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A tripla cartada de Trump

por Pedro Silva, em 22.05.17

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Pouco ou quase nada tem sido dito sobre Raqqa na Comunicação Social portuguesa. Não ficarei mesmo nada admirado se quem estiver a ler este texto se questione onde fica Raqqa e qual a razão que me leva a escrever sobre a mesma. Raqqa é a “chave” que poderá muito bem colocar um ponto final no conflito sírio e, quem sabe, no auto denominado Estado Islâmico. A razão pela qual quase ninguém fala nisto é muito simples: a habitual patetice Norte-americana.

 

É certo e sabido que somente em duas ocasiões os Estados Unidos da América tiveram intervenções positivas em conflitos que assolaram a Comunidade Internacional. Tirando as duas Grandes Guerras, rara foi a intervenção militar levada a cabo por Washington que não tivesse redundado num tremendo fracasso (Vietname) ou que tivesse criado um imbróglio medonho (Guerra das Coerias). A história bem que poderia ter ensinado alguma coisa aos belicistas Norte-americanos, mas infelizmente tal não sucedeu. E o que vamos vendo na recente escalada de pressão na península coreana é disto um bom exemplo.

 

Mas deixemos, por agora, a questão coreana de lado para nos concentrarmos na trapalhada que a Administração Obama criou em Raqqa. Uma trapalhada que a Administração Trump está a esforçar-se para que seja ainda maior.

 

Raqqa (ainda) é a capital administrativa da organização terrorista Estado Islâmico. A dita cidade situa-se na Síria, país que está neste momento mergulhado numa profunda guerra civil fruto das pressões externas levadas a cabo pelas potências vizinhas e potências ocidentais + Rússia.

 

Neste momento Raqqa está prestes a ser cercada por várias forças. Por um lado temos as tropas leais a Bashar al-Assad que são apoiadas pela Rússia, do outro temos as tropas do regime turco de Erdoğan dispostas a avançar sobre território sírio para tomarem de assalto Raqqa e, por ultimo, temos as tropas rebeldes/curdas apoiadas pelos Estados Unidos.

 

A juntar ao cenário descrito no parágrafo anterior há que juntar um importante facto;

 

Os Estados Unidos são um aliado natural da Turquia por causa da NATO.

 

E aqui temos um tremendo paradoxo dado que os Estados Unidos também apoiam - directa e indirectamente - os rebeldes e forças curdas da Síria. Forças curdas que têm sido o inimigo mortal do regime turco de Erdoğan nos últimos anos. Ora sendo os Estados Unidos um aliado natural da Turquia estes terão, forçosamente, de colaborar numa invasão unilateral por parte da Turquia caso Erdoğan decida avançar sobre Raqqa pois este não vê com muitos bons olhos uma provável vitória curda nesta importante zona da Síria. E caso tal suceda, como irão reagir os rebeldes/curdos dos quais os Estados Unidos têm sido aliados na guerra civil síria? Recordo que foi desta forma que “nasceu” Osama bin Laden e a famosa Al-Qaeda. E nem vale a pena chamar á colação os interesses russos que serão colocados em causa caso a Turquia decida invadir a Síria para tomar o controlo de Raqqa…

 

É neste cenário de tripla cartada que surge Donald Trump e a sua “maluqueira”.

 

Resta agora saber o que vai a Administração Trump fazer. Mas partindo do princípio de que os Estados Unidos não aprenderam nada com o passado, o mais provável é que a situação na Síria piore ainda mais com consequências nefastas para o resto do Mundo.

 

Artigo publicado no site Repórter Sombra (22/05/2017)

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publicado às 16:00


O Mundo e as “trumpalhadas

por Pedro Silva, em 10.04.17

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Já aqui o disse e repito, Donald Trump é um perigo para a Paz Mundial, mas Trump é uma personagem com o qual os Norte-americanos se identificam senão de outra forma não o teriam escolhido para liderar os destinos do seu país. Recentemente tivemos a demonstração pela qual os Norte-americanos se identificam com Donald Trump. Refiro-me, pois claro, à resposta que Trump adoptou perante o último ataque com armas químicas na Síria.

 

Obviamente que se repudia o recurso a armas químicas. Existem normas internacionais que o proíbem e o bom senso também se deve aplicar nas zonas de combate. Mas temos de ter em consideração algo de muito importante: os terroristas não obedecem às Leis internacionais nem tem qualquer tipo de consciência. E pintem o cenário como quiserem, mas o tais de rebeldes que os Estados Unidos da América apoiam na Guerra Síria são terroristas. Alías, bem vistas as coisas não é a primeira vez que os Estados Unidos da América apoiam directa ou indirectamente organizações terroristas que mais tarde se voltam contra os próprios Estados Unidos da América. E neste aspecto Donald Trump não está a fazer nada que os seus antecessores não tenham feito. Para além disto, o problema sírio é uma obra Obama com q qual Trump tem de lidar.

 

Contudo Donald não deveria - nunca - ter seguido a via mais fácil. Isto para evitar fazer com que o conflito armado que já dura há seis anos “contagie” toda.  região e, como se não bastasse, coloque as nações ocidentais uma contra as outras. Ou seja; Donald Trump deveria ter sido a antítese Norte-americana relativamente ao sucedido na Síria na semana passada. Mas Donald Trump preferiu ser o verdadeiro americano. E como verdadeiro americano, este sacou dos seus misseis e disparou sobre a única facção que na Síria luta contra o terrorismo. Para Trimp pouco ou nada importa que os terroristas tenham como estratégia colocar civis em redor dos possíveis alvos, para depois poderem fazer o festim mediático do costume.

 

Não fosse Donald Trump a face da grande América e este teria primeiro procurado indagar o sucedido e procurado colocar o mundo do seu lado através da demonstração de provas cabais de que as tropas leais a Bashar al-Assad tinham utilizado armas químicas contra civis. Mas não. Donald prefere a sua “trumpice” pois é nesta qus os Norte-americanos se revem ou não fosse a Rússia de Vladimir Putin uma forte inimiga que não apoia, de forma alguma, qualquer organização terrorista.

 

Artigo publicado no site Repórter Sombra (10/04/2017)

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publicado às 16:00


“Mundo é melhor sem Saddam Hussein”

por Pedro Silva, em 18.07.16

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"Apesar dos fracassos dos serviços de inteligência e de outros erros que já reconheceu, o presidente W. Bush continua a considerar que o mundo está melhor sem Saddam Hussein no poder" (in SAPO24)

 

Obviamente que o Mundo fica sempre melhor quando um Ditador e o seu Regime são derrubados. Obviamente que o Mundo está melhor sem Saddam Hussein. Mas o Mundo está longe – muito longe – de estar mais seguro. Não sei a que realidade se refere George W. Bush mas á que todos vivemos todos os dias não é de certeza.

 

Após a invasão do Iraque o Mundo não mais ficou seguro. Muito pelo contrário. E o sucedido em Nice na semana passada é mais um pequeno fragmento de tal. Atrocidades cometidas são hoje levadas a cabo por todo o planeta em nome da interpretação que uma facção do mundo árabe faz do Corão, facção esta que de há dez anos para cá tem ganho força e território à custa da decisão da “Troika” dos Açores (George W.Bush, Tony Blair, José Maria Aznar e Durão Barroso) de invadir o Iraque mesmo sem que para tal tivessem um mandato internacional.

 

Já não nos basta ter de lidar com os ódios criados por nós - Ocidentais - na altura das colonizações abusivas e exploratórias no Médio Oriente que impuseram fronteiras e ritos a Povos seculares, e temos agora de fazer a nossa vida sob a égide do medo porque a “Troika” dos Açores abriu caminho à facção violenta do mundo muçulmano que procura impor a sua lógica da única maneira que sabe. O exemplo mais recente de tal é o que vamos vendo na Turquia onde Recep Tayyip Erdoğan procura eternizar-se no Poder impondo pela força, pelas purgas, pelas prisões, pelos exílios políticos um País fechado na versão mais violenta e intolerante da religião árabe.

 

Efectivamente o “Mundo é melhor sem Saddam Hussein”, mas o preço que se pagou pela corrida ao ouro negro do Iraque - e arredores - patrocinado e financiado pela “Troika” dos Açores faz hoje do Mundo um sítio inseguro, difícil, obscuro e perigosamente intolerante.

 

Uma nota final sobre as sanções “simbólicas” da Comissão Europeia a Portugal e Espanha para dizer que Pedro Passos Coelho “tomou chá de sumiço” na altura em que as ditas sanções estavam a ser discutidas por causa de um orçamento do seu Governo para depois de passada a tempestade vir para a Praça Pública “mandar bitaites”. Realmente lata é coisa que não falta ao Pedro & Companhia!

 

Artigo publicado no site Repórter Sombra

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publicado às 21:56


Via verde para os abusos?

por Pedro Silva, em 05.04.16

Imagem Crónica RS.jpg 

Regresso à temática do atentado em Bruxelas para chamar aqui a vossa atenção para algo que, mais tarde ou mais cedo, poderá vir a ser perigoso para todos nós.

 

Falo da forma como se lidou, e se lidará, com o fenómeno terrorismo na Europa. E aqui há que dizer que a nossa Comunicação Social não sabe como deve agir perante o dito fenómeno. A prova dos nove está na semana anterior. O Daesh fez circular uma mensagem onde ameaça Portugal e os nossos Órgãos de Comunicação Social lá se encarregaram de criar o pânico generalizado. Inclusive chegaram ao ponto de ter feito uma tremenda escandaleira mediática quando alguém deixou uma mala sua no corredor do Aeroporto de Lisboa enquanto tratava de um qualquer assunto.

 

Este tipo de postura da parte de quem tem o único e claro dever de informar é grave. Diria até gravíssimo pois coloca à prova as nossas Autoridades que demonstram a sua força operacional em “fogachos mediáticos” que servem somente para aumentar audiências e vender mais umas quantas tiragens.

 

Mas o problema não se fica por aqui. Toma, inclusive, contornos bem mais complicados e perigosos. Isto porque começa a surgir uma facção no nosso Portugal e na Europa que defende a clara ingerência das Autoridades na nossa esfera privada em nome da segurança colectiva.

 

E este caminho é perigoso. Muito perigoso se tivermos em linha de conta no século passado o Velho Continente estava ainda entregue a Regimes Ditatoriais onde as liberdades individuais só puderam ver a luz do dia após duras e árduas batalhas que custaram a vida de muitos Europeus.

 

A linha que hoje em dia separa o Estado e as Autoridades do Cidadão é muito ténue. Muito ténue porque a internet e as redes sociais como o facebook e twitter criaram uma espécie de limbo onde não se sabe muito bem onde começa a liberdade de uns e começa a de outros.

 

Defender revisões constitucionais e a criação de legislação que permitam a retração das Liberdades de cada um de nós não é p melhor dos caminhos. Se porventura os Estados europeus optarem por esta via estarão a fazer aquilo que os membros do Daesh querem.

 

A problemática do terrorismo made in Daesh – e não só - passa, essencialmente, pela extinção das condições que ajudam a que esta organização se fortaleça.

 

Dito de outra forma; se os Governos Europeus extinguirem os seus guetos onde colocam as pessoas em função da sua etnia, raça e religião, criarem condições para que todos possam aceder em igual modo ao trabalho digno e honesto, fazerem o impossível para que a suas sociedades sejam mais justas, reconhecerem os seus crimes do tempos da colonização e não apoiarem ataques unilaterais a Estados soberanos como aconteceu recentemente no Iraque, Líbia e Síria de certeza que situações como a de Paris e Bruxelas não se repetirão e não teremos a tremenda palhaçada mediática que todos tivemos de assistir após a já aqui falada mensagem da organização terrorista.

 

Isto a não ser que se queria criar na Europa uma via verde para os abusos claro está, até porque tudo o que seja made in USA é bom e recomenda-se!

 

Artigo publicado no Repórter Sombra

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publicado às 18:06


Pior do que o terrorismo

por Pedro Silva, em 28.03.16

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Eu bem que poderia começar esta minha crónica com um simples “eu bem que avisei” mas não o vou fazer. È verdade que tenho escrito aqui muitas, e muitas e muitas vezes que a hipocrisia Ocidental para com o mundo Muçulmano ia culminar naquilo que vimos em Bruxelas mas nunca ninguém ligou tendo sido preciso mais um acto de pura loucura em pleno coração da União Europeia para que uma boa parte da população Europeia começasse a despertar - um pouco é verdade - para as tempestades que temos andado a semear desde a criminosa invasão unilateral do Iraque.

 

Mas pior do que os actos de terrorismo que nos chocam somente quando ocorrem no Velho Continente - quando estes acontecem em África, Médio Oriente, Rússia e por aí adiante ninguém quer saber - é o “ficar tudo na mesma” e o inevitável crescimento da estupidez humana. Vamos por partes.

 

O que quer eu dizer com o “ficar tudo na mesma”? Muito simples, Quando a tragédia acontece em solo europeu eis que temos de imediato uma reacção em cadeia de todo o Mundo Ocidental (e não só) que passa por mensagens de apoio que são sempre seguidas por posições de força no território ocupado pelo Daesh, ataques cibernéticos à organização terrorista, prisões de suspeitos de terrorismo em catadupa que são anunciados a altos berros em tudo quanto é órgão de Comunicação Social, tropas nas ruas e por aí adiante. Passadas umas semanas tudo volta à normalidade com o Daesh a marcar presença em solo Sírio e Iraquiano.

 

Ou seja, sofremos todos com os atentados em solo europeu, demonstramos a nossa revolta em tudo quanto é Rede Social e órgão de Comunicação Social, revoltamo-nos mas nada fazemos para que seja colocado um ponto final na guerra Síria. Inclusive nós, Europeus, já tivemos a destreza de ver, impávidos e serenos, os nossos Políticos a criticar fortemente a Rússia por esta estar a combater os terroristas na Síria. E até fizemos a festa quando soubemos que as tropas Russas iam retirar da Síria. Em suma, fica tudo na mesma e só nos voltamos a lembrar de que os malucos que acreditam no apocalipse existem quando erst6e se lembram de fazer rebentar a bomba que trazem á cintura num espaço público.

 

Mas já diz o Povo que um mal nunca vem só. E não vem mesmo pois para além de tudo ficar sempre na mesma até mais ver, eis que é nas alturas em que uma bomba explode em solo europeu que a estupidez humana ganha uma força tremenda. Desenganem-se aqueles que pensavam que as maluqueiras de Hitler tinham morrido com ele. Muito pelo contrário! Elas estão de volta e desta vez com a bênção e protecção divina do Partido Popular Europeu (PPE) – Direita Europeia – que apoia o “fechar de porta” aos refugiados Sítios…

 

Quer dizer Políticos como Ewa Kopacz, Viktor Orbán, Miro Cerar, Lars Løkke Rasmussen e outros Líderes Europeus acham que os terroristas chegam à Europa via mediterrâneo em botes sobrelotados de gente. Confesso que para mim a figura é ridícula, mas pelos vistos para estes políticos o que aconteceu em Paris e Bruxelas está relacionado com o fluxo migratória que eles, e os seus antecessores, criaram e mantem. Fantástico. O engraçado é que os terroristas que actuaram na Bélgica eram…. Belgas!

 

Mas ridículo no verdadeiro sentido do termo só mesmo Donald Trump e seus apoiantes que sob o pretexto do sucedido em Bruxelas pretendem agora que o Senado Norte-americano lhes permita ir armados para a convenção do aqui referido cavalheiro.

 

Artigo publicado no Repórter Sombra

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publicado às 21:29


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