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A vantagem de se ser realista

por Pedro Silva, em 25.06.16

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imagem de zerozero

 

Portugal despertou (finalmente) para a realidade e percebeu que tem de entrar em campo desta forma. Para tal foi “somente” preciso um adversário mais forte que obrigou a que Fernando Santos percebesse que o lateral direito da equipa tem – e deve ser sempre – o Cédric e que no meio campo Adrien Silva deve ser titular enquanto João Moutinho não conseguir recuperar a sua boa forma. É verdade que com Adrien no “miolo” da turma das Quinas Portugal perde alguma qualidade de passe mas em contrapartida ganha força – muita força - e inteligência. Que o diga Luka Modric que hoje não conseguiu explanar, na sua plenitude, o seu fabuloso futebol.

 

Uma palavra para a grande exibição de Pepe (o melhor em campo sem sombra de qualquer dívida) e de Raphael Guerreiro. E já agora queria também deixar aqui uma enorme nota de agradecimento a Cristiano Ronaldo que não se deixou levar pela “palermice” que o tem atacado nos últimos tempos ao ter mostrado hoje – mais uma vez - os seus dotes de verdadeiro comandante dado que foi por sua indicação que o golo de Quaresma se tornou realidade.

 

De resto a equipa de Todos Nós fez o jogo que tem andado a preparar desde que garantiu o apuramento para o EURO 2016. Uma forma cínica e arriscada de estar no futebol é verdade, mas quando se chega à fase a eliminar o mais importante é vencer nem que seja por “meio a zero”. Se há quem venha agora queixar-se de que Portugal não jogou nada tem boa solução: Teatro nacional São João e comprar bilhetes para a Ópera.

 

É o que dá ser realista até porque quem não tem cão caça com gato e foi o que Portugal fez ante a Croácia - se os Lusos tivessem entrado em campo de peito feito de certeza que estaríamos aqui a dissecar mais uma daquelas vitórias morais que os nossos velhos do restelo tanto gostam.

 

Apesar de tudo existem aspectos que convêm limar o quanto antes. Fernando Santos acertou na generalidade das substituições que fez neste jogo - coisa rara neste EURO - mas eu não teria colocado o Renato tão cedo no jogo dado que este entrou bem mas rapidamente mostrou (mais uma vez) não ter “estofo” para jogos deste calibre tantos que foram os passes falhados e as faltas desnecessárias. Rui Patrício continua a ser aquele desastre em certas bolas cruzadas para a área. Nani não aguenta mais do que uma parte de jogo, como tal de nada serve andar a insistir no moço mesmo que se o coloque na sua posição preferida (extremo direito). E, por último, é sempre bom saber trocar a bola com velocidade entre os jogadores mas há que haver progressão no campo senão dá-se sempre tempo a que os defesas adversários se voltem a posicionar no campo.

 

Em suma; gosto muito mais deste Portugal realista do que aquele que se “armou” em grande na fase de grupos. Venham os Polacos!

 

Chave do Jogo: Minuto 116'. È nesta altura que Ivan Perisic atira uma bola ao ferro da baliza portuguesa. Este falhanço retirou muita da confiança dos Croatas que perderam, por completo, a concentração e logo a seguir sofreram o golo vitorioso dos lusos.

 

Positivo. Pepe. Enorme jogo este que o central do Real Madrid CF levou a cabo. Uma autêntica “parede” que ajudou a manter inviolada a baliza de Patrício. A repetir Pepe!

 

Negativo. Renato Sanches. Tem de melhorar no timing de passe. Repito o que já aqui disse: os jogos do EURO 2016 não são iguais aos do campeonato português. 

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publicado às 23:59


O meu Animé (CXLVI)

por Pedro Silva, em 24.06.16

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Caesar Clown - One Piece

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publicado às 23:32


Hora Garfield (43)

por Pedro Silva, em 23.06.16

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publicado às 17:31


Trapalhada. Muita trapalhada…

por Pedro Silva, em 22.06.16

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imagem de zerozero

 

Portugal carimbou hoje o passaporte para os oitavos-de-final do EURO 2016 mas não está livre de críticas. Muito pelo contrário! Esta partida diante da Hungria mostrou-nos que Portugal é uma Selecção completamente perdida em campo quando a pressão é mais do que muita.

 

A equipa das Quinas entrou em campo decidida a dominar o jogo. O problema é que não demonstrou – nunca – como o queria fazer com a eficácia que se exige a um assumido candidato à vitória final. Já a Hungria mostrou que tinha a lição bem estudada. Na primeira parte a nossa Selecção entrou no jogo lenta e previsível. Atacava sempre pelas alas cruzando bolas para a área húngara onde os defensores magiares “lhes chamavam um figo”. Para mais é raro (mesmo muito raro) ver um jogador português com a bola na sua posse por mais do que alguns segundos dado que parecia que a boal tinha “picos” (aí está a incapacidade lusa de lidar com a pressão). João Moutinho. De quem se esperava lucidez e serenidade nas transições defesa/ataque simplesmente hoje não entrou em campo e fez uma péssima exibição depois de ter estado em bom plano diante da Áustria. Não era para admira5r que a Hungria tivesse entrado a ganhar no jogo…

 

O que se viu a seguir foi um autêntico “atira a bola ao muro” húngaro a ver no que aquilo ia dar. Felizmente deu no golo de Nani. Empate e serenidade. Pois sim! O nervosismo manteve-se e tal reflectiu-se no jogo da equipa de Todos Nós, jogo este que era cada vez mais à base do repelão e da jogada individual. Não me lembro de ver tanto passe para trás e para os lados da parte de uma equipa que dizia querer ganhar o jogo e conquistar o primeiro lugar do grupo.

 

Repito o que já venho aqui dizendo: se João Moutinho não está no seu melhor momento porque não apostar em Adríen Silva? Fernando Santos percebeu isto ao intervalo mas resolveu colocar o “Sr. 30 e não sei quantos milhões”… Resultado? Uma falta estúpida provocada pelo dito perto da grande área portuguesa, barreira mal colocada e Rui Patrício mal posicionado (o habitual diga-se de passagem): golo dos húngaros! Desde quando é que o Renato é um construtor de jogo? E já agora, desde quando é que Renato Sanches tem “estaleca” suficiente para entrar em campo e serenar a equipa para se “virar” um jogo que estava complicado? É que no Europeu não existe por lá um União da Madeira e outros do mesmo calibre.

 

Felizmente para todos nós Cristiano sentiu (mais do que todos os outros) este golo disparatado e resolveu “abrir o livro”. O Seleccionador – talvez orientado por uma qualquer luz divina - achou por bem fazer entrar Ricardo Quaresma para o lugar de André Gomes e colocar João Mário na posição onde ele rende a 100% (atrás dos avançados). Portugal continuou a jogar na base do repelão mas lá conseguiu “meter medo” aos húngaros e até poderia ter vencido a partida caso Fernando Santos tivesse tido mais uma ajuda da tal luz divina e tivesse feito entrar Danilo Pereira a tempo e horas de ajudar uma defesa lusitana que sempre que tinha de defender recuava quase até à baliza de Patrício. Como é óbvio a equipa do leste europeu colocou-se novamente em vantagem através de um golo ridículo, mas Cristiano Ronaldo lá voltou a fazer das suas com a ajuda de Quaresma & Companhia.

 

Em suma; Portugal empatou a três bolas e apurou-se para a fase seguinte. A Islândia derrotou a Áustria e desta forma evitamos os “Tubarões” que vão agora eliminar-se uns aos outros. Portugal tem o caminho quase aberto até à Final. Agora a pergunta é esta: É a jogar assim que vamos eliminar a Croácia e quem vier a seguir?

 

Chave do Jogo: Minuto 81, altura em que Danilo Pereira entra em campo para fazer “parelha” com William Carvalho no meio campo luso. A partir deste momento Portugal conseguiu gerir melhor o jogo se bem que ainda teve um tremendo “susto” quase na recta final do encontro.

 

Positivo: Cristiano Ronaldo. Apareceu finalmente quando tudo estava a correr mal a Portugal. A ele se deve o milagroso apuramento de Portugal para a fase seguinte do EURO 2016.

 

Negativo: Fernando Santos. Preparação débil (muito débil) de um jogo onde dizia conhecer bem o adversário e muita lentidão nas substituições.

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publicado às 23:55


Momento Mafalda (92)

por Pedro Silva, em 21.06.16

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publicado às 22:33



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