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Bater (definitivamente?) com as Portas

por Pedro Silva, em 04.01.16

Imagem Crónixca RS.jpg 

1 – Começo pelo facto político que marcou a última semana de 2015- Paulo Portas anunciou a sua retirada da liderança do CDS e terá, inclusive, dado a perceber que deixará o seu lugar de Deputado na Assembleia da República.

 

Portanto, em suma, Paulo Portas bateu com as portas. Mas será que bateu mesmo? É que já são inúmeras as vezes em que este bate a porta com força (por vezes até com um estrondo tal que o Governo cai) e depois volta a abrir a dita porta com uma velocidade e vontade impressionante. Com Portas nunca se sabe verdadeiramente se a porta está verdadeiramente fechada, mas como o Paulo não falou em linhas vermelhas é porque desta vez a sua milésima retirada da vida política nacional é mesmo irrevogável.

 

2 – Partindo então do pressuposto de que Paulo Portas estará, em meados de Abril de 2016, a passear num dos seus Jaguares pelas terras de Portugal de chapéu de palha na cabeça e camisa branca posso dizer, com alguma relutância, finalmente.

 

Sim. Finalmente o raio da Direitola chegou ao seu fim. Foram precisos quatro longos anos em que Portugal foi sendo destruído aos poucos por um conjunto de marretas neo liberais que passavam a ideia de que tudo podiam e nada deviam para que a nossa política voltasse a ser saudável e, sobretudo, mais moderada e racional.

 

3 - Na sua última comunicação ao País como Presidente da República Cavaco Silva disse estarmos a viver tempos de incerteza.

 

Mas que tempos de incerteza? Os que se vivem dentro da sua família política que se encontra completamente desmembrada? Ou será que cavaco Silva se estava a referir aos tempos de crise que se vão viver no PSD dado que António Costa e PS vão mesmo cumprir os quatros anos da sua legislatura?

 

Efectivamente só Cavaco Silva saberá o que quis dizer com tal frase, contudo repito o que já tinha dito anteriormente: Nunca a nossa Democracia esteve tão bem pois isto de se ter um Governo de apoio parlamentar obriga a que se promova a cultura do diálogo em detrimento do eu quero, posso e mando de que Cavaco Silva tanto gosta.

 

4 – Já que aqui falei no Presidente da República eis que aproveito a ocasião para observar um pouco o que tem sucedido na campanha eleitoral das próximas presidenciais.

 

E sobre a tal campanha apenas me apraz dizer o seguinte: Para quando Políticos que se preocupem somente em expor as suas propostas e predispostos a debater as suas ideias na Praça Pública?

 

É que os primeiros tempos da campanha eleitoral têm sido marcados por ataques ferozes entre candidatos. E se a coisa se ficasse pelo Sr./Sra. x ou y disse uma coisa durante um determinado período de tempo e agora diz outra que lhe seja mais conveniente eu ainda era como o outro, mas o que mais tenho visto, lido e ouvido são ataques à personalidade de determinado candidato.

 

Meus Senhores e minhas Senhoras mostrem que são verdadeiramente dignos de serem candidatos a ocupar o mais alto cargo da nossa 3.ª República! E sobretudo mostrem que tem perfeito conhecimento dos poderes de um Presidente da República Portuguesa. Já nos bastou um Cavaco Silva!

 

5 – Entretanto lá por fora está tudo na mesma como a lesma. Esta é a imagem que a nossa Comunicação Social tem passado. A imagem de uma Europa que está-se marimbando para a crise na Ucrânia que sofreu novos desenvolvimentos com os recentes embargos de produtos levados a cabo pela Rússia e Ucrânia num aguerria que no terreno não dá sinais de ter um fim á vista.

 

E quanto ao Médio Oriente vai ser engraçado ver que posição vão os Países da União Europeia tomar agora que Arábia Saudita e Irão extremaram posições devido ao último incidente internacional.

 

Já quanto à questão Síria apenas me apraz dizer o seguinte: Tanta festa com o recuo o Daesh em território Iraquiano… E na Síria como está a coisa? É que os malucos do Daesh têm no território Sírio a maior parte da sua logística.

 

Artigo publicado no Repórter Siombra

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publicado às 22:19


Cultura Democrática (da falta dela)

por Pedro Silva, em 19.10.15

Crónica Repórter Sombra.jpg 

1 - A semana passada foi marcada por uma batalha política intensa. Nesta dura batalha chegou-se ao ponto do sempre lamentável “vale tudo” para defender a posição de cada um.

 

Volto a reiterar aquilo que já disse na Crónica anterior: perante o actual quadro em que se encontram distribuídos o n.º de Deputados na Assembleia da República mais facilmente PS, BE, CDU e PAN chegam a entendimento para a criação de um Governo de Esquerda. Ora este facto veio a verificar-se dado que a Coligação PSD/CDS (PàF) não conseguiu, até á data, celebrar qualquer acordo que lhe permita governar com uma das forças políticas aqui evidenciadas. Sendo assim, segundo a nossa Constituição da República, só existem três possibilidades:

 

- A Coligação PàF é convidada a formar Governo mas a Assembleia da República rejeita esta possibilidade deixando desta forma de existir condições para se governar e Cavaco Silva terá de convidar o PS, segundo Partido mais votado, a formar Governo;

 

- Pedro Passos Coelho, líder do PSD que fora indigitado pelo Presidente da República para tentar formar Governo, faz saber a Cavaco Silva que não conseguiu celebrar um acordo que permita à sua Coligação governar e Cavaco senão convida António Costa a formar Governo;

 

- Nenhum dos Partidos com assento parlamentar se entende, a Assembleia da Republica rejeita todo e qualquer tipo de Governo a que o Presidente da República tenha dado posse, Portugal terá um Governo de gestão até meados de Abril, altura em que o novo Presidente da República poderá, se não conseguir resolver a questão até lá, convocar novas eleições dado terem passado 6 meses após o último acto eleitoral.

 

Na minha opinião o melhor cenário é o segundo dos três que aqui elenquei. E não estou com isto a dizer que tenha obrigatoriamente de ser este o cenário ideal. Aceito plenamente que no quadro actual possam existir opiniões e soluções distintas para o problema.

 

Isto ao contrário de uma grossa fatia da nossa Comunicação Social que tem feito o possível e o impossível (recorrendo, sem vergonha alguma, ao terrorismo comunicacional, baixeza de discurso, parcialidade óbvia e intoxicação comunicacional) para que o primeiro e o segundo cenário venham a ser uma realidade.

 

2- Tem corrido por aí um argumento que se baseia essencialmente no passado. Mais concretamente nos tempos pós 25 de Abril em que o Partido Comunista Português era mais um dos variados partidos satélites da União Soviética que tentou após o 25 de Abril instaurar um Regime Soviético em Portugal. Nesta altura o Partido Socialista era, juntamente com outras forças políticas, um dos maiores inimigos do PCP de Álvaro Cunhal que combateu esta iniciativa dos Comunistas. À colação surgiu também o sucedido em Abril de 1987, quando PS, PRD e PCP se juntaram para derrubar o executivo minoritário de Cavaco Silva (derrube que conduziu a eleições antecipadas, seguidas de oito anos de maioria absoluta do PSD).

 

Contudo há que dizer aqui uma coisa que os autores de tais argumentos não colocam em cima da mesa quando recorrem aos ditos.

 

É que tais situações aconteceram num determinado momento e contexto histórico que não existe nos dias de hoje. Podemos e devemos olhar para a nossa história para aprender com algo com ela. Agora não devemos é fazer copy paste do passado e usar tal como fórmula infalível para se determinar o futuro. É perigoso, demasiado perigoso, seguir esta demagogia porque o passado não é igual ao presente e o futuro é construído a partir do presente e o pressente de hoje é muito diferente do presente pós 25 de Abril e do presente de 1987.

 

Dito de outra forma, não me parece que seja uma atitude racional, saudável e crível ir buscar factos do passado para amedrontar toda a gente fazendo-nos crer que o futuro vai ser tão negro como foi em certos momentos do passado. É mau que se siga este caminho porque tudo evolui e se modifica e à Política não foge a esta regra pois os Partidos e demais agentes políticos não são seres imutáveis completamente imunes ao tempo e indiferentes ao que se passa na sociedade onde estão inseridos.

 

Isto para deixar bem claro que o facto de em certos momentos da história do nosso Portugal Democrático Socialistas e Comunistas terem medido forças e de terem estado de costas voltadas não os impede de hoje em dia se entenderem e trabalharem em prol de um bem comum. Aliás, lembro-me bem de ver Paulo Portas e o seu CDS-PP a gritar palavras de ordem contra a Europa e hoje em dia é aquilo tanto um como o outro são aquilo que todos sabemos e vemos. Ou seja; a história não tem irremediavelmente de se repetir.

 

3 - É extremamente importante que os Portugueses percebam de uma vez por todas que o que está neste momento “a ser cozinhado no caldeirão político” é totalmente novo e como tal é de todo impossível adivinhar qual vai ser o seu desfecho não obstante cada um de nós ter cabal direito ao seu palpite.

 

O meu palpite diz-me que António Costa e o Partido Socialista correm um enorme risco político ao querer aliar-se com os Partidos de Catarina Martins e Jerónimo de Sousa (acabando desta forma com o famoso PREC) porque esta aproximação Socialista mais à Esquerda pode derrubar o Governo de Passos/Portas e dar uma “nova aragem” a uma Europa onde a Direita é Soberana, mas este Governo de Esquerda vai ter de “caminhar sobre brasas” pois bastará perder o apoio de um dos seus aliados e cairá, criando desta forma uma nova crise política que poderá ser aproveitada pelo PSD e CDS para regressarem ao Poder mais reforçados do que nunca.

 

Mas haverá alguma garantia credível de que este meu palpite esteja certo? Não há! E tenho a certeza absoluta de que ninguém no Mundo tem uma resposta segura para esta questão que surgiu pela primeira vez no nosso Mundo Político.

 

4 - Se vamos jogar o “jogo da Culpa” então vamos faze-lo dentro das regras do mesmo e não através da batotice ou da prostituição intelectual.

Primeiro, há que ser honesto e dizer sem medo que todas as Forças Políticas com assento parlamentar, e não só, tem o cabal direito de se coligar e/ou de celebrar entre si acordos sectoriais de entendimento. Tal não é, não pode, nem nunca será do uso exclusivo da Direita Portuguesa. Haja vergonha na cara de quem não aceita este facto.

 

Segundo, formar uma coligação e/ou celebrar acordos sectoriais com vista a governar e7ou ganhar eleições implica sempre uma negociação prévia e nesta negociação terão de ser feitas cedências de parte a parte e muitas destas cedências relacionam-se com linhas programáticas e ideológicas dos Partidos. Tal sucedeu em 2011 e 2015 quando PSD e CDS decidiram coligar-se para governar. Não percebo porquê carga de água a Esquerda em Portugal não pode agora fazer o mesmo que fez a Direita em 2011 e agora em 2015.

 

E isto que aqui descrevi, meus amigos e amigas, é política. Aquela “coisa” que muitas vezes obriga a que se tenha de se dar o dito por não dito em prol de um bem comum. Algo que está muito em uso na Europa do Norte Europa esta que tanta gente admira e idolatra. Por isto guardem lá o “moralismo á moda da claque de futebol”.

 

Terceiro, não existe nem nunca existirá um tempo ideal para se formar uma coligação ou para que os Partidos celebrem entre si acordos sectoriais. A título de exemplo diga-se que em 2011 PSD e CDS acordaram entre si a criação de uma Coligação após as eleições. Que eu saiba o tempo de se coligar e de se entenderem entre si antes ou após o acto eleitoral, repito, não é um exclusivo da Direita Portuguesa.

 

Ora tudo isto para dizer que, quer se goste ou não, António Costa e o Partido Socialista têm estado a fazer algo que Passos Coelho e Paulo Portas já fizeram num passado não muito distante. E digo, sem receio algum, que caso o cenário político colocasse Passos Coelho e7ou Paulo Portas no lugar de António Costa que este faria exactamente a mesma coisa só que não teria mais de metade da Comunicação Social a critica-lo e a minar-lhe o caminho.

 

Temos então que tudo o que está a suceder é o normal numa Sociedade Democrática.

 

Podemos é afirmar que isto poderia ter seguido outro rumo, mas para tal seria preciso que em Belém morasse um Presidente da República e não um militante do PSD. Se há alguém que deu uma segunda oportunidade a António Costa foi o Sr. Professor Aníbal Cavaco Silva, digníssimo Presidente da República Portuguesa que está ainda em funções. Este sim, é o principal e único culpado de tudo o que está a acontecer. E não percebo como é que tanto Jornalista e Comentador/Analista Político ainda não teve a sagacidade e honestidade de expor este facto preferindo antes “cascar” no Costa e criticar a nossa Lei fundamental (entenda-se Constituição da República Portuguesa).

 

5 - Tudo isto para se chegar a uma triste conclusão: mau demais para ser verdade e desta vez não podem acusar somente os Políticos de serem os culpados de tudo isto. Pelo contrário! Se a Sociedade Portuguesa procurasse informar-se em vez de olhar para o actual problema da formação do novo Governo Constitucional como se de um dérbi de futebol se trate muito do que temos assistido até à data não teria nunca acontecido.

 

Artigo de opinião poublicado no Repórter Sombra

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publicado às 20:19


E agora Portugal?

por Pedro Silva, em 12.10.15

Crónica Repórter Sombra (imagem).jpg 

1 - Estabilidade. Temos ouvido e lido esta palavra vezes sem conta desde que terminou o último acto eleitoral. E tal palavra tem vindo á baila vezes sem conta porque o sufrágio eleitoral ditou um resultado “estranho” dado que a Direita venceu as eleições mas para formar governo precisa do apoio de uma das três forças que tema sendo parlamentar.

 

Obviamente que a lógica que explanei em cima não tem de ser a lógica dominante. Isto porque é verdade que já tivemos um Governo da nossa 3.ª República que cumpriu o seu mandado do princípio ao fim suportado por uma maioria relativa na Assembleia da República. Só que para tal teve de recorrer a acordos pontuais e um deles até foi bastante polémico e acabou por ficar conhecido como o “Deputado do Queijo”. Para quem não sabe, ou não está recordado, este Governo de maioria relativa foi o do último mandato de António Guterres como 1.º Ministro de Portugal. Ora um cenário destes no actual contexto internacional em que o nosso País está inserido seria um desastre total para Portugal porque convêm não esquecer a nossa total dependência do financiamento externo.

 

Existe, portanto, uma clara necessidade de estabilidade no plano político nacional. Resta somente saber como será alcançada a dita cuja.

 

Se porventura se optar pela criação de um “Centrão” que envolva Coligação Portugal à Frente (PSD/CDS) e Partido Socialista o Governo não conseguirá levar o seu mandato até ao fim pelas razões que já evidenciei em cima, já se a opção recair na criação de um Governo de Esquerda onde participem o Partido Socialista, Bloco de Esquerda e Coligação Democrática Unitária (CDU) criar-se-ão condições para que Portugal tenha um Governo forte, estável e com voz na Europa e no Mundo.

 

Vamos a ver que solução nos reserva o “caldeirão” político Português e se Cavaco Silva e demais Imprensa de Direita não se lembram de fazer das suas.

 

2 - Antes que surjam por aqui palavras de ordem contra o meu pensamento do ponto anterior há que dizer que caso o Partido vencedor das eleições não consiga formar governo a nossa Constituição da República (o tal documento legal de que Passos e Portas não gostam e que Cavaco desconhece) determina que seja convidado a formar governo a segunda força política mais votada. E não, não se trata de um gesto profundamente burocrático mas sim de uma forma de se evitar a repetição do acto eleitoral vezes sem conta até que se encontre um Governo, algo que se viveu vezes sem conta na nossa 1.ª República e que acabou por ser o seu fim.

 

E não mais uma vez, não é possível haver entendimento total entre Partidos no actual cenário político nacional.

 

Contudo mais facilmente os Partidos da Esquerda que tem assento Parlamentar se entendem entre si dado que existem muitos pontos de convergência entre eles. O mesmo já não se pode dizer da Coligação Portugal à Frente porque a sua actuação dos últimos quatro anos de governação impossibilita, á partida, qualquer tipo de entendimento entre esta e qualquer Partido da Esquerda.

 

3 - No meio de tudo isto há uma personagem política com responsabilidades que actuou mal e que contribui para uma mais que provável capitulação de um Governo PàF. Falo, obviamente, do Sr. Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva. Haverá por aí quem diga que serei mais um a praticar o desporto de criticar o Presidente mas a verdade é que Cavaco Silva foi precipitado num processo sem precedentes desde o 25 de Abril.

 

Antes de fazer fosse o que fosse Cavaco deveria ter aguardado serenamente pela contagem oficial dos votos, analisar os resultados da dita contagem, falar com todos os líderes das forças partidárias que conquistaram o sue lugar na Assembleia da República e só depois disto decidir que rumo tomar no que ao novo Governo diz respeito.

 

Não é preciso ser-se um génio da política para se ver que este deveria ter sido o procedimento de um Presidente da República mas Cavaco, como sempre, pensa primeiro na sua família política, faz disparates e depois tenta emendar a mão na tentativa de salvar Passos e Portas.

 

Cavaco já vai é tarde e, a não ser que haja uma enorme reviravolta política, vai ser engraçado ver o facioso Presidente da República a ter de “engolir um tremendo sapo”.

 

4 - Acho uma certa graça à forma como o nosso Governo e comunicação Social olham e interpretam a recente polémica da Volkswagen. O primeiro está numa de “não me chateiem” e ainda está para vir iniciativa do Executivo Português no que à questão de carros poluentes da marca que se encontram a circular em Portugal, e a segunda tem tido o expresso cuidado de passar uma imagem de espanto pelo sucedido como se na Alemanha todos fossem uns Santos incorruptíveis.

 

Tanto uma atitude como outra não me espantam dado que nestes últimos quatro anos fomos uma espécie de colónia Germânica que obedece ao Dictat da Sra. Merkel, mas todo este problema da marca Alemã preocupa-me seriamente porque tal irá abalar fortemente a economia Germânica e Europeia e porque muita gente vai acabar pro ser despedida. A Nossa comunicação Social tem tentado braquear esta situação mas, mais cedo ou mais tarde, vamos todos sentir na pele os efeitos nefastos desta “chico-espertice” dos Alemães.

 

5 - A questão Síria também tem estado também na agenda mediática dado que a Rússia resolveu participar de forma directa no conflito. E fê-lo da maneira mais racional dado que apoia um Regime com o qual a maioria dos Sírios se identifica e que é o único com capacidade para movimentar tropas no terreno para expulsar de vez com os Terroristas e pseudo Rebeldes da Síria

 

Naturalmente que esta intervenção mais musculada de Moscovo não agradou a Washington pois os Russos irão apoiar as Tropas de Assad somente dentro dos limites territoriais da Síria. Ou seja; o Estado Islâmico e os ditos “Rebeldes” irão ser “empurrados” para o Iraque onde tem ainda uma forte implementação, passando desta forma a ser um problema dos Iraquianos e dos seus Aliados Norte-americanos. Evidentemente que esta é uma situação que poderia ser evitada se todos estivessem realmente interessados em destruir o Estado Islâmico & Companhia, mas já está visto de que lado está uma boa parte do Ocidente e como tal este é um problema que nunca terá fim pois vai ser atirado de um lado para o outro ao bom estilo de bola de futebol.

 

6 - Para uma outra oportunidade fica o meu comentário às candidaturas de Sampaio da Nóvoa e de Marcelo Rebelo de Sousa a Belém, mas deixo desde já aqui uma pequena apreciação sobre o Professor Marcelo: é um joia de pessoa, um Jurista de renome mas é também um dos actuais Conselheiros de Estado de Cavaco Silva e não me surpreendia mesmo nada se muitos dos disparates de Cavaco tenham surgido por sugestão do Marcelo.

 

Texto publicado no Repórter Sombra

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publicado às 19:27


Ela anda nervosa

por Pedro Silva, em 02.10.14

Confesso que não tenho vontade alguma de falar sobre Política. E não o faço porque aquilo já foi Mundo para gente séria. Actualmente não é mais que uma espécie de pântano onde uma vasta maioria procura o seu lugar ao sol mesmo que tenha de ser à custa da sua dignidade.

 

Um bom exemplo disto mesmo é o vasto rol de reacções não institucionais que temos visto da parte da Direita Portuguesa, e da franja Jornalística que a apoia, ao facto de António Costa ter vencido as Primárias no Partido Socialista com a consequente demissão de António José Seguro de quase todos os seus cargos Políticos. O de Deputado parece ter ficado num conveniente esquecimento, mas isto é história para outras núpcias.

 

Já li e ouvi que com António Costa vamos regressar ao passado dado que com este vêm aí um descalabro económico tal que tudo o que foi feito de bom pelo actual Executivo vai cair por terra.

 

O discurso não institucional da Direita Portuguesa está de tal forma enervado que tudo o que sirva para desviar as atenções do óbvio é atirado para cima da mesa.

 

Sócrates é que conduziu o País para a armadilha da Troika, diz a Direita! Esquece-se a mesma de que o CDS-PP, Partido de Direita liderado por Paulo Portas, celebrou acordos sectoriais com o último Governo Sócrates e como tal também terá a sua quota-parte de culpa na queda económica e financeira do nosso País.

 

Depois temos a questão da Dívida Pública. E aqui a coisa toma contornos muito engraçados.

 

Segundo a Direita os Socialistas levam sempre a cabo uma governação irresponsável a nível financeiro e económico de tal ordem que depois temos de recorrer a ajuda externa. Esquece-se a nossa Direita do facto de a Crise das Dívidas Soberanas ter sido fruto de uma estratégia keynesiana assumida pela União Europeia. E ainda neste sentido a mesma ignora que a explosão do Défice Público se dá com Durão Barroso, que Sócrates curiosamente...baixou! Em 2005 o Défice era de 6,1%, e foi isto que o Governo de Sócrates recebeu do PSD e conseguiu em 2007 baixar para 2,6, o valor mais baixo dos últimos 30 anos.

 

E já agora, dizer que o Défice com Cavaco Silva em 1993 bateu nos 8,1% e que Guterres o tinha em 1999 nos 2,8%. Mas desta parte a nossa amiga não se lembra.

 

Para remate final há que dizer que a Direita ignora por completo o facto de a Deflação ter passado a ser uma terrível realidade nestes quase quatro anos em que esteve no Poder na União Europeia. Um feito inédito em tão curto espaço de tempo! E nem aqui vou falar na tremenda embrulhada em que meteu a Ucrânia.

 

Depois admirem-se que eu passe muitas vezes ao lado das questões Políticas.

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publicado às 17:33


O triunfo dos leitões

por Pedro Silva, em 15.01.14

Restaurante cobrou mais ao CDS para compensar roubos do Governo

 

In. Jornal de Notícias

 

Sinceramente não estou de acordo com a suposta atitude do restaurante. Não estou porque já diz o velho ditado popular “não faças aos outros aquilo que não queres que façam a ti”. Para mais se vier a confirmar a versão do partido estaremos perante uma burla e tal é um crime com o devido quadro penal.

 

Agora isto não invalida que não se possa retirar uma importante conclusão. A tal atitude do dono do restaurante, a confirmar-se, tem uma razão de ser.

 

Para além da Função Pública a Restauração tem sido dos sectores que o actual Executivo PSD/CDS optou para fustigar com impostos, taxas e sobretaxas.

 

É público o impacto destrutivo da subida da taxa do IVA da Restauração e o quanto isto tem obrigado a que muitos negócios declarem falência. A medida em si não é justa, não é proporcional e é apenas mais um “torpedo” que atinge o “porta-aviões” da Economia Portuguesa.

 

A juntar a isto temos que quando Pires de Lima (um dos nomes sonantes do CDS-PP) foi nomeado Ministro da Economia este anunciou como uma das suas grandes bandeiras a descida do IVA da Restauração. Só que tal nunca passou de uma promessa e o Sr. Ministro “comeu e calou como um bom soldado” e não colocou o seu lugar à disposição como seria de esperar de um bom cidadão e político.

 

Perante o exposto não é difícil perceber porquê razão o restaurante tomou a tal atitude que é relatada no facebook do CDS Algarve.

 

Caberia aos Centristas fazer uma leitura calma da situação para tentarem entender o que terá levado o dono do estabelecimento a ter a atitude de que é acusado. Seria mesmo de bom-tom que o Partido de Paulo Portas parasse um pouco para reflectir por forma a perceber que muita gente começa a ficar farta dos seus “irrevogáveis” e “linhas vermelhas”.

 

Mas mais depressa os leitões vencem a sua batalha jurídica contra o CDS-PP do que outra coisa qualquer.

 

Ainda está para vir o dia em que a sensatez irá imperar no tal partido que agora se orgulha de ser a primeira coligação a durar tanto tempo e cuja Juventude Partidária queria acabar com a escolaridade obrigatória em nome da liberdade de escolha.

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publicado às 12:17


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