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E agora Portugal?

por Pedro Silva, em 12.10.15

Crónica Repórter Sombra (imagem).jpg 

1 - Estabilidade. Temos ouvido e lido esta palavra vezes sem conta desde que terminou o último acto eleitoral. E tal palavra tem vindo á baila vezes sem conta porque o sufrágio eleitoral ditou um resultado “estranho” dado que a Direita venceu as eleições mas para formar governo precisa do apoio de uma das três forças que tema sendo parlamentar.

 

Obviamente que a lógica que explanei em cima não tem de ser a lógica dominante. Isto porque é verdade que já tivemos um Governo da nossa 3.ª República que cumpriu o seu mandado do princípio ao fim suportado por uma maioria relativa na Assembleia da República. Só que para tal teve de recorrer a acordos pontuais e um deles até foi bastante polémico e acabou por ficar conhecido como o “Deputado do Queijo”. Para quem não sabe, ou não está recordado, este Governo de maioria relativa foi o do último mandato de António Guterres como 1.º Ministro de Portugal. Ora um cenário destes no actual contexto internacional em que o nosso País está inserido seria um desastre total para Portugal porque convêm não esquecer a nossa total dependência do financiamento externo.

 

Existe, portanto, uma clara necessidade de estabilidade no plano político nacional. Resta somente saber como será alcançada a dita cuja.

 

Se porventura se optar pela criação de um “Centrão” que envolva Coligação Portugal à Frente (PSD/CDS) e Partido Socialista o Governo não conseguirá levar o seu mandato até ao fim pelas razões que já evidenciei em cima, já se a opção recair na criação de um Governo de Esquerda onde participem o Partido Socialista, Bloco de Esquerda e Coligação Democrática Unitária (CDU) criar-se-ão condições para que Portugal tenha um Governo forte, estável e com voz na Europa e no Mundo.

 

Vamos a ver que solução nos reserva o “caldeirão” político Português e se Cavaco Silva e demais Imprensa de Direita não se lembram de fazer das suas.

 

2 - Antes que surjam por aqui palavras de ordem contra o meu pensamento do ponto anterior há que dizer que caso o Partido vencedor das eleições não consiga formar governo a nossa Constituição da República (o tal documento legal de que Passos e Portas não gostam e que Cavaco desconhece) determina que seja convidado a formar governo a segunda força política mais votada. E não, não se trata de um gesto profundamente burocrático mas sim de uma forma de se evitar a repetição do acto eleitoral vezes sem conta até que se encontre um Governo, algo que se viveu vezes sem conta na nossa 1.ª República e que acabou por ser o seu fim.

 

E não mais uma vez, não é possível haver entendimento total entre Partidos no actual cenário político nacional.

 

Contudo mais facilmente os Partidos da Esquerda que tem assento Parlamentar se entendem entre si dado que existem muitos pontos de convergência entre eles. O mesmo já não se pode dizer da Coligação Portugal à Frente porque a sua actuação dos últimos quatro anos de governação impossibilita, á partida, qualquer tipo de entendimento entre esta e qualquer Partido da Esquerda.

 

3 - No meio de tudo isto há uma personagem política com responsabilidades que actuou mal e que contribui para uma mais que provável capitulação de um Governo PàF. Falo, obviamente, do Sr. Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva. Haverá por aí quem diga que serei mais um a praticar o desporto de criticar o Presidente mas a verdade é que Cavaco Silva foi precipitado num processo sem precedentes desde o 25 de Abril.

 

Antes de fazer fosse o que fosse Cavaco deveria ter aguardado serenamente pela contagem oficial dos votos, analisar os resultados da dita contagem, falar com todos os líderes das forças partidárias que conquistaram o sue lugar na Assembleia da República e só depois disto decidir que rumo tomar no que ao novo Governo diz respeito.

 

Não é preciso ser-se um génio da política para se ver que este deveria ter sido o procedimento de um Presidente da República mas Cavaco, como sempre, pensa primeiro na sua família política, faz disparates e depois tenta emendar a mão na tentativa de salvar Passos e Portas.

 

Cavaco já vai é tarde e, a não ser que haja uma enorme reviravolta política, vai ser engraçado ver o facioso Presidente da República a ter de “engolir um tremendo sapo”.

 

4 - Acho uma certa graça à forma como o nosso Governo e comunicação Social olham e interpretam a recente polémica da Volkswagen. O primeiro está numa de “não me chateiem” e ainda está para vir iniciativa do Executivo Português no que à questão de carros poluentes da marca que se encontram a circular em Portugal, e a segunda tem tido o expresso cuidado de passar uma imagem de espanto pelo sucedido como se na Alemanha todos fossem uns Santos incorruptíveis.

 

Tanto uma atitude como outra não me espantam dado que nestes últimos quatro anos fomos uma espécie de colónia Germânica que obedece ao Dictat da Sra. Merkel, mas todo este problema da marca Alemã preocupa-me seriamente porque tal irá abalar fortemente a economia Germânica e Europeia e porque muita gente vai acabar pro ser despedida. A Nossa comunicação Social tem tentado braquear esta situação mas, mais cedo ou mais tarde, vamos todos sentir na pele os efeitos nefastos desta “chico-espertice” dos Alemães.

 

5 - A questão Síria também tem estado também na agenda mediática dado que a Rússia resolveu participar de forma directa no conflito. E fê-lo da maneira mais racional dado que apoia um Regime com o qual a maioria dos Sírios se identifica e que é o único com capacidade para movimentar tropas no terreno para expulsar de vez com os Terroristas e pseudo Rebeldes da Síria

 

Naturalmente que esta intervenção mais musculada de Moscovo não agradou a Washington pois os Russos irão apoiar as Tropas de Assad somente dentro dos limites territoriais da Síria. Ou seja; o Estado Islâmico e os ditos “Rebeldes” irão ser “empurrados” para o Iraque onde tem ainda uma forte implementação, passando desta forma a ser um problema dos Iraquianos e dos seus Aliados Norte-americanos. Evidentemente que esta é uma situação que poderia ser evitada se todos estivessem realmente interessados em destruir o Estado Islâmico & Companhia, mas já está visto de que lado está uma boa parte do Ocidente e como tal este é um problema que nunca terá fim pois vai ser atirado de um lado para o outro ao bom estilo de bola de futebol.

 

6 - Para uma outra oportunidade fica o meu comentário às candidaturas de Sampaio da Nóvoa e de Marcelo Rebelo de Sousa a Belém, mas deixo desde já aqui uma pequena apreciação sobre o Professor Marcelo: é um joia de pessoa, um Jurista de renome mas é também um dos actuais Conselheiros de Estado de Cavaco Silva e não me surpreendia mesmo nada se muitos dos disparates de Cavaco tenham surgido por sugestão do Marcelo.

 

Texto publicado no Repórter Sombra

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publicado às 19:27


Portugal atrás com tretas à frente

por Pedro Silva, em 06.10.15

Imagem Crónica Repórter Sombra (especial Legisla 

1 - Antes de mais há que dizer que nestas eleições legislativas a grande vencedora foi, novamente, a abstenção. Esta ficou-se pelos 43,07%, a maior de sempre registada em eleições legislativas.

Por si só este facto é elucidativo de como todos perdemos e nada aprendemos com o passado. Tal exige uma profunda reflexão da parte de Partidos políticos e Cidadãos, mas neste moimento está tudo muito mais preocupado em como se vai governar daqui para a frente sabendo de antemão que esta mesma governação está condenada ao fracasso no médio prazo. Já lá vamos.

 

2 - Embora discorde totalmente da forma como tudo funciona na União Europeia/zona euro tenho de olhar para o resultado das eleições legislativas de 2015 e retirar a conclusão de que isto vai correr mal. Muito mal.

Ora bem, o resultado das Eleições ditou uma “vitóriazinha” da Coligação Portugal à Frente. Ou seja; a Coligação terá de formar Governo tendo por base uma maioria minoritária na Assembleia da República. Dito de outra forma se Passos Coelho e Paulo Potras quiserem governar vão necessitar de celebrar acordos sectoriais com o Partido Socialista. E só o poderão fazer com este dado que tanto o Bloco de Esquerda como a CDU (Coligação PCP e Verdes) inviabilizaram, desde logo, a possibilidade de qualquer entendimento com a vencedora das eleições.

 

Sendo assim tendo por base as recentes experiências e a forma como Bruxelas pensa e age no que á sua zona euro diz respeito e dado que ainda está por surgir medidas que protejam os Estados-membros da especulação das agências de rating, é de esperar que os próximos tempos sejam difíceis. Muito difíceis para todos nós Portugueses porque vai ser de todo complicado Portugal continuar a seguir a fórmula da austeridade bruta de que Bruxelas é adepta se não houver entendimentos na nossa Assembleia da República.

 

Não creio que venhamos a ter os mesmos problemas dos Gregos mas se vamos ter sobre o nosso País um tremenda pressão a todos os níveis vamos de certeza e quem vai sofrer com tal serão os mesmos de sempre (os Portugueses). Para mais o Sr. Ministro das Finanças da Alemanha já deu o mote: continuar com a austeridade.

 

3 - Como já aqui disse a Coligação Portugal à Frente (PSD/CDS) alcançou uma “vitóriazinha” nestas legislativas. Perdeu votos, perdeu Deputados na Assembleia da República e viu a Esquerda (especialmente a extrema esquerda) aumentar a sua força e presença política nas bancadas do nosso Parlamento.

 

Não vai ser nada fácil governar assim. Especialmente se tivermos em linha de conta que, por acordo entre Passos e Portas, desta vez o CDS-PP irá ter mais Deputados na sua Bancada.

 

Com toda a certeza que o Governo que Passos e Portas irão apresentar ao Sr. Presidente da República terá muitos elementos dos Centristas e poucos dos Sociais-democratas, ou seja; vamos ter um Governo ultra conservador que terá de levar a cabo uma série interminável de entendimentos com a Esquerda moderada (Partido Socialista) e radical (Bloco de Esquerda e CDU).

 

Tudo indicia, à partida, que este é um Governo condenado ao fracasso no médio prazo. Daí que eu tenha optado pelo título “Portugal atrás com tretas à frente”.

 

Leia o resto do artigo no Repórter Sombra.

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publicado às 15:30


Semana crucial

por Pedro Silva, em 28.09.15

Imagem Crónica Repórter Sombra.png 

1 - Não obstante a questão dos refugiados não ser, agora, capa de jornais nem tema de abertura dos Telejornais esta mantem-se na ordem do dia dado que as guerras não abrandam no Médio Oriente. Por força da Alemanha, e não só, eis que a Europa conseguiu encontrar uma solução para a questão dos refugiados. Não irá haver uma distribuição equitativa destas pessoas por todos os Estados-membros como mandavam as pretensões Germânicas, mas estas serão distribuídos pelos Estados-membros em números acordados entre estes.

 

A medida em si parece razoável na teoria, mas na prática não o é. A ideia que se pretende passar é que não pode ser a Alemanha o único País a acolher milhares de pessoas todos os dias, mas os refugiados que forem encaminhados para Portugal (por exemplo) não vão ficar por cá por muito tempo pois mal sejam também eles cidadãos europeus irão fazer as malas e partir para a Alemanha porque o espaço Schengen lhes permite tal atitude. Ou seja, isto da distribuição de refugiados pelos Estados-membros da União Europeia não passa de mais uma demonstração de que a Alemanha da Sra. Merkel é quem realmente manda na Europa e que quando esta deseja tomar uma medida que agrade aos eleitores Germânicos Bruxelas não “mexe uma palhota” contra tal.

 

Continue a ler o resto do artigo no Repórter Sombra.

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publicado às 18:24


Falemos do desemprego

por Pedro Silva, em 10.08.15

Crónica Repórter Sombra.jpg 

O desemprego esteve, e estará, sempre presente em todo e qualquer País. Alguns apresentam uma taca de desemprego elevada para o tamanho populacional que apresentam e outros conseguem apresentar esta mesma taxa bastante reduzida. Ou seja; o desemprego é uma questão de números. Só que são uns números muito especiais pois por detrás destes está uma pessoa que, por alguma razão, não consegue arranjar um emprego e desta forma ter uma Vida normal.

 

Posso então concluir que falar, opinar e analisar a questão do desemprego é uma tarefa complicada, séria e que não pode nunca ser tratada de forma leviana.

E por mero acaso foi isto que o actual Governo Passos/Portas fez nos últimos quatros anos? È desta forma que a Coligação PSD/CDS trata do assunto no seu programa eleitoral? Tem havido esta seriedade da parte do maior Partido da Oposição (Partido Socialista)? Acho que todos sabemos qual a resposta a esta questão que se cifra num tremendo e rotundo não!

 

Excerto da minha última Crónica de opinião publicada no Repórter Sombra.

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publicado às 16:34


Os empatas

por Pedro Silva, em 10.09.14

Com toda a certeza que muita da gente que por aqui passa já percebeu que pouca, ou até mesmo nenhuma, importância dou à Política nacional. E não o faço porque no geral são sempre as mesmas figuras com os mesmos discursos vazios, bacocos, desinteressantes e, pior que tudo, populistas.

 

É com este estado de espírito que tenho olhado para as Primárias do Partido Socialista. Para mais sempre que vejo intervenções públicas de António Costa e de José Seguro a ladainha é sempre a mesma: ataques pessoais e as promessas da praxe. Não é de estranhar, portanto, que o debate de ontem na TVI me tenha passado ao lado. Contudo, uma pessoa amiga que é militante do PSD e por quem tenho uma alta consideração lançou-me o desafio de ver o debate e eis que recorri às modernices de hoje em dia, recuei a programação no tempo e assisti ao dito.

 

E que vi eu? A habitual politiquice do costume levada a cabo por duas personagens que pela sua experiência já deveriam saber que a malta já está farta disto. António José Seguro começou ao ataque, tendo escolhido a via da “calimerice” deixando a entender que o outro António é um traidor que lhe quer cobardemente roubar o lugar à força, por seu turno Costa quando questionado sobre o que pretende fazer para o futuro limitou-se a nada dizer. A cereja no topo do bolo foram as promessas populistas de José Seguro que pelos vistos vai seguir a mesma estratégia de Passos Coelho, estratégia que lhe valeu um lugar na Cadeira do Poder há três anos atrás.

 

Ora, após ter visto o tal debate que de debate não teve nada, fiquei com a clara sensação de que perante o tremendo deserto de ideias, propostas e argumentação de ambos que o dito tinha terminado com um empate técnico. Mas pelo que vou lendo na Opinião Pública a coisa não é bem assim. Segundo muitos as propostas populistas de Seguro, a falta delas da parte de Costa e o seu assalto oportuno ao Poder Socialista fizeram com que o actual Líder dos Socialistas tenha vencido o dito debate.

 

O que me leva a concluir que efectivamente o Povo Português gosta, se não adora, dar uma de ignorante e pouco exigente com a sua classe política. Classe que está cada vez pior em vez de melhorar com o tempo diga-se de passagem. Depois ainda há quem fique muito admirado e revoltado com a popularidade de uma certa personagem de nome Marinho Pinto.

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publicado às 12:40


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