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A NATO e o «american idiot»

por Pedro Silva, em 18.07.18

unagen crónica RS.jfif 

Começo por dizer que não sou grande entusiasta da Aliança Militar Transatlântica comumente conhecida entre nós por NATO. E não o sou porque desde a queda da União Soviética que tal organização tem servido, quase que exclusivamente, para afiançar e apoiar ataques unilaterais a Estado Soberanos ou para alimentar uma guerra fictícia com a Federação Russa- Guerra esta que acaba, invariavelmente, mal para os povos europeus.

 

Contudo, olhando para o passado histórico do Velho Continente e o papel decisivo que as duas intervenções militares dos Estados Unidos da América tiveram no desfecho das duas grandes guerras, sou forçado a admitir que a NATO é fundamental para a manutenção da Paz na Europa. Especialmente se tivermos em linha de conta que esta cooperação internacional obriga a que norte-americanos e europeus trabalhem em conjunto para a prossecução do grande objectivo que é a manutenção da Paz no Velho Continente. Dito de uma forma mais simplista; enquanto europeus e americanos andarem “entretidos” a movimentar as suas tropas em conjunto, os europeus não lutam entre si como já aconteceu no passado. Claro que tal não paga o que de mau a NATO e a que aqui fiz referência, mas a verdade é que a NATO tem sido u das maiores razões pela qual a Paz se mantem na Europa.

 

Obviamente que para uma personalidade como Donald Trump que, para todos os efeitos, é a personificação da expressa e conhecida vontade americana do quero, posso e mando tal forma de olhar para a NATO é errada. Claro que podemos sempre dizer que os esforços militares e financeiros dos parceiros europeus poderia, e deveria, ser maior mas temos de ter em consideração que nem todos os países europeus gozam da impunidade norte-americana que permite aos “States” endividar-se sem fim e “empurrar a dívida com a barriga”. E não deixa de ser caricato que a Administração Trump exige aos europeus o pagamento do esforço militar da NATO e esta seja, ao mesmo tempo, a maior devedora da ONU.

 

Termino com uma pequena, mas concreta, analise ao recente périplo europeu de Trump.

 

Estavam à espera de quê? Que Donald não fosse o habitual «american idiot» que é sempre que pode dar uma de Grande Líder Mundial? Especialmente quando falamos de eventos públicos onde o que não faltam são microfones e câmaras de televisão?

 

Efectivamente fica cada vez menos esperançado nos líderes da actual Europa. Para além de andarem mais tempo a lutar contra si mesmo e a promover, mesmo que involuntariamente, soluções e posições que os degastam interna e externamente, e ainda perdem tempo com as palhaçadas made in Trump? Pior! Ainda tentam que Donald Trump seja uma pessoa sensata e razoável?

 

Artigo publicado no site Repórter Sombra (17/007/2018)

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publicado às 20:47


7 comentários

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De Sarin a 19.07.2018 às 23:09

Sobre a NATO e o esforço que Trump exige à Europa, faltou apenas lembrar que os EUA são os grandes produtores de armamento adquirido pela NATO, e que a indústria europeia de material bélico tem capital norte-americano -que não é nem mexicano nem canadiano.
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De Pedro Silva a 20.07.2018 às 03:10

Facto!

Mas isto não dá a Trump o direito de tratar a Europa como se de um conjunto de parasitas se trate. Especialmente se tivermos em linha de conta o elemento pacificador da NATO no Velho Continente.


E se vamos por este caminho, então os USA já há muito que deveriam ser tratados como caloteiros por todo o Mundo dado que nunca pagaram o que devem à ONU.
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De Sarin a 20.07.2018 às 07:17

Mas eu apenas gosto de frisar isto quando falam do "enorme" esforço americano. Como se os EUA agisssm por altruísmo.
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De Sarin a 20.07.2018 às 07:18

Apenas por altruísmo, fataou o "apenas".
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De Pedro Silva a 20.07.2018 às 23:48

E está bem visto Sarin!

Só em lembrei de associar uma coisa á outra depois de ter respondido ao primeiro comentário... E o que me fez não ter visto tal é que, ao contrário do que se pensa, a Europa também tem uma indústria militar. Por exemplo, a Suécia produz minas terrestres. Ficaram bem famosas durante a Guerra dos Bálcãs.
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De Sarin a 21.07.2018 às 00:04

E a Alemanha e a França... mas com parte do capital vindo do outro lado do Atlântico, quase todos...
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De Pedro Silva a 21.07.2018 às 00:11

Em grande parte sim. É o que dá ser parte de um Mundo onde o capitalismo selvagem é - cada vez mais - Rei e Sr.

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