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Não houvesse um Quaresma…

por Pedro Silva, em 13.11.16

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É nestes tipos de jogos diante de adversários acessíveis que se comprometem as qualificações caso não se tenha a devida postura dentro e fora de campo. A nossa Selecção já deveria saber disto dado que já teve muitos – demais - dissabores com equipas do estilo desta Letónia, mas parece que os nossos jogadores e técnicos gostam de dar uma de “burros” sempre que jogam contra um adversário teoricamente acessível, Não se aprende de uma vez por todas o raio da lição e depois andamos todos de coração numa mão e máquina de calcular na outra… Para mais o Grupo B de Qualificação para o Mundial da Rússia está a ser deveras complicado porque nem Suíça nem Hungria parecem querer dar-nos sossego dado que não perdem um único ponto (ao contrário de Portugal que já perdeu 3 pontos diante da formação helvética).

 

Não percebi o que quis dizer Fernando Santos com “falta de dinâmica” para justificar uma primeira parte onde a Equipa de Todos Nós teve mais do que oportunidade de ter colocado um ponto final no jogo. A Letónia em certos momentos tinha não uma, mas sim duas linhas defensivas diante da sua baliza. Cabia a Portugal explorar ao máximo os flancos em vez de insistir nu futebol afunilado que esbarrava, invariavelmente, no muro letão. Não fosse a fraca qualidade técnica dos jogadores da Letónia e não teríamos Cristiano Ronaldo a marcar o golo inaugural (mas que grande penalidade tão mal marcada CR7!). Na primeira parte a única coisa que me pareceu positiva foram as antecipações dos jogadores portugueses que eram, quase sempre, feitas no timming certo, impedindo que os letões pudessem criar perigo junto da baliza de Patrício. Tudo o resto foi o insistir e insistir num modelo de jogo que não nos estava a levar a lado algum a não ser à moralização da equipa do leste europeu.

 

Foi preciso Cristiano Ronaldo ter falhado uma Grande penalidade e a Letónia ter marcado o seu golo para que Fernando Santos pusesse – finalmente! – de lado a tal de “falta de dinâmica” para retirar de campo um apagadíssimo Nani e feito entrar Ricardo Quaresma. E o jogo transformou-se de imediato. Foi como se tivesse havido um “clic” que acendeu a lâmpada fundida que se encontrava em cima da cabeça dos jogadores lusos. Quaresma entrou, o ataque passou a ter outro estilo, surgiram as variações de flanco e tal desconcertou por completo a defesa da letónia. Até Cristiano Ronaldo que es5tava algo em baixo em termo de rendimento passou a jogar de outra forma. Foi, portanto, com naturalidade que os golos surgiram e acabaram por se multiplicar com a ajuda do recém entrado Gélson Martins que com a sua velocidade e técnica (aliada à mestria de Quaresma) arrasou por completo o muro letão.

 

No final tudo acabou bem e Portugal goleou. A nossa Selecção tem o melhor ataque e defesa do seu Grupo. Tal poderá ser muito importante na hora de se fazerem as contas finais do apuramento, mas se Portugal tiver um desempenho igual ao da primeira parte do jogo de hoje diante da Hungria e/ou Suíça (e até mesmo diante desta Letónia) e não sei se vamos ter de fazer umas contas bem mais complicadas.

 

Chave do Jogo: Apareceu ao minuto 65' para resolver a contenda a favor da nossa Selecção. A entrada de Quaresma na partida revelou-se fundamental para que Portugal pudesse vencer o jogo.

 

Arbitragem: Não creio que haja muito a dizer sobre o desempenho do Sr. Bobby Madden e sua equipa de arbitragem. O escocês teve algum trabalho dado que os letões estiveram sempre muito mais interessados em “distribuir” pancadaria do que em jogar futebol, mas no cômputo geral o trabalho da equipa de arbitragem foi bom. O árbitro esteve bem ao ter assinalado as duas Grandes Penalidades a favor de Portugal.

 

Positivo: Ricardo Quaresma. Se há jogador que “mexeu” com o jogo a favor da equipa portuguesa foi, sem sombra de qualquer dúvida, Ricardo Quaresma.

 

Negativo: A tal de “falta de dinâmica”. Contra equipas que jogam fechadas na sua área não adianta insistir num estilo de jogo que faz com que o jogo ofensivo seja uma nulidade.

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publicado às 23:30


De empate em empate

por Pedro Silva, em 30.06.16

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E pronto. Mais uma vez Portugal marcará presença numa meia-final de um Europeu. Não deixa de ser irónico que o faça tendo vencido somente um único jogo (no prolongamento), sinal de que a nossa Selecção evoluiu.

 

Quanto ao jogo de hoje o que dizer? Que era escusado ter-se chegado às grandes penalidades. È verdade que a Polónia mostrou um futebol mais dinâmico, elaborado e até mesmo mais racional que o de Portugal, mas a verdade é que goram muitos os momentos em que a nossa selecção poderia ter colocado um fim nesta partida durante os 90 e poucos minutos. Portugal entrou mal em campo, sofreu um golo ridículo, demorou a reorganizar-se mas lá chegou ao empate quando os jogadores lusos conseguiram perceber (de uma vez por todas) o que tinha de fazer em campo. Acho que já vai sendo tempo de a equipa de Todos Nós perceber de uma vez por todas que se quer jogar em posse então os jogadores tem de se mexer porque as linhas de passe não se criam sozinhas.

 

Grande primeira parte de Renato Sanches. O miúdo “abriu o livro” na primeira parte do jogo, jogou, fez jogar e marcou um grande golo (o do empate). Na segunda parte perdeu um pouco da sua qualidade e os polacos começaram a aproveitar-se do facto de o Renato ser ainda muito “novinho” e não saber que tem também de vir atrás defender. Não creio que tenha sido o melhor em campo (Pepe merece bem mais esta consagração) mas por mim não tiraria nunca mais o Renato do onze inicial (salvo se este não estiver nas sua melhor condição física).

 

Uma última palavra para Rui Patrício. Tenho sido um forte crítico na selecção nacional mas há que dizer que o jogador polaco não falhou a grande penalidade. Rui Patrício é que a defendeu. Enorme Patrício! Redimiu-se dos valentes “frangos” que já deu ao serviço da equipa das quinas.

 

E já agora queria deixar aqui mais um apontamento. Há para aí muito Portista que tem um ódio visceral á nossa selecção. Fernando Madureira (mais conhecido pro “Macaco”), líder da Claque Portista Super Dragões tem marcado presença regular em TODOS os jogos da nossa selecção com a camisola das Quinas vestida. É caso para se dizer: tenham tino pá!

 

Chave do Jogo: Apareceu no minuto 33´ deste jogo. Foi nesta altura que Renato Sanches marcou o golo do empate após Portugal ter começado a perceber como tinha de estar em campo. A partir deste momento Portugal teve o jogo na mão e só não venceu a partida porque foi perdulário em certos lances diante da baliza polaca.

 

Positivo: Fernando Santos, Cédric e Pepe. Fernando Santos soube acalmar e reorganizar a equipa quando este mais precisou de orientação, Cédric porque mostrou ter uma capacidade mental extraordinária que lhe possibilitou dar a volta a um péssimo momento e Pepe porque – mais uma vez – fez um jogo de outra galáxia.

 

Negativo: Já aqui o disse repito, equipa que quer jogar em posse não pode ficar estática a olhar para a bola. Quando se passa a “redondinha” deve-se correr para um local diferente e não ficar a “admirar” o adversário. A melhorar Portugal.

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publicado às 22:58


A vantagem de se ser realista

por Pedro Silva, em 25.06.16

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Portugal despertou (finalmente) para a realidade e percebeu que tem de entrar em campo desta forma. Para tal foi “somente” preciso um adversário mais forte que obrigou a que Fernando Santos percebesse que o lateral direito da equipa tem – e deve ser sempre – o Cédric e que no meio campo Adrien Silva deve ser titular enquanto João Moutinho não conseguir recuperar a sua boa forma. É verdade que com Adrien no “miolo” da turma das Quinas Portugal perde alguma qualidade de passe mas em contrapartida ganha força – muita força - e inteligência. Que o diga Luka Modric que hoje não conseguiu explanar, na sua plenitude, o seu fabuloso futebol.

 

Uma palavra para a grande exibição de Pepe (o melhor em campo sem sombra de qualquer dívida) e de Raphael Guerreiro. E já agora queria também deixar aqui uma enorme nota de agradecimento a Cristiano Ronaldo que não se deixou levar pela “palermice” que o tem atacado nos últimos tempos ao ter mostrado hoje – mais uma vez - os seus dotes de verdadeiro comandante dado que foi por sua indicação que o golo de Quaresma se tornou realidade.

 

De resto a equipa de Todos Nós fez o jogo que tem andado a preparar desde que garantiu o apuramento para o EURO 2016. Uma forma cínica e arriscada de estar no futebol é verdade, mas quando se chega à fase a eliminar o mais importante é vencer nem que seja por “meio a zero”. Se há quem venha agora queixar-se de que Portugal não jogou nada tem boa solução: Teatro nacional São João e comprar bilhetes para a Ópera.

 

É o que dá ser realista até porque quem não tem cão caça com gato e foi o que Portugal fez ante a Croácia - se os Lusos tivessem entrado em campo de peito feito de certeza que estaríamos aqui a dissecar mais uma daquelas vitórias morais que os nossos velhos do restelo tanto gostam.

 

Apesar de tudo existem aspectos que convêm limar o quanto antes. Fernando Santos acertou na generalidade das substituições que fez neste jogo - coisa rara neste EURO - mas eu não teria colocado o Renato tão cedo no jogo dado que este entrou bem mas rapidamente mostrou (mais uma vez) não ter “estofo” para jogos deste calibre tantos que foram os passes falhados e as faltas desnecessárias. Rui Patrício continua a ser aquele desastre em certas bolas cruzadas para a área. Nani não aguenta mais do que uma parte de jogo, como tal de nada serve andar a insistir no moço mesmo que se o coloque na sua posição preferida (extremo direito). E, por último, é sempre bom saber trocar a bola com velocidade entre os jogadores mas há que haver progressão no campo senão dá-se sempre tempo a que os defesas adversários se voltem a posicionar no campo.

 

Em suma; gosto muito mais deste Portugal realista do que aquele que se “armou” em grande na fase de grupos. Venham os Polacos!

 

Chave do Jogo: Minuto 116'. È nesta altura que Ivan Perisic atira uma bola ao ferro da baliza portuguesa. Este falhanço retirou muita da confiança dos Croatas que perderam, por completo, a concentração e logo a seguir sofreram o golo vitorioso dos lusos.

 

Positivo. Pepe. Enorme jogo este que o central do Real Madrid CF levou a cabo. Uma autêntica “parede” que ajudou a manter inviolada a baliza de Patrício. A repetir Pepe!

 

Negativo. Renato Sanches. Tem de melhorar no timing de passe. Repito o que já aqui disse: os jogos do EURO 2016 não são iguais aos do campeonato português. 

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publicado às 23:59


A sorte também se aplica ao futebol

por Pedro Silva, em 19.06.16

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Não segui o Portugal x Áustria via TV pela razão que aqui evidenciei ontem mas fi-lo através da minha “velha” companheira: a Rádio. E retirei a seguinte conclusão: a sorte também se aplica ao futebol. É que aquilo que faltou, em doses bem grandes, à nossa Selecção foi aquela pontinha de sorte que asiste ao audazes. Portugal foi bem audaz e capaz, mas ontem a Deusa da Fortuna parece ter metido férias.

 

É por demais óbvio que outros factores ditaram um empate a zero bolas com a congénere austríaca. Um Cristiano Ronaldo fora de forma (como se esta época este estivesse estado em boa forma) e um Seleccionador que não soube quando e como fazer as substituições são dois bons exemplos disto mesmo, mas mesmo com estes problemas a equipa de Todos Nós carregou, foi para cima da Áustria, impos o seu futebol mas não teve a sorte de meter a bola dentro da baliza.

 

 Para o bem e para o mal existem jogos assim. Contudo numa competição tão curta como um Europeu de futebol o “arrancar” bem (com uma vitória) é fundamental dado que alivia muita da pressão das jornadas seguintes e nós - adeptos – sabemos bem disto, daí muito boa gente ter reagido como reagiu após este frustrante empate diante dos austríacos.

 

Apesar de tudo sou da opinião de que a fórmula seguida neste jogo é para se manter. Espacialmente porque João Moutinho parece estar a melhorar a sua forma e a bola começa a chegar em melhores condições aos avançados. Se Fernando Santos puder “limar” algumas arestas no que às substituições diz respeito e fazer com que André Gomes e/ou João Mário (ambos médios interiores no esquema da equipas das Quinas) melhorem a sua perfomance durante os 90 e poucos minutos a coisa ficará perfeita.

 

A nível defensivo penso que existiu um ou outro momento em que a defesa lusa “abanou”. Vierinha como defesa lateral direito não convence ninguém e tivemos momentos em que a desconcentração tomou conta da defesa portuguesa (lá está a história da pressão). Se a linha defensiva puder realizar exibições fantásticas como a que Raphael Guerreiro diante a Áustria a “Gerência” agradece.

 

Em suma; a nossa Selecção poderia - e deveria - ter vencido uma frágil Áustria mas mão o fez. Ponto. Não há que andar agora com uma espada na mão a tentar fazer “rolar cabeças”. Nada está perdido e já foram dados sinais de que os nossos atletas e técnicos aprendem com os seus erros. Uma vitória diante da Hungria apura a nossa equipa e logo em primeiro lugar do grupo. Vamos deixar a Selecção trabalhar e acreditar que é possível.

 

Chave do Jogo: Inexistente. O jogo foi totalmente dominado por Portugal o que explica a ausência de lances chave.

 

Positivo: A subida de forma de João Moutinho. Sempre aqui o disse e repito; o sistema de jogo de Fernando Santos funciona com um Moutinho em forma. Nesta partida o português esteve muito bem e a tendência é para ir melhorando para o bem dos interesses da nossa Selecção.

 

Negativo: Ricardo Quaresma. Quaresma tem tanto de bom como de mai. Jogo fraquinho numa altura em que foi titular e ainda forçou – de uma forma estúpida - a amostragem de um cartão amarelo. Assim não Ricardo.

 

Uma nota final sobre Danilo Pereira. Sou Portista (já devem ter todos percebido) mas não sou ceguinho. Danilo Pereira jogou muito mal na primeira partida diante da Islândia. Foi, naturalmente, substituído por William Carvalho neste jogo ante a Áustria. Qual o mal de algo que é perfeitamente natural no futebol? Vou deixar de apoiar a nossa Selecção por causa disto?

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publicado às 23:58


Foi só um treino (repito)

por Pedro Silva, em 08.06.16

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Fernando Santos: «Temos de ter alguma calminha»

 

Ora nem mais. Fernando Santos pode ter muitos defeitos mas o seu maior predicado é o realismo. Enquanto a nossa Comunicação Social embala os adeptos com o habitual “vai ganhar”, o Seleccionador nacional coloca água na fervura.

 

É verdade que acabar a vencer da maneira que Portugal venceu o seu último jogo de preparação é excelente. A moral ad Equipa de Todos Nós saiu reforçadíssimo e deu para ver que já existem alguns automatismos que poderão ser muito importantes durante o EURO 2016. Ficou também evidente que Fernando Santos tem à sua disposição um conjunto de Atletas que lhe permite apostar em soluções diferentes para cada momento do jogo. Mas… Há sempre um mas. Convêm não esquecer que falamos de um jogo de preparação. E falamos de um jogo de preparação diante de uma das piores equipas da fase de qualificação para o já aqui referido EURO.

 

Não estou com isto a desvalorizar a “gorda” vitória da nossa Selecção. Muito pelo contrário! Vencer a Estónia por números que já há muito não se via é muito importante. A título de exemplo veja-se o que aconteceu com a Selecção Espanhola após a derrota diante da Geórgia no seu último jogo treino.

 

Contudo há que ser realista e perceber que existem limitações que poderão complicar a vida da nossa equipa diante da Islândia, Áustria e Hungria na fase de grupos do Europeu. É que - mais uma vez – o sistema de Fernando Santos mostrou que está muito dependente do individual em detrimento do colectivo quando o golo inaugural não aparece. Claro que ter um Ricardo Quaresma com a confiança em alta é meio caminho andado para se aspirar à conquista de um Europeu que já nos foge desde 2004, mas há que manter sempre os pés bem assentes no chão porque agora é sempre a doer.

 

Quanto ao jogo em si sou da opinião de que não variou muito daquilo que fomos vendo nos jogos anteriores (também eles de preparação). Muito empenho, muita vontade, sistema trabalhado, mecanismos afinados (não estão perfeitos nem nunca estarão como é óbvio) mas, repito o que já aqui disse, isto de depender de um distribuidor de jogo e das individualidades é perigoso… Muito perigoso. Especialmente se tivermos em linha de conta que Portugal demora sempre um pouco a “acelerar” em campo.

 

Chave do Jogo: Apareceu no minuto 36´, altura em que Cristiano Ronaldo inaugurou o marcador. Até esta altura a Estónia nada tinha feito em campo e a partir deste momento despareceu por completo. Foi a partir deste momento que Portugal dominou o jogo ao seu bel-prazer.

 

Positivo: Ricardo Quaresma. O “Ciganito” quando está em forma e com a moral em alta é capaz de coisas absolutamente incríveis. Espero que esta forma física e mental de Quaresma se mantenha durante todo o EURO 2016.

 

Negativo: Rui Patrício. O Guardião luso teve um grave deslize que poderia ter culminado no golo dos Estonianos. Já não é a primeira vez que Patrício tem este tipo de “paragens cerebrais” ao serviço da nossa Selecção. A não repetir nos jogos a sério se faz o favor!

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publicado às 23:02


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