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Não é assim que se revitaliza uma Cidade

por Pedro Silva, em 02.05.16

Imagem Crónica RS.jpg 

É certo e sabido que a Cidade do Porto é - para além de leal, mui nobre e Invicta – história viva. Todo e qualquer recanto do Porto tem uma história para contar tal é a quantidade de prédios históricos que irrompem pelos nossos olhos adentro. Da Ribeira à Foz, dos Aliados á Boavista, do Bolhão á Cordoaria e por aí adiante. Todo e qualqu8er recanto da Cidade Invicta têm mil e umas histórias para contar e quem por cá mora sabe bem o quanto estes cantos e recantos nos dizem.

 

Ora sucedeu que na década de 90 do século passado deu-se a “grande fuga” para as cidades limítrofes da Invicta (Vila Nova de Gaia, Gondomar, Matosinhos, Maia, Rio Tinto, etc). Isto porque o então Presidente da Câmara Municipal do Porto na altura - Dr. Fernando Gomes - sob o pretexto das (necessárias e urgentes) grandes obras de modernização da Cidade não baixou a taxa do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) e os seus colegas Autarcas das Cidades aqui referidas fizeram precisamente o oposto o que fez com que muitos Portuenses passassem a ter no Porto o seu local de trabalho e nas outras Cidades em redor a sua habitação e espaço de lazer.

 

Dito de outra forma; o grosso do comércio que fazia da Baixa Portuense um espaço único no Mundo mudou-se de malas e bagagens para outras paragens pois a sua vasta clientela que dantes frequentava a Baixa e demais zonas históricas da Invicta fez o mesmo. Inclusive, durante anos a fio, não gabia outra forma de vir ao Porto a não ser de carro ou de autocarro dado que as famosas estações de comboio que dantes atravessavam a Cidade do Porto deixaram de funcionar.

 

Em suma o Porto passou a ser, durante muitos e largos anos, uma cidade cada vez mais vazia e degradada. Havia que encontrar uma solução. E o Executivo de Rui Rio encontrou uma: fazer de uma parte da Baixa um enorme Bar. O resto ficou ao abandono na vã esperança de que aparecesse alguém que impedisse que o tempo acabasse por destruir aquilo que durante séculos fez, e faz parte, da Cidade (por exemplo o Mercado do Bolhão). E tal foi assim durante oito longos anos sempre com Rui Rio a tentar “apagar, de uma forma ou outra, a história da Cidade Invicta sob o pretexto de que não havia alternativa. Ou os privados “pegavam” naquilo ou então que ficasse ali a definhar até vir abaixo. Nem a chegada do metro mudou esta forma de se estar.

 

Seguiu-se o independente Rio Moreira na presidência da Câmara. Com ele veio uma tremenda “lufada de ar fresco” no que à Cultura diz respeito e, por arrasto, começou a tomar forma um pequeno esforço de recuperação da Cidade. Rui Moreira queria recuperar a Cidade mas não o fez, e fará, tendo em vista entregar o Porto aos Portuenses. Muito pelo contrário. Rui Moreira pretende antes fazer da Invicta uma espécie de Hotel gigantesco que marginaliza os seus concidadãos. Só assim se entende esta notícia publicada no Jornal de Notícias da qual destaco as seguintes partes:

 

O antigo edifício do jornal "O Comércio do Porto", na Avenida dos Aliados, foi vendido a um fundo imobiliário que irá transformar o histórico imóvel num prédio de habitação de luxo.

 

A sala de visitas da cidade também será, em breve, a casa de duas dezenas de famílias. Um fundo internacional adquiriu recentemente o edifício do BANIF no Porto e ali irá disponibilizar 20 fogos. Serão apartamentos exclusivos, apenas ao alcance de muito poucos. É que os preços de venda dificilmente ficarão abaixo dos quatro mil euros, o valor praticado nas zonas "prime" da Foz e de Nevogilde, mas metade do praticado na Avenida da Liberdade, em Lisboa.

 

Oi seja; para o Executivo de Rui Rio o Porto só volta a ser o Porto que era antes do grande êxodo para as zonas limítrofes transformando algumas partes da Cidade num enorme Bar e para o de Rui Moreira o Porto só se recupera se o mesmo se transformar num condomínio fechado reservado a Turistas, Vistos Gold e afins.

 

Não é assim que se revitaliza uma Cidade. Não é com o empurrar dos Portuenses para fora do Porto que o Porto voltará a ser a Capital do Norte.

 

Olhem para trás e vejam o que outros Autarcas fizeram no passado para que hoje em dia Gondomar. Vila Nova de Gaia, Matosinhos e outras sejam Cidades no verdadeiro sentido do termo.

 

Artigo publicado no Repórter Sombra

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publicado às 22:19


De querer acabar com o Porto

por Pedro Silva, em 31.08.15

Imagem Crónica Repórter Sombra.jpeg 

Começo este texto recordando uma viagem que fiz a Londres. Chegado à Capital Britânica foi com agrado que reparei que o que não faltava eram transportes Públicos. E paragem com pessoas á espera do seu Autocarro/Metro era uma miragem. Aliás diga-se de passagem que nos meus três dias em Londres desloquei-me, sem problema algum, nos Transportes Públicos Ingleses. Em jeito de conclusão posso, e quero afirmar, que por Terras de sua Majestade os Transportes Públicos funcionam. Independentemente de existirem linhas com maior ou menor procura não faltam autocarros que complementam o naturalmente limitado metro. Outra não poderia ser a fórmula pois Londres é uma cidade onde se vive nos subúrbios e se trabalha na Cidade.

 

A Cidade do Porto acaba por ser uma fotocópia de Londres. É verdade que a Invicta não tem o tamanho que Londres tem, mas o seu funcionamento é o mesmo que a grande Capital Inglesa, ou seja; mora-se nos subúrbios e trabalha-se na Cidade. Ora sendo a Cidade do Porto uma Cidade cada vez mais á imagem de Londres é natural que necessite dos Transportes Públicos para poder funcionar. Com a chegada do metro esta necessidade dos Transportes Públicos aumentou ainda mais, pois cada vez é maior o número de pessoas que se desloca da sua casa para o trabalho através do metro/autocarro.

 

E tal é assim por muito que o Ministério de Pires de Lima diga o contrário. Dizer o contrário é dar uma imagem de profundo ignorante. Como tal não faz sentido algum que tal Ministério tenha dado uma de burro casmurro no que à subconcessão dos STCP e metro do Porto diz respeito.

 

Leia o resto do artigo no Repórter Sombra

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publicado às 22:06

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Segundo noticiou a RTP no seu Telejornal das 13H, o fisco penhorou bens alimentares doados a uma associação que dá apoio aos sem-abrigo na cidade do Porto. O "Coração da Cidade" tem dívidas em atraso relacionadas com o pagamento de portagens em antigas SCUT.

 

Sobre este assunto há que ter cabeça fria em vez de alimentar a “escandaleira” que a equipa de reportagem da RTP criou nesta reportagem.

 

Isto porque em momento algum vemos os Dirigentes da Associação "Coração da Cidade" afirmar, com plena certeza e confiança, que não devem dinheiro algum ao Fisco. Seja ele a título de Portagens ou outra coisa qualquer.

 

Para mais fica por perceber se a tal Associação foi devidamente notificada de que contra ela decorria, e decorre, um Processo de Penhora de Bens alimentares ou se a Penhora já terá sido efectuada.

 

É que se a Penhora já tiver sido efectuada então é porque das três, uma:

 

- A Associação não se opôs à Penhora dentro dos prazos legalmente estabelecidos e no local devido (e aqui não me venham com a música de que a Associação não tinha dinheiro para o fazer porque o Apoio Judiciário também assiste ás Pessoas Coletivas quando devidamente requerido por estas);

 

- A Associação andou no “jogo do empurra” nas suas responsabilidades e nada fez dentro do prazo legal porque, segundo a peça jornalística, a dívida terá surgido por culpa do Contabilista (Técnico Oficial de Constas);

 

- A Associação não quis saber do Processo porque como é uma Associação de caridade acha que não tem de cumprir com os seus deveres fiscais.

 

É por isto que, ao contrário de muito boa gente que reage a quente em vez de parar para pensar um pouco, eu não posso dar razão alguma à "Coração da Cidade" neste processo.

 

Para mais alguns dos Associados dizem estar revoltados porque o Fisco se lembrou de penhorar uma Associação que ajuda os sem-abrigo da Invicta… Como se isto de ser uma Associação deste tipo a faça ter uma certa impunidade no que às suas obrigações diz respeito.

 

Já se me disserem que não faz sentido algum uma Associação ser penhorada pelo Fisco e o Sr. Pedro Passos Coelho, actual Primeiro-ministro de Portugal, não ser alvo de contra ordenação/penhora alguma mesmo tendo estado ANOS sem cumprir com as suas obrigações fiscais, e que não é justo a Galp, e outras Empresas do ramo, não pagarem o que devem às Finanças mesmo tendo sido notificadas para tal e nada lhes ser feito, eu sou como o outro e alinho na indignação da "Coração da Cidade".

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publicado às 15:43


Bora prá Inbicta Carago!

por Pedro Silva, em 22.08.14

Tal como vemos na foto do relógio que se encontra no átrio do Hotel onde passei as minhas férias, está mais que na hora de regressar a casa para enfrentar mais um ano de muita luta.

 

Já agora, queria só aqui ressalvar que já li o vosso desafio meus caros. É com muito gosto que o aceito, mas terão de aguardar pela minha chegada à Sempre Leal e Mui Nobre Invicta Cidade do Porto para verem o dito aqui escarrapachado. Não perdem pela demora! 

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publicado às 10:02


Recauchutagem do meu ciclismo II

por Pedro Silva, em 14.05.14

Passado quase uma semana depois do meu regresso ao ciclismo eis que as notícias são boas e animadoras.

 

Os “tremelicos” e medo no arranque já é coisa do passado. Posso dizer que já ando normalmente de bicicleta e que já a domino quase que por completo. Digo quase porque em certas zonas mais apertadas em termos de espaço (não esquecer que cá pelo Porto as ruas são na sua maioria são tudo menos largas) não me sinto muito à vontade ao pedal e o mesmo sucede nas descidas onde as mãos vão sempre no travão como manda o “Código” do Ciclista.

 

De resto as grandes dificuldades são as subidas. Nem as mudanças da Sakura (sim a minha “Bicla” tem um nome em homenagem a uma personagem do Naruto) tornam a tarefa mais fácil. Não que não consiga subir as rampas que abundam pela Invicta, mas não tenho paciência para estar a dar ao pedal ao ritmo de um caracol. Para mais não tenho a mesma forma de há uns anos atrás e para a recuperar tenho de levara s coisas com calma para evitar males de maior.

 

A outra dificuldade que tenho tido no meu vai e volta na Sakura são as pessoas. Como não me sinto completamente á vontade opto muitas vezes por seguir pelo passeio, o que me obriga a ter de desviar as pessoas que tem umas palas nos olhos e apenas conseguem ver em frente: E mesmo quando tal sucede podem ver-me a aproximar que não são capazes de deixar passar, sendo que lhes basta um simples “chega para o lado”… Tarefa complicada para certa malta. Até vos digo mais, os condutores dos automóveis respeitam-me mais que os peões por mais incrível que tal possa parecer.

 

Para terminar deixo-vos aqui uma foto minha devidamente equipado. Bem sei que estou com cara de zangado mas nunca gostei de tirar fotografias e a “engraçadinha” que tirou a dita sabe bem disto…

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publicado às 15:51


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