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A problemática do depois

por Pedro Silva, em 07.11.18

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Quem tiver por hábito acompanhar os meus pensamentos já sabe que eu não sou um dos grandes simpatizantes da Sra. Merkel e da sua política errante, autoritária e cegamente austera para a Europa. Sempre fui muito crítico das posições que a Sra. Chanceler seguiu nos anos da crise grave crise que assolou a Europa e o Mundo e continuo a insistir na tese de que a Sra. Merkel é, acima de tudo, a principal responsável pela escalada autoritária que provocou as fortes e perigosas actuais divisões no seio da União Europeia que tem sido a base de militância e de força dos nacionalismos que alimentam as facções extremistas que, aqui e acolá, começam a ocupar cargos de poder nos países europeus.

 

Contudo tenho de confessar e expressar a minha preocupação pelo facto de Angela Merkel ter anunciando publicamente que não se recandidata a mais um mandato de Chanceler. E sinto tal porque a Europa começa aos poucos a “cair nas mãos” da extrema-direita que coloca acima de tudo e todos o seu nacionalismo exacerbado.

 

Acresce ainda a o simples (e nada menos preocupante) facto de que na Alemanha da Sra. Merkel a extrema-direita (e o tal nacionalismo exacerbado) tem ganho muita força popular tendo, inclusive, chegado ao ponto de já termos tido elementos ligados a este movimento a aterrorizar a população estrangeira com a conivência e beneplácito dos serviços secretos germânicos. Serviços cujo líder – entretanto demitido – disse publicamente que não houve perseguição alguma da população estrangeira em cidades alemãs onde a extrema-direita tem uma – cada vez mais – forte presença. E como se não bastasse, é do conhecimento público a quezília territorial – fruto da 2.ª Guerra Mundial - entre a Alemanha e a Dinamarca que nos últimos tempos tem crescido de tom na parte germânica…

 

Ora tudo isto para aqui dizer que a anunciada retirada da cena política da Sra. Merkel mais parece a de Nero que mandou incendiar Roma. E vamos a ver quais as “ondas de choque” que tal saída irá, com toda a certeza, criar até porque a Europa está como está e a Alemanha vai ter de enfrentar um vazio em termos de liderança que, na minha opinião, pode muito bem vir a ser perigoso. A história nunca se repete, é um facto, mas tem muitas cópias parecidas e já todos percebemos que o que vem aí para a Europa e Mundo não é nada de bom.

 

As Comissões estão em saldo?

 

Olhando agora um pouquinho para o que tem feito as delícias dos jornais (e não só) no que á nossa política diz respeito, apetece-me questionar as Sras. e Srs. Deputados da Assembleia da República se porventura as Comissões de Inquérito estão em saldo. Dirijo tão pertinente e curiosa questão à líder do CDS dado que este pequeno partido tem sido aquele que mais tem exigido a feitura das tão propaladas Comissões de Inquérito.

 

Indo agora ao cerne da recente questão que tanta celeuma tem levantado (para quem ainda não percebeu, refiro-me aqui ao caso de Tancos), questiono-me qual a grandiosa utilidade da realização de uma Comissão de Inquérito sobre um caso que esteve a ser investigado pela Polícia Judiciária e Ministério Público. Eu disse “esteve” pois a realização da tão propalada Comissão irá suspender os trabalhos dos investigadores tal como está preceituado na Lei.

 

Tendo em consideração que no passado se fizeram outras tantas Comissões de Inquérito onde o mediatismo e o enxovalho público de certas personalidades políticas e civis da nossa sociedade foram a nota dominante, pergunto-me qual será o grandioso proveito legal e político que a líder do CDS - e de quem a apoia - retira de uma Comissão de Inquérito a um caso que é (sem tirar, nem por) um caso de polícia?

 

Daí que volte a colocar em cima da mesma a questão que serviu de mote a esta pequena reflexão: As Comissões de Inquérito estão em saldo?

 

Artigo publicado no site Repórter Sombra (06/11/2018)

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publicado às 18:25


Em Roma sê romano?

por Pedro Silva, em 30.10.18

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Numa altura em que no mundo da política – quase – todos os debates se centram na elaboração, analise e discussão dos orçamentos dos Estados-membros da União Europeia para o próximo ano, eis que em Itália assistimos a um filme (estilo drama) já antes visto. Quase que se me atrevo a dizer que é uma espécie de «Déjà vu», mas não o faço porque a Itália está longe (muito longe) de ser a Grécia.

 

Acredito que com tanto alarido (e justificado, diga-se desde já) em torno da eleição do político fascista jair Bolsonaro, já ninguém sem recorde que a Europa tem hoje em mãos um tremendo problema. O governo italiano resolveu afrontar a Europa dos burocratas dizendo publicamente, e por mais do que uma vez, que quem manda na elaboração do seu orçamento é a Itália e os italianos. E fê-lo de uma forma aberta, agressiva e sem pudor algum.

 

Resta-nos perceber a razão para tal comportamento. Algo que cá pelo nosso país ainda não se fez. Tal será assim talvez pelo facto de Mário Centeno ter sido “apanhado” com sucesso na ratoeira que o eurogrupo lhe montou há uns tempos atrás. E é claro que a natureza política do actual elenco governativo transalpino de extrema-direita incita a que quem opine procure a justificar o problema com a natureza política do tal elenco. Pessoalmente - como apreciador de um bom desfaio dado é que isto que nos faz evoluir enquanto seres pensantes – prefiro ver o problema de outra forma. Prefiro ir pelo caminho mais difícil e não pelo atalho que muitos escolheram seguir colocando-se, sem apelo nem agravo, do lado dos burocratas de Bruxelas.

 

Quando olho para a problemática do Orçamento italiano de 2019 e para a forma como o governo de extrema-direita sediado em Roma reagiu à “nega” que Bruxelas deu ao dito, vem-me rapidamente à memória as sucessivas violações dos tratados orçamentais que tanto a França como a Alemanha levaram a cabo nos últimos anos. Especialmente nos tais anos do “ajustamento” levado a cabo nos países da Europa do Sul.

 

Claro que quem defende os burocratas de Bruxelas e os seus “Tratados” se escuda no argumento de que o actual governo de Itália é populista e radical. E até que são argumentos válidos. Contudo não se pode apelar a uma parte do problema quando que devemos é antes procurar resolver o dito como um todo.

 

Isto porque a Itália é – tão-somente – a terceira maior economia da Europa. À sua frente estão a França e a Alemanha, países que, repito, no passado violaram sem apelo nem agravo os tais de “Tratados Orçamentais”. E não, o argumento de que tanto a França como a Alemanha não tiveram a postura agressiva da Itália de hoje não singra. E não singra porque está mais do que provado que na Europa dos tempos que correm o velho brocado de “em Roma, sê romano” não se aplica. Basta que para tal se seja dono de uma das maiores economias da Europa. A Grécia de Tsipras é a prova viva de tão enfadonha realidade.

 

Ora face a tal, concluindo, depois há quem fique muito admirado e olhe com uma natural cumplicidade para todo este retrocesso político europeu que está aos poucos a “abrir” as portas ao regresso em força da extrema-direita e das ideias fascistas.

 

Artigo publicado no site Repórter Soimbra (30/10/2018)

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publicado às 21:30


«Les Misérables»

por Pedro Silva, em 18.09.18

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imagem retirada de zerozero

 

Quem olhar para o título deste texto pode ficar com a ideia de que estou aqui a falar da fantástica obra literária do escritor francês Victor Hugo, publicada a 3 de abril de 1862. Sirvo-me de tão prestigiado e conhecido título para aqui descrever a forma como os portistas em geral - alguns comentadores - reagiram com descanso e alguma normalidade ao empate a uma bola que o Futebol Clube do Porto alcançou na Alemanha. Do outro “lado da barricada” esteve, tão simplesmente, uma equipa que dá pelo nome de Schalke 04… Uma equipa composta por uma crassa maioria de “ilustres desconhecidos” que se limitou, praticamente, a fazer marcação cerrada ao portador da bola na vã esperança de que uma jogada fortuita redundasse em golo…

 

Claro que se pode dizer que um empate fora na Fase de Grupos da UEFA Champions League não é um mau resultado. E não o é de facto, mas quem viu o jogo como eu vi não pode, de forma alguma, ficar satisfeito e sossegado com o futebol praticado pelos comandados de Sérgio Conceição. Começam a ser muitos – demasiados até! – os jogos em que os Dragões “adormecem” durante a primeira parte para na segunda serem surpreendidos por um lance fortuito que os coloca em desvantagem…

 

O problema, a meu ver, passa muito pelo facto de a equipa azul e branca insistir em que cada um tem de resolver a sua parte por si. Sucede porém que o futebol é um desporto colectivo e nem sempre Brahimi (ou outro qualquer) está para aí virado ou tem a sorte de a coisa lhe sair bem na hora de passar a bola ou de rematar à baliza adversária… Se um colega está “tapado” por três adversários o mais sensato - digo eu – será que os seus outros colegas de equipa se aproximem para que se criem linhas de passe. O ficar a ver no que aquilo vai dar não resulta… E já vai sendo mais do que hora de Sérgio Conceição dizer tal aos seus comandados em vez de andar aos berros o jogo todo.

 

Vamos a ver como vai isto desenrolar. No fim-de-semana os Dragões tem uma sempre complicada deslocação a Setúbal. A jogar assim não sei não…

 

MVP (Most Valuable Player): Moussa Marega. Hoje foi difícil escolher o MVP da equipa portista (sinal do quão bem jogaram), contudo vou atribuir este título a Marega. Não pelo que fez no global mas por ter sido ele o autor do lance que culminou no empate portista quando a derrota parecia ser o mais provável.

 

Chave do Jogo: Inexistente. Em momento algum ambas as equipas foram capazes de criar um lance que fizesse com que a vitória pendesse, em definitivo, para o seu lado.

 

Arbitragem:  Parece ludibriado por Marega, que a um ligeiríssimo toque, aproveita para a queda que deu no segundo penálti do jogo. O primeiro, que Telles desperdiçou, é bem assinalado. Os alemães protestaram muito e assobiaram o árbitro no fim, mas, tirando o erro capital no lance do empate, decidiu maioritariamente bem.

 

Positivo: Ambiente nas bancadas. Grandioso ambiente este que se viu no famoso Veltins-Arena. Efectivamente o publico germânico é muito diferente para melhor no que ao futebol diz respeito.

 

Negativo: Héctor Herrera. O internacional mexicano só teve duas velocidades em campo: devagar e devagarinho. E isto foi aplicado a tudo o que gazia em campo. Mau demais…

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publicado às 23:11


Caminhando orgulhosamente para o abismo

por Pedro Silva, em 09.07.18

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Em Portugal perde-se tempo precioso a discutir o vazio em vez de olhar para o essencial. Dito de outra forma; estar a debater se porventura a plataforma de apoio ao governo de António Costa é a mais pura perda de tempo. Bem sei que existem muitos jornalistas e analistas políticos da nossa Praça que querem espalhar o pânico porque sabem que assim “vendem mais” e fazem-se ouvir, mas fora do nosso pequeno país estão a acontecer coisas terríveis. E a uma velocidade incrivelmente medonha. Tão incrível que custa a crer que tal não seja objecto da mais profunda análise por parte de quem se debruça sobre política em Portugal.

 

O Orçamento de Estado de 2019 vai ser aprovado. Ponto final! Se vai haver um certo e necessário teatro durante a sua discussão? Vai. Mas que interesse tem isto para nós enquanto cidadãos? Zero! Já o que se está a passar no espaço europeu é gravíssimo e deveria merecer muito mais da nossa atenção. Nunca a União Europeia esteve tão próximo do fim. Mas quem lê as notícias e as opiniões dos comentadores políticos fica coma clara e errada ideia de que «no passa nada». Passa-se algo e o que vou vendo é toda uma Europa a caminhar orgulhosamente para o abismo.

 

As recentes revindicações e imposições italianas no que á política europeia de acolhimento de refugiados, a perseguição criminosa que a Hungria promove a todos os refugiados e a quem os ajuda mesmo que tal ajuda seja, tão-somente, no preenchimento de um qualquer impresso, a crise democrática que se vive na Polónia, o avanço das forças de extrema-direita na Europa Central/Norte que aos poucos está a ocupar o vazio político que os últimos anos de governação europeia franco-germânica criou, as recentes convulsões políticas na Alemanha e, inclusive, o já famoso «Brexit» são sintomas de que algo não está mesmo nada bem na Europa. Raras são as vezes em que concordo com Marcelo Rebelo de Sousa, mas recentemente este afirmou que quem olha hoje para a Europa vê muito da Europa antes do eclodir da 2.ª Guerra Mundial.

 

Confesso que tal estado de coisas me assusta. Especialmente o ar normal que muitos de nós fazemos quando olhamos para este cenário e acabamos a debater se a Alemanha está, ou não, a mandar mais ou menos na nossa Europa. Como se o cerne da questão não fosse precisamente o de se ter retirado a Democracia do espaço europeu para no seu lugar se implementar – mesmo que à força dos ditos “mercados e afins” – uma espécie de dictat germânico.

 

È precisamente este mesmo dictat que fez com que tudo esteja como está- A Sra. Merkel deve mandar no seu país. Tal como cada governante de cada Estado-membro da União deve mandar no seu país. Querer seguir outra via que não a do diálogo e busca de soluções adequadas aos tempos que correm é, repito, caminhar orgulhosamente para o abismo.

 

E em jeito de remate final gostaria de fazer notar que o «Brexit» não será péssimo somente para os britânicos. Tendo em consideração a forma como a Europa está e o sectarismo que a Alemanha da Sra. Merkel protegeu durante anos (tal foi do seu agrado e conveniência), vai acabar por ser mais um prego no caixão do projecto europeu.

 

Por isto continuemos a debater o folclore do próximo Orçamento numa de vingança para como o Governo de Costa. Não despertemos para o que realmente interessa antes que seja tarde demais. Continuemos assim que estamos bem.

 

Artigo publicado no site Repórter Sombra (09/07/2018)

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publicado às 21:30


Os donos disto tudo

por Pedro Silva, em 12.02.18

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Quem tem por hábito acompanhar a minha opinião escrita semanal sabe muito bem que sou um crítico acérrimo do actual estado de coisas no espaço europeu. E aqui aproveito para fazer um esclarecimento, pois já não é a primeira vez que tenho de explicar por a+b que isto de ser um crítico acérrimo do actual estado de coisas no espaço europeu é completamente diferente de estar contra o projecto europeu. Eu defendo e percebo a necessidade da existência da União Europeia e que existem regras que os Estados-membros devem seguir.

 

Agora, não concordo é com a forma como tudo evoluiu nos últimos anos e discordo inteiramente com a aparente forma como se pretende dar continuidade a um projecto que é de todos e deve ser de todos e não somente de dois países. E não, o facto de França e Alemanha se terem apossado do poder decisório europeu por força de uma interpretação ad hoc do Tratado de Lisboa não justifica tudo. É muito por causa desta interpretação que isto esteve mal, está mal e, após um período de alguma tranquilidade, vai continuar a estar mal.

 

A base sob a qual assentou durante muitas décadas o projecto europeu era a de que somos todos diferentes, mas somos todos iguais. Tal foi assim até ao momento em que a Europa foi fustigada por uma tremenda crise. Crise que serviu para França e Alemanha, apoiadas pelos seus aliados económico-financeiros (Holanda, Luxemburgo, Polónia, Hungria, Bélgica, Finlândia, entre outros), implementarem a tese de quem manda aqui somos nós e o resto é letra. A partir deste momento deixou de haver uma União Europeia com Estados-membros para passar a haver uma espécie de colete-de-forças político cujas directrizes económicas foram determinadas partindo do pressuposto de que na Europa existem países de 1.ª, países de 2.º e países de 3.ª.

 

A ideia de igualdade europeia diluiu-se por completo na ideia da governação bicéfala franco-germânica. E qual foi o preço que a Europa pagou por ter seguido cegamente tamanha barbárie? Subida generalizada das forças extremistas, criação de Governos radicais, tremendas dificuldades na formação de alguns dos Governos europeus (como sucedeu recentemente na Alemanha, por exemplo) e o famoso Brexit (atribuir a responsabilidade de tal somente aos britânicos é negar o óbvio).

 

Contudo a Europa recentemente viveu um período de alguma acalmia e prosperidade. Isto apesar de a França já ter um Governo - aparentemente - estável liderado por um Presidente da República que tanto diz uma coisa, como diz outra. A somar a isto tivemos as alterações forçadas da política económica europeia provocadas, em parte, pelo sucesso do actual modelo económico-financeiro e governativo português e pela necessidade de o espaço europeu se precaver contra as maluqueiras comerciais da américa de Donald Trump.

 

Só que tudo isto pode muito bem vir a ser sol de pouca dura. E pode sê-lo porque tudo indicia que a Sra. Merkel vai, finalmente, poder formar governo na Alemanha. E vai fazer tal em conjunto com o partido do Sr. Schulz. Partido este cujo líder (Martin Schulz) afirmou em plena campanha eleitoral (salvo erro) Europa Federada ou rua. Ou seja; embora o Sr. em questão tenha optado por não dar seguimento à possibilidade de vir a ser p próximo Ministro dos Negócios Estrangeiros da Alemanha, a sua tese de que a Alemanha – com a conivência e participação activa da França - quer, pode e manda vai vingar porque o Ministério das Finanças vai estar na posse de alguém ligado ao seu partido.

 

Vamos a ver como vai tudo terminar, mas confesso que não tenho nenhuma perspectiva optimista sobre o que aí vêm. Acrescento tão-somente que é lamentável que na Europa as coisas tenham chegado ao ponto de isto mais parecer uma espécie de Império romano do ocidente. E todos sabemos como as coisas acabaram para este mesmo Império.

 

Artigo publicado no site Repórter Sombra (12/02/2018)

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