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Mais do mesmo

por Pedro Silva, em 26.11.16

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imagem retirada de zerozero

 

Não pretendo alongar-me muito sobre o que se passou hoje no Restelo. E não o quero fazer porque é - mais uma vez - mais do mesmo. Os mesmos problemas, a mesma táctica, a mesma falta de capacidade, a mesma falta de eficácia e mesma falta de sorte (a sorte também faz parte do jogo).

 

Sinceramente já não sei que mais dizer sobre o actual Futebol Clube do Porto. A equipa azul e branca até que joga bem. Precisa de uma parte inteira para poder expressar o seu futebol (é um facto), mas é sempre notória uma grande vontade de fazer o melhor. E quando os onze jogadores escolhidos por Nuno começam a jogar a bola como deve ser, o adversário passa por momentos complicados. Só que… Só que depois nesta altura aparece a ineficácia, a falta de sorte e a pressão de um tempo que se escoa muito rapidamente.

 

Olhando para o actual estado de coisas não é difícil apontar os problemas e soluções. Melhorar a falta de eficácia dos Dragões nos lances de bola parada. Maior velocidade de execução nas transições defesa-ataque. Melhorar a dinâmica do meio campo para que este não tenha de estar tão recuado no campo. Procurar evitar que um só jogador da equipa contrária consiga espalhar o pânico na defesa do Futebol Clube do Porto. Evitar-se jogar em tabelas quando a defesa adversária está toda concentrada em frente à sua grande área. Procurar o remate de longe por forma a “abrir” uma defesa compactada diante do guarda-redes da equipa adversária. Etc.

 

A questão que coloco é se Nuno Espírito Santo e o plantel que tem à sua disposição conseguirão dar a volta a estes problemas em tempo útil. E coloco esta questão à frente de todas as outras porque não é razoável começar-se a fazer pressão para se iniciar a “dança de treinadores” antes de a época terminar. Isto está complicado, mas o “comboio já está em andamento” e não se pode andar época atrás de época a saltar do dito. NES é para ir até ao fim da época. Isto a não ser que seja notório um claro divórcio entre os jogadores e treinador.

 

Convêm que – não obstante os problemas que já aqui apontei - tenhamos memória e nos recordemos que pelo Futebol Clube do Porto já passaram treinadores mal-amados que no final da época calaram muito boa gente. Assim de repente lembro-me de Jesualdo Ferreira e Vítor Pereira.

 

Chave do Jogo: Inexistente. Em momento algum alguma das equipas teve um lance que fizesse pender o desfecho da partida para o seu lado.

 

Arbitragem: Fraco. Muito fraco.  Aos 40 minutos Manuel Oliveira livrou Abel Camará da expulsão depois do avançado luso-guineense ter encostado a cabeça ao central brasileiro Felipe. Num relvado deveras complicado devido à chuva constante o árbitro optou por um critério largo, acabando por tolerar muitas das entradas duras dos atletas da equipa da Cruz de Cristo.

 

Positivo: Iker Casillas. Crucial na fase final do jogo. Especialmente na altura em que o FC Porto perdeu por completo o sentido do jogo.

 

Negativo: Incapacidade do ataque azul e branco. Não é com tabelas e jogadas lentas que se marcam golos a uma equipa como CF Os Belenenses.

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publicado às 11:45


Estrelinha de Dragão

por Pedro Silva, em 28.02.16

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imagem de zerozero

 

Não é nenhum crime dizer-se que o Futebol Clube do Porto venceu no Restelo com a ajuda daquela “estrelinha” que por vezes aparece a resolver o jogo. Isto porque há ainda muito trabalho pela frente para Peseiro que tem um plantel muito - mas mesmo muito - limitado.

 

O FC Porto até que entrou bem. O CF Os Belenenses teve muitas dificuldades em “assentar” o seu jogo. Resultado imediato de tal facto? Brahimi “endiabrado” e vantagem de 2 a 0 muito cedo na partida. Tudo parecia fazer crer que os Azuis e do Restelo iam sofrer uma derrota pesada mas rapidamente o cansaço se apossou de André André. Apenas Danilo e Herrera estavam “operacionais” num meio campo que tinha cada vez maiores dificuldades em fazer a ligação com o ataque, e desta forma foi-se desperdiçando, aos poucos, o dia sim de Brahimi e o esforço do sempre combativo Suk

 

Foi mais ou menos a partir desta altura que Carlos Martins começou a surgir no jogo acompanhado das fragilidades defensivas dos Portistas. Fragilidades que estão muito relacionadas com o posicionamento (uma parte do tal muito trabalho que José Peseiro tem pela frente). Não havia ligação entre sectores e muitas vezes os defensores dos Azuis e Brancos tinham de lidar com situações de superioridade numérica do ataque do Belenenses. Como consequência natural de tudo isto o golo do CF Os Belenenses acabou por surgir com naturalidade. Exigia-se a intervenção urgente de Peseiro que, a meu ver, reagiu mal e tardiamente.

 

Com André André “estourado” fisicamente exigia-se a sua troca por Evandro para que o meio campo Portista se voltasse a organizar por forma a “estancar” o fluxo atacante do Belenenses que era cada vez maior e mais perigoso. Peseiro responde com a saída de Corona e a entrada de Marega. Mal Peseiro. Muito mal! E tal só não deu asneira porque Iker Casillas estava num dia sim e realizou um punhado de excelentes defesas. Felizmente José Peseiro percebeu (depois de Casillas ter feito um punhado de enormes defesas) que tinha de fazer entrar Evandro para que o FC Porto voltasse a ter meio campo e algo que ligasse a defesa ao ataque.

 

È bom que os Dragões acabem com este tipo de brincadeiras. O treinador está lá para ajudar a equipa quando é preciso e não para seguir o programa senão de outra forma mais valia ter-se deixado lá estar Julen Lopetegui.

 

De resto é ainda notório que os Dragões necessitam de trabalhar a fundo as transições rápidas. Por três ou quatro vezes poderiam ter feito o 3.º golo numa transição rápida mas o último passe nunca saia em condições. Para além disto se existe um duplo pivô defensivo no meio campo não se pode aceitar que haja uma oportunidade que seja de um jogador adversário rematar na zona frontal da baliza!

 

Em suma, o Futebol Clube do Porto venceu mas escusava de ter passado por um mau bocado, se bem que se compreende que tal suceda dado que não foi José Peseiro quem montou este limitadíssimo plantel.

 

Chave do Jogo: 75', altura em que André André é rendido por Evandro. Até esta altura o CF Os Belenenses vinha a “crescer” no jogo mas com a entrada do Brasileiro os Dragões voltaram a comandar os destinos do jogo e, inclusive, tiveram várias oportunidades de marcar o 3.º golo.

 

Positivo: Iker Casillas. O Guardião Espanhol acabou por ser, mais uma vez, decisivo numa fase em que o Futebol Clube do Porto tinha perdido por completo o domínio da partida.

 

Negativo: Marega. Bem sei que é ainda prematuro fazer juízos de valor de um Jogador que chegou ao Dragão em Janeiro mas exige-se mais, muito mais, a um Jogador que pelos vistos nem uma bola em corrida sabe dominar.

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publicado às 23:11


Aparentes melhoras

por Pedro Silva, em 04.10.15

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imagem de zerozero

 

Em dia de grande ventania na Invicta o estádio do dragão viu um Futebol Clube do Porto que, ao contrário da intensidade do vento, mostrou algumas melhoras mas mostrou muita lentidão na apresentação das mesmas, Os problemas dos Portistas são os do costume; lentidão nos processos, afunilamento ofensivo ante equipas que joga, “fechadas” na sua defesa, proibição de cruzamentos para a área, dar uma primeira parte de avanço ao adversário e não rematar de fora da área à baliza adversária.

 

Ainda na primeira parte do FC Porto x CF Os Belenenses há que dizer que Layún teve o mesmo azar que Aly Cissokho na altura em que os Dragões empataram com o CS Marítimo. A única diferença é que o jogador do Belenenses rematou e Casillas desviou o remate para o poste enquanto o Francês não teve esta sorte. Ou seja; azares num jogo acontecem e cabe às equipas dar sempre o seu melhor, mas isto não o obriga a ter de prever todos os azeres pelo que é por demais injusto que Cissokho tenha sido colocado completamente de lado por um azar que acontece a todos.

 

Na segunda parte deste confronto entre equipas Azuis é que surgiram as habituais melhoras que o Futebol Clube do Porto de Julen Lopetegui costuma apresentar. Julen foi obrigado a fazer uma substituição dado que Maicon se lesionou e obrigou o técnico Portista a ter de apostar numa alternativa, contudo esta alternativa não foi a clássica troca de jogador por jogador e aqui é que surge a primeira melhoria do actual FC Porto. É que para o lugar de Maicon entrou o médio Danilo Pereira e a equipa Azul e Branca deixou de jogar em 4x3x3 para passar a jogar em 3x4x3 e foi a partir daí que o FC Porto passou a ser muito mais pressionante e mandão no jogo.

 

A outra grande novidade foi a de se apostar nos cruzamentos para a área. Os golos Portistas surgiram todos eles de cruzamentos! Uma nota de registo para a qual Julen deverá olhar com muita atenção pois a variação do estilo de jogo é muito mais eficaz do que andar a insistir na teimosia de fazer diagonais para o centro da d3efesa adversária.

 

O que continua por melhorar é a clara dependência da equipa Portista das jogadas individuais dos seus Jogadores. Hoje Brahimi esteve excelente, mas quando este não estiver?

 

Chave do Jogo: Já aqui falei nela. A chave que acabou por desbloquear esta partida e fazer pender a balança a favor dos Azuis e Brancos foi a entrada de Danilo Pereira para o lugar de Maicon. Isto porque foi a partir deste momento que os Dragões tomaram verdadeiramente conta da partida e passaram a pressionar fortemente um Belenenses que vinha com a ideia de conquistar o “pontinho”.

 

Positivo: É impossível não colocar como positiva a grandiosa exibição de Yacine Brahimi. Se hoje o FC Porto venceu o seu jogo foi muito por culpa do Argelino que “arrebentou” por completo a defesa do Restelo. Brahimi calou muitos dos seus críticos e espero que esta força e qualidade sejam para manter.

 

Negativo: Os problemas do costume. Continuo sem perceber porquê razão os Azuis e Brancos dão sempre uma parte de avanço aos seus adversários e porque razão tem de passar pro calafrios mesmo ante adversário nem mais fracos do que o Futebol Clube do Porto. Por agora a coisa vai passando desapercebida, mas a sorte não vai durar para sempre.

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publicado às 23:43


#colinho

por Pedro Silva, em 17.05.15

Na semana passada escrevi por aqui o seguinte sobre o jogo que os Dragões levaram a cabo:

 

Eu até que sou dos primeiros a dizer que prefiro a vitória a um bom jogo de futebol, mas o que se viu hoje em pleno Estádio do Dragão é mau demais para qualquer adepto aguentar.

 

O Futebol Clube do Porto não pode andar 45 minutos a trocar a bola para trás e para os lados no seu meio campo. Nem sequer deve pensar em tal coisa! Um candidato ao Título deve entrar em campo decidido a vencer o jogo e não em fazer jogo passivo até que a genialidade de um ou outro Atleta resolva a partida. Se não tivesse surgido o golo nos primeiros minutos da partida de certeza que os Azuis e Brancos teriam chegado ao intervalo empatados a zero e a ter de enfrentar na segunda parte um Gil moralizado e os nervos de um Estádio a exigir a vitória.

 

Assim não pode ser Julen! Já é milésima vez que digo que a posse pela posse não serve para absolutamente nada! A equipa tem de progredir no campo em posse e recorrendo ao “toca e foge” do FC Barcelona de Guardiola e da Alemanha de Joachim Löw. Custa assim tanto perceber isto Julen?

 

Adiantou alguma coisa? Não! Claro que não ou não fosse Julen um teimoso tremendo que não admite os seus erros.

 

É que hoje ante o Belenenses voltamos a ver mais do mesmo se bem que desta vez do outro lado do campo não estava uma equipa interessada em defender e que pressionou um pouquinho mais do que os comandados de Mota. E bastou este bocadinho para que o meio campo Azul e Branco tivesse de usar e abusar dos lances individuais e dos atrasos suicidas para o Guarda-redes Helton.

 

Para além disto fica mais uma vez demostrado que quando a pressão é muita Julen não sabe lidar com a dita. Não serena a equipa fazendo a(s) substituição(ões) certa(s)…

 

E nem vale a pena dizer mais nada senão o que já disse no meu Twitter pessoal porque já estou farto de escrever sempre a mesma coisa…

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publicado às 20:19


Soube a pouco

por Pedro Silva, em 10.01.15

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No futebol o que interessa é vencer. Poucos gostam desta maneira de sentir o Desporto Rei, mas eu sou um apologista desta ideia e mantenho-a sempre. Quem quiser ver Ópera que o faça em qualquer lugar menos num Estádio de Futebol.

 

Ora é então assi que olho para a última vitória do Futebol Clube do Porto. O CF Os Belenenses apresentou um futebol miserável no Dragão e merecia ter sido goleado da mesma forma que o foi em Braga pela equipa local a meio desta semana que está quase a terminar, mas a equipa de Lopetegui não estava para aí virada.

 

Contudo esta vitória soube a pouco. E foi assim porque se a equipa Azul e Branca não insistisse no futebol de salão de certeza que teria marcado muitos mais golos e mantido o estatuto de equipa mais finalizadora do Campeonato. É que da forma que isto está os golos marcados e sofridos poderão ajudar a definir o vencedor final da prova. Isto fazendo fé na possibilidade de a sorte do SL Benfica um dia ter um fim, claro está!

 

 Para finalizar queria deixar aqui duas ideias sobre este jogo que teve pouca história:

 

- Não gostei da atitude ridícula de Ricardo Quaresma. Isto de atirar com coisas para o chão só porque não gosta de ser substituído não agrada a ninguém e apenas prejudica um Jogador que já mostrou ter uma qualidade fora de série. Neste momento todos fazem falta e o FC Porto não está em condições de castigar os indisciplinados. Profissionalismo e brio exige-se ao Ciganito;

 

- Não dá para perceber como o Belenenses caiu a pique em termos de qualidade e forma. A equipa da Cruz de Cristo até que vinha fazendo uma Liga interessante e a dada altura até que era considerada uma das candidatas a um lugar europeu, mas de repente começou a fraquejar e a continuar assim de certeza que os comandados de Lito Vidigal descem de divisão. Espero sinceramente que a malta do Restelo consiga dar a volta a esta situação.

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publicado às 23:56


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