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Triunfo da naturalidade

por Pedro Silva, em 14.10.18

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imagem retirada de zerozero

 

Efectivamente pouco mais me apraz dizer sobre esta vitória portuguesa em terras escocesas senão que foi a vitória da naturalidade. Isto muito por culpa, ora pois, da enorme discrepância em termos qualitativos entre a equipa nacional da Escócia e a nossa equipa. Esta Escócia nem parece uma equipa do século XXi, tal é o futebol primitivo que pratica… Trata-se de um futebol que assenta, quase que em exclusivo, no bola para a frente e toca a correr muito até à baliza adversária. Mau demais… Só mesmo a actual Alemanha para empatar a zero com esta equipa numa partida da Liga das Nações da UEFA.

 

E já agora, só mesmo a Rádio Antena 1 para num jogo da nossa selecção desatar a analisar o que espera o SL Benfica na próxima jornada da Liga dos Campeões dado que este vai defrontar o Ajax em Amesterdão. O que interessa tal para o caso? Nada. É a velha retórica dos não sei quantos milhões. Adiante.

 

Regresso ao jogo para dizer que é engraçado que quem se fartou de dizer na Praça Pública que era impossível promover-se a renovação da nossa Selecção esteja agora tão calado. Claro que podemos apontar aqui e acolá um outro erro à gestão de Fernando Santos (eu acho que este por vezes aposta em desmaia em que já deu provas de que não tem “estofo” para estar entre os melhores), mas a verdade seja dita que Fernando Santos tem mostrado por a+b que é possível renovar-se a Selecção mantendo o nível de exigência bem elevado. Hoje em Glasgow tivemos mais uma prova de tal embora Renato Sanches tenha voltado a mostrar – mais uma vez - que não está ali a fazer nada (tal como o médio Bruno Fernandes).

 

MVP (Most Valuable Player): Hélder Costa. O “desconhecido” extremo português mostrou que é possível ser-se maus uma opção válida para a Nossa equipa quando se tem um bom treinador no clube. Gostei muito de ver o Hélder em campo e do seu sentido de posicionamento, sentido este que lhe valeu um golo.

 

Chave do Jogo: O golo inaugural marcado por Hélder Costa. Até esta altura a equipa escocesa acreditava que podia “fazer a Vida negra” aos lusos não obstante o seu futebol primitivo e altamente previsível. Depois do golo sofrido não tiveram capacidade alguma para incomodar as redes portuguesas (a não ser no erro defensivo que lhes deu o golo da consolação).

 

Arbitragem:  Nada a relatar sobre a equipa de arbitragem. Jogo tranquilo e sem casos.

 

Positivo: Beto. “Velhos são os trapos” e o guardião Beto mostrou que tal provérbio é bem real. Excelente sempre que a equipa escocesa criou algum perigo na área portuguesa.

 

Negativo: Golo sofrido. A equipa britânica não joga nada, é um facto, mas não desperdiça uma oportunidade patética criada pelp adversário para marcar o seu golo.

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publicado às 20:05


Surpresos? Não foi por falta de aviso!

por Pedro Silva, em 06.09.16

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imagem retirada de zerozero

 

Jogo de preparação tem um único objectivo: preparar a equipa para os jogos oficiais. Que fez Portugal diante de Gibraltar no seu último jogo de preparação? Andou a brincar ao futebol. Resultado? Derrota com a Suíça e uma exibição miserável após o primeiro golo helvético. Mas pior do que a exibição foi a incapacidade da equipa técnica lusa de encontrar soluções que lhe permitissem dar a volta a um resultado adverso. Tivessem feito o TPC no jogo anterior e “outro galo cantaria” em Basileia.

 

Quanto ao jogo que culminou com a derrota da nossa equipa, dizer que não chega entrar bem. É fundamental manter os níveis de concentração sempre em valores muito altos. Especialmente quando do outro lado da barricada estiver uma equipa que faz da sua defesa e dos lances de bola parada a sua maior arma. E não era preciso procurar muito para se encontrar tamanha evidência. Bastava ir ver os jogos que os suíços fizeram no último Europeu em França…

Outra coisa que não consegui perceber é a razão pela qual Fernando Santos insiste em fazer de Éder aquilo que ele não é. Éder é um jogador que cumpre na posição de avançado. Mas está longe - muito longe – de ser aquele ponta de lança possante que luta entre os defesas contrários em busca de espaço para finalizar. Ora esta solução não deu resultados positivos diante de Gibraltar e ia funcionar diante da Suíça? A dita “solução” não funcionou e nada se fez para se procurar uma alternativa que permitisse a Portugal empatar o jogo (no mínimo!). Uma coisa que se calhar teria feito muito mais por isto seria ter-se colocado André Silva a jogar em par com Éder no ataque. Éder é um atleta que joga bem em tabelas com os seus companheiros e André Silva aquele tipo de atleta que mais se aproxima do tal ponta de lança possante que luta na defesa contrária para ter espaço para finalizar. Não tivessem andado a brincar no jogo do Bessa e se calhar teriam esta, e outras soluções, que nos permitiriam não estar agora a pensar em calculadoras e play off.

 

Chave do Jogo: Apareceu no minuto 23´ para resolver o jogo a favor dos suíços. Após o golo de Breel Embolo a Equipa de Todos Nós nunca mais se encontrou e a derrota tornou-se uma inevitabilidade.

 

Arbitragem: O espanhol Mateu Lahoz e a sua equipa de arbitragem podem ser acusados de “caseirinhos” em um ou outro lance, mas não creio que se possa classificar a prestação do árbitro de má. A meu ver terá ficado uma grande penalidade a favor de Portugal por marcar, mas não foi por causa do árbitro que Portugal perdeu em Basileia.

 

Positivo: A claque de apoio da nossa selecção. Mesmo a perder os adeptos portugueses não deixaram nunca de apoiar Portugal.

 

Negativo: Portugal. O campeão europeu não jogou absolutamente nada. Equipa que é a melhor da europa não pode ter futebol que só dure alguns minutos.

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publicado às 22:41


“Momento Éder”

por Pedro Silva, em 04.08.16

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Portugal iniciou da melhor maneira possível a sua participação nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. Num grupo onde Argentinos e Portugueses são considerados os favoritos a passar á fase seguinte da prova olímpica do futebol, os lusos impuseram o seu futebol diante daquela que é considerada uma das crónicas candidatas ao ouro olímpico nesta modalidade.

 

Quem via este Portugal de Rui Jorge na primeira parte não diria que se trata de um lote de terceiras e quartas escolhas. Domínio do jogo e coragem! Muita coragem e personalidade mostrou a nossa sortuda Selecção que colocou a Argentina em sentido em muitas jogadas. A primeira parte foi muito entretida com portugueses e argentinos a dividirem entre si as oportunidades de golo. O empate no final dos primeiros 45 assentava quem nem uma luva.

 

Contudo nos momentos finais da primeira parte já era notória a supremacia argentina. Esta mesma supremacia veio ao de cima no reinício do jogo e marcou presença durante muito tempo. Posso até dizer com segurança que a Selecção das “Pampas” não marcou o golo inaugural porque não calhou… E Rui Jorge demorou muito a fazer alguma coisa durante este período que poderia ter sido fatal para as aspirações lusitanas. Espero sinceramente que tal não se volte a repetir nos próximos jogos porque a Deusa da Fortuna não vai estar sempre do lado dos portugueses. Foram escusados alguns cortes menos racionais da parte da defesa nacional, assim como era também escusada a forma como os argentinos siam com imensa facilidade para o contra ataque… Felizmente Bruno Varela, o poste e alguma aselhice argentina impediram o golo sul-americano. A melhorar Rui Jorge e de preferência já no próximo jogo diante as Honduras.

 

Contudo foi numa altura em que os argentinos eram cada vez mais perigosos que Gonçalo Paciência teve aquilo que apelido de “momento Éder”. Com a argentina a criar cada vez mais lances de perigo. Numa jogada de génio de Bruno Fernandes (que jogão) assiste Paciência que remata colocado à baliza argentina. Nada fazia prever que a nossa equipa iria chegar à vantagem, e foi muito por isto que os três pontos da vitória passaram a ser pertença dos lusos porque a partir daí toda a estratégia argentina ruiu como um castelo de cartas. O nervosismo dos sul-americanos era cada vez maior. Só assim se explica o tremendo “frango” do Guardião argentino que deu o dois a zero a Portugal.

 

Em suma; Portugal ganhou, mostrou ter muitas capacidades e até que praticou um bom futebol mas há ainda muita coisa para se melhorar. Especialmente nas transições defesa/ataque para que a equipa não seja tantas e tantas vezes apanhada em contrapé pelos contra ataques adversários. E já agora, se Rui Jorge poder ser mais célere a “mexer” na equipa a malta agradece… A sorte não vai estar sempre do nosso lado e isto de ser ter muita força de vontade e técnica não chega numa altura em que a frescura física dos Atletas não abunda.

 

Chave do Jogo: Mais uma vez estou de acordo com o que escreveu o Jornalista do zerozero que passo a citar - “66' - Gonçalo Paciência fez o primeiro golo do encontro, o golo que voltou a colocar Portugal por cima do jogo.”

 

Positivo: Bruno Fernandes. Como se diz em Espanha “partidazo” deste jovem Jogador! Excelente a organizar todo o jogo ofensivo português! Bruno Fernandes deu um autêntico show de bola tendo-lhe faltado - “somente” – o golo que tantas vezes tentou marcar sem sucesso.

 

Negativo: Relvado do Estádio Olímpico Nilton Santos. Péssimo. Terrível. A maior competição desportiva do Mundo merece um relvado onde as equipas possam explanar todo o seu futebol, algo que foi de todo impossível nesta coisa cheia de buracos e peladas a que chamam de relvado do Estádio Olímpico Nilton Santos.

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publicado às 23:55


Aí está! Campeões!

por Pedro Silva, em 10.07.16

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imagem de zerozero

 

Ora aí está. Desde o primeiro jogo de Portugal neste EURO 2016 que venho dizendo que Portugal estava no bom caminho porque cedo percebeu que para se poder triunfar tinha de ser realista. Já foram muitos anos e muitas competições onde a nossa Equipa jogava muito, dominava mas depois tinha de se contentar com a vitória moral da praxe. Desta vez a história foi diferente e foi assim porque deixamos de ser o “Brasil da Europa” para passarmos a ser a equipa que em 2016 conquistou a Europa no coração desportivo de França. Grança que, diga-se de passagem, jogou em casa cheia de confiança e muita arrogância. Vamos por partes.

 

Quanto ao jogo em si, ao contrário de muita gente, eu queria a França como adversário na Final do EURO 2016. E isto porque se porventura a equipa adversária da Equipa de Todos Nós fosse a Alemanha muito provavelmente não estaríamos agora a festejar a conquista do nosso primeiro Título de Selecções A. Isto porque Portugal entrou em campo com a habitual “tremideira” e em muitos momentos sofremos a bem sofrer com a enorme pressão que o meio campo Gaulês foi fazendo na fase inicial de cada parte do jogo.

 

 Muito passe falhado. Muita dificuldade em “segurar” Sissoko & Companhia. A França sabia bem o que tinha de fazer para baralhar por completo o jogo de Portugal e em muitas ocasiões até que o conseguiu com sucesso. Um bom exemplo disto mesmo é o lance em que Cristiano Ronaldo é lesionado por Payet que se preocupou em “bater” no joelho do nosso capitão. Felizmente em muitos momentos a força bruta francesa esbarrava por completo numa “parede” de nome Rui Patrício que liderou uma linha defensiva que soube sacrificar-se nos momentos mais difíceis.

 

Portugal demorou um pouco a perceber o que tinha de fazer para fazer frente a uma França que estava muito subida e pressionante no campo. A lesão de Ronaldo acabou por ter sido positiva dado que permitiu a que Fernando Santos modificasse o esquema táctico por forma a retirar um pouco de espaço à França. Mas os problemas mantiveram-se dado que a bola não chegava aos avançados Quaresma e Nani que tinham de medir forças com os “armários” defensivos dos Gauleses. O esquema táctico modificou-se mas faltava-lhe ainda qualquer coisa… A "qualquer coisa" estava guardada para o prolongamento dado que a estratégia principal da equipa técnica Portuguesa era a de ir degastando a França porque no prolongamento era certo e sabido que os Gauleses acabariam por sucumbir á pressão de terem de vencer dado que jogavam em casa.

 

E assim foi. Com alguma sorte à mistura (não esquecer a bola ao posto de Cignac) Portugal foi para o prolongamento e a qualidade de João Moutinho (que tinha rendido um guerreiro de nome Adrien Silva que lutou mais do que jogou) começou a vir ao de cima e com Éder como “farol” na frente de ataque Lusitana a nossa equipa foi para a frente, impos o seu futebol, passou por alguns calafrios até aparecer Éder e – num lance individual à ponta de lança -marcar o golo que fez a história que nós, Portugueses, já merecíamos viver há muito, muito, mas muito tempo.

 

Obrigado Portugal e parabéns a todos vós! Nunca deixei de acreditar em vós!

 

Chave do Jogo: Apareceu ao minuto 79', altura em que èdee4r entrou em capo para o lugar de Renato Sanches. Foi a partir desta altura que Portugal começou a impor o sue futebol e fazer chegar a bola jogável ao seu ataque dado que Éder “prendeu” a defesa Francesa ao seu meio campo diminuindo, assim, a forte pressão que os Gauleses fizeram durante quase todo o jogo.

 

Positivo: Rui Patrício. Éder pode ter sido - com justiça – o Homem do Jogo mas o Guardião Português foi quem mais fez pela equipa de Todos Nós numa altura em que só a França jogava.

 

Negativo: Mark Clattenburg. “Caseiriinho” q.b. Clattenburg permitiu á França todo e qualquer tipo de barbaridade.

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publicado às 23:56


Nada mau para começar

por Pedro Silva, em 29.05.16

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imagem de zerozero

 

Interessante. É o que me apraz dizer desta prestação de Portugal diante a Noruega. Não foi uma exibição de “encher o olho” mas serviu para acalma os espíritos mais pessimistas. Para mais tendo em consideração o primeiro adversário (Islândia) da nossa Selecção em França sou da opinião que temos algumas – mas escassas - boas perspcetivas para o jogo inaugural.

 

E digo tal coisa porque não me agradou particularmente o 4x4x2 losango que Fernando Santos apresentou. Este sistema de jogo, tal como está pensado, depende muito da irreverência e talento dos seus avançados (Cristiano Ronaldo e/ou Ricardo Quaresma e/ou Nani) para “abrir a lata” e necessita também de um médio centro no seu melhor (João Moutinho e/ou Adrien Silva e/ou Renato Sanches). Dito de outra forma; se isto não melhorar pode muito bem acontecer que no dia do jogo diante da Islândia os nossos melhores Atletas das posições chave deste 4x4x2 losango não estejam no seu melhor e depois vai ser o “fim do mundo”.

 

Não gostei também de ver alguns disparates da parte da defesa Portuguesa em que foi batida em velocidade. Não esquecer que os Islandeses não são lá grande coisa em termos de técnica, mas velocidade é com eles e se tiverem uma oportunidade para marcar não a vão desperdiçar.

 

De resto achei interessante a forma como a nossa Selecção tentou, por mais do que uma vez, “desmontar” a defesa adversária fazendo a bola circular de um flanco ao outro ora em posse ora com passes em profundidade. Este tipo de estratégia vai ser muito importante diante da Islândia se bem que é necessário melhorar a presença na área que tem de surgir na hora H sob pena de se andar a cruzar para o “boneco”.

 

Danilo Pereira na posição de central não esteve nada mal. William Carvalho fez um jogo discreto, Cédric esteve sempre muito bem e Raphael Guerreiro mostrou que sabe executar muito bem os livres mas que defender e atacar não é o seu forte. Anthony Lopes teve os seus altos e baixos e mostrou, mais uma vez, que não é uma clara e séria alternativa a Rui Patrício. João Mário e André Gomes mostraram muita vontade mas é notória a sua – ainda - incapacidade de lidar com este sistema de jogo. *Eder marcou um golo após uma excelente combinação entre João Mário e Cédric mas a verdade seja dita que se o avançado falhasse aquele golo era caso para nos perguntarmos se Fernando Santos estava bom da cabeça quando o convocou… Éder é muito útil na criação de espaço para os extremos – é um facto -, mas isto só funciona na perfeição quando Portugal joga em 4x3x3 (sistema de jogo que não é da preferência de Fernando Santos).

Em suma; bom jogo, algumas boas exibições e muitas arestas para limar. É para isto que servem os jogos de preparação.

 

Chave do jogo: Surgiu no minuto 65´, altura em que Raphael Guerreiro marcou um excelente golo de bola parada. A partir desta altura a Noruega “ruiu como um castelo de cartas” e Portugal tomou conta da partida numa altura em que os Nórdicos estavam a equilibrar a contenda em termos de posse e jogadas de ataque.

 

Positivo: Atitude. A nossa Selecção costuma ser conhecida por facilitar nos jogos em que defronta equipa teoricamente mais fracas. Não foi nada disto que aconteceu hoje dado que os comandados de Fernando Santos deram sempre tudo pela conquista da vitória. Uma atitude a manter no EURO.

 

Negativo: Excessiva dependência do médio construtor de jogo e da qualidade individual dos avançados. Já aqui o disse e repito; se João Moutinho e/ou Adrien e/ou Renato Sanches e Cristiano Ronaldo e/ou Ricardo Quaresma e/ou Nani estiverem em “dia não” este 4x4x2 losango poderá ser fatal. Ter um plano B, C e até mesmo D na “manga” não será nada mal pensado.

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