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Em vantagem ao intervalo

por Pedro Silva, em 07.02.18

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imagem retirada de zerozero

 

Jogo muito agradável de se seguir entre aquelas que neste momento são as duas melhores do nosso campeonato. Alias, acredito que Futebol Clube do Porto e Sporting Clube de Portugal serão as duas melhores equipas da Liga NOS até ao final da presente temporada. Hoje tal ficou bem vincado dado que ambas brindaram os adeptos com um jogo muito bom. Acrescente-se que este foi um jogo que dizia respeito à primeira de duas mãos de uma das meias-finais da Taça de Portugal.

 

Num jogo equilibrado caberia a certos jogadores tentarem fazer pender a vitória para o lado da sua equipa. Do lado da equipa de Alvalade tivemos dois fantásticos atletas que tentaram fazer tal papel sem resultado prático no resultado final. Gélson Martins e Bruno Fernandes foram, de longe, os melhores da equipa de Jorge Jesus. Do lado dos azuis e brancos este papel coube a Sérgio Oliveira e foi precisamente do médio portista que veio a “chave” que abriu a porta da baliza leonina através de um cruzamento fantástico para a cabeça de Tiquinho Soares.

 

Em suma; este foi um jogo onde um Futebol Clube do Porto liderado por um fantástico Sérgio Oliveira - e uma certa sorte nos minutos finais – conseguiu, no global, ser ligeiramente superior a um Sporting Clube do Portugal que se deixou embalar pela história de ser uma equipa “à italiana”.

 

Nada está decidido. Ainda há uma importante deslocação ao Estádio de Alvalade para se saber, em definitivo, quem será o finalista da Taça de Portugal, e até finais de Abril muita coisa vai acontecer. Uma das coisa que espero que aconteça é por esta altura Sérgio Conceição já saber gerir melhor as substituições em jogos deste calibre. E espero também que a falta de concentração que a defesa portista evidenciou na recta final do jogo tenha desvanecido de vez.

 

MVP (Most Valuable Player): Sérgio Oliveira. O médio internacional português voltou a mostrar que está a atravessar um excelente momento de forma e que ganha com isto é Sérgio Conceição que vê neste a “pedra chave” que pareceu ter perdido com a lesão de Danilo Pereira. A vitória portista em pleno Estádio do Dragão “nasceu” dos pés de Sérgio Oliveira que fez um cruzamento com “régua e esquadro” para a cabeça de Soares. Sérgio Oliveira foi hoje o “patrão” que levou a equipa azul e branca à vitória sobre o rival de Lisboa.

 

Chave do Jogo: Inexistente. O jogo foi, quase sempre, muito equilibrado não obstante alguma ascendência portista. Nenhuma das equipas em campo foi capaz de criar um lance que fizesse com que a sua vitória fosse evidente e definitiva.

 

Arbitragem: Arbitragem defensiva, sem querer correr riscos e sem falhas de grande dimensão. Trabalho positivo de João Pinheiro e dos seus auxiliares.

 

Positivo: Jogar futebol e nada mais. Se retiramos de cena as palermices de Fábio Coentrão, eis que se pode dizer que hoje tivemos aquilo que todo e qualquer adepto de futebol gosta de ver: uma excelente partida de futebol.

 

Negativo: Fábio Coentrão. Jogou pouco e esteve sempre muito mais preocupado em arranjar confusão Será que Coentrão padece de algum complexo de inferioridade sempre que defronta do FC Porto?

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publicado às 22:36


2 pontos que “foram ao ar”

por Pedro Silva, em 30.01.18

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imagem  retirada de zerozero

 

Pode haver quem discorde (e está no seu direito), mas eu sou da opinião de que hoje o Futebol Clube do Porto “atirou 2 pontos ao ar” na sua vista a Moreira de Cônegos para disputar com a equipa local mais uma jornada da Liga NOS. E, na minha opinião, tal aconteceu por duas razões completamente distintas. Uma é a culpa própria e outra os “factores estranhos”. E não, uma não terá tido mais peso do que a outra neste empate com sabor a derrota. Cada coisa no seu lugar.

 

Comecemos então pela culpa dos Dragões neste “tropeção” minhoto. Sérgio Conceição (SC) sabia muito bem que ia enfrentar uma equipa “pequenina” em todos os aspectos. SC sabia perfeitamente que o Moreirense FC ia jogar atrás da linha da bola. SC sabia muito bem que a equipa dos Cônegos ia usar e abusar do pontapé para a frente para que os dois tipos musculados e com alguma técnica que estavam na frente mantivessem a bola o mais longe possível do meio campo da sua equipa.

 

SC sabia disto tudo e mais alguma coisa. Na jornada anterior o “filme” foi idêntico (a única diferença foi o golo afortunado de Marga marcado na fase inicial da partida). Exigia-se, portanto, que a equipa de SC tivesse aprendido a lição. Mas não o fez e, mais uma vez, vimos a equipa portista a desperdiçar uma primeira parte onde se limitou a andar a passear a bola de um lado para o outro num ritmo lento. Tivesse entrado em campo da mesma forma que entrou na segunda parte deste jogo de Moreira de Cônegos e SC teria tido a oportunidade de “rodar” os seus jogadores. E já que falo aqui em rotação do plantel, é deveras preocupante que nesta fase do campeonato já haja tanta gente fatigada… Nada que me admire dado que nestas coisas SC é muito parecido com Jorge Jesus.

 

A juntar a tudo isto tivemos as substituições de SC. Mesmo algo degastado Aboubakar é um jogador que joga muito bem de costas para a baliza (tem físico para tal). Soares e Aboubakar na frente com Marega e Brahimi nas faixas teriam sido uma boa aposta. Mas SC pareceu estar mais interessado em mostrar a todos que os reforços de inverno são muito bons. Como se um reforço de inverno tivesse o condão de “chegar, ver e vencer”.

 

Chegados aqui há que dar conta do tal segundo factor que contribuiu para este empate forasteiro dos azuis e brancos.

 

Que eu saiba, quando um guarda-redes sai mal a um cruzamento e abalroa um jogador na grande área o árbitro deve marcar a falta e punir a equipa do guarda-redes com a marcação de uma grande penalidade. Hoje um tal de Jhonatan Luiz do Moreirense fez tal coisa sobre Felipe na segunda parte do jogo sem que o árbitro Luís Ferreira tivesse seguido o devido e adequado procedimento disciplinar. Até que aceito a tese de que o árbitro e os seus assistentes não tenham visto o lance, mas o tal de Vídeo Árbitro (VAR) viu de certeza e nada fez. Já o fora de jogo (mal assinalado) nos minutos finais da partida que invalidou o golo portista, Luís Ferreira & companhia a(VAR)iada não teve dificuldade alguma em ver.

 

E já agora, as simulações dos atletas têm como punição a exibição do devido cartão amarelo. Pelo menos é o que está escrito no Regulamento de Competição. Contudo em Portugal vigora a jurisprudência arbitral de que tal não se aplica aos adversários do Futebol Clube do Porto.

 

Por tudo o que aqui expus, espero sinceramente que SC tenha aprendido de vez a lição. Lição esta que não terá forçosamente de ser aplicada na jornada seguinte dado que não me parece que o Braga venha ao Dragão jogar “à equipa pequenina” (embora o seja na verdade).

 

MVP (Most Valuable Player): Yacine Brahimi. De todos os jogadores deste FC Porto, Brahimi foi o mais inconformado com o resultado. O argelino deu tudo o que tinha em campo para que o empate não tivesse “aguentado” até ao fim. Apenas se critica alguns excessos nas fintas quando por vezes um simples toque de bola para o lado resolveriam o problema.

 

Chave do Jogo: Inexistente. Em momento algum as equipas cosnegu9oram criar um lance que fizesse pender o desfecho da partida para o seu lado.

 

Arbitragem: Luís Ferreira teve uma péssima arbitragem com erros e graves que influenciaram o resultado final. Ficou por marcar uma grande penalidade a favor do FC Porto no lance de Felipe na área do Moreirense e Waris estava totalmente em jogo. O golo que poderia ter ditado a vitória do FC Porto foi mal anulado.

 

Positivo: Brahimi à Brahimi (outra vez). Hoje o argelino mostrou aquilo que é capaz de fazer. É verdade que esteve longe de ser brilhante, mas Brahimi correu, fintou, driblou e criou imensas oportunidades de golo.

 

Negativo: Sérgio Conceição. Insistiu no erro e pagou um preço elevado pela sua teimosia. Para mais os reforços de inverno devem entrar progressivamente na equipa Sérgio.

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publicado às 23:55


Um treino que correu bem

por Pedro Silva, em 13.10.17

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imagem retirada de zerozero

 

A vitória portista na 3.ª eliminatória da Taça de Portugal terá sido uma espécie de vitória sem história. E tal sucedeu porque o adversário era frágil, jogou fora do seu recinto embora nesta partida o Lusitano de Évora fosse a equipa da casa e - atenção a este aspecto – porque o Futebol Clube do Porto não parou de querer dar tudo o que tinha e anão tinha até ao fim dos noventa e poucos minutos.

 

Obviamente que esta “fome de bola” que a equipa azul e branca demonstrou hoje em campo tem o seu lado positivo e o seu lado negativo. O positivo reside no facto de a ser assim só muito dificilmente os Dragões poderão ser vítimas do famoso “tomba gigante”. O negativo reside tão-somente na capacidade física dos jogadores, capacidade essa que poderá (ou não) vir a ser um factor decisivo na deslocação a Leipzig na próxima semana em mais uma jornada da UEFA Champions League e na “longa maratona” que se chama Liga NOS. Só o tempo nos dirá se esta forma de estar numa altura tão “ocupada “ da época diante de um adversário acessível terá sido- ou não - uma boa aposta de Sérgio Conceição e restante equipa técnica.

 

O que gostei verdadeiramente de ver foi a aposta de Sérgio Conceição em algumas das “joias” da formação azul e branca. Só lamento que Fede Varela não tenha tido a sua oportunidade dado que o jovem médio argentino poderá vir a ser uma alternativa segura a um Oliver Torres (ainda) em baixo de forma. Diogo Dalot também “mostrou serviço” tendo, inclusive, feito aquilo que muito aprecio num d3efsa lateral: com a bola dominada, levantar a cabeça e fazer um cruzamento como deve ser para a área adversária. Já o jovem avançado brasileiro de nome Galeno não me encantou a cem por cento… O moço até que tem uma técnica formidável e sabe sair em velocidade com a bola dominada, mas este escusa de se irritar tanto sempre que falha um golo. Ao fazer tal pode fazer as delícias de muitos adeptos, mas este desconcentra-se e faz com que o seu empenho em campo não redunde em nada mais senão numa espécie de “corre-corre” sem nexo.

 

Esta etapa está cumprida. Agora é ver o que reserva o sorteio da próxima eliminatória da Taça de Portugal. Mas para já o FC Porto tem de se concentrar – e muito - na perigosa deslocação ao terreno do RB Leipzig. A equipa alemã é uma “perfeita desconhecida” que na temporada passada “pôs a cabeça em água” ao poderoso Bayern.

 

MVP (Most Valuable Player): Otávio. O jovem médio brasileiro jogou e fez jogar toda uma equipa que cedo mostrou querer impor o seu futebol. Excelente no último passe e muito concentrado no trabalho a meio campo. Para ter sido uma exibição perfeita só faltou a Otávio ter marcado um golo. Não que o jogador não tivesse feito por isto, mas a sorte a e a barra da baliza adversária não o deixaram.

 
Chave do Jogo: Apareceu no minuto 20´ e 21´ da partida para resolver a contenda, em definitivo, a favor do FC Porto. Os dois golos de “rajada” que Aboubakar marcou acabaram por completo com a parca resistência da modesta equipa alentejana. A partir daí os azuis e brancos fizeram do jogo o que muito bem lhes apeteceu.

 

Arbitragem: Nota positiva. Nada a apontar ao trabalho de Hélder Malheiro no Estádio do Restelo.


Positivo: Espírito de grupo. Gostei bastante de ver a união que TODOS os elementos do Futebol Clube do Porto mostraram fora e dentro do campo. Este é um factor que faz com que as equipas alcancem os seus objectivos. A ver se tal se mantêm nas horas más.

 

Negativo: Diogo Dalot na faixa esquerda da defesa. Dalot é um jogador que parece ser de uma qualidade fenomenal, pelo que é deveras custoso ver este “diamante em bruto” a ser “lapidado” por Sérgio Conceição numa posição que nunca foi a sua. Que tal tenha ocorrido somente esta vez.

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publicado às 23:55


Missão cumprida

por Pedro Silva, em 08.04.17

imgS620I194114T20170408201530.jpg 

imagem retirada de zerozero

 

O futebol Clube do Porto regressou às vitórias na Liga NOS após ter recebido e vencido o CF “Os Belenenses”. O jogo em si não foi muito agradável de se seguir, mas tendo em consideração aquilo que a equipa de Quim Machado não quis fazer e a necessidade de pressionar, sempre que possível, o Benfica pode-se dizer que os dragões cumpriram a sua missão perante um Estádio do Dragão repleto de adeptos de ocasião.

 

Nuno Espirito Santo (NES) pareceu ter acedido - mais uma vez - às exigências da tal de “massa crítica” e mudou novamente o sistema de jogo. Tendo iniciado a partida a jogar num 4x4x2 os azuis e brancos até que não entraram muito bem na partida. Em certos momentos o jogo ofensivo dos comandados de NES era, quase que exclusivamente, lateralizado. E entenda-se aqui lateralizado por “bola nos pés de Alex Telles e este que resolva” com cruzamentos para a área do emblema da Cruz de Cristo. Não que a ideia estivesse mal pensada (até que foram muitas as ocasiões de perigo que surgiram desta forma), mas a execução não era a melhor. E quando não aparecia Alex, eis que era bola para Brahimi e este lá se entretinha a fintar dois ou três adversários até ficar sem a bola ou fazer um passe ridículo para um seu colega.

 

È neste cenário que surge o golo inaugural. Brahimi sofre falta ao tentar driblar um adversário na faixa lateral esquerda do ataque portista, o árbitro marca a falta, Yacine Brahmi marca o livre, André Silva tenta cabecear a bola na pequena área do Belenenses, esta ressalta para Danilo Pereira que sem marcação aproveita para marcar o primeiro golo. Mas nem assim o cenário mudou… O Belenenses continuava a apostar na sua estratégia “à Setúbal de Couceiro” e o FC Porto continuava algo intranquilo com tal postura. André Silva e Tiquinho Soares tiveram muitas dificuldades em passar pela defensiva azul. Isto porque Oliver Torres estava demasiado recuado no terreno. Ou seja; os avançados dos azuis e brancos tinham de contar com os cruzamentos à balda de Alex ou os desvarios de Brahimi para poderem ter uma bola em condições nos seus pés. Tal devia-se, digo eu, ao forte preenchimento do meio campo do Belenenses que – repito - esteve sempre muito mais interessado em perder tempo e em fazer faltas e faltinhas (obrigadinho Sr. Árbitro!) do que em jogar à bola. Estivesse Yacine naquela altura da época em que vinha buscar a bola ao meio campo para a libertar em condições aos seus colegas da frente e a música teria sido outra.

 

E assim se desenrolou o jogo até ao intervalo. Sempre com um incompreensível “tremelico” da parte do FC Porto perante um CF “Os Belenenses” nada interessado em jogar futebol (mesmo estando a perder!). È algo que a equipa de NES já deveria saber lidar mas quando se começa a ir atrás da “massa crítica” é natural que depois as coisas acabem por correr desta forma.

 

O Futebol Clube do Porto acaba por chegar aos dois a zero através da marcação de um canto que é muito bem aproveitado por Tiquinho Soares. O avançado portista estava liberto de marcação e cabeceou com eficácia para o fundi da baliza de Cristiano. Seria desta que chegaria a tranquilidade portista? Nem por isto! Nem com o Belenenses a insistir no seu jogo de treta o FC Porto foi capaz de se impor de uma vez por todas. A mudança para um 4x3x3 (Corona tinha entrado para o lugar de André Silva) não trouxe nada de novo a um FC Porto que parecia acusar a pressão de um estádio cheio de “apoiantes de ocasião”.

 

A desejada tranquilidade só surgiu após Brahimi ter sido quase que “destruído” por um defesa azul na grande área da equipa do Restelo. O argelino converteu a grande penalidade e, desta forma, possibilitou a NES gerir o esforço dado que no próximo sábado o campeonato pode muito bem ficar resolvido.

 

Concluindo; eu sou dos que diz que é sempre mais importante vencer do que jogar bem, mas acho que já vai sendo hora de o Futebol Clube do Porto saber lidar com equipas como este Belenenses. Bem sei que o plantel portista tem muitas limitações e que as arbitragens são sempre o que são, mas esta mesma equipa e treinador já deram provas num passado não muito distante que podem derrotar com relativa facilidade os “Belenenses do nosso campeonato”. Bem sei que isto de ter o estádio lotado de adeptos de ocasião não ajuda, mas façam um pequeno esforço para dar a volta por cima dado que na Luz não fizeram o que tinham de fazer para que a pressão estivesse sempre do lado do clube do Jonas piscinas, Pizzi caceteiro & Companhia.

 

MVP (Most Valuable Player): André André. Sempre muito discreto em campo André André procurou combater o povoado meio campo do Belenenses. Apareceu poucas vezes na zona de finalização, mas quando teve espaço para o fazer criava sempre muito perigo à defensiva azul. Sem sombra de dúvida o melhor elemento em campo numa partida onde somente uma equipa esteve interessada em vencer.

 

Chave do Jogo: Apareceu somente no minuto 74´, altura em que Brahimi marcou a grande penalidade a favor do Futebol Clube do Porto. Até esta altura uma incompreensível intranquilidade não permitiu aos dragões “matar” a partida mesmo estando a vencer por duas bolas a zero.

 

Arbitragem: Fábio Veríssimo tolerou em demasia o anti jogo do Belenenses. Na primeira parte Fábio Veríssimo deveria ter marcado penálti a favor do FC Porto dado que um defesa do Belenenses joga a bola com a mão na área (lance de difícil analise). Bem na marcação da grande penalidade por falta grosseira sobre Brahimi, contudo o jogador deveria ter sido expulso. No global o trabalho de Fábio Veríssimo e restante equipa de arbitragem foi positivo não tendo tido qualquer influência no resultado final do jogo.

 

Positivo: A vitória do FC Porto. Num jogo com pouca história onde somente uma equipa esteve interessada em vencer, de positivo apenas se pode destacar a vitória do Futebol Clube do Porto  

 

Negativo: “Adeptos de ocasião”. Onde estavam todos estes “portistas” que marcaram presença hoje no Dragão nos outros jogos do campeonato? Num qualquer recanto a dizer mal da equipa com certeza…

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publicado às 20:40


Começa a ser um hábito

por Pedro Silva, em 10.03.17

imgS620I192271T20170310213927.jpg 

imagem retirada de zerozero

 

Erectivamente começa a ser um hábito ver o Futebol Clube do Porto a golear. O único acréscimo é que desta vez regressou aquela calma que tinha desaparecido por completo do reino do dragão nos tempos idos (e nada saudosos) de Lopetegui. Mérito de Nuno Espírito Santo (NES) que tem tido a capacidade fantástica de gerir um plantel – ainda - algo desequilibrado e da SAD portista que acertou em cheio com a saída de Evandro e a entrada de Tiquinho Soares. Junte-se a isto uma confiança em crescendo e temos o Futebol Clube do Porto que lidera – justamente – a Liga NOS.

 

Sobre o jogo de Arouca pouco há a dizer. Manuel Machado fez o esperado e apresentou um FC Arouca que jogava devagar, devagarinho sempre na esperança de que um dos seus – poucos – avançados marcasse o golo inaugural que obrigasse o FC Porto a correr atrás do prejuízo… A típica postura de Manuel Machado diga-se desde já. Mas este Arouca “esbarrou” de frente com um clube azul e branco que tinha como principal objectivo dominar a partida e impor - o mais rapidamente possível - o seu futebol para, desta forma, chegar ao golo inaugural que lhe permitiria gerir o esforço. Isto porque na próxima terça-feira há uma complicada deslocação a Turim.

 

Basicamente a saborosa vitória dos portistas resume-se ao exposto nos dois parágrafos anteriores. Claro que o Arouca criou uma ou outra ocasião de perigo na baliza de Casillas, mas quando não eram Marcano e Felipe (que grande dupla de centrais!) a resolver o problema era Casillas a faze-lo com mestria. E aqui aproveito para levantar uma questão: Como é que Julen Lopetegui não conseguiu nunca retirar este rendimento de Casillas e Marcano… Tal diz muito da qualidade do actual seleccionador de Espanha. Adiante.

 

Por último confirma-se o meu pensamento sobre André André. É jogador que só “dura” meia temporada e como tal este deve ser tratado com “pinças” enquanto esta sua malapata (ou não) durar. O mesmo se aplica a Yacine Brahimi dado que sempre aqui defendi o “banho de humildade” a que NES o sujeitou.

 

MVP (Most Valuable Player): Podia nomear o grande maestro Oliver Torres (outra grande exibição!), mas Yacine Brahimi deixou tudo em campo. O argelino procurou sempre ajudar a equipa nos vários momentos do jogo, trabalhou em prol do grupo, deu tudo o que tinha e não tinha e – inclusive – fez duas preciosas assistências para golo.

 

Chave do Jogo: Os azuis e brancos cedo impuseram o seu jogo, mas pode-se dizer que o Arouca de Manuel Machado perdeu em definitivo a esperança de retirar algo deste jogo no minuto 15´do dito dado que foi nesta altura que Danilo Pereira marcou o seu belo golo. A partir daí só deu – ainda mais – Porto.

 

Arbitragem: A forma como Hugo Miguel e restante equipa de arbitragem começou o jogo fez-me crer que íamos ter mais uma daquelas arbitragens “à moda do Benfica”, mas cedo tal receio se desvaneceu. Hugo Miguel esteve bem durante todo o jogo apesar de ter exagerado um pouco na amostragem do cartão amarelo na segunda parte.

 

Positivo: Mais uma vez o grupo de NES. Há quem diga que NES só faz asneiras. Hoje vimos – outra vez - o culminar das asneiras de NES: um grupo unido a defender e a ataca. Uma equipa no verdadeiro sentido do termo.

 

Negativo: Comentadores da SportTv e Rádio Antena 1. Bem sei que há uma certa aflição nas hostes benfiquistas dado que este FC Porto está a praticar um futebol de excelência, mas haja imparcialidade e objectividade na hora de comentar e analisar um jogo do FC Porto.

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publicado às 23:21


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