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Dar e voltar a dar

por Pedro Silva, em 09.12.20

alta-rotacao.jpg

imagem retirada de zerozero

Dar e voltar a dar. Foi exactamente isto que Sérgio Conceição fez hoje na Grécia numa partida que valia milhões (muitos milhões) e prestígio europeu. E a verdade seja dita que Sérgio Conceição apostou forte e ganhou não só um chorudo prémio monetário para o Futebol Clube do Porto como toda uma equipa alternativa. E que jeito irá fazer essa equipa alternativa para os tempos que se seguem que serão marcados por um calendário competitivo bem apertado.

As surpresas azuis e brancas hoje foram mais do que muitas. A boa qualidade de jogo da maioria dessas surpresas já é bem conhecida como é o caso do Guarda-redes Diogo Costa que tem sido paciente na gestão da sua ainda muito “jovem” carreira. Já Diogo Leite foi uma agradável e admirável surpresa uma vez que o atleta mostrou hoje que tem feito por melhorar bastante a sua prestação enquanto defesa central.

Já os restantes elementos do baralho de cartas de Sérgio Conceição… Bem. Mais do mesmo. Romário Baró parece não ter ainda encontrado o seu espaço no campo. Marko Grujic é uma incógnita não obstante a sua qualidade técnica. Toni Martinez deu um passo maior do que a suas pernas (jogar no Famalicão e na época seguinte jogar no FC Porto é “areia a mais para a camioneta do rapaz!). João Mário ainda tem muito que mostrar para se poder – na minha opinião – fazer um juízo concreto sobre o seu real valor. E Felipe Anderson… Bem estou cada vez mais convencido de que o brasileiro veio para a Invicta fazer uma espécie de ano sabático com direito a renumeração.

A juntar a tudo isto (às surpresas boas, assim, más e habituais), temos o facto que os Dragões venceram um jogo em casa de um adversário bem complicado. Hoje até se me atrevo a dizer que o Olympiacos de Pedro Martins não deu tanto que fazer como na partida do Dragão, mas não se pode dizer que os Azuis e Brancos tiveram uma partida fácil. Pelo contrário! Muitos foram os momentos (por mérito da equipa grega e por demérito da equipa portuguesa) em que o Olympiacos “encostou” a equipa portista à sua área. Contudo remates mal colocados e fadiga (muita fadiga) fizeram com que os ataques helénicos acabassem ou nas grandes defesas de Diogo Costa, nos cortes impecáveis da dupla Mbemba/Leite ou nas bancadas vazias do Estádio Georgios Karaiskakis.

Por isto, em suma, não se pode dizer que hoje foi uma daquelas grandes noites europeias onde o Futebol Clube do Porto mostrou a razão de ter o palmarés internacional que tem e de ser - “somente” – o clube português com mais vitórias na Liga dos Campeões. Foi uma vitória do q.b. onde valeu a pena Sérgio Conceição ter baralhado e voltado a dar as cartas do baralho que tem à sua disposição dado que ganhou (creio eu) mais alguns activos que lhe permitirão gerir o esforço da equipa num calendário muito exigente. Essa vitória mostrou também, mais uma vez, que o jogar com tracção atrás e em transições rápidas na UEFA Champions League é para o FC Porto o mesmo que peixe na água.

Com isso termina uma fase de grupos quase imaculada. Apenas uma derrota diante do Manchester City em Inglaterra e com uma arbitragem muita “caseira”. 5 vitórias. Golos marcados em todos os jogos (10 golos no total). E apenas 3 golos sofridos (todos eles em Inglaterra). Jogadores a serem trabalhados e evoluídos. Aumento do leque de opções válidas. Muitos milhões e prestígio internacional renovado e reforçado. Melhor impossível!

Agora para a fase seguinte venha o Diabo e escolha o Real Madrid CF…

Melhor em Campo: Otávio. O pequeno brasileiro foi um gigante em campo. Com a braçadeira de capitão, Otávio jogou, fez jogar, comandou a equipa em campo e ainda teve tempo e cabeça fria suficiente para marcar um golo de grande penalidade. Que grande jogo fez hoje Otávio!

Pior em Campo: Felipe Anderson. Confesso que desconfio sempre quando um jogador internacional vem por empréstimo de um clube inglês (ou outro qualquer) para o FC Porto. Se o moço fosse mesmo muito bom, o West Ham não o teria emprestado… Muito mal em campo Anderson. Muito mal mesmo.

Arbitragem: Felix Brych não é um “menino” nestas coisas dos jogos da Champions. O alemão é um dos melhores árbitros europeus da actualidade e hoje voltou a mostrar a razão de tal. Bem na decisão da grande penalidade e bem na expulsão de Rúben Semedo. Só mesmo o Sporting CP é que conseguiria arranjar razões de queixa sobre o trabalho do árbitro de Brych e seus assistentes.

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