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Tinha de correr mal (II)

por Pedro Silva, em 03.01.17

imgS620I187220T20170103231613.jpg 

imagem retirada de zerozero

 

Resumo o meu comentário a este triste jogo a dois únicos pontos:

 

- Nuno Espírito Santo (NES) disse n o treino aberto do passado domingo - salvo erro - que há que lutar contra tudo e contra todos (penso ter sido mais ou menos isto aquilo que NES disse), mas quem aposta em Héctor Herrera e em André André num jogo onde só a vitória poderia não bastar para se passar à fase seguinte da dita prova denominada de “Taça da Liga” é pouco. Manifestamente pouco. Para mais isto de se andar uma primeira parte a passar a bola para trás e para os lados a um ritmo lento (a roçar o lentíssimo) na vã esperança de que Yacine Brahimi tivesse uma jogada de génio que resolvesse a contenda a favor do Futebol Clube do Porto é caricato (para não dizer ridículo) pois bastaria um lance de desconcentração da parte dos azuis e brancos para que o ultra defensivo Moreirense marcasse o seu golo. Golo que acabou por ser o da vitória da equipa cónega.

 

- Começa a ser demais a quantidade de jogos em que o Futebol Clube do Porto é prejudicado por chicos-espertos que tem o condão de poder apitar uma partida de futebol. Não terá sido somente (repito: não terá sido somente) por causa da cegueira selectiva de Luís Godinho e seus pares que os Dragões perderam em Moreira de Cônegos, mas há que ser justo e dizer que o amigo Luís fez aquele jeitinho aos comandados de Augusto Inácio que estiveram sempre mais interessados em fazer o impossível para que não se jogasse futebol. Como se não bastasse Luís amigalhaço Godinho teve ainda a ideia peregrina de expulsar Danilo Pereira. 2016 terminou com o cartão amarelo mais estapafúrdio de sempre. 2017 começa com o cartão vermelho mais estapafúrdio de sempre.

 

Agora que cada um retire as suas conclusões. Eu continuo a defender que a prestação do FC Porto nesta tal de “Taça” não interessa para nada, mas era escusado ter-se aumentado a pressão a que os azuis e brancos vão ser submetidos em Paços de Ferreira. Para além de que era sempre importante manter e melhorar a sempre importante “dinâmica de vitória”.

 

MVP (Most Valuable Player): Alex Telles. O defesa lateral esquerdo do FC Porto acabou por ser o menos mau da equipa portista. Alex esteve sempre bem a defender e a atacar e foi dos poucos (juntamente com Maxi) que procurou lutar contra o rumo dos acontecimentos.

 

Chave do Jogo: Surgiu no minuto 49´, altura em que Francisco Geraldes marca o único e decisivo golo da partida. A partir daí a equipa do Moreirense limitou-se a “levar a água ao seu moinho” gerindo tempo e esforço diante de uma equipa portista que (por culpa própria e do amigo Luís) nunca se encontrou.

 

Arbitragem: Luís Godinho e a sua equipa de arbitragem foram hoje tudo aquilo que uma equipa de arbitragem não pode ser em campo. Ficaram duas grandes penalidades por marcar a favor do Futebol Clube do Porto e ainda se está para se perceber a expulsão de Danilo Pereira. Para além disto pactuou com o anti jogo do Moreirense FC. Apesar de tudo ajuizou bem o lance que ditou a expulsão de Yacine Brahimi do FC Porto. Má arbitragem com influência directa no resultado final (mais uma).

 

Positivo: Inexistente.

 

Negativo: A apatia portista. É verdade que as arbitragens têm sido habilidosas e que há que “lutar contra tudo e contra todos”, mas cabe ao FC Porto mostrar em campo aquilo que diz aos seus adeptos. Coisa que hoje não fez (obviamente).

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publicado às 23:55


4 comentários

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De Anónimo a 04.01.2017 às 01:21

Compreendo mas não concordo totalmente, acho que há 1 certo exagero. A jogar mal ou bem o Porto podia e devia ir para o intervalo a vencer. O problema é mesmo esse, a eficácia é o melhor desbloqueador do mundo, e como tal não vou entrar nas discussões plano - tácticas. Agora (já que não bastasse a falta de eficácia) como sempre jogar contra duas equipas ao mesmo tempo é muito mais difícil. Esse ponto é muito importante, eu já o fariseu mais uma vez. A equipa técnica tem que se mentalizar a si próprio e aos jogadores que isto vai continuar acontecer, apesar do Porto estar mal como muitos exageradamente na imprensa matutina sulista fazem crer, dá impressão que mete medo a muita gente. Apelo à força dos adeptos que é neste momento que a equipa e jogadores precisam de carinho. Todos rumam a Paços de Ferreira para sentirem que não estão sós. Não cedo, não desisto, Porto sempre.
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De Pedro Reis a 04.01.2017 às 15:00

Após anos e anos a ganhar tudo e mais alguma coisa à custa dos árbitros, eu como portista até tinha vergonha de falar neles...
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De Anónimo a 04.01.2017 às 22:25

Ó Sr. Pedro Reis, é como os títulos europeus do Porto (maior parte deles depois da lei Bosman) também deve ter sido os árbitros. Já agora sabe em que circunstâncias nasceu o nome a taça "Lucilio Batista" ou a celebre frase do " limpimho limpinho" e o Árbitro Capela como é que se deu a conhecer ao mundo?
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De Anónimo a 04.01.2017 às 23:20

Calheiros, onde andas?

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