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The Exception

por Pedro Silva, em 23.07.17

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Drama, Romance, Guerra (2016)

Realizador: David Leveaux

Elenco: Lily James, Jai Courtney, Christopher Plummer

 

Sinopse: Um agente da resistência holandesa na Segunda Guerra Mundial, trabalha disfarçado para Wiston Churchill para infiltrar um agente na casa do Kaiser. Um perigoso romance inflama entre um oficial alemão e uma jovem holandesa judaica, enquanto ocorre a corrida nazista para identificar e eliminar o agente por trás da deserção potencialmente desastrosa de seu ex-imperador para a Inglaterra.

 

Critica: Excelente produção cinematográfica este The Exception de David Leveaux. Brilhante a forma como o Realizador explorou o facto de muitos alemães da época não terem concordado com o regime nazi não obstante terem sido obrigados a servi-lo. Para além disto é divinal a forma como David aproveita uma parte da história da Alemanha para criar um enredo super interessante que prende o nosso interesse desde o princípio ao fim do filme não obstante a “morronice” inicial do argumento.

 

Como já aqui disse, o argumento não tem um arranque muito brilhante. Na fase inicial existem momentos chatos e quase que fui levado a pensar que o filme era um tremendo fiasco, mas rapidamente este recupera o interesse pois o desenrolar da história retira-o da chatice de um romance extenso para um enredo onde somos brindados com um pouco de tudo. Temos romance, suspense, drama, acção e – mais importante do que tudo - uma forte critica e desprezo pela política seguida pela Alemanha da época. Simplesmente divinal. Um argumento ao nível dos melhores.

 

Faço uma vénia ao elenco dado que foram todos fantásticos. Gostei imenso do trabalho levado a cabo pela actriz Lily James, mas há que dizer que os seus colegas de filme estiveram muito – mesmo muito - bem. Uma palavra de enorme apreço para o actor Christopher Plummer que levou a cabo um trabalho fantástico!

 

Os cenários não são muito variados, mas quem disse que um filme para ser excelente (ou até mesmo bom) tem de ter muitos cenários? O importante é que os cenários sejam adequados á história que se conta e que sejam bem filmados. E foi exactamente isto que aconteceu neste The Execption que tem uma banda sonora maravilhosa.

 

Em suma, trata-se de um filme que tem a minha clara e manifesta recomendação.

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publicado às 23:55


Aliados

por Pedro Silva, em 25.02.17

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AcçãoDramaRomance - (2016) "Allied"

Realizador: Robert Zemeckis

Elenco: Brad Pitt, Vincent Ebrahim, Xavier De Guillebon, Marion Cotillard

 

Sinopse: ALIADOS é a história do oficial de inteligência Max Vatan (Pitt) que encontra a agente da Resistência Francesa Marianne Beausejour no Norte da África em 1942 para participarem juntos de uma missão perigosa na fronteira inimiga. De volta a Londres, a relação deles é ameaçada por circunstâncias extremas da Guerra.

 

Critica: Filme interessante sem no entanto encantar. Pessoalmente estava à espera de algo melhor tendo em consideração a história que nos é contada. O elenco é outro doas aspectos de uma produção cinematográfica que poderia – e deveria – ter sido explorada de uma outra forma.

 

O argumento de “Aliados” assenta numa excelente base de trabalho. E é natural que assim seja até porque falamos de um filme que assenta em factos reais. O senão é que sendo o dito um drama (colocar “Aliados” na categoria acção é pura ignorância) não justifica a exagerada quantidade de romance que vamos assistindo. A determinada altura facilmente se percebe como tudo vai acabar e um filme que se preze não pode, nunca, padecer de tamanha maleita.

 

Sobre o elenco repito o já aqui disse. O elenco de “Aliados” não encanta. Brad Pitt é, sem sombra de 17quaqlquer dúvida, um actor de reconhecido gabarito mas não posso dizer que tenha gostado do seu trabalho nesta produção de Robert Zemeckis. São muitos (demais até) os momentos em que Brad Pitt parece estar a fazer um “enorme favor ao mundo” tal é a forma pouco profissional como interpreta o seu pepel. Marion Cotillardm também ela protagonista no filme, não fica mesmo nada atrás de Brad e leva a cabo um desempenho muito – muito mesmo - mau. Caras bonitas e estatuto não chegam meu caro Brad e Marion. Por seu turno Vincent Ebrahim e Xavier De Guillebon estiveram muito bem no desempenho dos seus papéis.

 

No capítulo dos cenários Robert Zemeckis levou a cabo um trabalho muito bom. Bem filmados e, sobretudo, muito bem estudados. Foi notório o esforço do Realizador em procurar cenários que se enquadrassem à história que nos pretende contar. O problema é que este se esqueceu da banda sonora…

 

Em suma, “Aliados” de Robert Zemeckis é um filme que se enquadra no lote de filmes de serão de sábado ou domingo que recomendo a quem não tenha outra coisa bem mais interessante para ver.

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publicado às 23:55


Night of the Living Deb

por Pedro Silva, em 04.12.16

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ComédiaTerror, Romance - (2015) "Night of the Living Deb"

Realizador: Kyle Rankin

Elenco: Maria Thayer, Ray Wise, Michael Cassidy

 

Sinopse: Deb acorda na casa do atraente Ryan após uma suposta noite de sexo casual. Embora não tenha certeza de nada do que ocorreu por ter bebido muito, ela imediatamente fica muito interessada no rapaz. No entanto, logo Ryan diz que tudo não passou de um erro e gentilmente lhe mostra a porta de saída. Quando Deb está voltando para sua casa, percebe que sua pequena cidade foi invadida por zumbis. Ela é obrigada a retornar para o apartamento de Ryan, e ambos iniciam uma aventura de sobrevivência e auto-descoberta, na qual devem aprender que a única coisa mais assustadora do que confiar em alguém com suas vidas é confiar com seus corações.

 

Critica: Há alturas em que temos pouca sorte na escolha dos filmes que queremos ver. Desta vez calhou-me a mim esta falta de sorte pois "Night of the Living Deb" é precisamente aquele tipo de cinema que mais detesto. Existem limites para o cinema palhaçada, mas esta produção de Kyle Rankin ultrapassa todo e qualquer limite… A única cosia que se aproveita é o trabalho da actriz Maria Thayer. Tudo o resto é de uma parvoíce sem limites.

 

Argumento… Mas será que este filme tem realmente um argumento no verdadeiro sentido do termo? Ou será que o seu Realizador se limitou a meia dúzia de disparates com a ajuda de uma actriz que sabe ser verdadeiramente engraçada? A resposta está – obviamente – na segunda opção… Mas é pouco, manifestamente pouco, para se poder apelidar de argumento isto que nos é apresentado por Kyle Rankin. Isto de se querer fazer filmes estilo Scary Movies não é para qualquer um. Ou se sabe o que se está a fazer ou então sai um “Night of the Living Deb”.

 

Quanto ao elenco penso já ter dito o que tinha a dizer. Acrescento apenas que palhaços do circo teriam tido um desempenho bem melhor. Isto tirando a protagonista principal, pois claro.

 

A banda sonora e cenários - como não podia deixar de ser - acompanham a fraquíssima qualidade da produção cinematográfica desta “coisa”. Já tinha visto filmes com falhas graves nestes dois aspectos, mas agora fiquei a saber que é possível fazer-se bem pior. E nem vou aqui falar dos efeitos especiais que em certos momentos parecem ter sido feito à base do “corta e cola”.

 

Em suma; “Night of the Living Deb” não tem a minha recomendação.

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publicado às 22:43


Gernika

por Pedro Silva, em 09.10.16

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RomanceGuerra - (2016) "Gernika"

Realizador: Koldo Serra

Elenco: James D'Arcy, María Valverde, Jack Davenport, Burn Gorman

 

Sinopse: Os destinos de Henry - um correspondente americano cínico que perdeu sua alma - e Teresa, que trabalha para a República e é encarregada de supervisionar as notícias que os jornalistas podem ou não enviar ao exterior, se cruzam em Guernica.

 

Critica: Perfeito. Gernika de Koldo Serra é muito mais do que um simples romance. É um filme poderoso e maravilhosamente bem trabalhado que interpreta na perfeição o famoso quadro de Pablo Picasso.

 

Quando olhamos para o argumento deste filme rapidamente ficamos com a ideia - errada - de que se trata de mais um romance. E de facto tudo parece indicar que é este o caminho seguido pelo seu Realizador dado que este escolheu um determinado enredo que já não é novo (um cliché, portanto), mas à medida que vamos vendo o dito filme vamos ficando cada vez mais “apaixonados” pelo seu argumento porque ficamos a perceber que o que nos está ser mostrado é muito mais do que um romance. É um pedaço de história que marcou um país e uma região para todo o sempre. O dito romance apenas vem acrescentar um pouco de ficção para que não olhemos para Gernika como um simples filme de guerra.

 

No elenco tenho todo o prazer de destacar o fabuloso trabalho de Maria Valverde. Fantástico! A actriz encarnou na perfeição a sua personagem, sinal de que estudou a fundo o seu papel e que soube ser profissional numa produção que exigiu muito do seu elenco. Vale a pena ver maria a trabalhar neste Gernika. O restante elenco também não esteve nada mal, mas este um tudo ou nada distante de tudo o que maria valverde fez neste filme. Maria é, sem sombra de qualquer dúvida, a alma e corpo desta fabulosa produção cinematográfica.

 

Os cenários é que poderiam ter sido um pouco mais bem elaborados. Escassos em certos momentos e algo “fraquitos” dada a parca originalidade, mas apesar de tudo estão bem enquadrados.

 

Relativamente à banda sonora tenho de dizer que está simplesmente divinal.

 

Em suma, Gernika de Koldo Serra é uma obra cinematográfica de grande qualidade que tem a minha expressa recomendação.

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publicado às 22:35


Magia ao Luar

por Pedro Silva, em 15.02.15

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Comédia, Romance (2014) - "Magic in the Moonlight"

Realizador: Woody Allen

Elenco: Colin Firth, Antonia Clarke, Natasha Andrews, Valérie Beaulieu

 

Sinopse: O chinês Wei Ling Soo é o mágico mais celebrado do seu tempo, mas poucos saberão que se trata do nome artístico de Stanley Crawford (Colin Firth), um resmungão e arrogante inglês, com uma grande opinião de si mesmo e uma enorme aversão aos falsos espíritas que afirmam ser capazes de fazer verdadeiras magias. Persuadido por um velho amigo, Stanley dirige-se à Côte d'Azur com o objetivo de rebaixar uma jovem e sedutora vidente, Sophie Baker (Emma Stone), que ali se encontra com a mãe. Desde o seu primeiro encontro com Sophie que Stanley a considera como uma nulidade que poderá desmascarar num instante como estando a aproveitar-se da ingenuidade da família. No entanto, para sua grande surpresa e desconforto, Sophie é capaz de numerosas proezas a ler a mente e apresenta outros poderes sobrenaturais que desafiam todas as explicações racionais, o que o deixa completamente estupefato.

 

Crítica: Como é habitual começo pela nota. E a esta produção de Woody Allen, não obstante o seu Génio, dou-lhe um satisfaz. Mais à frente direi qual a razão.

 

Esta Comédia Romântica de Woody Allen é precisamente isto: uma Comédia Romântica de Woody Allen. Como tal para poder que este filme possa ser apreciado e entendido temos de entender as peculiaridades muito próprias do seu Realizador. Com Woody as personagens parecem quase todas Narradoras. Como tal é fundamental que se assista a esta produção com uma mente aberta e muita atenção aos pormenores. Aliás, é isto que faz dos contos de Woody algo de especial.

 

Este Magia ao Luar apresenta-nos um excelente argumento sobre o dilema do Amor. Pelo meio há tempo de sobra para uns sorrisos. Os diálogos não são nada enfadonhos e o enredo está excelente e a sua recta final está divinal. O Génio de Woody Allen em todo o seu esplendor.

 

Relativamente ao elenco, sou da opinião de que cada um dos Actores e Actrizes assimilou muito bem o seu papel. É notória a preocupação de se ter feito um estudo bem profundo sobre os ritos da época em que se desenrola o filme, o que o torna ainda mais especial e bem realizado. Ainda neste campo queria deixar aqui uma palavra de apreço para Colin Firth que desempenhou muito bem o seu papel de Inglês arrogante e cínico. Um desempenho notável!

 

O calcanhar de Aquiles do Magia ao Luar reside na pobreza de cenários que nos vão sendo apresentados. Pouca diversidade e, sobretudo, muito pouca originalidade em termos de cenários retiram muito brilho a um filme que tem tudo para ser dos melhores que vi até ao momento dentro da temática das comédias românticas. Exigia-se mais, muito mais, a um Realizador do calibre do Woody. Daí a nota que lhe atribui inicialmente.

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publicado às 23:09


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