Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]



Até parece fácil

por Pedro Silva, em 11.12.16

imgS620I185766T20161211171914.jpg 

imagem retirada de zerozero

 

CD Feirense 0 x FC Porto 4. Olhando para o resultado até parece fácil e realmente o jogo até que foi fácil. E foi assim porque os azuis e brancos fizeram por isto. A partida não foi muito complicada para os pupilos de Nuno (é um facto) mas tal foi assim porque estes estão, sem sombra de qualquer dúvida, com a moral em alta e quando assim é tudo parece ser natural.

 

Não haja a mais pequena dúvida de que o futebol é feito de momentos. São os momentos que decidem o futuro de uma equipa e o famoso momento em que Rui Pedro marcou o golo ao SC Braga marcou uma equipa do Futebol Clube do Porto que vinha a atravessar uma “seca” de golos tal que já todos duvidavam das reais capacidades de Nuno Espírito Santo e plantel. Bastou o tal golo para que a mesma equipa que parecia não saber o que fazer em campo ter ridicularizado por completo um CF Feirense que vinha formatado para fazer outra coisa senão anti jogo. Anti jogo… A tal “malapata” que tanto “travava” a máquina portista num passado não muito distante.

 

Apesar de o resultado final ser “gordo”, o Futebol Clube do Porto não fez um “jogo do outro mundo”. Foi eficaz e viu as bolas a entrar na baliza do Feirense. Era o que se exigia a esta equipa que tinha como principal missão vencer na Feira para depois pressionar Benfica e Sporting que jogavam logo a seguir. A missão foi cumprida com brio e profissionalismo mas não com grande brilhantismo. Repito; é o que se exige. Quem quiser ópera já sabe que não é no futebol que tem de investir o seu dinheiro.

 

Mas para terem feito o seu trabalho os Dragões tiveram de depositar todo o seu jogo nos maravilhosos pés de Oliver Torres. Com Danilo Pereira a dar o devido – e precioso - apoio à linha defensiva do FC Porto, Oliver teve liberdade total para ir explanado todo o seu futebol. Óliver vinha buscar a bola à defesa para depois a distribuir com os seus passes milimétricos. Foi um “mimo” enquanto o pequeno espanhol teve forças para continuar em campo.

 

Brahimi fez hoje um jogo razoável e, inclusive, marcou um golo. Poderia – e deveria – ter sido menos “complicativo” em certos momentos do jogo. Especialmente no capítulo do passe. Parece-me que a passagem pelo banco de suplentes fez bem ao argelino que agora até vem atrás buscar jogo e ajudar a equipa na defesa. A ver se esta atitude se mantêm no próximo jogo e no pós CAN.

 

Este foi mais um jogo onde Iker Casillas não sofreu golos. E isto porque a dupla de centrais Felipe e Marcano está num momento de forma impressionante. Nada passa por eles! Quem diria que bastaria um treinador em condições para fazer de Iván Marcano um central ao nível dos melhores da europa? Depois venham-me dizer que Lopetegui é que era…

 

Apesar de tudo ainda persistem alguns problemas neste FC Porto de Nuno. Especialmente na saída rápida para o ataque. Em muitos momentos reparei que o jogador que saia em contra ataque com a bola dominada tinha de parar, olhar e passar a bola para trás dado que ninguém o acompanhava nesta incursão. Atente-se que o CD Feirense estava a jogar com 10. E também não foi mesmo nada bom de ser ver a displicência que se apossou da equipa portista nos momentos finais da partida. Vamos a ver se melhoramos estes aspectos Nuno.

 

MVP (Most Valuable Player): André Silva. O jovem ponta de lança do Futebol Clube do Porto teve a enorme responsabilidade de marcar a grande penalidade que abriu o marcador em Santa Maria da Feira. Não obstante a enorme pressão André Silva marcou e iniciou, desta forma, uma exibição que viria a ser a melhor de todos os jogadores que alinharam hoje pelo FC Porto. Combativo, trabalhador, esforçado e sempre a procurar estar no lugar certo na hora certa, este é o André Silva que orgulha os portistas e que todos queremos que se mantenha de azul e branco vestido por muitos e bons anos.

 

Chave do Jogo: O golo madrugador de André Silva (mais uma vez). Ao minuto 4' este converteu uma grande penalidade e tal aliviou de imediato a pressão para o Futebol Clube do Porto. Tal permitiu aos portistas tomar o controlo dos destinos de uma partida que acabou por ser tranquila.

 

Arbitragem: Ao contrário do que estava à espera Luís Ferreira e a sua equipa realizaram um bom trabalho. A equipa de arbitragem esteve bem ao assinalar penálti sobre André Silva dado que Ícaro toca no atacante e, desse modo, a expulsão também é correcta. Luís Ferreira procurou acompanhar os lances bem de perto e foi notório que olhava sempre para os assistentes antes de apitar (sinal de que estava a fazer um trabalho em equipa).

 

Positivo: Dupla Felipe/Marcano. Uma “muralha” defensiva que completa o bom trabalho de Iker na baliza. Actualmente o FC Porto tem a melhor defesa da europa, o que não admira dado que conta com esta fantástica dupla de centrais.

 

Negativo: Displicência. Na recta final do jogo os azuis e brancos revelaram uma descontração que só não foi fatal porque os postes da baliza de Casillas não o deixaram. A corrigir porque os jogos duram – sempre - 90 e poucos minutos.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 19:00


«Os golos são como o ketchup»

por Pedro Silva, em 07.12.16

imgS620I185564T20161207210536.jpg 

imagem retirada de zerozero

 

«Os golos são como o ketchup». A frase é da autoria de Cristiano Ronaldo e foi proferida numa altura em que a selecção nacional portuguesa atravessava uma espécie de “mini seca” de golos. Ora para quem viu o jogo de hoje do Futebol Clube do Porto pode muito bem utilizar a já aqui referida frase para resumir o que aconteceu hoje no Estádio do Dragão.

 

Após o jogo do SC Braga eu tinha aqui dito que me pareceu que tinha havido ali uma espécie de ”clic” que fez com que a equipa despertasse de vez para a realidade. Efectivamente a moral faz milagres e penso que começa a ser evidente que a derrota do SL Benfica na Madeira na passada semana “mexeu” com a pisque da equipa portista. Só assim se percebe esta goelada do Futebol Clube do Porto ao actual campeão inglês. A qualidade esteve sempre lá. Assim como as ideias do treinador estiveram sempre lá. O que realmente faltava era a confiança e aquela ”pontinha” de sorte que os azuis e brancos não têm tido há já muito tempo. E parece que esta veio na melhor altura se bem que ainda falta a confirmação do próximo domingo.

 

É verdade que o Leicester City não entrou em campo com a sua melhor “artilharia” (os “haters“ do costume e os anti porto vão-se refugiar nesta teoria, é um facto), mas estamos a falar do campeão inglês. O Leicester pode hoje em dia estar pelas ruas da amargura na Liga Inglesa, mas Cláudio Ranieri tem à sua disposição uma equipa muito boa que com toda a certeza faz inveja a muitas das equipas ditas “Grandes” do nosso campeonato. Por isto não me venham com esta conversa. E não utilizem a “historieta” de que o Leicester já estava apurado, que tinha outros compromissos bem mais importantes e por aí adiante para desvalorizar/relativizar esta fantástica vitória dos Dragões. Ninguém gosta de perder. E muito menos de ser goleado.

 

Quanto ao jogo jogado apenas posso dizer uma cosia no que ao Futebol Clube do Porto diz respeito: excelente! Não foi nada que já não tenha visto na partida diante dos bracarenses, mas hoje fiquei com a ideia de que o Futebol Clube do Porto começa a consolidar-se como equipa. Basicamente este Porto de Nuno Espírito Santo joga sempre da mesma forma, mas o que realmente foi diferente é que os jogadores se esforçaram e mostraram uma dinâmica que não se vê desde que a temporada se iniciou. Só espero é que esta postura que vi hoje se mantenha e não tenha sido somente uma “faísca” criada pela enorme montra que é a Liga dos Campeões.

 

E já agora uma nota final. O André Silva sempre sabe marcar uma Grande Penalidade. A confiança faz realmente maravilhas. Espero que agora os seus críticos se calem de vez.

 

MVP (Most Valuable Player): Yacine Brahimi. Confesso que não me foi nada fácil atribuir este título a um só jogador. Isto porque neste jogo diante do Leicester toda a equipa azul e branca esteve bem, mas sou da opinião de que o argelino fez hoje aquilo que se exige a um atleta da sua categoria. Brahimi jogou e fez jogar. É este Brahimi que eu exijo para o Futebol Clube do Porto. Um génio ao serviço do colectivo em prol do individual. A manter Yacine! 

 

Chave do Jogo: O golo madrugador de André Silva. Aos seis minutos o Futebol Clube do Porto já se encontrava a vencer uma partida que era crucial para o seu futuro na Liga dos Campeões. Tal aliviou de imediato a pressão e permitiu aos portistas tomar o controlo dos destinos de uma partida decisiva.

 

Arbitragem: Nada a apontar. O Sr. Felix Zwayer e a sua equipa de arbitragem estiveram muito bem numa partida fácil de apitar.

 

Positivo: Yacine Brahimi. Jogou e fez jogar. O MVP desta partida voltou a ser o grande Brahimi de outros tempos. Que este Yacine tenha vindo para ficar.

 

Negativo: Superdeporte. Jornalismo é muito mais do que rancores e ódios antigos. Nuno Espírito Santo merece ser respeitado. Especialmente da parte de quem tem o dever de informar.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 23:11


Um Porto à Porto

por Pedro Silva, em 03.12.16

374201_ori_fc_porto_x_braga_liga_nos_2016_17_campe

imagem retirada de zerozero

 

Como descrever este FC Porto 1 x SC Braga 0 numa só frase? Simples: Um FC Porto à Porto! Penso que esta é a melhor forma de se começar a abordar uma partida onde o Futebol Clube do Porto foi dono e senhor de uma partida que era - por força da derrota do SL Benfica na Madeira - crucial.

 

Excelente a resposta dada pela equipa e treinador no jogo de hoje onde a pressão era mais do que muita dada necessidade vital de se vencer. Nuno Espírito Santo (NES) calou hoje muito treinador de bancada e, inclusive, mostrou uma coragem que já há muito se vinha exigindo dado que nos instantes finais do jogo este arriscou tudo e ganhou muito por culpa deste seu risco. É nestes pequenos mas grandes pormenores que se vê a diferença entre um treinador e um Treinador. Espero que agora os treinadores de bancada deixem o homem trabalhar até porque o grande problema do actual FC Porto não é o seu Treinador. É antes do foro psicológico e da extrema falta de sorte.

 

Efectivamente um dos grandes problemas do FC Porto é a cabeça. Isto porque em muitos momentos do jogo foi notória uma falta de confiança gritante da parte de alguns dos atletas dos Azuis e Brancos (André Silva foi um deles). E esta falta de confiança só foi possível contornar com a ajuda do público e de uma equipa portista combativa que nunca – mas nunca - baixou os braços.

 

O problema sorte (da falta dela) é algo que tem marcado presença assídua nos jogos dos Portistas. Hoje foi impressionante a quantidade de golos que o Futebol Clube do Porto falhou. Ora os remates iam para fora depois de uma boa jogada colectiva/individual. Ora a bola ia ao poste e depois para fora ou para as mãos do guarda-redes ou pés de um defesa. Ora o guarda-redes adversário está de tal forma inspirado que nada passa por ele. E por aí adiante.

 

E já agora, eu até pago para ver se Marafona vai ter um desempenho idêntico ao de hoje diante do SL Benfica. Eu aposto que não e até acredito que este vá facilitar. Não foi por mero acaso que os benfiquistas “encalharam” na Madeira. Só foi preciso ter-lhes aparecido pela frente uma espécie de Marafona.

 

Voltando ao jogo do Dragão, há quem ande por esta internet fora (e não só) a apregoar que o FC Porto não tinha uma ideia de jogo, mas hoje ficou bem demonstrado o quanto estes percebem de futebol. Claro que podemos – e devemos – criticar o excessivo recuo de Óliver Torres (o melhor em campo) no terreno de jogo. Assim como também podemos e devemos colocar em causa a excessiva lateralização do futebol portista e a lentidão dos processos atacantes em certos momentos do jogo. Mas o que nãos e pode dizer é que este Futebol Clube do Porto não tem uma clara ideia de jogo. A ideia de jogo existe e hoje foi aplicada na perfeição em campo. O que estava a faltar era a bola entrar na baliza adversária.

 

Espero sinceramente que NES saiba agora aproveitar este balanço. O campeonato está relançado dado que o 1.º lugar está agora a cinco pontos e ainda muita coisa vai ter de acontecer. Vamos a ver se esta suada - mas muito bem conseguida - vitória sobre o SC Braga é o “clic” que esta equipa do FC Porto necessitava para conquistar um título que já lhe foge há 3 longos anos.

 

Três notas finais:

 

- Marafona defendeu a grande penalidade que foi marcada por André Silva. Sim. Leram bem. Foi o guarda-redes que defendeu e não André Silva que a falhou. Estivesse a equipa portista com a confiança em alta e de certeza que Marafona não teria feito tal coisa. Por isto não comecem já a preparar o “pelotão de fuzilamento” do André Silva;

 

- Brahimi mostrou - mais uma vez - porque começa os jogos no banco e porquê razão vai muitas vezes para bancada. Depois de o argelino ter jogado bem na passada terça-feira diante do CF Os Belenenses, eis que Brahimi tem uma prestação muito razoável diante do SC Braga. Não fez a diferença e em muitos momentos do jogo complicou o que não era complicado. Continuem a fazer do moço o vosso “Messias” e não exijam dele o futebol perfumado que só ele sabe criar quando lhe apetece;

 

- Rui Pedro é (tal como André Silva) um “produto” made in FC Porto. O jovem atleta dos azuis e Brancos resolveu hoje uma partida deveras complicada e já na passada terça-feira tinha mostrado alguma da sua valia. Agora não vamos “endeusar” o rapaz e fazer dele a solução de todos os problemas do plantel do Futebol Clube do Porto.

 

Chave do Jogo: Penso ser óbvio e unânime que o lance que resolveu o jogo (no caso para os Portistas) foi o do golo de Rui Pedro.

 

Arbitragem: Ainda está para vir uma arbitragem na Liga NOS onde o Futebol Clube do Porto não seja amplamente prejudicado. Carlos Xistra esteve na marcação da grande penalidade a favor do FC Porto e na expulsão por vermelho directo de Artur Jorge, mas “esqueceu-se” de marcar uma outra grande penalidade a favor dos portistas por carga na grande área sobre André Silva e não se percebe porquê razão anulou dois golos legais ao Futebol Clube do Porto.

 

Positivo: Óliver Torres & Companhia. O “pequeno” espanhol foi hoje o maestro de um FC Porto que impôs o seu futebol. A manter e a melhorar se faz o favor.

 

Negativo: A dupla faceta de Marafona. O guardião da equipa bracarense realizou hoje uma grandiosa exibição. Porquê razão só faz tal diante do Futebol Clube do Porto?

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 22:55


Regresso à fortaleza do Dragão

por Pedro Silva, em 22.10.16

imgS620I183085T20161022221157.jpg 

imagem retirada de zerozero

 

Nuno Espírito Santo (NES) tinha afirmado na antevisão do FC Porto x FC Arouca que queria fazer do Estádio do Dragão a fortaleza do Futebol Clube do Porto. Ora pelo que assisti hoje esta fortaleza parece estar mesmo de regresso depois de ter sido completamente destruída por Julen Lopetegui e José Peseiro. A verdade seja dita que hoje o Arouca não jogou absolutamente nada por culpa - quase que por inteira - dos atletas azuis e brancos.

 

Confesso que fiquei um tudo ou nada preocupado quando entrei no Estádio e vi qual seria o onze inicial do FC Porto pois NES tinha optado por regressar ao “velho” 4x3x3 fazendo entrar Jesús Corona para o lugar de Otávio. Dizia eu para mim mesmo que tal era mais uma consequência do que aconteceu em Brugge onde o 4x4x2 demonstrou ter sido uma péssima aposta do que propiamente uma necessidade técnico táctica para enfrentar o FC Arouca.

 

Felizmente os primeiros minutos de jogo mostraram que eu não tinha muita razão para criticar NES pela opção pois o Dragão entrou forte e dominador! Só não começou a vencer aos primeiros minutos da partida porque o poste da baliza de Bracali assim não o quis, mas Jesús Corona bem que me5recia o golo após o enorme trabalho ofensivo que realizou neste lance.

 

Estava dado o mote para este jogo. O FC Arouca a defender com todos os seus jogadores em campo e o FC Porto a atacar com cabeça, tronco e membros (coisa rara de há uns anos para cá). O FC Porto nem pareceu uma equipa – ainda - em construção. É um facto que o Arouca terá exagerado na sua mentalidade defensiva, mas há que dar mérito aos Dragões por terem sabido atacar e defender com inteligência e eficácia. O Arouca ia à frente sempre que podia, mas quando o fazia “esbarrava” numa dupla de centrais de nome Felipe e Marcano que faziam aquilo que se exige a uma dupla de centrais: cortar a jogada e não complicar (postura a mentar sff). Iker Casillas foi mais um espectador do que o guardião do FC Porto pois eram raras (raíssi9mas) as vezes em que a equipa arouquense chegava com perigo à baliza azul e branca.

 

Em suma; o Futebol Clube Porto soube aproveitar um Arouca que veio à “fortaleza” do Dragão “jogar para o pontinho”. Mérito seja dado a NES por ter sabido explorar tal factor, mas há que aguardar pelos próximos jogos para que tenhamos a certeza de que o que se passou hoje não foi um fogacho. Tenhamos em linha de conta que hoje até Héctor Herrera pode jogar mais ou menos bem(!), o que evidencia a pobreza franciscana do jogo que o FC Arouca levou a cabo na invicta cidade do Porto.

 

Uma palavrinha final para Brahimi. Confesso que sou um grande admirador das qualidades futebolísticas do argelino, mas começa a ser mais do que tempo de Brahimi perceber que futebol não é só fintas e mais fintas sobre si mesmo. Saber fintar o adversário e passar a bola no momento certo é algo que se exige a um jogador de classe mundial. Brahimi é um destes jogadores. Só lhe falta saber qual o timming certo para passar a bola em veza de andar às voltas sobre si mesmo com a bola no pé.

 

Chave do Jogo: Inexistente. O jogo foi praticamente controlado pelo Futebol Clube do Porto.

 

Arbitragem: Nota positiva. Manuel Mota e a sua equipa de arbitragem não complicaram um jogo que nunca foi complicado de se arbitrar.

 

Positivo: André Silva. Um ponta de lança como poucos. André Silva pode ser ainda um “miúdo” mas já se comporta como gente graúda. Excelente no posicionamento e nas desmarcações. André Silva é um “clone” do saudoso Fernando Gomes. Tivesse o moço sido formado numa certa Academia e o que já não se dizia sobre ele.

 

Negativo: Jesús Corona. O mexicano até que entrou bem e fez por ser a principal figura da partida, mas rapidamente “se eclipsou” e acabou por desparecer por completo. Exigia-se mais a um atleta que ainda esta semana mostrou que sabe jogar muito e bem.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 23:22


Imperou a normalidade

por Pedro Silva, em 15.10.16

imgS620I182699T20161015220609.jpg 

imagem retirada de zerozero

 

Começo por dizer que num GD Gafanha 0 x FC Porto 3 com pouca história, Otávio mostrou - mais uma vez - que é realmente um fora de série. Otávio dribla os adversários, procura espaços, cria oportunidades de golo, ganha faltas perigosas para o FC Porto. Em suma; Otávio está cada vez mais a assumir-se como a grande revelação do Futebol Clube do Porto de Nuno Espírito Santo (NES) e do nosso futebol. Tivesse o brasileiro sido formado numa das tais de “Academia” e teríamos meio mundo a fazer dele o Golden Boy da liga portuguesa, mas como não foi formado em tão majestoso local é mais um que não interessa a ninguém. O futebol português no seu melhor. Adiante.

 

Quanto ao jogo não há muito para dizer. Os Dragões acabaram por impor o seu futebol e alcançaram uma vitória que acabou por ser perfeitamente natural. O Gafanha deu luta, mostrou qualidades mas como normal desenrolar do jogo os atletas do GD Gafanha acabaram por “perder gás”, mas se tivessem aproveitado alguns dos muitos disparates defensivos dos Azuis e Brancos bem que poderiam ter conseguido fazer o mesmo que Famalicão e 1.º de Dezembro fizeram a Sporting CP e SL Benfica.

 

O Futebol Clube do Porto continua a cometer erros ridículos na defesa (e não só). Passes de alto risco para o Guarda-redes, passes transviados e um posicionamento defensivo deficiente impediram que os portistas tivessem seguido esta partida com algum sossego. Para mais esta forma estranha de estar da parte da linha defensiva dos comandados de NES acaba por “empanar” todo o processo de ataque que a determinada altura vive exclusivamente da boa vontade dos seus defesas laterais e da inspiração de algum dos jogadores… Se repararmos bem, foi assim que o FC Porto chegou à vantagem numa primeira parte onde o Gafanha até estava a mostrar argumentos de qualidade e a “bater o pé” ao FC Porto.

 

Não entendo também a razão de Oliver Torres começar (e bem) o jogo a apoiar os avançados e passado alguns minutos acabar a jogar no meio campo muito próximo de Danilo Pereira. Acredito que tal situação tenha a ver com uma deficiente preparação física - resultante de uma época e pré temporada sem competir ao mais alto nível –, mas sempre que tal acontece o FC Porto perde qualidade ofensiva. Muito em espacial quando tenta sair em transição rápida para o araque pois todas as bolas passam pelos pés de Olíver que está, invariavelmente, muito recuado relativamente à linha avançada. Tal problema não é de agora.

 

Apesar de tudo começam a surgir algumas melhorias neste Futebol Clube do Porto. Muito em especial na frente de ataque onde começa a ser notório um melhor entrosamento entre o meio campo ofensivo e o ataque. Contudo há que melhorar a transição defesa-ataque em velocidade e não só. Neste jogo no Municipal de Aveiro muitos lances de ataque dos Dragões não foram eficazes porque os passes eram sempre transviados ou então muito mal executados.

 

Para terminar queria dizer que gostei muito de ver a dupla atacante Diogo Jota/André Silva. São dois avançados muito móveis e velozes. A manter e aprimorar NES!

 

Chave do Jogo: Apareceu na segunda parte do jogo. O GD Gafanha mostrou capacidade de lutar “taco a taco” com uma equipa superior, mas esta forma corajosa de estar em campo acabou por degastar a equipa que no início da segunda parte estava completamente de rastos no que ao seu físico diz respeito. A partir desta altura os Azuis e Brancos tomaram conta do jogo.

 

Arbitragem: Penso que Jorge Ferreira e a sua equipa acabaram por realizar uma arbitragem normal. O jogo não foi difícil de se apitar e os atletas estiveram sempre mais interessados em jogar do que em arranjar problemas. Houve um ou outro lance em que o árbitro deveria ter ajuizado de outra maneira, mas nada de relevante num jogo tranquilo no que à arbitragem disse respeito.

 

Positivo: Otávio. O Melhor em Campo para mim. Joga e faz jogar. Mostrou imensa qualidade enquanto “teve pernas” para tal. Marcou um excelente golo e “movimentar” toda a máquina ofensiva do FC Porto.

 

Negativo: Defesa do FC Porto e passes errados. Bolas atrasadas “à queima” para o Guarda-redes e passes transviados. Fosse o Gafanha o Brugge…

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 23:51


Mais sobre mim

foto do autor


gatices


gatos no telhado


Pesquisar

  Pesquisar no Blog

Calendário

Agosto 2019

D S T Q Q S S
123
45678910
11121314151617
18192021222324
25262728293031

Futebol Clube do Porto


9 de Março de 1916

<<Por cada soldado, uma papoila

No a l'opressió d'Espanya!


Catalunya lliure!


Portugal é uma Democracia

13769388_930276537084514_2206584325834026150_n

Publicidade


Blog Rasurando

logo.jpg




Arquivo

  1. 2019
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2018
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2017
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2016
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2015
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2014
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2013
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2012
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D