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Contra tudo e contra todos

por Pedro Silva, em 21.09.14

Se há coisa que mais detesto é falar de arbitragens. Os árbitros erram, são Humanos e nunca serão perfeitos por muito que lhes exijamos tal. Contudo quando o erro tende sempre para o mesmo lado com protagonistas diferentes a apitar não há paciência que aguente. Não dá e lamento ter de chegar a este ponto.

 

Se em Guimarães eu ainda fui como o outro e fiz de mercador quanto às queixas, pelos vistos válidas, dos Azuis e Brancos sobre o Homem do Apito, já nesta partida em casa ante o Boavista sou obrigado a ter de pensar e reagir de forma diferente.

 

Maicon é mal expulso e houve uma enorme dualidade de critérios uma vez que os Atletas do Boavista FC fartaram-se de fazer igual cena com a sanção a cifrar-se sempre num simples cartão amarelo. E pior é o cenário quando a expulsão do Brasileiro do FC Porto se dá quase no início da partida ante uma equipa do Bessa que não fez nada mais senão anti jogo.

 

É uma pena e uma tristeza que cá pelo Porto tenhamos de voltar ao velho lema do contra tudo e contra todos. Fica mal ao Futebol Luso este tipo de comportamento, mas quando da parte de quem tem o poder de decisão surgem cenas como estas em benefício claro de terceiros é natural que o radicalismo venha ao de cima. Quem fica a perder com tal é o Futebol Português que parece ter entrado numa lógica de que só pode ganhar quem melhor servir os interesses da Nação.

 

Quanto ao jogo em si, aquilo que deveria realmente interessar, resultado mais que injusto ante um Boavista que sempre esteve mais interessado em distribuir pancadaria do que em jogar futebol.

 

Nada tenho a apontar ao Treinador Basco dos Dragões que mesmo com dez conseguiu manter o equilíbrio da equipa. Só não soube lidar com o estado em que o relvado se encontrava, mas é preciso relembrar os mais esquecidos de que uma vez o Futebol Clube do Porto foi obrigado a ter de jogar na piscina da Associação Académica de Coimbra, mas estas são obras típicas do Futebol Português com as quais há que saber lidar e dar a devida resposta já na jornada seguinte em Alvalade.

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publicado às 23:55


2 comentários

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De Amadeu Melo a 22.09.2014 às 14:18

Pedro Silva, assiti ao jogo na tv o que, confortavelmente e como concordará, permite melhor análise a lances porventura mais duvidosos. 
Antes do jogo começar e dado o previsível estado do relvado com o dilúvio uns minutos antes supus que, caso não houvesse atenção do árbitro a essas condições, o jogo poderia descambar numa razia de amarelos... Não foi o caso, muito por mérito também dos jogadores. 
O lance da expulsão de Maicon é, por culpa do próprio jogador que prejudicou em muito a sua equipa, um lance para cartão vermelho: uma entrada por trás ostensivamente às pernas do adversário, segundo as leis do jogo, tem essa sanção. Daí o FC Porto não tem nada a reclamar, quanto muito puxar as orelhas ao seu jogador. Quanto ao resto, excluindo um amarelo bem mostrado a um jogador do Boavista que, ostensivamente também, puxa a camisola a um adversário, não vi quer de um lado quer do outro, quer para jogadores do Porto quer para jogadores do Boavista, lances que merecessem amarelos ou faltas mais duras. Faltas sim, mas de disputa normal de bola e nenhum deles - repito, quer para um lado quer para o outro - que merecessem amarelos. Se me disser que, atendendo às condições do terreno, traiçoeiro não só para os jogadores como para a análise dos lances, o árbitro poderia ter convertido o vermelho que a situação normalmente exigia, para um amarelo, aceito também. Só que o caso foi por demais "espectacular" e ostensivo e, se assim o permitisse, dali para a frente não iria mais ter mão no jogo. Portanto, queixem-se os adeptos do FC Porto da fogosidade do Maicon (que geralmente até é um jogador muito correcto, diga-se), queixem-se do estado do terreno e/ou do Boavista ter jogado com o autocarro à frente da baliza - cada um joga e ninguém pode levar a mal por isso, com as armas que tem ou, no caso...que não tem. 
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De Pedro Silva a 22.09.2014 às 16:03

Amadeu estive no Dragão e sou da opinião de que o jogo nunca deveria ter-se realizado. Foram notórios os momentos em que a bola ficava presa na água.


Perante o temporal que estava e um relvado todo alagado, o Boavista a queria jogar e o FC Porto não. Mandava, então,  o bom senso do Árbitro. Mas pelos vistos este quis seguir a jurisprudência e mandou jogar, pois se certa vez o FC Porto jogou numa piscina em Coimbra então também deve jogar nas condições lastimáveis que todos vimos. Mais um erro do Árbitro portanto, e mais uma razão válida para o criticar.


E já agora, se acha que a expulsão de Maicon foi uma forma que o Árbitro teve de "segurar o jogo", porque razão Carlos Santos não foi expulso antes que Petit o retirasse do campo? Mal começou o jogo o Jogador já tinha um amarelo e não parava de fazer faltas sendo que muitas delas eram violentas.


Quanto ao jogo em si, penso que não vimos o mesmo jogo. Os Atletas do Boavista FC não fizeram faltas duras? De certeza? É por causa disto que detesto analisar e comentar arbitragens...

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