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Aí está! Campeões!

por Pedro Silva, em 10.07.16

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Ora aí está. Desde o primeiro jogo de Portugal neste EURO 2016 que venho dizendo que Portugal estava no bom caminho porque cedo percebeu que para se poder triunfar tinha de ser realista. Já foram muitos anos e muitas competições onde a nossa Equipa jogava muito, dominava mas depois tinha de se contentar com a vitória moral da praxe. Desta vez a história foi diferente e foi assim porque deixamos de ser o “Brasil da Europa” para passarmos a ser a equipa que em 2016 conquistou a Europa no coração desportivo de França. Grança que, diga-se de passagem, jogou em casa cheia de confiança e muita arrogância. Vamos por partes.

 

Quanto ao jogo em si, ao contrário de muita gente, eu queria a França como adversário na Final do EURO 2016. E isto porque se porventura a equipa adversária da Equipa de Todos Nós fosse a Alemanha muito provavelmente não estaríamos agora a festejar a conquista do nosso primeiro Título de Selecções A. Isto porque Portugal entrou em campo com a habitual “tremideira” e em muitos momentos sofremos a bem sofrer com a enorme pressão que o meio campo Gaulês foi fazendo na fase inicial de cada parte do jogo.

 

 Muito passe falhado. Muita dificuldade em “segurar” Sissoko & Companhia. A França sabia bem o que tinha de fazer para baralhar por completo o jogo de Portugal e em muitas ocasiões até que o conseguiu com sucesso. Um bom exemplo disto mesmo é o lance em que Cristiano Ronaldo é lesionado por Payet que se preocupou em “bater” no joelho do nosso capitão. Felizmente em muitos momentos a força bruta francesa esbarrava por completo numa “parede” de nome Rui Patrício que liderou uma linha defensiva que soube sacrificar-se nos momentos mais difíceis.

 

Portugal demorou um pouco a perceber o que tinha de fazer para fazer frente a uma França que estava muito subida e pressionante no campo. A lesão de Ronaldo acabou por ter sido positiva dado que permitiu a que Fernando Santos modificasse o esquema táctico por forma a retirar um pouco de espaço à França. Mas os problemas mantiveram-se dado que a bola não chegava aos avançados Quaresma e Nani que tinham de medir forças com os “armários” defensivos dos Gauleses. O esquema táctico modificou-se mas faltava-lhe ainda qualquer coisa… A "qualquer coisa" estava guardada para o prolongamento dado que a estratégia principal da equipa técnica Portuguesa era a de ir degastando a França porque no prolongamento era certo e sabido que os Gauleses acabariam por sucumbir á pressão de terem de vencer dado que jogavam em casa.

 

E assim foi. Com alguma sorte à mistura (não esquecer a bola ao posto de Cignac) Portugal foi para o prolongamento e a qualidade de João Moutinho (que tinha rendido um guerreiro de nome Adrien Silva que lutou mais do que jogou) começou a vir ao de cima e com Éder como “farol” na frente de ataque Lusitana a nossa equipa foi para a frente, impos o seu futebol, passou por alguns calafrios até aparecer Éder e – num lance individual à ponta de lança -marcar o golo que fez a história que nós, Portugueses, já merecíamos viver há muito, muito, mas muito tempo.

 

Obrigado Portugal e parabéns a todos vós! Nunca deixei de acreditar em vós!

 

Chave do Jogo: Apareceu ao minuto 79', altura em que èdee4r entrou em capo para o lugar de Renato Sanches. Foi a partir desta altura que Portugal começou a impor o sue futebol e fazer chegar a bola jogável ao seu ataque dado que Éder “prendeu” a defesa Francesa ao seu meio campo diminuindo, assim, a forte pressão que os Gauleses fizeram durante quase todo o jogo.

 

Positivo: Rui Patrício. Éder pode ter sido - com justiça – o Homem do Jogo mas o Guardião Português foi quem mais fez pela equipa de Todos Nós numa altura em que só a França jogava.

 

Negativo: Mark Clattenburg. “Caseiriinho” q.b. Clattenburg permitiu á França todo e qualquer tipo de barbaridade.

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publicado às 23:56


Digam lá mal do Cristiano

por Pedro Silva, em 06.07.16

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12 anos. Foram precisos 12 anos e um Líder de nome Cristiano Ronaldo para que a nossa Selecção marcasse - novamente – presença numa final de um Europeu de Selecções. A equipa que todos criticam por ser realista e jogar o futebol que sabe (a chave do sucesso desta equipa) está na final do Euro de França. Melhor só mesmo ganhar o “caneco” e tal é bem possível e Portugal já mostrou, por mais do que uma vez neste EURO, que tem capacidade para ganhar.

 

Quanto ao jogo ante o País de Gales a primeira coisa que me saltou à vista foi a calma que a Equipa de Todos Nós transmite. Desde o jogo com a Croácia que me sento diante da televisão e vejo o jogo com muita calma, sinal de que quem está no campo sabe muito bem o que fazer, como o fazer e quando fazer. Portugal é uma equipa em crescendo e, sobretudo, muito unida e voluntariosa em todos os aspectos do jogo.

 

Nos primeiros 45m nem Gales nem Portugal entraram fortes na partida. O que é natural dado que falamos de uma meia-final de um Europeu se bem que Portugal poderia ter evitado uma pequena “tremideira” na fase inicial da partida.

 

O jogo foi-se desenrolando, Portugal começou a impor o seu jogo devagar (devagarinho) até que o equilíbrio passou a ser a nota dominante. Era preciso vir ao de cima aquilo que sempre tenho aqui falado quando analiso os jogos da nossa Selecção: o rasgo individual. O dito apareceu na segunda parte oriundo de um belo lance de cabeça do Melhor Jogador do Mundo (Cristiano Ronaldo). A partir daí só deu Portugal e Gales “perdeu a cabeça” (a exibição do seu Guarda-redes foi disto um bom exemplo). A vitória Lusa acabou por ser perfeitamente justificada e natural.

 

O último degrau desta longa caminhada até Paris já está ultrapassado. Agora resta entrar no Olimpo dos Campeões e Portugal – apesar de ser um pequeno País - tem tudo para abrir de par em par a porta deste Olimpo. Mas atenção. Cuidado com deslumbramento. Seja a França ou a Alemanha na Final o jogo é para se ganhar mas é sempre mais importante – muito mais importante – que o grupo de trabalho da equipa das Quinas mantenha os pés bem assentes no chão e consiga dar tudo por tudo na concretização de um sonho que já tem 12 longos anos.

 

Chave do Jogo: Apareceu ao minuto 50, altura em que João Mário marcou o canto que foi aproveitado por Cristiano Ronaldo para marcar o golo inaugural da partida. A partir deste momento o País de Gales viu a sua estratégia ruir por completo e nunca mais se encontrou durante o resto do jogo.

 

Positivo. Cristiano Ronaldo. Um líder no verdadeiro sentido do termo. Ronaldo “carregou a equipa às cotas”. Uma postura que é para se manter no próximo Domingo porque a Final é para se ganhar.

 

Negativo: A “tremideira” inicial. Portugal mostrou algumas dificuldades no período inicial do jogo e tal ante uma equipa mais cínica (como a Alemanha) pode vir a ser a “morte do artista”.

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publicado às 22:26


Voltamos a ser os “Andrades”

por Pedro Silva, em 22.05.16

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Imagem de zerozero

 

Quanto ao jogo em si que dizer? Primeiro; não me lembro de ver o Futebol Clube do Porto apresentar uma linha defensiva de tão péssima qualidade. Segundo; é impressionante que, repito, após quase 6 meses a preparar esta Final José Peseiro não tenha conseguido elaborar um esquema de jogo que tire real proveito do plantel que herdou de Julen Lopetegui.

 

Ponto assente: Jogadores profissionais não cometem os disparates que os defesas Azuis e Brancos cometeram nos dois golos Bracarenses. Outro ponto assente: era certo e sabido que Paulo Fonseca ia apresentar um Sporting Clube de Braga defensivo e muito rápido na transição defesa/ataque. Porquê raio não se treinou e preparou a equipa para isto? É preciso ter-se uma tremenda lata para se dizer que o Futebol Clube do Porto dos últimos tempos vinha a evoluir para melhor…

 

Em suma; o Braga tem de ser considerado um justo vencedor porquê o seu Treinador – tão gozado que foi aquando da sua passagem pelo Dragão – soube tirar o melhor proveito do seu Plantel. Já o Futebol Clube do Porto voltou a ser a equipa dos “Andrades”. Luta, joga, faz disparates q.b. e depois atira as culpas da derrota para cima do Árbitro, do Azar e do Infortúnio. Vamos longe vamos.

 

Chave do Jogo: Pode-se dizer que fez uma aparição, ainda que tímida, no minuto 61´ do jogo. Foi nesta altura em que O Futebol Clube do Porto chegou ao golo após um excelente lance de insistência comandado por André Silva. A partir desta altura os Dragões tomaram conta do jogo obrigando os Bracarenses a ter de optar por um futebol super defensivo. Não fosse a excelente organização defensiva dos comandados de PauIo Fonseca e os Dragões poderiam ter iniciado, nesta altura, a reviravolta que todos os Portistas ansiavam.

 

Positivo. André Silva, Danilo Pereira e Maxi Pereira. Os únicos que deram o que tinham e não tinham pelo Futebol Clube do Porto. Três “oásis” num tremendo deserto de ideias. Uma palavra muito especial para André Silva que me faz perguntar a razão pela qual Fernando Santos convocou Éder para disputar o EURO 2016.

 

Negativo. Hector Herrera. Uma coisa que me custa um tudo ou nada a perceber é a razão pela qual Hector Herrera é titular indiscutível nesta equipa do FC Porto. Ainda se fosse um Atleta que lide bem com a pressão dos adversários, que faça bons passes, que organize o meio campo, que remate bem à baliza, que saiba posicionar-se em campo eu ainda era como o outro e até que aceitava esta “teimosia” inexplicável mas não é assim que as coisas são na realidade. Pior que Herrera só mesmo José Peseiro que insiste no erro de querer estar na frente dos destinos técnicos do Futebol Clube do Porto.

 

Em jeito de nota final:

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publicado às 21:48


Até que nem foi mau

por Pedro Silva, em 07.05.16

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Imagem de zerozero

 

Manteve-se a tradição em Vila do Conde. O Futebol Clube do Porto venceu e, desta vez, até se pode dizer que os Dragões não jogaram nada mal. Muito pelo contrário. Os Portistas até que praticaram um futebol aceitável. Tal abre boas perspectivas para a Final do Jamor. Isto se esta forma de estar no campo se mantiver até lá (obviamente).

 

É verdade que o Rio Ave FC não soube aproveitar a vantagem que alcançou muito cedo na partida mas tal deve-se, em grande parte, ao mérito dos Portistas que não deixaram que os Vila-condenses pressionassem. O FC Porto de José Peseiro ganhou o meio campo ao Rio Ave FC de Pedro Martins e foi por isto que venceu hoje, pois se porventura a equipa Verde e Branca tivesse pressionado um bocadinho mais de certeza que não estaria agora a dissecar uma vitória Azul e Branca.

 

Não percebo porquê razão Peseiro insiste em colocar Rúben Neves na posição de trinco. E não o entendo porque o rapaz já mostrou por mais do que uma vez que não tem “estaleca” para desempenhar esta função. O grande golo de Hélder Postiga logo no início do jogo é disto um bom exemplo.

 

Outra coisa que também não consigo perceber é porquê razão Herrera tem de jogar sempre… O Mexicano até que jogou bem, mas quando pressionado o moço não sabe fazer sequer um simples passe curto. Felizmente os comandados do Pedro Martins não estavam com muita vontade de pressionar os Atletas do FC Porto.

 

De resto não haverá muito mais a dizer senão que isto de o Futebol Clube do Porto “canalizar” quase todo o seu jogo pela zona central do terreno poderá vir a ser fatal diante do Sporting Clube de Braga. Não me agradou mesmo nada esta forma de estar no jogo não obstante hoje o melhor jogador dos Azuis e Brancos (Sérgio Oliveira) ter jogado nesta zona do campo. As grandes equipas, por norma, variam o seu estilo de jogo durante os 90 e poucos minutos, mas já se começa a perceber que com José Peseiro este FC Porto não consegue dar muito mais do que isto.

 

Em suma, o FC Porto venceu, convenceu um pouco mas está longe, muito longe, de me satisfazer plenamente. Há ainda muito para melhorar até ao jogo da Final da Taça de Portugal. Preocupa-me que se cometam tantos disparates e se insistam em fórmulas que o passado já mostrou, por mais do que uma vez, que não funcionam, mas lá está o FC Porto venceu e “o resto é letra”.

 

Chave do Jogo: Apareceu no minuto 20´ da partida. Altura em que Layún marcou o golo do empate a uma bola entre Vila-condenses e Portistas. A partir daí o Rio Ave ”perdeu” toda a força e confiança que tinha mostrado até esta altura entregando, desta forma, o jogo aos Portistas.

 

Positivo: Sérgio Oliveira. O português jogou e fez jogar. Sérgio Oliveira foi excelente e foi muito por sua culpa que os Portistas venceram hoje. Faço votos de que venha a ser mais regular pois Jogadores da sua qualidade fazem sempre muita falta.

 

Negativo: “Defesa de papelão”. Já não é de agora mas é cada vez mais preocupante a forma como o Futebol Clube do Porto sofre golos. Um problema que parece ter tendência a agravar dado que José Peseiro parece estar a ter muitas dificuldades em encontrar a fórmula que coloque um fim a esta situação.

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publicado às 22:04


Perdeu-se o Troféu mas ganhou-se um futuro

por Pedro Silva, em 30.06.15

Não segui a partida no seu todo, Apenas pide sentar-me a ver com “olhos de ver” este Portugal x Suécia aos 20 minutos da segunda parte desta partida, pelo que não estou completamente á vontade para poder opinar sobre o dito, contudo tenho uma enorme certeza: hoje perdeu-se um Trofeu, mas ganhou-se um futuro.

 

Bem sei que parece o habitual “discurso de coitadinhos” que nós Portugueses temos muito a mania de utilizar quando a coisa não nos corre como queremos, mas há que ver as coisas como elas são e esta Selecção de Sub. 21 mostrou a todos que Portugal tem um futuro brilhante pela frente. Portugal não sofreu uma única derrota no apuramento e até ao fim, da prova. Se não me engano este é um feito que ainda ninguém ousou alcançar.

 

Naturalmente que agora haverá quem diga que Rui Jorge arriscou em demasia ao ter apostado nas Grandes Penalidades quando Portugal tinha ainda possibilidade de vencer a partida durante os 90m (a saída de Sérgio Oliveira deu a entender tal), assim como haverá quem se “atire” a William Carvalho porque este não realizou um Europeu por aí além, mas a verdade é que dizer tal sem estar no relvado e no momento das decisões é fácil… Muito temos a agradecer a Rui Jorge e sua equipa Técnica porque fizeram algo que há não muito tempo atrás era impensável.

 

Uma palavra especial para José Sá. Foi, sem sombra de dúvida, o melhor Guarda-redes do Torneio. Só é pena que quando o seu Marítimo defronta o SL Benfica este se lembre de perder toda a qualidade que mostrou neste EURO que se realizou aa República Checa.

 

Agora é olhar em frente. Espero que os Clubes Portugueses apostem mais nos seus jovens talentos (alô Futebol Clube do Porto!) em detrimento de Atletas estrangeiros de qualidade duvidosos e sem amor alguma à camisola. Espero sinceramente que esta geração não se perca pelos tortuosos e inexplicáveis caminhos do futebol.

 

Para o ano há mais. A vingança é um prato que se deve servir frio. A jogar assim de certeza que Portugal trará as suas primeiras medalhas de ouro no futebol. Haja Fé e, sobretudo, muita paciência.

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publicado às 23:22


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