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Portugal atrás com tretas à frente

por Pedro Silva, em 06.10.15

Imagem Crónica Repórter Sombra (especial Legisla 

1 - Antes de mais há que dizer que nestas eleições legislativas a grande vencedora foi, novamente, a abstenção. Esta ficou-se pelos 43,07%, a maior de sempre registada em eleições legislativas.

Por si só este facto é elucidativo de como todos perdemos e nada aprendemos com o passado. Tal exige uma profunda reflexão da parte de Partidos políticos e Cidadãos, mas neste moimento está tudo muito mais preocupado em como se vai governar daqui para a frente sabendo de antemão que esta mesma governação está condenada ao fracasso no médio prazo. Já lá vamos.

 

2 - Embora discorde totalmente da forma como tudo funciona na União Europeia/zona euro tenho de olhar para o resultado das eleições legislativas de 2015 e retirar a conclusão de que isto vai correr mal. Muito mal.

Ora bem, o resultado das Eleições ditou uma “vitóriazinha” da Coligação Portugal à Frente. Ou seja; a Coligação terá de formar Governo tendo por base uma maioria minoritária na Assembleia da República. Dito de outra forma se Passos Coelho e Paulo Potras quiserem governar vão necessitar de celebrar acordos sectoriais com o Partido Socialista. E só o poderão fazer com este dado que tanto o Bloco de Esquerda como a CDU (Coligação PCP e Verdes) inviabilizaram, desde logo, a possibilidade de qualquer entendimento com a vencedora das eleições.

 

Sendo assim tendo por base as recentes experiências e a forma como Bruxelas pensa e age no que á sua zona euro diz respeito e dado que ainda está por surgir medidas que protejam os Estados-membros da especulação das agências de rating, é de esperar que os próximos tempos sejam difíceis. Muito difíceis para todos nós Portugueses porque vai ser de todo complicado Portugal continuar a seguir a fórmula da austeridade bruta de que Bruxelas é adepta se não houver entendimentos na nossa Assembleia da República.

 

Não creio que venhamos a ter os mesmos problemas dos Gregos mas se vamos ter sobre o nosso País um tremenda pressão a todos os níveis vamos de certeza e quem vai sofrer com tal serão os mesmos de sempre (os Portugueses). Para mais o Sr. Ministro das Finanças da Alemanha já deu o mote: continuar com a austeridade.

 

3 - Como já aqui disse a Coligação Portugal à Frente (PSD/CDS) alcançou uma “vitóriazinha” nestas legislativas. Perdeu votos, perdeu Deputados na Assembleia da República e viu a Esquerda (especialmente a extrema esquerda) aumentar a sua força e presença política nas bancadas do nosso Parlamento.

 

Não vai ser nada fácil governar assim. Especialmente se tivermos em linha de conta que, por acordo entre Passos e Portas, desta vez o CDS-PP irá ter mais Deputados na sua Bancada.

 

Com toda a certeza que o Governo que Passos e Portas irão apresentar ao Sr. Presidente da República terá muitos elementos dos Centristas e poucos dos Sociais-democratas, ou seja; vamos ter um Governo ultra conservador que terá de levar a cabo uma série interminável de entendimentos com a Esquerda moderada (Partido Socialista) e radical (Bloco de Esquerda e CDU).

 

Tudo indicia, à partida, que este é um Governo condenado ao fracasso no médio prazo. Daí que eu tenha optado pelo título “Portugal atrás com tretas à frente”.

 

Leia o resto do artigo no Repórter Sombra.

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publicado às 15:30


Foi há 40 anos

por Pedro Silva, em 25.04.14


Que conquistamos a nossa Liberdade para a entregarmos a Troikas, Agências de Rating e afins...

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publicado às 12:00


Não se mude o rumo que não é preciso

por Pedro Silva, em 21.09.13

Nunca me farto de bater na mesma tecla. A União Europeia tem de tomar medidas para que os seus Estados membros deixem de ser atacados com regularidade pela pirataria do século XXI.

 

Não haja a mais pequena dúvida de que as agências de rating levam a cabo ataques estratégicos que agradam aos seus clientes, clientes estes que pagam a peso de ouro os aconselhamentos que estas vão dando sobre os mercados. Para mais muitos destes clientes são também avaliados por estas mesmas agências.

 

O despudor de quem avalia o rating das dívidas públicas dos Países da União Europeia e da Zona EURO já não conhece limites e neste momento temos Países como Portugal que são obrigados a ter de escolher entre mais austeridade ou mais austeridade senão lá se vai o rating.

 

É uma vergonha um País ser obrigado pelos “mercados” a ter de optar entre a morte lenta da sua população ou recuperação desta apostando em políticas menos severas que aumentem o emprego e o investimento.

 

De que espera a União para fazer algo quanto a isto? Os órgãos Europeus são muito rápidos a tomar medidas protecionistas no que aos produtos Chineses e outros tantos diz respeito, mas no quanto à pirataria Norte Americana dos ratings nada se faz nem se deixa fazer. Neste momento a UE parece um barco á vela. Se o vento dos “mercados” sopra a favor é tudo maravilhas mas quando este não sopra é o marasmo total enquanto a sua tripulação vai sofrendo muito lentamente.

 

Depois ainda querem que acreditemos na Europa e nas suas instituições. Tristemente não me sinto um cidadão Europeu até porque este tal “Estado Federado da Europa” nada faz por mim ao contrário de uns certos privilegiados da Baviera que ainda tem a distinta lata de dizer que nunca estiveram tão bem como agora.

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publicado às 18:00


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