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SMS da semana

por Pedro Silva, em 12.11.20

Costa sobre a covid-19: "Perante a vontade de haver incumprimento a regra é: tudo fechado"

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Ó Costa isso de querer sacudir a água do capote...

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publicado às 22:10


Parabéns Sr. António Costa e Sr. Rui Rio

por Pedro Silva, em 27.10.20
Não pode, ou melhor, não devem existir cidadãos de 1.ª, 2.ª e até mesmo de 3.ª categoria.
 
A nova Lei que obriga a usar máscara na via pública sempre que o distanciamento social seja fisicamente impossível não pode, de forma alguma, patrocinar - e muitos menos criar - situações em que uma pessoa pelo facto de padecer de um problema de saúde deixe de ter acesso a um qualquer recinto ou de circular livremente na via pública ou transportes públicos.
 
Para mais, a forma atabalhoada e à pressa com que o nosso Legislador criou a dita normativa dá azo a que cidadãos com problemas de saúde grave que não possam utilizar uma máscara sejam marginalizados porque não tem a felicidade de ter um médico à sua disposição no imediato que passe a dita declaração que justifica perante (pasme-se!) outros cidadãos que não podem utilizar a máscara porque esta coloca em risco a sua saúde.
 
A dita Lei ainda não entrou em vigor. Tal só irá ocorrer amanhã, Quarta-feira (28 de Outubro de 2020) mas a "polícia da máscara e dos bons costumes", ao estilo Santa Inquisição da Idade Média já começou o seu trabalho de marginalização de quem, pelos vistos, escolheu ter uma doença grave.
 
Isso é Portugal em pleno Século XXI.
 
Parabéns Sr. António Costa e Sr. Rui Rio. Nem André Ventura teria feito melhor.

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p.s. Coisas existem pela sua gravidade que são bem mais importantes do que o futebol. Adoro o Futebol Clube do Porto da mesma forma que adoro opinar sobre futebol, mas nos tempos que correm fazem - mesmo! - falta gente com Alma pensante.

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publicado às 20:02


Bom senso

por Pedro Silva, em 25.10.20

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Ponto prévio, não sou contra nem a favor do uso de máscaras na via pública quer seja possível, ou não, o distanciamento social a que essa pandemia nos obriga. Sou, isto sim, inteiramente a favor que em tempos de crise profunda, de falência das lideranças e de tremenda e preocupante descoordenação dos nossos governantes impere algo tão simples e precioso como o bom senso.

Isto para aqui dizer que na minha opinião não me parece razoável esse futuro e muito desejado obrigar à força o cidadão comum a ter de usar a máscara na via pública sempre que o distanciamento social não seja possível. Prefiro, de longe, a sensibilização, a fiscalização e prevenção. Isso porquê:

1 – Cidadãs e cidadãos existem que padecem de doenças ou problemas de saúde ou realizam trabalhos que os impedem de usar a máscara. A recente Lei aprovada na Assembleia da República permite a essas pessoas solicitar uma declaração médica que justifique o não uso da máscara nas circunstâncias já aqui referidas, mas ou essas mesmas pessoas tem capacidade financeira para poderem ser acompanhadas no privado ou então vão estar meses à espera que o seu médico as possa atender tal a balbúrdia que vai nos Hospitais e Centros de Saúde por causa da histeria patrocinada pela nossa Comunicação Social e Governo de António Costa em torno da problemática da Covid-19;

2 – Está demonstrado por a+b que a disseminação da doença se dá, essencialmente, em espaços onde existam multidões. Então porque razão se permitiu a entrada de público no Grande Prémio de Fórmula 1 que se realizou no Algarve esse Domingo? Público este que não respeitou o devido distanciamento social mas que se encontrava munido da máscara. O mesmo tipo de lógica aplico a eventos culturais, desportivos e religiosos;

3 – A obrigação da utilização da máscara vai criar na maior parte das pessoas uma falsa sensação de segurança. O facto de cumprir a Lei mas não fazer o resto (distanciamento social. higiene e etiqueta respiratória) vai redundar no mesmo e o problema da Covid em vez de diminuir, aumenta;

4 – Ausência total e fatal de liderança dos nossos governantes e Direcção Geral de Saúde (DGS). Porque razão António Costa e o seu Executivo não prepararam com tempo um plano estratégico nacional (de Norte a Sul) para que todos os Hospitais e Centros de Saúde estivessem preparados para o que estamos a passar reforçando, desde logo, pessoal qualificado/não qualificado, material e espaço para se poder responder, da melhor maneira possível, ás solicitações dos doentes Covid e não Covid? Esse ponto devia dar que pensar;

5 – Custa-me entender que depois do sucedido em vários Lares e que está a suceder em várias Escolas, Faculdades, demais estabelecimentos de ensino, locais de trabalho, transportes públicos, etc. ainda não surgiu ninguém no Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social (e outros Ministérios) e, inclusive, Assembleia da República que tenha tido a capacidade de perceber que é fundamental fiscalizar, fiscalizar, fiscalizar e fiscalizar previamente mesmo que para tal se tenha de reforçar Recursos Humanos e meios e, por último;

6 – Custa-me a crer que o comum dos cidadãos saiba utilizar a máscara correctamente de forma a não prejudicar a sua saúde. As máscaras cirúrgicas (as mais solicitadas) têm um curto prazo de validade e não devem ser utilizadas das 9H às 19H sob pena de provocarem patologias como tonturas, alergias, complicações oculares, etc. Claro que quem for profissional de saúde sabe o que deve fazer para além de que sabe também que para se proteger eficazmente da Covid necessita de algo mais do que uma máscara no rosto.

Em suma. Não vou aqui alimentar discussões e muito menos entrar nas vulgares conversas que por norma acabam sempre no insulto gratuito.

Não sou, nem quero ser, o Dono da Razão.

Apenas quis deixar aqui a minha opinião e, sobretudo, apelar ao bom senso de todos nós e pedir a quem nos governa que assuma de vez as suas responsabilidades e procure, de facto, buscar soluções para o problema em vez de recorrer ao extremismo que nada mais transparece senão uma total descoordenação que assusta e abre caminho a aventureiros do estilo André Ventura.

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publicado às 22:28


E a Escócia?

por Pedro Silva, em 13.10.20

Imagem Crónica Rs.jpg

Com a mais do que provável saída do Reino Unido da União Europeia e tendo em consideração as especificidades  muito peculiares do Reino Unido e da sua história (que de pacifico tem muito pouco, diga-se desde já), apetece-me levantar aqui uma questão que ainda ninguém quis ou ousou levantar de tão entretidos que andam com o regresso de uma suposta fonteira física na República da Irlanda sempre que o assunto “Brexit” vem ao de cima.

Não estou com tal, de forma alguma, a querer desvalorizar ou secundarizar a questão da fronteira entre as duas Irlandas. Tal é um dos pertinentes assuntos do “Brexit” que merece uma reflexão bastante grande, ponderada e racional q.b. para que a resposta ao problema seja, no mínimo do possível, a mais adequada possível à problemática.

Contudo, face ao que a história recente nos demonstrou, estou deveras curioso para saber qual a reacção daqueles que batem no peito sempre que se fala de Europa quando a Escócia reclamar a sua independência no pós “Brexit”.

Esses mesmos que batem com orgulho no peito e “falam grosso” com o Executivo de Londres são os mesmos que dantes tudo fizeram e de toda a retórica se serviram para fazer da independência escocesa uma espécie de pesadelo. Chegaram mesmo, inclusive, a condenar a Escócia ao isolamento económico e civilizacional porque esses sabem que na sua casa também existem povos que merecem decidir por si, e por si só, o seu destino e futuro enquanto povos soberanos.

Não se tenha a mais pequena dúvida de que a Escócia irá mesmo avançar para a sua independência. Isto porque tudo indicia que o chamado “Hard Brexit” vai ser uma realidade. De quem vai ser a culpa de tal não importa nem interessa porque ambas as partes só têm a perder com tal. Só mesmo o irracional irá fazer com que os escoceses permaneçam no Reino Unido.

É uma certeza a candidatura da Escócia à União Europeia quando estiver terminada a saída à força do Reino Unido da Europa. E aí é que vamos todos ver aquilo de que é feita essa mesma União Europeia. Isso porque não se pode, nem se deve, querer ser uma potência internacional e não se saber tirar proveito de uma situação que irá, com toda a certeza, colocar Londres em muito maus lençóis.

A Europa de Von der Leyen terá na questão escocesa – mais – uma oportunidade de mostrar ao Mundo que não é a tal manta de retalhos onde ninguém se entende.

A ver vamos como tudo se vai desenrolar, mas, não querendo ser acusado de pessimismo irritante, não creio que a figura da manta de retalhos onde toda a gente ralha e só se entende depois de muita exposição mediática vá desparecer. Pelo contrário! Quando chegar a hora H, quem se vai ficar a rir será Londres e a sua bacoca e desajustada visão imperialista do Mundo. Já a União Europeia vai continuar a ser o motivo de risota a nível diplomático (e não só).

E já que falamos de Europa…

António Costa, Marcelo Rebelo de Sousa e líderes partidários tem lançado os foguetes e feito a festa em torno dos fundos europeus que, pelo que se ouve e lê, vêm salvar a nossa pátria.

Há que dizer o que não se diz ou pouco se fala e escreve.

O processo dos tais fundos milagrosos ainda está no início. A concessão dos mesmos tem ainda de passar pelo crivo dos Parlamentos de cada Estado-membro e algo me diz que quando os ditos chegarem ao Parlamento da Holanda, Áustria, Alemanha, Finlândia, Suécia, Polónia e Hungria a coisa vai travar a fundo…

Artigo publicado no site Repórter Sombra (06/10/2020)

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publicado às 21:30


Portugal, o bom aluno

por Pedro Silva, em 19.09.18

imagem crónica RS.jpg 

Por muito que António Costa, demais elementos do seu Governo, Partido Socialista (PS) e plataforma de apoio ao actual Executivo apregoem, Portugal continua a ser o «bom aluno» de uma Europa céptica e refém dos seus ideais económico-financeiros (e demais estereótipos). A austeridade cega e descoordenada está bem viva na nossa sociedade e veio para ficar. A prova disto mesmo é o estado cada vez mais deplorável e caótico em que se encontram certos serviços do Estado. Especialmente na Educação e Saúde, sectores que por força das políticas seguidas pelo Governo Passos/Portas (e Cristas, diga-se desde já) sofreram um esvaziamento tal de pessoal qualificado e não qualificado que hoje em dia começam a ser por demais evidentes problemas sérios que se nada for feito a médio e longo prazo poderão vir a ser crónicos.

 

Sempre o disse, e mantenho, que o aumento da carga horária da Função Pública não passou, nunca, de uma forma encapotada de reduzir o pessoal dos vários serviços prestados pelo Estado. Entre convites “açucarados” para a desvinculação laboral e saída para a reforma, Passos, Portas e Cristas “esvaziaram” quase que por completo os sectores da Saúde e da Educação. Sectores que hoje em dia clamam por mais pessoal. Sectores que – pasme-se! – enfrentam uma crise de funcionamento brutal dado que tem cada vez mais dificuldade em dar resposta a uma população cuja esperança média de Vidas tem vindo a aumentar e que tem cada vez mais de ocupar o seu tempo com trabalho para poderem fazer face às (cada vez mais crescentes e necessárias) despesas que qualquer um de nós enfrenta no dia-a-dia.

 

Com este problema em mãos, munido de uma forte propaganda política de “combate à austeridade bruta e cega”, António Costa procurou resolver o problema. Mas não o fez contrariando, por completo, a tese do Governo anterior no que à Função Pública diz respeito. Apostou, aposta e apostará no chamado trabalho temporário (aka tarefeiros). Algo que este mesmo Executivo de António Costa tanto critica no sector privado tendo, inclusive, tomado medidas legislativas para combater tal.

 

Tudo isto para que nos gabinetes da pesada burocracia europeia que desconhece e tem horror à realidade tal como ela é, Portugal possa apresentar um bonito e exemplar “excel”. Isto para além de que fica sempre bem no que à taxa de desemprego diz respeito, algo que vem sempre à baila quando desce. Mesmo que à custa muitas patranhas.

 

Portugal foi e continua a ser o bom aluno. Os fundos (muito deles manhosos e especulativos como o passado já nos demonstrou) agradecem. Já quem precisa dos serviços do Estado e trabalha neles não pensa da mesma forma. Que o digam o sector da Saúde e da Educação onde tudo parece estar a caminhar para uma espécie de limbo da degradação sem fim.

 

Um aparte, para aqui dar conta da minha profunda reprovação pela – cada vez maior – falta de senso democrático da nossa vizinha Espanha. Um Estado dito democrático no verdadeiro sentido do termo não pode tolerar a censura. Seja ela praticada por cidadãos ou entidades públicas. Isto porque os independentistas catalães têm todo o cabal direito de expressar as suas ideias por toda a Catalunha desde que o façam de forma ordeira e pacífica. A colocação dos famosos laços amarelos em espaços públicos é uma destas formas pacíficas e ordeiras de se manifestar uma vontade política que não tem de ser a de todos os que habitam na dita região. Pelo que fica mal (muito mal!) que um grupo de cidadãs(?) de cara tapada andem pela calada da noite a arrancar todos os laços amarelos que vêm pela frente. Igual atitude só mesmo as dos membros do partido nazi da Alemanha de Hitler.

 

Artigo publicado no site Repórter Sombra (18/09/2018)

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publicado às 18:44


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