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Cantinho Calvin & Hobbes (62)

por Pedro Silva, em 29.10.20

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publicado às 23:55


O inverno é tramado

por Pedro Silva, em 28.10.20

Crónica RS.jpg

Toda a gente conhece e pensa ter uma ideia do que está em jogo na Bielorrússia. Trata-se de um país governado à moda da antiga União Soviética com um Presidente que está no poder desde que a União Soviética colapsou e foi possível realizarem-se eleições livres neste país do Leste. Até aqui não há nada que não possa ser apelidado de verdadeiro porque, quer se goste ou não, é perfeitamente possível um Estado totalitário ter eleições e, desta forma, parecer “democrático à maneira ocidental” (não esquecer que existem muitos modelos de democracia e que esses variam de região para região do nosso globo).

Contudo há algo mais nesta patrocinada, coordenada, manipulada e interesseira contestação popular a Alexander Lukashenko.

Sim. Leu bem. Patrocinada, coordenada, manipulada e interesseira contestação popular por uma União Europeia que parece não ter aprendido absolutamente nada com a sua desastrosa intervenção numa Ucrânia que se encontra dividida em duas sabe lá por quantos anos mais. Para mais, a questão bielorrussa é muito mais profunda do que a longevidade de Lukashenko no poder. É, isso sim, antes uma questão de identidade nacional.

Não é por mero acaso que a bandeira da auto denominada “oposição” tem as cores branca e vermelha, cor que muitos bielorussos consideram ser a do seu país e não a actual vermelha e verde. Os apoiantes da “marioneta” Tikhanovskaya, a celebre professora a quem o “destino” nomeou de “defensora da liberdade” tal e qual como sucedeu com Yulia Tymoshenko a “menina perfeita” do Partido Popular Europeu da qual ninguém mais ouviu falar, são verdadeiramente movidos pelo simples facto de se considerarem os verdadeiros bielorrussos (se alguém souber o que isto é, que me diga).

E, em jeito de curiosidade, não deixa de ser estranho que somente ao fim de semana os “verdadeiros bielorussos” se lembrem de protestar contra o Governo de Alexander Lukashenko. Mas isso é somente um pormenor até porque é no facto de a União Europeia patrocinar e apoiar os “verdadeiros bielorussos” mas quando são os catalães e escoceses a fazer o mesmo que se vê o apoio dá lugar ao silêncio e o patrocínio nem vê-lo. E é neste ponto que o comum dos cidadãos europeus se apercebe do o quão ridícula é a diplomacia internacional de uma instituição que sonha um dia (muito distante espero eu) vir a ser um Estado Federado.

Mas o caricato não fica por aqui.

Essas coisas de querer impor respeito à Rússia de Putin com sanções e outras coisas tais é tema de conversa e de demonstrações de força por parte de Bruxelas durante a primavera/verão. Já no outono/inverno a história é outra… Com o aproximar do frio e da neve lá se vai a força da Europa ou não fosse a tal Rússia dona e senhora do gás que aquece os gabinetes dos burocratas de Bruxelas (e não só).

Já agora, alguém me pode explicar o que ganhamos nós, cidadãos europeus, com esta guerra “disfarçada” contra a Rússia? Que vantagem podemos retirar se um dia tivermos a NATO a apontar armas a Moscovo com tropas estacionadas mesmo junto à fronteira com o país de Putin?

Artigo publicado no site Repórter Sombra (27/10/2020)

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publicado às 17:19


Parabéns Sr. António Costa e Sr. Rui Rio

por Pedro Silva, em 27.10.20
Não pode, ou melhor, não devem existir cidadãos de 1.ª, 2.ª e até mesmo de 3.ª categoria.
 
A nova Lei que obriga a usar máscara na via pública sempre que o distanciamento social seja fisicamente impossível não pode, de forma alguma, patrocinar - e muitos menos criar - situações em que uma pessoa pelo facto de padecer de um problema de saúde deixe de ter acesso a um qualquer recinto ou de circular livremente na via pública ou transportes públicos.
 
Para mais, a forma atabalhoada e à pressa com que o nosso Legislador criou a dita normativa dá azo a que cidadãos com problemas de saúde grave que não possam utilizar uma máscara sejam marginalizados porque não tem a felicidade de ter um médico à sua disposição no imediato que passe a dita declaração que justifica perante (pasme-se!) outros cidadãos que não podem utilizar a máscara porque esta coloca em risco a sua saúde.
 
A dita Lei ainda não entrou em vigor. Tal só irá ocorrer amanhã, Quarta-feira (28 de Outubro de 2020) mas a "polícia da máscara e dos bons costumes", ao estilo Santa Inquisição da Idade Média já começou o seu trabalho de marginalização de quem, pelos vistos, escolheu ter uma doença grave.
 
Isso é Portugal em pleno Século XXI.
 
Parabéns Sr. António Costa e Sr. Rui Rio. Nem André Ventura teria feito melhor.

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p.s. Coisas existem pela sua gravidade que são bem mais importantes do que o futebol. Adoro o Futebol Clube do Porto da mesma forma que adoro opinar sobre futebol, mas nos tempos que correm fazem - mesmo! - falta gente com Alma pensante.

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publicado às 20:02


Momento Mafalda (235)

por Pedro Silva, em 26.10.20

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publicado às 21:42


Bom senso

por Pedro Silva, em 25.10.20

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Ponto prévio, não sou contra nem a favor do uso de máscaras na via pública quer seja possível, ou não, o distanciamento social a que essa pandemia nos obriga. Sou, isto sim, inteiramente a favor que em tempos de crise profunda, de falência das lideranças e de tremenda e preocupante descoordenação dos nossos governantes impere algo tão simples e precioso como o bom senso.

Isto para aqui dizer que na minha opinião não me parece razoável esse futuro e muito desejado obrigar à força o cidadão comum a ter de usar a máscara na via pública sempre que o distanciamento social não seja possível. Prefiro, de longe, a sensibilização, a fiscalização e prevenção. Isso porquê:

1 – Cidadãs e cidadãos existem que padecem de doenças ou problemas de saúde ou realizam trabalhos que os impedem de usar a máscara. A recente Lei aprovada na Assembleia da República permite a essas pessoas solicitar uma declaração médica que justifique o não uso da máscara nas circunstâncias já aqui referidas, mas ou essas mesmas pessoas tem capacidade financeira para poderem ser acompanhadas no privado ou então vão estar meses à espera que o seu médico as possa atender tal a balbúrdia que vai nos Hospitais e Centros de Saúde por causa da histeria patrocinada pela nossa Comunicação Social e Governo de António Costa em torno da problemática da Covid-19;

2 – Está demonstrado por a+b que a disseminação da doença se dá, essencialmente, em espaços onde existam multidões. Então porque razão se permitiu a entrada de público no Grande Prémio de Fórmula 1 que se realizou no Algarve esse Domingo? Público este que não respeitou o devido distanciamento social mas que se encontrava munido da máscara. O mesmo tipo de lógica aplico a eventos culturais, desportivos e religiosos;

3 – A obrigação da utilização da máscara vai criar na maior parte das pessoas uma falsa sensação de segurança. O facto de cumprir a Lei mas não fazer o resto (distanciamento social. higiene e etiqueta respiratória) vai redundar no mesmo e o problema da Covid em vez de diminuir, aumenta;

4 – Ausência total e fatal de liderança dos nossos governantes e Direcção Geral de Saúde (DGS). Porque razão António Costa e o seu Executivo não prepararam com tempo um plano estratégico nacional (de Norte a Sul) para que todos os Hospitais e Centros de Saúde estivessem preparados para o que estamos a passar reforçando, desde logo, pessoal qualificado/não qualificado, material e espaço para se poder responder, da melhor maneira possível, ás solicitações dos doentes Covid e não Covid? Esse ponto devia dar que pensar;

5 – Custa-me entender que depois do sucedido em vários Lares e que está a suceder em várias Escolas, Faculdades, demais estabelecimentos de ensino, locais de trabalho, transportes públicos, etc. ainda não surgiu ninguém no Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social (e outros Ministérios) e, inclusive, Assembleia da República que tenha tido a capacidade de perceber que é fundamental fiscalizar, fiscalizar, fiscalizar e fiscalizar previamente mesmo que para tal se tenha de reforçar Recursos Humanos e meios e, por último;

6 – Custa-me a crer que o comum dos cidadãos saiba utilizar a máscara correctamente de forma a não prejudicar a sua saúde. As máscaras cirúrgicas (as mais solicitadas) têm um curto prazo de validade e não devem ser utilizadas das 9H às 19H sob pena de provocarem patologias como tonturas, alergias, complicações oculares, etc. Claro que quem for profissional de saúde sabe o que deve fazer para além de que sabe também que para se proteger eficazmente da Covid necessita de algo mais do que uma máscara no rosto.

Em suma. Não vou aqui alimentar discussões e muito menos entrar nas vulgares conversas que por norma acabam sempre no insulto gratuito.

Não sou, nem quero ser, o Dono da Razão.

Apenas quis deixar aqui a minha opinião e, sobretudo, apelar ao bom senso de todos nós e pedir a quem nos governa que assuma de vez as suas responsabilidades e procure, de facto, buscar soluções para o problema em vez de recorrer ao extremismo que nada mais transparece senão uma total descoordenação que assusta e abre caminho a aventureiros do estilo André Ventura.

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publicado às 22:28

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