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A ver se nos entendemos

por Pedro Silva, em 13.06.16

Imagem Crónica RS.jpg 

É oficial. A partir do próximo dia 1 de Julho de 2016 a Função Pública voltará à sua normal jornada de trabalho de 35H semanais. Neste dia será colocado um fim – finalmente – a uma tremenda injustiça que o Governo da Direita levou a cabo nos últimos 4 anos.

 

Sim. Leu bem. Injustiça. E è aqui que muita gente faz uma certa confusão. Vamos por partes.

 

Qual a fundamentação que o Governo PSD/CDS utilizou quando decidiu que a jornada de trabalho da Função Pública passaria a ser de 40H semanais?

 

A da igualdade entre os Trabalhadores do Público e do Privado. E a da contenção de custos.

 

Ora tanto uma argumentação como a outra – uma do universo CDS e outra do PSD – são falsas. Não passaram, nunca, de puro populismo e conversa demagógica para “embalar” o comum dos cidadãos.

 

Ora, primeiro que tudo é de todo impossível comparar-se o Funcionário Público ao Funcionário do Privado porque - repetindo o que já aqui disse - existem tarefas e serviços que somente o Estado pode levar a cabo.

 

Já quanto à questão da poupança o que realmente se passou foi que se colocou os Trabalhadores da Função Pública a trabalhar 40H semanais recebendo um ordenado de 35H.

 

Ou seja; todo o argumentário da Direita sobre esta temática é pura falácia

 

Contudo gostava mesmo muito de saber o que diriam e fariam os contestatários das 35H se fossem obrigados, de um momento para o outro, a trabalhar 40H semanais recebendo um ordenado de 35H semanais…

 

Claro que a Direita não aceita as coisas como elas são. E esta – e seus simpatizantes - têm procurado lançar a confusão no meio de algo tão simples.

Por um lado temos a Igreja Católica a afirmar que desta forma os Trabalhadores da Função Pública terão mais tempo para poder estar com a família. Argumento mesquinho que visa colocar uns contra os outros até porque já todos vimos o que está realmente em causa na questão da reposição das 35H na Função Pública.

 

Já por outro lado PSD e CDS têm andado a “berrar a plenos pulmões” que tal medida irá fazer aumentar a despesa do Estado e que a mesma deveria abranger todos os Funcionários Públicos. Ora esquece-se esta mesma Direita de explicar que tanto um problema como o outro são da sua exclusiva autoria. É que nos últimos quatros longos anos PSD e CDS tudo fizeram para que Médicos. Enfermeiros, Professores, etc. emigrassem e estes não tiveram outra opção senão aceitar esta “recomendação” governamental. Tal obrigou a que muitas administrações públicas tivessem de reformular a sua estrutura laboral dentro do quadro legal das 40H. Agora com a reposição das 35H é natural que se tenha de reorganizar profundamente as equipas de trabalho reforçando – onde for estritamente necessário - o pessoal através de uma nova tipologia contratual e este é um processo que em certos sectores como o da Saúde (por exemplo) é complexo e moroso.

 

Portanto vamos a ver se nos entendemos de uma vez por todas.

 

1 - A reposição das 35H semanais na Função Pública não é mais do que a correcção de uma tremenda injustiça (ponto assente);

 

2 - Se quiserem pedir responsabilidades pelo aumento da despesa e desigualdade na reposição da normalidade laboral na Função Pública apontem o dedo à Direita que nos últimos quatro anos não conseguiu fazer nada que se aproveite.

 

Artigo publicado no Repórter Sombra

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publicado às 21:42


10 comentários

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De Pedro Silva a 14.06.2016 às 18:43

Nuno Santos posso colocar uma questão?


Se porventura a sua entidade patronal o obrigar a ter de trabalhar as horas que diz que trabalha e não as pagar na totalidade como reage? Acha que é justo? Conforma-se?


É que é isto que está aqui em causa e não se há quem trabalhe muito ou pouco.
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De Nuno Santos a 15.06.2016 às 12:51

Discordo em absoluto. O que esta aqui em causa e uma classe de trabalhadores, os funcionarios publicos, que desde a muito tempo a esta parte usufruem de regalias e de uma seguranca que nao e extensiva aos trabalhadores dos privados e que, de uma forma geral, nao justificam no seu dia a dia, o que ganham e as regalias que teem e, ainda por cima veem para a rua sempre que uma pequena parte dos seus largos beneficios e beliscada. Ja que fala de justica (deve ser anedota falar de justica ai no rectangulo maravilhoso) o que nao e justo e a injustificada  desigualdade de privilegios entre publico e privado mas a ser o privado a pagar a pesada maquina publica caprichosa e ineficiente. Se nao estao contentes porque nao mudam de patrao?? Nao mudam porque apesar de terem que trabalhar mais umas horitas por semana e muito melhor do que ter alguem constantemente por cima do ombro a exigir alta produtividade com baixos salarios, precariedade e desemprego.
Se estivessem aqui onde nao ha subsidio de desemprego, subsidio de ferias e de Natal, indemnizacoes por despedimento e as reformas sao extremamente baixas quando comparadas com o que se descontou ao longo da vida, entao suicidavam-se.

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