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Momento Mafalda (144)

por Pedro Silva, em 20.06.17

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publicado às 12:23


“Caprichos da Natureza”

por Pedro Silva, em 19.06.17

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Parece sina, mas todos os anos a história se repete com os resultados do costume, as lamentações habituais e as boas intenções das quais está o inferno cheio. Hoje foi Pedrógão Grande, no passado foi quase toda a ilha da Madeira, no ano anterior foi uma qualquer outra terriola portuguesa e por aí adiante. Quem está no terreno e sofre com os incêndios brutais que parecem ter vindo para ficar é que sabe é que sabe o que isto é na verdade. Tudo o resto chora no momento, mas rapidamente se esquece do sucedido porque a moda do “je suis” isto e aquilo é uma moda que também veio para ficar.

 

Quem quiser que esteja á vontade para me corrigir, mas a manutenção da estrada onde aconteceu a maior tragédia de Pedrógão Grande é da exclusiva competência da autarquia local. Ora ainda ontem estava a seguir um serviço noticioso onde o Presidente da dita autarquia dizia que o sucedido se deveu aos caprichos da natureza. Pois, é também um capricho da natureza o mato crescer sem rei nem roque pelas bordas da dita estrada, rodeando a sinalização e tudo o mais. Um “capricho da natureza” que está presente em todas as estradas municipais, estradas complementares, ruas e outras tais do nosso Portugal. Sinal de que cá pelo nosso pequeno burgo a natureza é algo caprichosa.

 

Obviamente que não estou aqui a procurar desresponsabilizar o particular que tem o sue terreno e não limpa as matas tal como manda a Lei. A estes também cabe uma grande fatia da (ir)responsabilidade pelo sucedido em Pedrógão Grande e outros tais, mas quem é que tem o dever de fiscalizar tal e não o faz porque é um tudo ou nada dispendioso? Pois, lá voltamos nós ao tal de “capricho da natureza”. È aquilo que o Povo chama de “pescadinha de rabo na boca” dado que quem tem o dever de fiscalizar não fiscaliza nem invoca o interesse público para fazer aquilo que quem tem de fazer não o faz.

 

E claro que aos “caprichos da natureza” se deve juntar uma famosa Lei aprovada há não muito tempo pela maioria PSD/CDS que transformou o litoral português (e não só) num tremendo barril de pólvora. Refiro-me, ora pois, à famosa Lei do Eucalipto que abriu caminho á plantação industrial de uma ´+arvore que é o combustível perfeito para gerar i9ncêndiso de grandes proporções. E tudo isto porque a ortodoxia econômica de Pedro Passos Coelho, Assunção Cristas e da Europa do pensamento único entende que á frente de qualquer população está o grande capital. Como se porventura o crescimento desbravado da indústria corticeira tivesse ajudado a retirar Portugal do procedimento por défice excessivo durante o Governo de Pedro Passos Coelho & cambada de incompetentes S.A.

 

Artigo publicado no site Repórter Sombra (19/06/2017)

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publicado às 12:17


Lá voltamos às contas

por Pedro Silva, em 18.06.17

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imagem retirada de zerozero

 

Parece gozo mas não é. Portugal tem mesmo o sádico prazer de andar sempre com a calculadora na mão no que a estas coisas do futebol diz respeito. A nossa Selecção sabia (ou pelo menos deveria saber) que a selecção do México é muito forte no ataque e algo mediano na defesa, mas mesmo assim a nossa equipa entrou em campo algo apática e em muitos momentos da primeira parte pareceu estar perdida em campo e, inclusive, deu-se mal com a pressão que os mexicanos iam fazendo no meio campo.

 

Obviamente que o facto de os habituais “pastéis de nata” de nome William Carvalho e André Gomes contribuíram, e muito, para o estado de coisas na primeira parte mas não foram os únicos a “ficar mal na fotografia”. A dupla de centrais lusa que no último Europeu deu muito boa conta de si não esteve lá muito bem na partida de hoje. Os dois golos sofridos são disto um bom exemplo. Tivessem Pepe e Fonte feito o seu trabalho como deve ser e pelo menos o último golo dos mexicanos não teria entrado… Tanto Fonte como Pepe tinham a obrigação de saber que o México é muito forte nos lances pelo ar.

 

Fernando Santos também não esteve nos seus dias. Por perceber fica a razão pela qual André Silva foi relegado para o banco em detrimento de Nani. Ainda se Nani tivesse tudo uma boa época no Valência… E que ideia foi aquela de retirar Quaresma do campo quando este poderia ter sido deveras importante na fixação dos rapidíssimos defesas laterais mexicanos? A única alteração em que Fernando Santos me pareceu ter estado bem foi na entrada de Adrien para o lugar de um fatigado João Moutinho. Em tudo o resto foi de uma nulidade sem sentido.

 

É verdade que Portugal melhorou muito na segunda parte (William começou - finalmente – a vir buscar bola à defesa e a apoiar os seus colegas da linha defensiva) e que impôs, com alguma dificuldade, o seu futebol perante um México sempre muito combativo e com um Guarda-redes inspirado, mas tivesse o onze luso feito o seu trabalho e não estaríamos agora a dizer que é fundamental vencer a Rússia para não se chegar à última jornada com o raio da calculadora numa mão e com o Terço na outra.

 

MVP (Most Valuable Player): Cristiano Ronaldo. Jogou e fez jogar. Marcou presença nos dois golos de Portugal e foi de todos os jogadores lusos aquele que pareceu sempre muito mais interessado em “dar o litro” pela nossa Selecção. Merecia uma vitória por tudo o que fez em campo mas, infelizmente, tal não foi possível. Que regresse – mais uma vez - em grande diante da Rússia!  

 

Chave do Jogo: Inexistente. Em momento alguma algumas das equipas foi capaz de criar um lance que colocasse um ponto final na partida a seu favor.

 

Arbitragem: Para quem diz que o vídeo árbitro é a oitava maravilha do Mundo ficou hoje demonstrado (mais uma vez) que tal não passa de uma tremenda treta facciosa! É incrível que os golos portugueses tenham suscitado sempre dúvidas ao árbitro. Já os golos dos mexicanos eram invariavelmente “claros como água”. Por explicar está a anulação do primeiro golo português… Obra do fabuloso vídeo árbitro! Tirando isto posso dizer que Néstor Pitana levou a cabo uma arbitragem razoável se bem que aqui e acolá tolerou o jogo violento dos mexicanos.

 

Positivo: Ricardo Quaresma O melhor em campo depois de Cristiano Ronaldo. Jogou, lutou e marcou um golo. Poderia ter marcado outro ainda na primeira parte mas a sorte não quis nada com ele. A manter Quaresma!

 

Negativo: André Gomes e William Carvalho (mais uma vez). A dupla “pastel de nata” do meio campo de Portugal. André Gomes mostrou – mais uma vez – porque é tão mal amado em Barcelona e William justificou a razão pela qual o Sporting CP teve a época que teve.

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publicado às 19:22


Lego Batman: O Filme

por Pedro Silva, em 17.06.17

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Animação,AcçãoAventura - (2017) "The Lego Batman Movie"

Realizador: Chris McKay

Elenco: Will Arnett, Michael Cera, Rosario Dawson, Ralph Fiennes

 

Sinopse:  No spin-off de Uma Aventura Lego, Batman (Will Arnett) descobre que adotou acidentalmente um garoto órfão. Ele se torna ninguém menos que seu ajudante Robin (Michael Cera). A dupla formada pelo arrogante Homem-Morcego e o seu empolgado ajudante deve combater o crime e prender o Coringa (Zach Galifianakis).

 

Critica: Começo por dizer que filmes de animação da LEGO não desiludem. Não pelo grafismo apresentado (este já não surpreende), mas sim pelos argumentos extraordinários que fazem destes filmes algo de único. Lego Batman: O Filme é somente mais um bom exemplo disto mesmo.

 

Chris McKay não quis fugir á tradição e procurou um argumento para este seu Lego Batman: O Filme que fizesse jus ao seu antecessor. E conseguiu realizar tal tarefa com mérito e um brio execpcional pior este filme tem um argumento fantástico. O argumento de Lego Batman: O Filme tem um pouco de tudo apesar de ser, basicamente, uma paródia bastante divertida sobre o Batman. É impossível não se chegar ao fim com a sensação de que o nosso tempo foi muito bem empregue. Quem dera a muitas produções milionárias ter o argumento cativante deste “pequeno” filme de animação.

 

Já no resto Lego Batman: O Filme não encanta. È verdade que o seu grafismo sofreu um pequeno upgrade relativamente ao seu antecessor, mas para o espectador mais atento vai ser possível detectar aqui e acolá um ou outro erro. Contudo a adaptação do Mundo LEGO à sétima arte está no bom caminho. Só espero que com o tempo não se lembrem de retirar esta mesma adaptação do bom caminho que tem vindo a seguir no que ao grafismo diz respeito.

 

Quanto ao elenco, nada a dizer. Fizeram aquilo que lhes competia e ponto.

 

Em suma; Lego Batman: O Filme do Realizador Chris McKayte tem a minha recomendação. Vejam a divirtam-se pois o filme vala mesmo a pena!

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publicado às 23:20


Caixa de Música: Express Yourself

por Pedro Silva, em 16.06.17

 

Banda: Madonna

Álbum: Like a Prayer

Ano: 1989

LetraExpress Yourself

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publicado às 23:23



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