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O fatalismo da Direita

por Pedro Silva, em 26.04.16

Imagem Crónica RS.jpg 

Obviamente que tenho o dever de respeitar a opinião de cada um. E faço-o porque sei que não sou, nem nunca serei, o dono da verdade absoluta e porque é na troca de ideias e de opiniões que poderei evoluir como cidadão pertencente a um mundo cada vez mais globalizado. Contudo não posso aceitar tudo e mais alguma coisa que se vai dizendo sobre o actual estado do nosso mundo porque, tal como tudo na Vida, ou aquilo que dizemos/escrevemos faz algum sentido ou então entramos numa espécie de guerra do disparate onde toda a gente se insulta.

 

Ora sendo esta a minha forma de estar acaba por ser tremendamente complicado aceitar aquilo que apelido de fatalismo da Direita. E quando falo aqui de “fatalismo da Direita” refiro-me aquelas teses da Direita que nos dizem que isto é irremediavelmente assim porque tem naturalmente de ser.

 

Dito de outra forma; para esta ala política as offshore existem porque sem elas alguns Países não teriam capacidade de sobreviver como Estados soberanos que são, Portugal (e outros) são pobres e como tal tem de ser pobres para todo o sempre sob pena de se endividarem até ao fim dos tempos.

 

Meus amigos e amigas afectos da Direita, lamento mas acreditem que estão a disparatar quando optam pela via do fatalismo para defesa da nossa visão do mundo.

 

Sim. Estão a disparatar porque quando dizem que ou o Panamá opta pela offshore porque de outra forma colapsará como País estão a legitimar as offshore europeias que tem contribuem, e muito, para o vosso outro fatalismo: o de que Portugal é um País pobre e que terá de ser pobre para todo o sempre.

 

Ou será que me vão dizer que Holanda, Áustria, Luxemburgo, Inglaterra e França só poderão sobreviver como Países se forem e/ou promoverem offshore?

 

As offshore são a maior “porcaria” que o mundo alguma vez poderia ter produzido. Um mal que é aproveitado pelo lado obscuro das nossas Sociedades para se manter no comando dos destinos do mundo. Em suma estas “aplicações financeiras” sevem somente para que os mesmos de sempre se mantenham nos lugares de topo. O exemplo disto mesmo tem sido bem visível naquilo que hoje denominamos de zona euro onde o Norte da Europa tem “esmagado” o Sul da Europa em todos os sentidos.

 

Ou será que os meus amigos e amigas afectos da Direita acham que é legítimo, por exemplo, a Holanda poder ser uma offshore e Portugal não? Mas porquê razão? Porque Portugal é fatalmente pobre e a Holanda fatalmente rica?

 

Mas pensem bem na resposta que irão dar a esta minha pergunta e se porventura tiverem resposta pronta para a dita sugiro que percam um pouco do vosso tempo e assistam ao filme “A Queda de Wall Street” ("The Big Short") do Realizador Adam McKay e vejam onde a teoria do fatalismo da Direita colocou o mundo.

 

p.s. Offshore e Paraíso fiscal na prática são a mesma coisa. É só para não me virem dizer que a Holanda, Áustria e Luxemburgo não são offshore. Estes Países têm um regime fiscal muito “apetecível” (o Grupo Jerónimo Martins – aka Pingo Doce - que o diga!).

 

Artigo publicado no Repórter Sombra

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publicado às 20:43


Austeridade e mais austeridade

por Pedro Silva, em 04.07.14

Parece que o papão da Austeridade não larga as Nações do Sul da Europa.

 

Como se não bastasse o sofrimento que os Políticos do Norte da Europa estão a impor aos Povos do Sul, eis que neste Mundial do Brasil as Selecções da Bélgica, Holanda e Alemanha estão simplesmente a dominar e são neste momento os únicos resistentes Europeus.

 

Inclusive a Alemanha, principal mentora da Austeridade destrutiva da União Europeia, já teve a oportunidade de golear Portugal e de eliminar a França.

 

Por seu turno a Holanda "espetou quatro secos” à Espanha na fase de grupos e a Bélgica está a jogar um futebol dominador que faz dela uma séria candidata à vitória final neste Mundial.

 

As únicas que escaparam a tal massacre foram a Grécia e a Itália, se bem que ambas já foram eliminadas.

 

É caso para se dizer “chiça que o raio do papão não nos larga”!

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publicado às 20:57

Desde que os pesados sacrifícios do Orçamento de Estado de 2014 se tornaram notícia que surgiu um conjunto de pensadores (conhecidos também por Opinion Makers) que pretendem tomar as rédeas da opinião pública portuguesa no sentido de a conduzir para o tem de ser porque tem de ser.

 

È neste contexto que analiso esta opinião de Henrique Monteiro, Jornalista e cronista do Jornal Expresso.

 

Quem como eu costuma ler as crónicas do Henrique Monteiro cedo se apercebeu que o cronista é um adepto incondicional da extinção do Estado Social. Ou melhor, é adepto não da extinção deste Estado mas sim do dito Estado Minimalista que apenas vela pela nossa segurança e pouco mais.

 

Sucede porém que na defesa desta sua tese por vezes Henrique Monteiro cria becos onde este pensa que somente a sua saída é a mais correcta. Parece uma contradicção bem sei, mas basta que leiamos esta sua última opinião a que já aqui fiz referência para que percebam onde quero chegar.

 

Para Henrique Monteiro isto está mau porque se gastou demais. Para Henrique Monteiro se um País rico como a Holanda onde o ordenado mínimo se cifra seguramente bem acima dos 1500€ começa a sentir necessidade de reduzir as suas Prestações Sociais, então nós pobres Lusitanos também temos de fazer o mesmo porque somos o parente pobre da Europa.

 

Para mais Henrique Monteiro parece não conseguir ver para além do seu próprio umbigo e quem está com ele merece um BRAVO e quem está contra é porque imagina coisas.

 

Esquece-se o ilustre Jornalista que o aumento do desemprego tem como principal consequência o aumento dos gastos da Segurança Social e uma drástica diminuição das receitas porque quem não trabalha não desconta nem pode pagar os seus impostos.

 

Mas devo ser eu que estou a imaginar coisas até porque se o Estado despede pessoal sob o pretexto de querer cortar nas gorduras servindo-se de um radicalismo ideológico muito próprio que o leva a cortar um osso seu, então torna-se realmente complicado manter o Estado Social num contexto em que a população cada vez mais envelhece.

 

Quer-me então parecer que o Jornalista e cronista Henrique Monteiro sofre de uma suposta preguiça mental no que a este assunto diz respeito, mas para o Henrique eu acredito no Menino Jesus.

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publicado às 18:00


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