada noticiou o Semanário Expresso que existem "100 empresários preocupados com “incerteza política” e com Governo apoiado no BE e PCP".

 

100 votos (penso eu  que na PàF) que não querem que a Democracia siga o seu normal e legal rumo. Razão para tal? Não sei mas posso especular que seja pelo facto de a tal de "recuperação económica"  (se é que houve alguma) ter sido feita ao longo dos últimos 4 anos à custa de cortes no Estado Social, Função Pública, Pensões e patrocínio Estadual da precariedade no trabalho.

 

Para mais entre estes 100 Empresários estão aqueles que vivem e sobrevivem á custa dos “subsídios” e necessárias extravagâncias do Estado Português.

 

Mas o mais engraçado é que este manifesto critica um possível Governo de Esquerda sem sequer saber qual a sua base programática para a economia/finanças.

 

Realmente um Governo de Esquerda assusta muita gente. Talvez porque a estupidez tenha mesmo tomado conta da ala Direita da nossa Democracia.

 

4 - Uma última nota sobre o sucedido no Algarve. Primeiro acontece uma desgraça numa região do país que vive do Turismo e que acolhe milhares de Turistas ao longo do ano.

 

Agora ficamos todos a saber que na zona de Albufeira onde as cheias provocaram maiores estragos existe uma ribeira e que se construiu por cima desta.

 

E como se não bastasse ficamos também a saber que por debaixo desta construção existem comportas que não foram accionadas a tempo porque a Câmara Municipal de Albufeira diz não ter sido avisada pela Protecção Civil e pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera sobre o real índice de pluviosidade. Por seu turno a Protecção civil diz ter avisado o Município em causa a tempo e horas e ter agido a tempo e horas conforme todas as suas competências.

 

No meio de tudo isto temos o Ministério da Administração Interna a cumprir a penitência do silêncio total pela morte de um Apóstolo de Deus e o Ministério do Ambiente, Ordenamento do Território e Energia a contar o quanto arrecadou com o imposto dos sacos de plásticos.

 

Temos ou não temos “A Direita mais estúpida de todos os tempos”?

 

Artigo publicado no Repórter Sombra

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publicado às 16:58


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