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Descobriu-se a pólvora

por Pedro Silva, em 16.11.14

Quando António Guterres era Primeiro-ministro de Portugal as privatizações de Empresas do Estado arrancou em força. O pontapé de saída foi a privatização da “Galinha dos Ovos de Ouro” que dá pelo nome de BRISA. Na altura um amigo meu afirmou convictamente que isto das Privatizações ia começar até só sobrarem os dedos. E justiça lhe seja feita! Não porque sei que ele estará a ler este texto, mas sim porque tinha toda a razão do mundo.

 

Desde a década de 90 até à data que os sucessivos Governos de Portugal tem recorrido ao dinheiro fácil das Privatizações para poderem fazer face a problemas de tesouraria (ou não). È aquilo que se chama de Receitas Extraordinárias. E sim, estamos a falar de dinheiro fácil porque não obstante serem Empresas que na mão do Estado dão prejuízo, não faltam nunca interessados na sua compra dispostos a pagar o que for preciso.

 

Daí que não seja de admirar que em pouco mais de três anos, foram-se praticamente todos os anéis. O que sobra para vender dará pouco ou nenhum encaixe. A par da TAP, o calcanhar de Aquiles do Governo, restam apenas a EMEF, CP Carga e Carristur.

 

Descobriu-se a Pólvora, digo eu!

 

Agora penso que se impõe colocar duas questões:

 

- Quando estiver tudo vendido, tal como sugeriu o Técnico da Troika, e o Estado necessitar de Receitas Extraordinárias o que se vai fazer? Vai-se vender a Ilha da Madeira?

 

- Porquê razão o Estado não consegue colocar estas Empresas a dar lucro quando estão sob a sua alçada tal como sucede quando as mesmas passam para a esfera Privada?

portugal_3029.jpg

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publicado às 23:49


Forte com os fracos (Take 2)

por Pedro Silva, em 25.12.13

Num comunicado divulgado pelo gabinete do Ministro dos Negócios Estrangeiros, Rui Machete, o Governo de Passos Coelho diz que "o embarque forçado, através de pressão e coerção por parte de autoridades guineenses sobre funcionários da TAP, de 74 passageiros com documentação reconhecidamente falsa", com destino a Lisboa, no passado dia 10 de dezembro, "é absolutamente inaceitável".

 

In: Expresso

 

Já aqui o disse mas não me importo de repetir que o ser forte com os fracos é elucidativo do baixo caracter de um Governo que parece ter um tremendo prazer em passar a imagem de que Portugal está a saque.

 

Angola pode fazer as birras e tomar as atitudes radicais que quiser quando os seus Altos Dirigentes Políticos são investigados em Portugal por suposta (atenção ao suposta, não vá o Diário de Angola lembrar-se de fazer de mim persona non grata) lavagem de dinheiro e ainda tem direito a um pedido de desculpas público do Sr. Ministro dos Negócios Estrangeiros Português, já a Guiné-Bissau sofre de todas as maneiras uma artilharia de repúdios e de broncas da parte do mesmo Ministro.

 

Não que Bissau não mereça tal tratamento pelo seu execrável comportamento, mas seria bom que pelo menos uma vez na sua já demasiado longa vida este Governo de Direita mostrasse alguma coerência e coragem política no plano internacional. Portugal agradece até porque como diz o filme: Machete mata.

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publicado às 18:00


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