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Diaz e pouco mais

por Pedro Silva, em 28.11.20

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imagem retirada de zerozero

Fraco. Fraquinho. “Mauzinho”. Assim se pode designar a prestação do Futebol Clube do Porto em casa de um Clube Desportivo Santa Clara que até começou a partida praticando um futebol ofensivo, pressionante e bem interessante, mas rapidamente a equipa açoriana se remeteu à habitual “pequenez” muito típica do nosso futebol.

Claro que se pode – e se deve – fazer referência ao temporal que quase que instantaneamente se apossou do encontro mal esse começou para justificar a fraca exibição portista, mas esse não justifica, na minha opinião, o excessivo jogo lateral que o FC Porto utilizou e abusou sempre que pretendia atacar a baliza do Santa Clara. É que tal forma de estar em campo fez com que a linha avançada dos portistas praticamente não existisse tanto Taremi como Marega não conseguiram, em momento algum, explanar a sua qualidade e futebol.

Efectivamente, o ataque da equipa de Sérgio Conceição resumia-se a Luís Diaz que queria sempre fazer tudo sozinho como se o futebol não fosse um desporto colectivo, velocidade de Corona quando este estava para aí virado e cruzamentos para a área de Zaidou e Manafá que subiam em velocidade pelos seus respectivos flancos. Quis o acaso, sorte e técnica do internacional colombiano Diaz que um dos famosos cruzamentos à balda que Manafá produz jogo sim, jogo sim acabasse no fundo da baliza do CD Santa Clara. Manafá cruza e Luís Diaz disfere um pontapé de bicicleta e a isso se resume todo um jogo da parte de CD Santa Clara e FC Porto. Depois há quem fique muito admirado quando dizem que o nosso campeonato é fraco, fraquinho, fracote…

Num estádio pequeno, de relvado de pequena dimensão, com uma segunda parte em que o vento corria bem forte contra a baliza da equipa da casa e necessidade de se gerir esforço para o jogo da próxima terça-feira que pode ditar a passagem do FC Porto à fase a eliminar na Liga dos Campeões, questiono-me sobre a insistência dos Dragões nos cruzamentos pelo ar, a ausência de remates à distância à baliza açoriana e o usar e abusar de jogadores importantes como Otávio (por exemplo) que a certa altura andavam a “arrastar-se” por um relvado que a intempérie se encarregou de - rapidamente - tornar “pesado”.

Contudo, o treinador Sérgio Conceição é que sabe de facto. Ele é que trabalha com o seus jogadores todos os dias e, melhor do que ninguém, sabe qual a melhor forma de gerir esforço e moral dos seus comandados, mas coisas existem que até para o comum dos adeptos (como eu) é complicado de se entender de tão óbvias que (parecem) ser. Para mais, essas vitórias à moda “da estrelinha de campeão” dão 3 pontos, mantem a equipa azul e branca na corrida pela renovação do título mas não podem ser um hábito e muito menos toleradas porque um dia a coisa pode correr e mal e num campeonato equilibrado como o nosso tal pode vir a “morte do artista”.

Vamos a ver o que vai acontecer di9ante do City. Já dizia o falecido Reinado Teles que no futebol não existem impossíveis e um tal de Bernardo Silva e a “cambada de parolos” que o defendeu na altura bem que merecem “levar na cara”. Vamos a ver…

Melhor em Campo: Malang Sarr. Confesso que estou a gostar cada vez mais deste jovem central. Longe de ser agressivo, Sarr sabe como se posicionar no campo e o seu bom jogo de cabeça tornam muito difícil a tarefa de qualquer avançado de criar perigo para a baliza de Marchesín. A ver vamos se o atleta vai continuar a evoluir se bem que me custa saber que nja próxima época esse vai regressar à sua equipa de origem.

Pior em Campo: Marko Grujic. Começo a perguntar-me se o médio internacional sérvio é “peixe fora de água ou se é peixe fora do aquário”. Ainda não percebi muito bem em que posição do meio campo o jogador se sente mais confortável e rende aquilo que fez com que a direcção portista tivesse solicitado o seu empréstimo ao Liverpool, mas já sáo dois ou três jogos em que Grujic não joga absolutamente nada.

Arbitragem: Dúvidas no golo anulado ao Futebol Clube do Porto. De resto, tirando um ou outro lance, exibição discreta e correcta da parte de João Pinheiro e seus assistentes.

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publicado às 22:32


Missão (quase) cumprida

por Pedro Silva, em 25.11.20

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imagem retrirada de zerozero

Em dia triste para a Nação Azul e Branca dado o falecimento de Reinaldo Teles, histórico dirigente do Futebol Clube do Porto que juntamente com Jorge Nuno Pinto da Costa criou esse mesmo FC Porto que é, tão-somente, a 3.ª equipa com mais participações na Liga dos Campeões e a única equipa portuguesa que conta no palmarés com todos os troféus internacionais de clubes, não se podia ter feito melhor homenagem a tão grande portista senão vencer (outra vez) um adversário de valor e muito – muito! – difícil como é o caso deste Marselha de André Villas-Boas.

Até o fabuloso “Deus do futebol”, Diego Armando Maradona, foi devidamente homenageado pelos Dragões com uma série bem interessante de jogadas criadas por Diaz e Nakajhima. O golo é o sal do futebol de facto, mas a finta/desmarcação é o açúcar que tanto nos delicia. Especialmente quando essa finta e a desmarcação resultam em lances de golo e/ou de perigo para a equipa adversária.

Já deu para perceber que gostei deste jogo. Claro que haverá quem tenha uma opinião diferente. Está no seu direito, mas eu gosto muito mais quando o Futebol Clube do Porto percebe qual o seu lugar e pratica um futebol que o ajude a vencer e alcançar os seus objectivos. O futebol pode até ser feio, desinteressante, recuado e perigoso mas a verdade é que somente em Manchester esta forma de estar não deu frutos porque o nome City pesa muito mais do que o nome Porto quando chegou a hora de o Homem do apito decidir.

Futebol de transições rápidas, muito corrido, defesa aguerrida e aproveitar ao máximo todo e qualquer lance de bola parada na área adversária para se colocar em vantagem não podem, a meu ver, ser considerados defeitos. Quem não tem cão, caça com gato e tem sido isto que Sérgio Conceição tem feito esta temporada na Liga dos Campeões. Resultado? 4 jogos, 3 vitórias, 9 pontos, 8 golos marcados, 3 sofridos e o apuramento para a fase a eliminar da UEFA Champions League quase garantido. Melhjor? Com o actual plantel, impossível! Digo eu.

Agora acho muita graça a quem comenta o futebol na rádio e televisão e fala em dois tipos de FC Porto. Um melhor na Europa do futebol e outro mais irregular na Liga NOS. Qual a grande diferença? Simples. Só não vê quem (maldosamente, talvez) não quer pois o Futebol Clube do Porto no nosso campeonato periférico joga contra “equipas pequenas”, já na Europa do futebol a equipa pequena é o próprio FC Porto não obstante o seu rico e vasto palmarés. Se olharmos bem, por exemplo, para o jogo de hoje rapidamente constatamos que em termos de plantel André Villas-Boas tem – de longe! – muito mais e melhor qualidade futebolística aos eu dispor do que Sérgio Conceição que para além de ter de comandar os Dragões tem ainda de aprimorar e fazer crescer jogadores como Zaidu (por exemplo) que há não muitas épocas atrás jogava no Mirandela.

Apesar de tudo essa vitória portista em França não me descansa na totalidade. É verdade que gostei do jogo praticado pelos azuis e brancos e que acho correcta a forma realista como Sérgio Conceição tem procurado abordar esses confrontos europeus, mas ainda vejo muitas lacunas nesta equipa. Especialmente nas laterais dado que a dupla Sarr e Mbemba é daquelas coisas que se mexer, estraga. Manafá continua a ser um trapalhão quer a atacar e a defender. Zaidu, não obstante a sua evolução, ainda tem muitas dificuldades na hora de defender e são ainda algumas as ingenuidades que podem vir custar caro ao FC Porto. Não foi por acaso que o Marselha hoje insistiu tanto no futebol ofensivo pelas faixas. E quase que marcou golo.

E já que falo aqui em trapalhões e trapalhadas, eu até que adoro Marega mas esse já vem há uns jogos a mostrar que luta muito, mas que faz pouco… E pelos vistos os ares do sul de França fizeram muito mal a Jesús Corona que realizou uma exibição desastrosa. Melhores dias virão. Ou se calhar melhores opções. Não sei bem dado que é Sérgio Conceição quem trabalha todos os dias com o seu plantel.

Em suma. Missão quase cumprida, homenagens prestadas e agora siga para os Açores onde à espera dos portistas vai estar um Santa Clara bem motivado que aposto que vai estar o jogo todo a defender o zero a zero.

Melhor em Campo: Sérgio Oliveira. Ao contrário da maioria que fez de Zaidu o MVP desta partida, eu escolho o internacional português como o melhor deste jogo. Sérgio Oliveira está a atravessar um momento de forma estupendo e se já ninguém dá pela falta de Danilo é por culpa dele. Excelente a recuperar bolas, a distribuir jogo e a comandar todo o meio campo pprtista. Vamos a ver esta boa forma do Sérgio se mantêm para lá do Natal.

Pior em Campo: Jesús Corona. Mau, mau, mau, mau, muito mau e péssimo. Desconcentrado. Muito desconcentrado! Especialmente na hora de defender. Por um triz o internacional mexicano não fez um passe de morte que poderia ter dado o golo à equipa francesa que iria, com toda a certeza lutar pelo empate a 2 até ao fim. A atacar ninguém o viu. Corona (vulgo Tecacito) hoje não fez nada de jeito em campo. Há dias assim.

Arbitragem: Nada a apontar ao Sr. Andreas Ekberg e seus assistentes. Decisões correctas e acertadas tanto nas expulsões como na marcação da grande penalidade a favor do FC Porto.

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publicado às 21:58


(Quase) mais do mesmo

por Pedro Silva, em 08.11.20

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imagem retirada de zerozero

Quase que íamos vendo mais do mesmo. Dada a minha formação académica (não sou Treinador de futebol) não sou propriamente a pessoa mais indicada para estar aqui a falar sobre aquele que considero ser o maior problema do Futebol Clube do Porto mas acho que começa a ser gritante essa falta de capacidade de “dar a volta” a um problema que só não vê quem não quer.

Então é assim, qual o grande segredo para que equipas como o SC Portimonense possam vir ao Estádio do Dragão “bater o pé” aos Azuis e Brancos? Simples. Remeter-se à defesa e sair em transição rápida sempre que a equipa portista falhe um passe. Foi assim que a equipa algarvia se colocou hoje em vantagem e não tivesse aparecido Mbemba quase no final da primeira parte a empatar a partida a uma bola e não sei se estaria agora a falar sobre uma vitória dos Dragões por 3 bolas a 1 sobre o último classificado da Liga NOS.

O problema maior é que ninguém sabe ao certo o que se passa. E pelos vistos ninguém vai querer saber pois o Futebol Clube do Porto venceu e nada mais interessa. Esquecido vai ficar o facto de que é notório o trabalho de todos no clube dado que as rotinas de jogo estão lá e os atletas comandados por Sérgio Conceição sabem como quando e onde se devem posicionar mas, mesmo assim, basta aparecer pela frente uma equipa super defensiva que aposte nas transições rápidas e lá andamos todos com o coração nas mãos.

Olhando agora somente para o jogo de hoje. Primeiro que tudo tenho que dizer que gosto bem mais de ver um FC Porto a entrar em campo com dois avançados do que somente com Marega sozinho a ser apoiado ora por Diaz ora por Corona. Dois avançados (Marega e Taremi) apoiados por dois alas (Corona e Diaz) e apenas um médio a recuperar bolas no meio campo (Sérgio Oliveira) fazem com que seja possível criar triangulações que, quando bem trabalhadas, geram situações de golo como a que serviu para  que Sérgio Oliveira “sentenciasse” o jogo a favor dos portistas. Se calhar, digo eu, a solução para se defrontar e vencer equipas da nossa Liga do estilo desse Portimonense de Paulo Sérgio passa muito por aí.

Contudo repito a ideia que aqui deixei no início. Não sou a pessoa mais indicada para estar a aqui a dizer como deve Sérgio Conceição a fazer o seu trabalho, mas começo a ficar um pouco farto de ver o Futebol Clube do Porto a ter de correr atrás do prejuízo.

Na época anterior houve uma paragem forçada do nosso campeonato que beneficiou o clube azuis e branco, mas esta época a coisa pode não ser bem assim e como tal há que procurar corrigir o que estiver mal a tempo e horas. Para mais, esta coisa de “há um FC Porto na Champions e outro na Liga NOS” é uma treta do estilo “ceguinho que não vê o que não quer ver”.

Melhor em Campo: Sérgio Oliveira. Especialmente a partir do momento em que deixou de ter de partilhar o meio campo com Uribe. Jogou e fez jogar, o internacional português fez um jogo tremendo. Trabalhou muito, lutou, criou situações de golo, fez duas assistências para golo e até marcou um golo. A ver vamos se essa boa forma de Sérgio dura para lá do Natal.

Pior em Campo: Entrar a dormir em campo. Começa a ser demais e quando é demais, é erro. Desta vez a coisa até que acabou por correr bem, mas isso de o Futebol Clube do Porto entrar em campo meio que adormecido na esperança que um lance fortuito resolva as coisas a seu favor pode mal. Não se aprendeu nada com a derrota de Paços de Ferreira?

Arbitragem: No geral o trabalho de António Nobre e seus Assistentes foi positivo. A verdade seja dita que os jogadores em campo não complicaram muito o trabalho da equipa de arbitragem. O único senão reside no golo anulado a Beto (seria o segundo de avançado do Portimonense) que de certeza que irá dividir a opinião dos especialistas em arbitragem.

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publicado às 19:54


Até que foi fácil

por Pedro Silva, em 03.11.20

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imagem retirada de zerozero

Quem viu esta partida e viu a de Paços Ferreira fica com a impressão que até que foi fácil. Mas não foi. Há que dizer que esse Marselha - embora não seja aquele de 2004 que tinha um tal de Drogba como sua figura maior – é uma equipa de respeito. Os comandados de André Villas-Boas são uma boa equipa só que em muitos momentos pareciam uma “manta de retalhos” pois esquecem-se, acho eu, que o futebol é um desporto colectivo. Isso de ter “meia dúzia de vedetas” não ajuda a nada… Especialmente quando do outro lado do campo está uma equipa que não sabe o que “tirar o pé do acelerador”.

Ponto assente, esse Futebol Clube do Porto de Sérgio Conceição joga bem melhor com uma linha de 4 defesas e quando tem pela frente equipas que não se “fecham lá atrás”. Com o Marselha a necessitar de pontuar, era expectável que os comandados de Villas-Boas jogassem bem subidos no relvado e tal é fatal contra uma equipa que nunca dá um lance por perdido e que se dá muito bem nas transições rápidas. Por isto é que vai haver muito boa a gente a dizer que esse Marselha é uma equipa fraca e que hoje foi fácil aos comandados de Sérgio Conceição vencer o jogo.

A maior prova de que esse “pareceu fácil” ser enganador está no facto de quando o resultado ainda estava a 1 a 0 a favor dos portistas esses sentiram muitas dificuldades em gerir a posse da bola. É que um jogo de futebol não se joga sempre a pressionar e a correr para cima do adversário. Há que gerir momentos, espaços e esforço e quando é necessário fazer tal coisa, a verdade seja dita, o Futebol Clube do Porto sente muitas dificuldades. Dá que pensar e a verdade seja dita que hoje Sérgio Conceição deu a entender que ainda há muito para melhorar na zona de entrevistas rápidas.

Ora bem, tácticas à parte a verdade é que a passagem à fase a eliminar da Liga dos Campeões está quase a ser alcançada pelos azuis e brancos. 1 derrota e 2 vitórias diante de adversários que me apetece apelidar de “directos”, 6 pontos e um Manchester City que conta por vitórias todos os jogos realizados na fase de grupo colocam os Dragões com um pé na fase seguinte. Mas atenção, há ainda que jogar a França e Grécia e o último jogo será em casa diante um City que não creio que vá facilitar mesmo que por essa altura já esteja mais do que apurado. Isto ainda não acabou e , acredito eu, que é bem melhor que o Futebol Clube do Porto enfrente esses jogos que lhe restam disputar com os pés bem assentes na terra ao invés de se “armar em carapau de corrida”.

Siga agora para o jogo com o Portimonense até porque a Liga NOS ainda está em aberto. Contudo penso ser importante que Sérgio Conceição passe e faça valer a ideia de que não se passa de besta a bestial de um jogo para o outro. O actual plantel azul e branco é algo desequilibrado, tem opções a mais em certas posições, é “curto” noutras e jogadores existem que não tem lugar no onze por manifesta falta de qualidade. Por isto, atenção à euforia e ao embandeirar em arco… Até porque a verdade seja dita que o Portimonense não vai jogar tão subido como jogou esse Marselha.

Melhor em Campo: Jesús “Tecacito” Corona. Como dizem os espanhóis, “partidazo” do internacional mexicano! Assistências para golo, golos, recuperações de bola, muita entrega, muita técnica e por aí adiante. Grande partida essa que “Tecacito” fez! Só espero que não tenha sido “jogo para inglês ver” pois esses jogos da UEFA Champions League são sempre uma excelente “montra”.

Pior em Campo: Dimitri Payet. O Futebol Clube do Porto fez um jogo colectivo muito bokm, já o Marselha teve em Payet o pior em campo. Jogou pouco e, inclusive, esteve muito em baixo. Trata-se de um jogador de grande qualidade que acaba por ser o espelho perfeito daquilo que é actualmente a equipa do Marselha.

Arbitragem: Conheço bem Mateu Lahoz. Em Espanha (e não só) esse é bem conhecido pela sua qualidade enquanto árbitro. Pena que por vezes lhe dê para ser o protagonista e acabe por estragar o que de bom vai fazendo. Hoje teve que tomar um punhado de decisões complicadas, mas a verdade seja dita que esteve sempre bem. O mesmo se pode dizer dos seus assistentes.

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publicado às 21:58


Lei do mais forte

por Pedro Silva, em 21.10.20

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imagem retirada de zerozero

Não sou adepto de vitórias morais. Não gosto de olhar para uma partida de futebol e depois vir com o discurso derrotista por muito óbvio que as diferenças de capacidade, talento, organização e outras coisas tais sejam por demais evidentes. E aplico essa minha forma de estar a tudo na Vida.

Contudo depois de ver essa partida do Futebol Clube do Porto em Manchester diante do Manchester City de Pep Guardiola a primeira coisa que se me apetece dizer é que vingou a Lei do mais forte. E não penso tal somente porque a equipa inglesa tem melhor plantel e maior capacidade orçamental. Penso e digo tal porque o que resolveu hoje a partida a favor dos Citizens foi o simples facto de que a qualidade individual deste Manchester abunda e sobrepõe-se, quando é preciso, à falta de preparação de pré temporada provocada pela pandemia da Covid-19.

Creio ser ponto assente. Falta trabalho nesse Futebol Clube do Porto. Não estou com isso a dizer que os atletas dos azuis e brancos e Sérgio Conceição não trabalham. Pelo contrário. Esses trabalham muito. E fazem-no de tal forma que por vezes até “deixam a pele em campo”. Mas falta entrosamento e, mais importante do que tudo, falta um plano a, b e até mesmo c. Para mais, ainda não é visível no actual plantel dos Dragões alguém que tenha capacidade de “resolver” o jogo num lance individual.

Não estou com isso a afirmar que com o tempo não poderão aparecer os tais planos alternativos ao desenho inicial de Sérgio Conceição para os jogos, mas isso leva o seu tempo. O mesmo digo relativamente ao surgimento do tal “mago” que num lance consegue resolver uma partida. Mas até lá sempre que pelo caminho aparecer um Manchester City somente a capacidade de luta e vontade de dar tudo não chegam.

Tudo isso para aqui dizer que em momento algum o Futebol Clube do Porto foi inferior ao milionário e poderoso Manchester City. Pelo contrário! Os azuis e brancos momentos tiveram em que praticamente “empanaram a máquina inglesa” de Guardiola. Os Dragões chegaram, inclusive, a estar em vantagem até um erro grosseiro da equipa de arbitragem ter imposto um injustificado empate a uma bola.  O mesmo sucedeu no lance do segundo golo dos britânicos que surge da execução de um livre que não foi falta.

Contudo o problema do FC Porto nesta partida não esteve, somente, na fraquinha prestação da equipa de arbitragem. Esteve no facto, isso sim, de faltar um plano b, c e d ao inicialmente pensado por Sérgio Conceição para esse desafio. A prova de tal é que o terceiro golo inglês é fruto de um desnorte e falta de concentração dos portistas que só se explicam pelo facto de a equipa estar ainda longe de estar pronta para jogar tudo aquilo que sabe.

Agora há que seguir em frente. Não vou aqui apontar o dedo a jogadores e muito menos criticar ou culpabilizar Sérgio Conceição pela derrota. Embora me apeteça perguntar a Conceição o que o levou a tirar de campo Luís Diaz quando esse até que estava jogar bem e a “prender” a defesa do Manchester City com as suas “arrancadas” em posse. E diga-se, desde já, que nem sou grande adepto do 3x4x3 (o esquema táctico da moda), mas a verdade seja dita que a jogar assim esse Futebol Clube do Porto até que esteve muito bem até ter sofrido o segundo golo.

Vá, siga para outra. Sábado há que voltar à luta pela renovação do título de campeão nacional e para isto há que derrotar o Gil Vicente no Dragão. Já a Champions, para a semana há mais.

Melhor em Campo: Luís Diaz. Grande jogo fez hoje o internacional colombiano! Muito veloz e sempre muito bem posicionado no terreno de jogo. Espalhou o pânico na linha defensiva dos ingleses e tivesse num momento ou noutro sido menos egoísta e teria realizado uma exibição perfeita.

Pior em Campo: Jesús Corona. Especialmente na segunda parte depois de o FC Porto estar a perder por 3 a 1. Enquanto esteve na posição de lateral direito, o internacional mexicano até que cumpriu, mas com a saída de Diaz e o adiantamento no terreno de jogo de Corona esse perdeu qualidade e em certos momentos parecia que estava desaparecido do jogo.

Arbitragem: Transcrevo a opinião do site de onde retirei a imagem desta publicação pois parece-me que essa reflecte na perfeição o péssimo trabalho do Sr. Andris Treimanis e Assistentes.

Nota negativa para a equipa de arbitragem, por uma série de razões, a maioria das quais prejudiciais aos portistas. Não nos parece haver razão para penálti tendo em conta o pisão a Marchesín logo antes e o critério disciplinar nem sempre fez sentido, como quando uma falta propositada a travar uma transição portista não deu em cartão.

E já agora, ainda sobre a arbitragem O Vídeo-árbitro (VAR) serve para quê concretamente?

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publicado às 22:07


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