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Quando o querer não chega

por Pedro Silva, em 11.03.18

imgS620I216562T20180311222745.jpg 

imagem retirada de zerozero

 

Confesso que ao ver esta derrota do Futebol Clube do Porto em Paços de Ferreira me fez recordar o empate em Moreira de Cónegos. Nem sempre o querer chega. Há que jogar para s vencer e a verdade é que hoje os azuis e brancos não jogaram absolutamente nada. Ou melhor, para ser mais preciso tenho de dizer que os portistas não jogaram nada na primeira parte e quando se lembraram que tinham de jogar à bola já estavam a perder por uma bola a zero diante de uma equipa que, para o bem e para o mal, “jogou com as suas armas”.

 

Mas o culpado maior desta derrota é, sem sombra de qualquer dúvida, Sérgio Conceição. Apostou mal no onze inicial da equipa portista, não soube – nunca – tranquilizar os seus jogadores quando estes mais precisaram e nas substituições foi um tremendo desastre… Tirar um avançado (Waris) para fazer entrar um médio (Otávio) e mais tarde tirar um médio (André André) para colocar em campo um avançado (Gonçalo Paciência) nem no famoso FM se admite. E já agora, qual o problema que impede Oliver Torres de jogar? È preferível jogar-se com um André André que não fez absolutamente nada que se aproveitasse enquanto esteve em campo?

 

É muito por isto que não partilho, na totalidade, da crítica de Sérgio Conceição sobre a prestação do árbitro Bruno Paixão. É verdade que o FC Paços Ferreira fez anti jogo, mas a também é verdade que este anti jogo de que o Sérgio se queixa (e que parece ter “contagiado” a mente de muitos portistas) só se tornou uma realidade depois de a equipa da casa se ter colocado em vantagem no marcador. Até lá não houve anti jogo algum da parte do Paços. A verdade é que até chegar ao golo, a equipa pacense chegou a ter momentos em que “abafou” o futebol dos Dragões.

 

Agora não há que entrar no “jogo do oito ao oitenta e vice-versa”. Após esta derrota no Estádio Capital do Móvel a vantagem pontual para do FC Porto o segundo classificado é agora de dois pontos. Não deixa de ser uma vantagem. É esta a mensagem que treinador, plantel, dirigentes e adeptos portistas tem de fazer passar. E se puderem adicionar o sério aviso de que o campeonato só termina lá para os fins de Maio e de que nada está – ainda – ganho era importante.

 

MVP (Most Valuable Player): Felipe. Foi o “menos mau” de um onze que não soube nunca encontrar-se de forma a impor o seu futebol. Tal como todos os restantes colegas, Felipe teve momentos em que parecia um amador, mas a sua coragem e vontade de dar tudo por tudo até ao apito final destacam-no como o MVP desta partida.

  

Chave do Jogo: Até que poderia dizer que esta apareceu mal Bruno Paixão apitou para o arranque da partida, mas o golo dos pacenses acabou por ser a “verdadeira” chave do jogo que fez com que a vitória pendesse para os lados dos da casa.

 

Arbitragem: Bruno Paixão é um árbitro que, fisicamente, tem dificuldades para acompanhar um jogo fluido e corrido, por isso protege-se com sucessivas paragens, conversas e tretas que não ajudam ao espetáculo. É um estilo muito difícil de gostar e de concordar. Ainda assim, nada a dizer nos lances capitais.

 

Positivo: Nada a apontar.

 

Negativo: Sérgio Conceição. Mais do que o anti jogo e da passividade de Bruno Paixão perante tal. Sérgio foi o principal responsável pela derrota de hoje por tudo aquilo que não fez quando a sua equipa precisou.

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publicado às 22:28



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