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Contrariando o conveniente esquecimento

por Pedro Silva, em 26.07.15

A União Europeia, cada vez menos democrática no topo e na base, forneceu a esta conjuntura um instrumento quer de unificação e ampliação de políticas, quer de controlo político sobre os recalcitrantes. O “europeísmo” ideológico, em refluxo de caução democrática nacional e sobrepondo-se, muito para além dos Tratados, aos parlamentos e à soberania, teve um papel fundamental em conseguir a subordinação dos socialistas a essa direita. Esta subjugação foi materializada, entre outras coisas, pelo Tratado Orçamental que lhes impõe uma visão da economia, da sociedade e do estado que historicamente nunca foi sua. A isto somou-se uma interpretação retrospectiva da história, encontrando um nexo causal que demoniza certas políticas e legitima outras. Viveu-se e vive-se um momento áureo de um historicismo vulgar associado à perda de memória acentuada no universo mediático e das redes sociais.

 

Com a proibição de qualquer veleidade keynesiana pelo Tratado, os socialistas perderam autonomia e sofreram derrotas sobre derrotas, mesmo quando “ganharam” como Hollande, porque entre uma imitação e a “real thing” os eleitores preferem a “realidade”. O preço desta quebra da “alternativa” foi a crise preocupante de representação nas democracias europeias, o crescimento da abstenção, o afastamento dos partidos no poder da população, e o crescimento à esquerda e à direita de partidos e movimentos anti-europeus e anti-sistema. Na “realidade” paga-se sempre o preço da realidade.

 

Em segundo lugar, existe uma enorme confusão entre a “realidade” do “fim da história” e o poder. Aquilo que os gregos encontraram à sua frente não foi o muro da “realidade”, foi o muro do poder. O poder no sentido weberiano, a possibilidade de alguém obrigar outrem a proceder contra a sua vontade. Uma das grandes aquisições da crise grega para a consciência europeia, foi a revelação às claras, sem ambiguidade, sem disfarces, da brutalidade do exercício de um poder. Nos nossos dias isto não é desejado pelos poderosos, que gostam de disfarçar o seu poder na discrição e no segredo, onde ele é sempre maior. Ao revelar o poder, enfraqueceu-o. Dos alemães aos parceiros menores como Passos Coelho, saber-se o que fizeram, saber-se o que impediram e vetaram, saber-se o que disseram, nas portas fechadas do Eurogrupo, e perceber-se que o resultado foi uma imposição punitiva de uma política em que ninguém acredita a um governo e a um povo, cria uma situação sem retorno.

 

Excertos de texto de opinião de Pacheco Pereira

 

Como agora tudo parece ter entrado num conveniente silêncio eis que volto a bater na tecla Grega e do actual estado a que a nossa pobre, muito pobre, Europa chegou. Nunca imaginei que após a 2.ª Grande Guerra/queda dos Regimes Fascistas a Direita extremista voltasse a marchar e a ter a força que tem hoje em dia. Hitler, Mussolini, Salazar e Franco devem andar às voltas nos seus túmulos…

GréciaEuro 999.jpg 

Um aparte, depois de ter visto isto pergunto-me se na Coligação não haverá quem necessite de consultar, e com carácter de urgência, um Psiquiatra e/ou Psicólogo. É que tanta alucinação e mentira são de uma gravidade tal que faz inveja a muitos dos doentes internados no Magalhães Lemos/Júlio de Matos!

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publicado às 21:17


Caixa de Música: Frantic

por Pedro Silva, em 25.07.15

 

Banda: Metallica

Álbum: St. Anger

Ano: 22 Setembro 2003

LetraFrantic

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publicado às 23:55


Aprender com os erros

por Pedro Silva, em 24.07.15

Efectivamente jogos a dias da semana são um sacrifício para mim, pois tenho quase invariavelmente de fazer uma “tremenda ginástica” para poder seguir a partida. Este jogo de preparação que os Dragões realizaram em Mönchengladbach  foi, por isto, seguido aos bocados e isto impede-me de poder tecer uma opinião segura sobre o que se passou, mas assim que soube que o FC Porto se encontrava a perder por duas boas a zero rapidamente me veio á cabeça o velho problema deste Dragão de Lopetegui: a posse pela posse. E pelo que o zerozero diz na sua edição online não andei muito longe da realidade, senão vejamos:

 

Circulação inconsequente da primeira parte, que se tornou inofensiva pela incapacidade de os homens da frente acelerarem o jogo e encontrarem espaços de rutura.

 

Nem é preciso dizer mais nada. Apenas acrescento que foi mais ou menos isto que fui vendo nos “recortes” do jogo que consegui ir assistindo. Já vai sendo hora de se acabar com isto e de se adoptar uma postura completamente diferente. Especialmente quando a equipa se apanha a perder.

 

Rematar mais vezes à baliza em vez de se ir em tabelas até se entrar pela baliza adversária adentro e melhorar a eficácia dos cruzamentos são aspectos que Julen Lopetegui deve aproveitar para melhorar no estágio. E é bom que o faça rapidamente pois já não falta muito para que a bola comece a rodar a sério.

 

Ainda sobre a questão da posse pela posse falta dizer que sou da opinião de que seguir este sistema à risca pode muitas vezes ser um tremendo perigo. Isto porque ou a máquina está bem oleada ou alguém faz asneira e está o caldo entornado, basicamente foi o que sucedeu neste Borussia Mönchengladbach 2 x FC Porto 1. È que cá pelo nosso campeonato existem muitas equipas que jogam desta maneira e não hesitarão em fazer o mesmo que os Alemães fizeram aos Portistas.

 

Quatro notas finais:

 

- Continua a faltar velocidade de execução a este FC Porto. Este assunto já deveria estar mais do que corrigido;

 

- Os defesas laterais tem de melhorar o seu desempenho nos cruzamentos e é bom que o falam com urgência pois esta é a melhor altura para se melhorar o que está mal;

 

- Pareceu-me que Brahimi joga muito melhor, e mais à vontade, na posição 10 (como distribuidor de jogo) do que como extremo. Para mais com o Argelino nesta posição acabam-se os estapafúrdios lançamentos longos dos centrais para os laterais que depois não sabem o que fazer com a bola quando alcançam a linha de fundo da equipa adversaria;

 

- Por último fico satisfeito por saber que Julen Lopetegui está a estudar várias alternativas ao tradicional 4x3x3. Só falta acabar com a posse pela posse e colocar na equipa maior velocidade de execução e o FC Porto fica pronto para enfrentar a nova Temporada.

imgS620I158836T20150724200433.jpg 

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publicado às 22:59


O Exterminador do Futuro: Gênesis

por Pedro Silva, em 23.07.15

Exterminador do Futuro 5.jpg 

AcçãoFicção Científica (2015) - "Terminator Genisys"

Realizador:  Alan Taylor

Elenco: Arnold Schwarzenegger, Emilia Clarke, Jason Clarke, Jai Courtney, Dayo Okeniyi, Byung-hun Lee, J. K. Simmons, Matt Smith

 

Sinopse: John Connor (Jason Clarke), líder da resistência humana, envia o Sargento Kyle Reese (Jai Courtney) de volta para 1984 para proteger Sarah Connor (Emilia Clarke) e salvaguardar o futuro, mas uma mudança inesperada nos acontecimentos cria uma linha do tempo fragmentada. Agora, o Sargento Reese encontra-se numa nova e desconhecida versão do passado, onde ele encontra aliados improváveis, incluindo o Guardião (Arnold Schwarzenegger), novos e perigosos inimigos e uma missão inesperada: redefinir o futuro.

 

Critica: “Eu realmente não posso dizer isso. Os três filmes de ‘O Exterminador do Futuro’ que eu participei são muito diferentes e cada um tinha sua própria personalidade… e histórias interessantes”, revelou.” Arnold Schwarzenegger sobre o filme O Exterminador do Futuro: Gênesis.

 

Como eu não tenho o dever de ser politicamente correcto como o Actor e Político Schwarzenegger vou ser, de4sde já, curto e grosso: uma porcaria! O Exterminador do Futuro: Gênesis do Realizador Alan Taylor é das coisinhas mais terríveis que já alguma vez vi. Então se o comparáramos aos seus antecessores este filme (se é que lhe podemos dar o privilégio de o apelidar de filme) é pior do que um desastre nuclear.

 

Há coisas que não devem ser remexidas. Ou melhor, se vamos remexer algo que marcou pela positiva, e por mais do que uma vez, a história do cinema devemos faze-lo com um cuidado extremo sob pena de se criar algo completamente desastroso e humilhante. Efectivamente foi isto que Alan Taylor fez: humilhou o Mundo do Cinema e a saga do Exterminador.

 

O Exterminador do Futuro: Gênesis não tem argumento algum. Ou melhor tem um argumento, um que foi e4klaborado recorrendo ao famoso formato do corta e cola. Dito de outra forma, esta desastrosa produção assenta em recortes de filmes anteriores da saga numa espécie de baralha tudo o mais que puderes e depois atira com tudo á balda para o grande ecrã e o cinéfilo que faça por o perceber. Péssima forma de trabalhar para não dizer preguiçosa e presunçosa.

 

O elenco é das poucas coisas que se aproveita deste filme. Nota-se um tremendo esforço da parte dos actores para que o desastre não seja ainda maior do que aquele que naturalmente é, mas não fazem milagres e os seus desempenhos não retiram o título de enorme falhanço a este O Exterminador do Futuro: Gênesis.

 

Também não percebo por que razão a acção se desenrola quase toda à noite. Não havia orçamento para uma filmagem à luz do dia ou será que o seu Realizador gosta mais de filmar à luz dos holofotes?

 

Em suma não recomendo este filme. Ou melhor, recomendo o dito a quem gostar de ver pancadaria, tiros e explosões sem nexo e história alguma.

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publicado às 17:51


O meu Animé (CII)

por Pedro Silva, em 22.07.15

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Donquixote Rosinante (Corazón) – One Piece

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publicado às 17:07



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