Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]



Otávio e mais dez

por Pedro Silva, em 14.05.17

imgS620I196242T20170514195225.jpg 

imagem retirada de zerozero

 

Antes da análise ao FC Porto 4 x FC Paços Ferreira 0 em si, vamos a dois importantes e pertinentes factos.

 

O primeiro facto é que agora já se marcam grandes penalidades evidentes a favor do Futebol Clube do Porto. Para tal foi preciso – somente – que o campeão da treta (ou simplesmente “o treta”) tivesse sido encontrado. Terá terminado a impunidade das equipas que defrontam o FC Porto? Não sei, mas tenho a certeza de que o campeonato português de futebol tem hoje um campeão de treta.

 

O segundo facto - não menos relevante do que o primeiro - prende-se com os portistas de treta que vão ao Estádio acompanhar a equipa azul e branca. Hoje estive no Estádio do Dragão e reparei que uma certa quantidade de artistas tinha consigo um papel/lenço branco preparado para ser utilizado caso as coisas não tivessem corrido como correram. É assim que esta “gente” deseja o melhor para o Clube que dizem apoiar.

 

Quanto ao jogo em si, há que dizer que este não foi mau de todo. Teve muitas fases, sendo que o clube azul e branco começou mal para no final acabar a jogar um bom futebol. Este é um Futebol Clube do Porto que tem uma dificuldade enorme em fazer do jogo colectivo algo de recorrente. Dito de outra forma, o Futebol Clube do Porto que vi hoje esteve sempre muito dependente dos rasgos individuais de Brahimi e/ou Corona. E isto explica, e muito, a razão pela qual a equipa de NES parece atravessar uma série de fases durante os 90 e poucos minutos da partida. Quando o FC Porto aposta em jogadas colectivas consegue, por norma, marcar golos (tal como fez hoje no golo do empate).

 

O que não deve (nem pode acontecer) é o adormecimento defensivo que todos vimos no primeiro lance de perigo dos pacenses. Casillas tem de ser mais criterioso na marcação do pontapé de baliza sempre que a equipa adversária estiver muito subida no terreno de jogo. E quem recepcionar a bola por esta via tem de ser muito mais lesto na manutenção da posse da mesma. Um problema que se repetiu n vezes nesta época.

 

Se nos pontos anteriores existe alguma legitimidade nas críticas a Nuno Espírito Santo (NES), o mesmo já não se pode dizer acerca da falta de opções no plantel. Faltam extremos de qualidade que possam reder Brahimi e Corona, dois atletas que estão a atravessar uma péssima fase de forma. É que de nada serve ter-se um Herrera e um André André em campo a dar tudo se só existe Otávio para fazer a ligação com o ataque. E por aí se percebe a razão pela qual Tiquinho Soares não tem estado tão brilhante como há umas jornadas atrás. Se a bola não lhe chegar em condições (isto de só se cruzar bolas para a área….) é natural que Tiquinho não marque golos.

 

Aproveitando a deixa do parágrafo anterior, há que dizer que a partida de hoje foi mesmo Otávio e mais dez. Otávio espalhou magia em campo e só não teve a devida recompensa porque isolado não conseguiu bater Mário Felgueiras. Em tudo o resto o brasileiro esteve simplesmente genial. Com Oliver Torres em forma, Danilo na recuperação de bolas (isto caso não saia no mercado de verão) e Otávio a fazer passes sublimes e a dar que fazer às defesas contrárias, o Futebol Clube do Porto poderá muito bem vir a ter um meio campo muito forte na próxima época. Isto, claro, se a Direcção não der ouvidos aos “adeptos do lencinho” e mantiver NES como Treinador.

 

MVP (Most Valuable Player): Otávio. Jogou e fez jogar. Otávio fez hoje aquilo que muitos esperam que seja Brahimi ou Corona a fazer. Sublime do passe, batalhador e sempre pronto para atacar a baliza pacense, Otávio hoje “encheu” o campo. E falamos de um jogador que tem uma clara e manifesta margem de progressão caso continue a ser bem trabalhado.

 

Chave do Jogo: Apareceu no minuto 35´, altura em que Héctor Herrera marcou o golo do empate. A partir deste momento o Futebol Clube do Porto tomou o controlo absoluto de uma partida que viria a vencer por 4 bolas a 1.

 

Arbitragem: Está encontrado o “treta” e como tal o FC Porto já tem direito a arbitragens normais. Artur Soares Dias realizou uma arbitragem normal. Não esteve isento de erros (é impossível um árbitro não errar) mas foi notória a vontade do árbitro e restante equipa de não quererem ser os protagonistas da partida. Duas grandes penalidades evidente a favor do FC Porto bem ajuizadas por Soares Dias. Em suma, Arbitragem normal sem influência no resultado final. Algo que o FC Porto começou a exigir tarde demais.

 

Positivo: Reacção ao desaire. Excelente a resposta que os Dragões deram ao golo sofrido. Especialmente se tivermos em linha de conta que antes de terem sofrido o golo os portistas já tinham enviado uma bola ao poste da baliza do Paços.

 

Negativo: A “fase do adormecimento”. Estamos a falar de jogos profissionais onde o erro crasso se paga caro. Como tal não se admite algum do “adormecimento” que se apossou da equipa azul e branca em certos momentos da fase inicial deste jogo.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 23:16


Mais sobre mim

foto do autor


gatos no telhado


Pesquisar

  Pesquisar no Blog

Calendário

Outubro 2017

D S T Q Q S S
1234567
891011121314
15161718192021
22232425262728
293031

Mandela 1918 - 2013


Catalunya lliure. No a l'opressió d'Espanya


Frase do Ano


Portugal é uma Democracia

13769388_930276537084514_2206584325834026150_n

CR7 (Bola de Ouro 2016)


Publicidade



subscrever feeds


Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2015
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2014
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2013
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2012
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D