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Fim da linha

por Pedro Silva, em 06.01.16

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imagem de zerozero

 

Não marquei presença no Estádio do Dragão como habitualmente, As razões são as mesmas de sempre: hora tardia do jogo e dia da semana. Segui, portanto, o FC Porto 1 x Rio Ave FC 1 via rádio (com algumas interferências pois tanto Benfica como Sporting estavam também a jogar) e o que fui ouvindo acabou por confirmar aquilo que mais temia: chegou o fim da linha para o Futebol Clube do Porto de Julen Lopetegui.

 

E não digo tal porque os Dragões estão, agora, a quatro pontos de um Sporting Clube de Portugal cada vez mais moralizado, mas sim porque começa a ser notório um claro divórcio entre Lopetegui e o Plantel. Diria até mais, neste momento o Treinador do FC Porto é ainda Julen porque não há nenhuma alternativa credível no mercado, os Azuis e Brancos estão ainda a disputar a Taça de Portugal e há uma Liga Europa para se tentar ir o mais longe possível.

 

È triste, muito triste que tudo isto tenah chegado ao ponto que chegou. Obviamente que a culpa não é somente do Treinador, mas a maior quota-parte deve-lhe ser imputada pois Lopetegui quis sempre fazer omeletes sem ovos. Ou seja, Julen insiste e insiste num sistema de posse que precisa de tempo, jogadores e dinheiro para poder funcionar.  Reparem que já nem o FC Barcelona de Luís Enrique acredita no sistema de posse absoluta porque já não tem plantel para isto.

 

Efectivamente o pecado capital do Futebol Clube do Porto nestas duas temporadas foi o de querer ser igual ao Barcelona. Mas uma coisa é o Futebol Clube do Porto e outra, nuito diferente, é o Futebol Clube Barcelona… Um pecisa de vender Jogadores toads as époacs e o outro não. E podem dar os poderes todos do mundo ao Treinador que ele nunca conseguirá montar um FC Porto à moda do Barça de Guardiola.

 

A Liga NOS época 2015/16 está praticamente perdida e os Dragões só podem acusar-se a eles próprios.

 

Quanto ao que sucedeu no empate caseiro com os Vila-condenses, pelo que fui ouvindo, foi mais do mesmo. Um Porto apático, amorfo, sem ideias, sem capacidade para “matar o jogo”. Basicamente o mesmo de sempre. A agravante é que agora me parece os Jogadores perderam toda a confiança que tinham em Julen. E a forma como este tenta dar a volta a um mau resultado não ajuda nada dado que acaba, invariavelmente, por “queimar” jogadores minando-lhes por completo a confiança.

 

Em suma cabe agora à Direcção do Futebol Clube do Porto ponderar o que fazer a seguir. Mude-se ou não de Treinador o Campeonato está irremediavelmente perdido. Há é que ter consciência de que não existem soluções mágicas que mudem tudo da manhã para a noite.

 

Uma última palavra para os adeptos. Estes têm servido de arma de arremesso pela SAD Azul e Branca, e alguns Portistas, para justificar o futebol descaracterizado e demasiado mecanizado que os Portistas apresentam em quase todos os jogos, mas a verdade é que os assobios só surgiram no final do jogo com o Rio Ave. Até lá, mesmo empatados e com o relógio a avançar, os adeptos Portistas apoiaram a equipa… Por isto os cavalheiros ad SAD, e seus acólitos apoiantes, que se deixem de tretas e assumam o erro!

Chave do Jogo: Aos 33` da partida o Rio Ave chega ao golo do empate pro intermédio de João Novais. A partir daí a equipa Portista não se encontrou nunca mais e a boa organização dos “Caxineiros” tomou conta do jogo fazendo com que o resultado final fosse o desejado pelos comandados de Pedro Martins.

 

Positivo: A paciência dos adeptos Portistas. Antes do jogo arrancar foi pedido ao adepto Azul e Branco muita paciência e crença na equipa e este correspondeu até ao limite.

 

Negativo: Julen Lopetegui mais uma vez. Mal a decidir, teimoso, e, sobretudo, “meteu muita água” antes, durante e depois do jogo

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publicado às 23:55


Momento Mafalda (68)

por Pedro Silva, em 05.01.16

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publicado às 23:52


Bater (definitivamente?) com as Portas

por Pedro Silva, em 04.01.16

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1 – Começo pelo facto político que marcou a última semana de 2015- Paulo Portas anunciou a sua retirada da liderança do CDS e terá, inclusive, dado a perceber que deixará o seu lugar de Deputado na Assembleia da República.

 

Portanto, em suma, Paulo Portas bateu com as portas. Mas será que bateu mesmo? É que já são inúmeras as vezes em que este bate a porta com força (por vezes até com um estrondo tal que o Governo cai) e depois volta a abrir a dita porta com uma velocidade e vontade impressionante. Com Portas nunca se sabe verdadeiramente se a porta está verdadeiramente fechada, mas como o Paulo não falou em linhas vermelhas é porque desta vez a sua milésima retirada da vida política nacional é mesmo irrevogável.

 

2 – Partindo então do pressuposto de que Paulo Portas estará, em meados de Abril de 2016, a passear num dos seus Jaguares pelas terras de Portugal de chapéu de palha na cabeça e camisa branca posso dizer, com alguma relutância, finalmente.

 

Sim. Finalmente o raio da Direitola chegou ao seu fim. Foram precisos quatro longos anos em que Portugal foi sendo destruído aos poucos por um conjunto de marretas neo liberais que passavam a ideia de que tudo podiam e nada deviam para que a nossa política voltasse a ser saudável e, sobretudo, mais moderada e racional.

 

3 - Na sua última comunicação ao País como Presidente da República Cavaco Silva disse estarmos a viver tempos de incerteza.

 

Mas que tempos de incerteza? Os que se vivem dentro da sua família política que se encontra completamente desmembrada? Ou será que cavaco Silva se estava a referir aos tempos de crise que se vão viver no PSD dado que António Costa e PS vão mesmo cumprir os quatros anos da sua legislatura?

 

Efectivamente só Cavaco Silva saberá o que quis dizer com tal frase, contudo repito o que já tinha dito anteriormente: Nunca a nossa Democracia esteve tão bem pois isto de se ter um Governo de apoio parlamentar obriga a que se promova a cultura do diálogo em detrimento do eu quero, posso e mando de que Cavaco Silva tanto gosta.

 

4 – Já que aqui falei no Presidente da República eis que aproveito a ocasião para observar um pouco o que tem sucedido na campanha eleitoral das próximas presidenciais.

 

E sobre a tal campanha apenas me apraz dizer o seguinte: Para quando Políticos que se preocupem somente em expor as suas propostas e predispostos a debater as suas ideias na Praça Pública?

 

É que os primeiros tempos da campanha eleitoral têm sido marcados por ataques ferozes entre candidatos. E se a coisa se ficasse pelo Sr./Sra. x ou y disse uma coisa durante um determinado período de tempo e agora diz outra que lhe seja mais conveniente eu ainda era como o outro, mas o que mais tenho visto, lido e ouvido são ataques à personalidade de determinado candidato.

 

Meus Senhores e minhas Senhoras mostrem que são verdadeiramente dignos de serem candidatos a ocupar o mais alto cargo da nossa 3.ª República! E sobretudo mostrem que tem perfeito conhecimento dos poderes de um Presidente da República Portuguesa. Já nos bastou um Cavaco Silva!

 

5 – Entretanto lá por fora está tudo na mesma como a lesma. Esta é a imagem que a nossa Comunicação Social tem passado. A imagem de uma Europa que está-se marimbando para a crise na Ucrânia que sofreu novos desenvolvimentos com os recentes embargos de produtos levados a cabo pela Rússia e Ucrânia num aguerria que no terreno não dá sinais de ter um fim á vista.

 

E quanto ao Médio Oriente vai ser engraçado ver que posição vão os Países da União Europeia tomar agora que Arábia Saudita e Irão extremaram posições devido ao último incidente internacional.

 

Já quanto à questão Síria apenas me apraz dizer o seguinte: Tanta festa com o recuo o Daesh em território Iraquiano… E na Síria como está a coisa? É que os malucos do Daesh têm no território Sírio a maior parte da sua logística.

 

Artigo publicado no Repórter Siombra

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publicado às 22:19


The Hateful Eight

por Pedro Silva, em 03.01.16

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ComédiaDramaMistério (2015) – “The Hateful Eight”

Realizador: Quentin Tarantino

Elenco:  Samuel L. Jackson, Kurt Russell, Kurt Russell

 

Sinopse: Inspirado nos clássicos do gênero Sete Homens e um Destino (1960) e Os Doze Condenados (1967), o faroeste traz a história de uma diligência contendo vários passageiros, que são impedidos de continuar viagem por causa de uma nevasca. Logo, eles são vítimas de um ataque de caçadores de recompensas e outros criminosos.

 

Critica: Na Vida existem duas coisas inevitabilidades. Uma é que da morte ninguém escapa e a outra é que um filme de Quentin Tarantino é sempre um filme de excelência. Este The Hateful Eight é somente a confirmação (como se fosse preciso) do que escrevi atrás.

 

Tarantino é um génio do cinema que Hollywood resolveu desprezar por inveja. Os “donos do cinema” preferem uma nova geração de Realizadores que nem um filma decente sabem realizar a dar valor a um veterano que quando se retirar do mundo do cinema irá deixar a> Sétima Arte órfã para todo o sempre.

 

The Hateful Eight regressa aos bons tempos de Tarantino. Um filme contado por episódios onde o interesse no sucedido vai subindo gradualmente até atingir o seu pico máximo no final da história que Quentin nos conta com uma destreza e mestria impressionante. Ver este The Hateful Eight é como ir a um Restaurante Michelin.

 

Em termos de argumento esta produção de Tarantino está simplesmente genial. Como já aqui disse, a história desenrola-se calmamente e nenhum pormenor fica de fora. Tudo é apresentado no seu devido tempo e local. Uma excelente forma esta de fazer cinema! A história é complexa mas muito, mesmo muito, interessante e a forma como termina é do melhor que já vi em cinema.

 

Qyuanto ao elenco tenho de dizer que é do melhor que já vi. Quentin Tarantino é conhecido por trabalhar com os melhores e por exigir destes somente o melhor e nada mais. O resultado é um punhado de interpretações que fazem corar quem já venceu a tal de “estatueta de ouro”. Em suma todo o elenco tem um desempenho simplesmente perfeito.

 

Por últimos os cenários e banda sonora. O primeiro é escasso mas o tipo de história que nos é contada não precisa de variar muito em termos de cenário dado que o argumento e elenco fazem o favor de o tornar apetecível e muito apropriado para as circunstâncias. Quanto à banda sonora, esta está simplesmente divinal (assim como tudo o resto neste The Hateful Eight do Mestre Tarantino).

 

Em suma, trata-se de um filme que recomendo vivamente a que vejam.

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publicado às 23:55


Bater na mesma tecla só dá nisto Lopetegui

por Pedro Silva, em 02.01.16

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Imagem de zerozero

 

Ponto prévio, já vai sendo mais do que hora de a Liga Portuguesa de Futebol banir de vez as tochas nos Estádios de futebol. Precisei de esperar 15 minutos para poder ver o jogo como deve ser, tal era a fumarada que as Claques criaram por manifesta diversão. Nem quero imaginar a “ginástica” que o adepto que estava na bancada teve de fazer para poder ver o jogo (como se já não bastassem os normais condicionamentos de quem vai ao Estádio ver um jogo).

 

Quanto ao jogo propiamente dito penso que o título deste post diz tudo. Julen Lopetegui insiste e insiste na sua fórmula de futebol de posse, velocidade reduzida e de passes para trás e para os lados até se chegar à área adversária onde o génio individual de um (ou mais) Jogador resolve a contenda a favor do Dragão. Pelo meio temos os defeitos do costume:

 

- Falhas de marcação quando a equipa defende Homem a Homem;

 

- Perder a posse da bola após o adversário pressionar;

 

- Distância demasiado grande entre Jogadores e Linhas, facto que impossibilita o Futebol Clube do Porto de construir jogo;

 

- Fraco aproveitamento dos lances de bola parada tanto a nível ofensivo como defensivo;

 

- Insistência num modelo de jogo que obriga a que os Atletas recebam a bola SEMPRE” de costas para baliza, o que impossibilita a que os contra ataques/transições rápidas possam surgir desaproveitando, desta forma, momentos em que o adversário poderia ser apanhado em contra pé;

 

- A defesa tem SEMPRE (mas SEMPRE) de sair a jogar bastando ao adversário pressionar um bocadinho para que os defesas “inventem” e se crie ali uma situação de muito perigo;

 

- Lentidão de processos, especialmente nas transições defesa ataque quando o adversário “enche” o meio campo e;

 

- Discurso conformista e alienado de Lopetegui como se a derrota seja um mal menor que se resolverá por força do destino e graças do Senhor.

 

Concluindo; se eu - simples adepto - dou por todos estes problemas que dizer de um Treinador profissional com provas dadas de nome Jorge Jesus?

 

Em suma meus amigos e minhas amigas, Julen Lopetegui está há duas temporadas no comando técnico do Futebol Clube do Porto e ainda percebeu o que tem de fazer para estar ao nível dos pergaminhos do Clube. Contudo não existem soluções mágicas pelo que há que ir com este Treinador até ao fim do Campeonato ou até ao momento em que se perceber que o Basco perdeu o controlo e confiança do plantel.

 

Duas notas finais; após o jogo estar finalizado é muito fácil dizer-se que o André André deveria ter entrado de início (era evidente que o Sporting CP a jogar com um meio campo reforçado) mas quem trabalha com os jogadores a semana toda é o Treinador e ele é que sabia se o Português estava ou não em condições de dar o seu melhor nesta partida. Por isto não vamos por este caminho. Já criticarmos Lopetegui por tardar nas substituições e por ter “queimado” (mais uma vez) André Silva eu já sou como o outro e dou-vos toda a razão.

 

Chave do Jogo: Apareceu ao 65' da partida. Cruzamento de João Mário e Slimani cabeceia à barra. Na recarga, Bryan Ruiz remata de fora da área para a defesa de Casillas. A partir deste momento o Sporting Clube de Portugal tomou conta do jogo e o Futebol Clube do Porto nunca mais conseguiu assentar o seu jogo. A partir daí a derrota Azul e Branca acabou por ser uma naturalidade.

 

Positivo: Jesús Corona. O Mexicano foi o único Atleta dos Portistas que tentou “remar contra a maré” e dar o seu melhor. Na segunda parte acabou por “perder um pouco de gás” e não se deu mais por ele

 

Negativo: Julen Lopetegui. Teimoso, exageradamente teimoso o Treinador dos Dragões continua a insistir num modelo de jogo que impede que os seus Jogadores possam dar o seu melhor, para além de que voltou a estar mal nas substituições.

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publicado às 23:51



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