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Não somos o México

por Pedro Silva, em 08.02.16

Imagem Crónica RS.jpg 

1 - Após ter seguido o “bate boca” entre Comissão Europeia e Governo Português por causa do rascunho do Orçamento de Estado de 2016 eis que retiro uma conclusão: lá para o Norte acham mesmo que somos o México.

 

Aos olhos dos Comissários Europeus -  e dos Técnicos do FMI já agora – somos um Povo que pode e deve ser explorado de todas as formas e feitios. Não podemos ser iguais a eles. Nem pensar! Temos de ser inferiores porque somos naturalmente preguiçosos e altamente descuidados com as nossas Finanças Públicas. E de pouco, ou nada, lhes interessa que Portugal tenha abdicado ao longo de várias décadas da sua capacidade produtiva em nome de uma Europa da qual os do Norte se dizem Donos e Senhores.

 

E como senão bastassem os rótulos do estrangeiro eis que temos cá pelo nosso pequeno rectângulo à beira mar plantado quem acene com a cabeça a tudo o que venha de fora. Seja mau, ou até mesmo péssimo, para Portugal o que venha de fora é inquestionavelmente bom. E de nada interessa o facto de o que importamos nos últimos quatro anos tenha transformado o nosso País numa espécie de exportador de mão-de-obra barata e altamente qualificada. Isto porque - tal como no México - é assim porque tem de ser e ponto.

 

2 – Obviamente que não estou aqui a querer alimentar a guerra entre Portugal e um órgão cujas competências não estão previstas em algum Tratado. Estou antes a tentar retratar, da forma mais fiel possível, o que se passa neste momento.

 

E o que se passa neste momento é que para muitos Europeus existem Países Europeus que estão condenados a ser pobres porque nasceram para o ser. Basicamente é esta a forma como Donald Trump e muitos Norte-americanos olham para o seu vizinho México.

 

E é precisamente esta forma de ver as coisas que temos de fazer força para que mude sob pena de todo um projecto cair por terá. Portugal não foi abdicando da sua soberania e da sua capacidade produtiva em nome de um projecto europeu que o condena agora à pobreza eterna porque tem de ser.

 

Se a Europa se uniu em nome da solidariedade e respeito mútuo entre os Povos, então que se siga esta trave mestra. Nenhum País é gerido através de uma folha de excel.

 

É de todo impossível que a União Europeia venha algum dia a ser um enorme Estado Federado se no seu interior existe quem pense que as pessoas são números descartáveis. Assim como nunca poderemos ter um País onde no Norte se trabalham pouco e se ganha bem e no Sul se trabalha muito e se ganha muito mal.

 

3 – Não estou com isto a dizer que não se deva exigir um certo rigor nas contas públicas. Muito pelo contrário! Contudo faça-se a dita exigência tendo em consideração a real capacidade de cada Estado-membro e não segundo as variadíssimas e incertas teoria economicistas.

 

4 – Como não somos o México, nem queremos algum dia vir a sê-lo, é perfeitamente natural que o actual Governo tente seguir um rumo diferente daquele que foi seguido por Passos Coelho e Paulo Portas nos últimos quatro anos.

 

Não aceitar tal facto é digno de uma qualquer consulta psicológica pois já diz o povo português que “contra factos” não há argumentos.

 

Para mais ainda estou para perceber por que razão a Europa muda s regras do jogo quando os Ingleses assim o desejam e impõe os seus obtusos e ultrapassados ditames aos outros. Sim, os Tratados -argumento dos defensores do empobrecimento eterno do nosso País para que nada se mude – estão desactualizados e necessitam de ser urgentemente revistos. A Europa continua presa na crise que nos entrou pela cada dentro em 2008 e não sabe como sair dela porque insiste nuns quantos Tratados que não dispõem de mecanismos que a ajudem a sair do imbróglio em que está metida.

 

5 – Quanto à questão do Orçamento de Estado do corrente ano cível tenho que dizer que acho uma piada imensa à malta da Direita.

 

Tanta desgraça, ventos e tempestades europeus se irão abater sobre o nosso Portugal e por aí adiante.

 

Tudo isto me dá vontade de rir. E sabem porquê? Porque o que tem sido utilizado pela Direita para desejar o pior é somente um rascunho do Orçamento…

 

O documento propriamente dito ainda vai ser apresentado na nossa Assembleia da República, debatido e alterado onde tiver de ser alterado.

 

Quando o dito Orçamento vir a luz do dia voltamos a conversar. Até lá façam-me rir.

 

Artigo publicado no Repórter Sombra

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publicado às 23:55


Podemos estar sossegados?

por Pedro Silva, em 01.02.16

Imagem Crónica RS.jpg

1 – Findas as eleições presidenciais eis que Marcelo Rebelo de Sousa sucede a Cavaco Silva na presidência da nossa 3.º República.

 

E se o Povo disse está dito. Democracia é isto mesmo e como tal não se pode agradar, nunca, a Gregos e Troianos. Haverá sempre uma margem da população Lusa que não ficou contente com a vitória de Marcelo, mas como disse atrás, este é um dos “males” da Democracia e temos todos de saber conviver com eles.

 

E é sobre este mal que lanço aqui a minha grande dúvida sobre o Presidente Marcelo.

 

O Professor tem por hábito querer agradar a todos, contudo já todos vimos que tal é impossível em Democracia. Daí que me pergunte como irá Marcelo lidar com as questões fracturantes da nossa Sociedade.

 

Cavaco Silva ao ter vetado a adopção de crianças por casais do mesmo sexo e as alterações à Lei do Aborto deixou a Marcelo duas destas questões… Vamos a ver como o Professor se irá comportar. Até lá mantenho a minha postura de esperar para ver, mas vou desde já dizendo que se calhar não vamos ter, ainda, o desejado sossego que ambicionamos desde que José Sócrates colocou a Troika a “entroikar-nps”.

 

2 – Ainda sobre a eleição de Marcelo apraz-me dizer que não tenho assim tanta certeza de que vamos voltar a ter um centro na nossa Política e que a Direita e Esquerda ficaram órfãs.

 

E tenho tal ideia muito por causa do que escrevi no ponto anterior. O que irá Marcelo irá fazer quando estiver diante de uma postura mais radical da parte de Passos Coelho e da sucessora de Paulo Portas? Irá procurar apelar ao bom senso da parte de quem já o apelidou, indirectamente, de cata-vento? Ou irá este dar razão e aceitação incondicional à sua família política como fez Cavaco Silva nos anos em que foi Presidente da República?

 

Desenganem-se aqueles que pensam que pensam que a Esquerda e Direita estão órfãs. Aliás não sei de onde se retira tal conclusão porque do que se sabe do Marcelo comentador é que numa semana diz uma coisa sobre um determinado tema e na semana seguinte diz outra bem diferente sobre o mesmo tema.

 

Portanto vamos aguardar. Não nos deixemos iludir pela postura tímida de Passos e Portas até porque estes já nos mostraram, num passado não muito distante, que são capazes de tudo.

 

3 - "Podíamos arranjar uma candidata mais engraçadinha e com um discurso mais populista" ... "São opções e não quero critica-las" .... "Não somos capazes de mudar. Fazemos sempre a mesma opção por uma forma séria de fazer política".

 

Estas foram algumas das declarações de Jerónimo de Sousa ao péssimo resultado alcançado pelo Partido Comunista Português nas presidenciais.

 

Jerónimo é o menos culpado de todos neste triste filme. Isto porque quem realmente manda no PCP é o Comité Central, um órgão secular cujos membros só são substituídos quando falecem (ao estilo da antiga União Soviética e o seu famoso politburo). Daí que seja natural este tipo de discurso quando o Partido “leva uma banhada” de alguém mais jovem e cuja forma de estar na política se adaptou aos tempos modernos.

 

Os Partidos Comunistas estão em vias de extinção por esta Europa fora e pelos vistos o PCP quer seguir o mesmo caminho. E estas declarações são bem elucidativas no que ao futuro do PCP diz respeito.

 

O problema do Partido Comunista Português é precisamente o de não ser capaz, nunca, de mudar e de teimar em fazer sempre o mesmo seja onde for e em que contexto for. Em suma, estão orgulhosamente sós até ao fim e depois a culpa é das “engraçadinhas” e dos “populistas”.

 

4 – Já que aqui falei de coisas que nunca mudam na nossa Imprensa também existem coisas que nunca mudam.

 

Até que compreendo que se queira manter o nível das vendas porque sem lucro não há órgão da Comunicação Social que resista não obstante TODOS serem subsidiados pelo Estado Português, mas tenham lá santa paciência e parem com o berreiro caótico da semana passada…

 

Se a Europa dialoga com Portugal é o fim do mundo. Se a Europa impõe medidas a Portugal é o fim do mundo. Se a Europa tem dúvidas sobre o Orçamento de Estado do corrente ano cível e procura vê-las esclarecidas é o fim do mundo. Se o Governo Português dialoga com as Instituições Europeias e Credores é o fim do mundo.

 

Sinceramente. Decidam-se Srs. e Sras. Jornalistas. Bem sei que o vosso brio profissional foi pelo ralo abaixo há muito tempo e que o vosso Código Deontológico serve somente para pisa papéis ou para equilibrar uma mesa cuja perna esteja torta, mas existem limites. Somos um Povo de brandos costumes mas tudo tem um limite!

 

5 – Para o final deixei duas breves notas que, quando tiver oportunidade, serão mais desenvolvidas.

 

A primeira prende-se com a forma vergonhosa como a Europa tem tratado o problema dos Refugiados.

 

Expulsões, maus tratos, pulseiras coloridas, apreensão de bens, etc, etc. Tudo actos que nos fazem recordar o período negro da Alemanha nazi que são praticados por Paises ditos desenvolvidos como a Suécia, Dinamarca, País de Gales, Hungria e Áustria obrigam-nos a reflectir se, realmente, aprendemos alguma cosia com o Holocausto.

 

Bem sei que o Sr. Martin Schulz não quer que se toque no problema de se tratar os Refugiados como os nacionais dos Países referidos em cima (um Ministro Dinamarquês disse isto mesmo: é tudo uma questão de se tratar os Refugiados da mesma forma como se trata um Dinamarquês na Dinamarca), asm isto tem mesmo de ser denatido, dissecado e devidamente analisado… Sob pena de a Europa se tornar numa espécie de IV Reich.

 

O outro ponto prende-se com a candidatura de António Guterres ao cargo de Secretário-geral da ONU.

 

Anda para aí muita malta animada com o tema mas por acaso a malta sabe que isto da ONU é uma tremenda fantochada não sabe?

 

Primeiro que tudo quem realmente manda na ONU é o Conselho de Segurança. O Secretário-geral não é mais do que um simples fantoche do Conselho de Segurança.

 

Segundo, depois que os Estados Unidos da América e Inglaterra lançaram a moda das invasões unilaterais de Países à revelia do Direito Internacional porquê carga de água nós Portugueses e Cidadãos do Mundo temos de ficar orgulhosos com a candidatura do Engenheiro Guterres?

 

Artigo publicado no Repórter Sombra.

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publicado às 19:00


Teimosia & Estupidez Associados

por Pedro Silva, em 03.06.14

O nome da Sociedade que vemos no título é sem sombra de dúvida aquele que melhor assenta e descreve o actual elenco Governativo.

 

Não tenho mais que 35 anos, mas não me lembro de Governo que seja tão cego e autoritário ao ponto de não reconhecer que errou ao ter criado no Orçamento de Estado normas que violam o texto fundamental do País que é a Constituição da República Portuguesa. Neste momento tal parece aquele condutor que atropela um peão em plena passadeira depois de ter passado com o sinal vermelho e insiste que a culpa é do peão mesmo que tal não fique demonstrado em Tribunal.

 

E como um mal nunca vêm só, eis que a cegueira egocêntrica deste Governo é tal que já vamos lendo disparates tais como:

 

os juízes extravasaram as suas competências ao colocar no acórdão que a melhor forma de ultrapassar problemas com o princípio constitucional da igualdade é através de medidas do lado da receita. Impostos, entenda-se.

 

Pois... Isto de se criar uma Sociedade mais igualitária através dos impostos é complicado. Para mais tudo o que seja taxar fortemente o que não seja da Função Pública é um problema porque o “Capital foge”.

 

Pelo que a clarificação pode passar por levar ao Parlamento novas medidas do lado da despesa, ou seja novos cortes que levem o Tribunal a ter de se pronunciar novamente.

 

“É a única forma de haver posição do Tribunal”, diz fonte de um dos partidos da coligação, acrescentando que tem de haver aqui uma “responsabilização colectiva”. Isto é, a maioria governamental quer que o Tribunal diga claramente se pode ou não haver cortes ou se todo o ajustamento tem de ser feito do lado da receita.

 

Isto agora é como os Touros. È ir marrando contra a parede até a dita cair. Um dia vai cair acreditam tais criaturas! E tal poderia ser um problema da exclusividade do nosso Governo, só que nós todos levamos por tabela com tanta marrada.

 

Pode ser que no dia em que os Acórdãos do TC (Tribunal Constitucional) sejam feitos com desenhos para crianças dos 0 aos 6 a grande Equipa Jurídica a que recorrem os Partidos da Coligação perceba alguma coisa daquilo que diz saber perceber e pelo qual cobra bem caro.

 

Outra fonte leva a prova mais longe: o que está em causa é evitar um “terrível impasse” que não permitirá a governação – qualquer governação – no quadro do euro e dos tratados a que Portugal está sujeito. E para evitar esse impasse haverá um “mecanismo institucional” a que a maioria pretende recorrer, mas que por enquanto se recusa revelar.

 

Ora cá faltavam os Tratados! Documentos Sagrados que Países como a Inglaterra, Finlândia, Dinamarca, Áustria, Alemanha, Holanda, França e outros tantos usam como, perdoem-me a rudeza, papel higiénico.

 

Por exemplo; há um Tratado da UE que não permite a criação de Paraísos Fiscais na Zona EURO e o que são a Holanda e Áustria? Paraísos Fiscais!

 

E que fez a Dinamarca ao Tratado de Livre Circulação de Pessoas e Mercadorias há uns anos atrás? Atirou-o para o contentor de lixo mais próximo e fez “renascer” as suas fronteiras ora pois!

 

Efectivamente os Tratados são mesmo Escritos Sagrados que devem ser cumpridos à risca senão aparece o Papão, o Drácula, o Lobisomem, o Hitler, o Mussolini, o Estaline e o Diabo por esta ordem tal como estabelecem os Tratados!

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publicado às 10:35


O mal não é a Margarida

por Pedro Silva, em 07.11.13

Li hoje que a escritora Margarida Rebelo Pinto sente “repulsa e pena” pelos Portugueses que se manifestam, numa atitude que, nas suas palavras, demonstra “falta de responsabilidade civil, falta de memória e falta de inteligência”.

 

O que Margarida disse não merece grandes comentários. Assim como também não mereceram grandes comentários o que esta já escreveu em crónicas de opinião onde seguiu o mesmo guião (guião é um termo que agora está muito na moda) e mais tarde acabou por ter de pedir desculpas em público.

 

A autora não é capaz de mais do que isto e para mais faz parte do restrito grupo de pessoas que utiliza a memória selectiva porque não foram os Governos anteriores que Margarida critica que quiseram ir além da troika. Isto a não ser que a autora não considere este “ir além da troika” uma medida suicida.

 

Mas o mal não é a Margarida. O mal está em quem dá voz e corpo aos seus pensamentos.

 

Podemos acusar Margarida Rebelo Pinto de insensata e pouco inteligente no que ao uso das palavras diz respeito, mas a culpa de tal facto é de quem lhe dá tempo de antena e a deixa dizer este tipo de alarvidades.

 

Para mais não deixa de ser suspeito que tenha sido a RTP a convidar a Sra. D. Margarida para opinar sobre um tema que ainda está longe de ser explicado como deve ser a todos os Portugueses.

 

Há que perceber que apesar de tudo a RTP é a Televisão do Estado, o polémico Orçamento de Estado de 2014 está em discussão na Assembleia da República e o Presidente deste canal foi nomeado pelo Executivo Passos/Portas.

 

Para todos os efeitos o mal nunca será a Margarida…

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publicado às 18:00

Desde que os pesados sacrifícios do Orçamento de Estado de 2014 se tornaram notícia que surgiu um conjunto de pensadores (conhecidos também por Opinion Makers) que pretendem tomar as rédeas da opinião pública portuguesa no sentido de a conduzir para o tem de ser porque tem de ser.

 

È neste contexto que analiso esta opinião de Henrique Monteiro, Jornalista e cronista do Jornal Expresso.

 

Quem como eu costuma ler as crónicas do Henrique Monteiro cedo se apercebeu que o cronista é um adepto incondicional da extinção do Estado Social. Ou melhor, é adepto não da extinção deste Estado mas sim do dito Estado Minimalista que apenas vela pela nossa segurança e pouco mais.

 

Sucede porém que na defesa desta sua tese por vezes Henrique Monteiro cria becos onde este pensa que somente a sua saída é a mais correcta. Parece uma contradicção bem sei, mas basta que leiamos esta sua última opinião a que já aqui fiz referência para que percebam onde quero chegar.

 

Para Henrique Monteiro isto está mau porque se gastou demais. Para Henrique Monteiro se um País rico como a Holanda onde o ordenado mínimo se cifra seguramente bem acima dos 1500€ começa a sentir necessidade de reduzir as suas Prestações Sociais, então nós pobres Lusitanos também temos de fazer o mesmo porque somos o parente pobre da Europa.

 

Para mais Henrique Monteiro parece não conseguir ver para além do seu próprio umbigo e quem está com ele merece um BRAVO e quem está contra é porque imagina coisas.

 

Esquece-se o ilustre Jornalista que o aumento do desemprego tem como principal consequência o aumento dos gastos da Segurança Social e uma drástica diminuição das receitas porque quem não trabalha não desconta nem pode pagar os seus impostos.

 

Mas devo ser eu que estou a imaginar coisas até porque se o Estado despede pessoal sob o pretexto de querer cortar nas gorduras servindo-se de um radicalismo ideológico muito próprio que o leva a cortar um osso seu, então torna-se realmente complicado manter o Estado Social num contexto em que a população cada vez mais envelhece.

 

Quer-me então parecer que o Jornalista e cronista Henrique Monteiro sofre de uma suposta preguiça mental no que a este assunto diz respeito, mas para o Henrique eu acredito no Menino Jesus.

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publicado às 18:00


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