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Assobiar para o lado

por Pedro Silva, em 11.12.17

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Confesso que podia seguir a onda mediática e opinar sobre as recentes “trumpalhadas”, mas não o vou fazer. E não o vou fazer porque não pretendo, de forma alguma, entrar no jogo de Trump, jogo este que consiste, tão simplesmente, no desvio das atenções do essencial.

 

E o que é essencial neste momento na política interna dos Estados Unidos da América? A resposta é simples: investigação às alegadas intromissões russas na eleição de Donandl Trump. Tal explica, e muito, a recente balbúrdia que Trump patrocinou no Médio Oriente. E confesso que me custa muito aceitar esta teoria de que Vladimir Putin tem muito a ganhar com Donald Trump no poder. E custa-me aceitar tal porque é um facto que a crassa maioria dos norte-americanos se identifica com Donald Trump e apoia todas as suas maluqueiras. Mas vamos deixar este assunto para outras núpcias. Concentremo-nos em algo que, a meu ver, é fundamental e que tem sido alvo de pouca ou nenhuma discussão no seio da nossa sociedade.

 

Pode parecer paradoxal, mas nos tempos modernos em que vivemos ainda há violência no futebol português. Violência protagonizada pelos adeptos que tem tido como alvo preferencial as equipas de arbitragem.

 

Tal não se deve, na sua totalidade, a uma questão de cultura. E muito menos podemos dizer que os principais responsáveis são os agentes do nosso futebol. Quem tem a fatia maior do bolo da responsabilidade é o nosso Governo que tem a obrigação de manter a Paz Social no desporto mas não o faz atribuindo as responsabilidades aos Clubes como estes fossem os coordenadores das Forças da Ordem (Policia) e os Legisladores por excelência.

 

Questiono vezes sem conta para que serve o Instituto Português do Desporto e da Juventude (IPDJ). Tal Instituto existe para organizar eventos onde os membros deste (ou de qualquer outro) Governo marcam presença para “ficar bem na fotografia”?

 

No site do IPDJ podemos ler que uma das suas “missões” é a da “preservação da ética no desporto”. Se é mesmo assim, então onde esteve (ou estará) o IPDJ no sucedido em Coimbra e Aveiro há coisa de duas semanas (salvo erro)? Que se propõe o IPDJ a fazer na questão das claques ilegais do Sport Lisboa e Benfica? Que tem o IPDJ a dizer (ou a propor fazer) relativamente à problemática dos “casuals” (Hooligans) que esta época desportiva tem espalhado pós e após os jogos do SL Benfica?

 

A ideia que os sucessivos Governos e o IPDJ passam é que no mundo do futebol vale tudo. E o problema é que esta ideia vai continuar a vingar e fazer jurisprudência até ao dia em que no nosso futebol sê dê uma tragédia com as mesmas proporções das de Pedrógão Grande. É que ao que parece duas mortes nos estádios de futebol, uma quantidade assinalável de feridos e um punhado de agressões a diversos agentes desportivos (especialmente a equipas de arbitragem) não serão - ainda - suficientes para que quem nos governa assobie para o lado.

 

Artigo publicado no site Repórter Sombra (11/12/2017)

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publicado às 12:00

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imagem retirada de zerozero

 

Quem viu esta partida diante da Suíça (como eu) com toda a certeza que fica feliz pelo apuramento directo para o Mundial de futebol que se vai realizar no próximo ano na Rússia, mas há que ser sincero e dizer que esta vitória lusa diante de uma equipa helvética muito competitiva ficou a dever-se a um “pequeno grande milagre” da parte de “Todos os Santinhos e mais alguns”. Especialmente se tivermos em linha de conta a péssima primeira parte que Portugal realizou. Até parecia que os nossos jogadores não sabiam fazer outra coisa senão cruzar bolas para as mãos do guarda-redes suíço. Por acaso até que foi num deste cruzamentos à sorte que o defesa suíço Johan Djorou meteu a bola na sua própria baliza após uma carambola com Sommer (um excelente GR, diga-se de passagem). Confesso que fiquei com a sensação de que Sommer deveria ter abordado o lance de outra forma (os melhores também erram), mas os “Santinhos” estiveram do lado de Portugal neste lance. E ainda bem que assim o foi, pois este golo português abalou a equipa suíça e permitiu a Portugal apresentar um futebol muito melhor na segunda parte.

 

Futebol é isto mesmo. Por vezes lá surge aquilo que muitos apelidam de “estrelinha de campeão” e se ganha um jogo complicado. Portugal, actual campeão europeu de selecções – teve hoje direito a esta ”estrelinha” e lá levou de vencida uma Suíça que se preparava para fazer o mesmo que fez aquando do primeiro jogo com Portugal na fase de qualificação para i Mundial (fase esta que acabou de terminar).

 

É um facto, a Suíça não mereceu – de todo – perder no Estádio da Luz e confesso que se Portugal for jogar assim para o Mundial as coisas podem não correr lá muito bem. A ver vamos, mas nada justifica a imensa euforia de certos adeptos e comentadores que estão a fazer de Fernando Santos uma espécie de “super-hiper-mega” Treinador. O Homem nem no onze inicial e substituições acertou. Então hoje que era necessário um médio recuperador de bolas que ajudasse William Carvalho a organizar o jogo ofensivo de Portugal, Danilo fica no banco e só entra nos minutos finais para segurar a vitória? E porque não ter-se apostado na velocidade de Gélson e na técnica/experiência de Quaresma diante de uma Suíça que não precisava senão de um empate para se qualificar directamente para o Mundial?

 

Mas lá está, hoje os “Santinhos todos” estiveram com as nossas cores e lá se conseguiu um apuramento que (salvo erro da minha parte) terá sido dos mais difíceis da história da nossa Selecção. Agora vamos aguardar pelo que vai acontecer até Maio de 2018. Que não surjam lesões graves e que os jogadores chave do unido grupo de Fernando Santos estejam em boa forma quando a bola começar a rolar nas terras russas. Até lá, façam o favor de não alimentar ilusões estúpidas.

 

MVP (Most Valuable Player): André Silva. O jovem avançado terá sido o “menos mau” de um grupo de jogadores que hoje estava muito desinspirado e demasiado nervoso. André Silva foi o marcador do golo que “carimbou em definitivo o passaporte” de Portugal para a Rússia, e tal acaba por ser um feito histórico dado que o “miúdo” marcou golos a todos os adversários de Portugal na fase de qualificação.

 
Chave do Jogo: Surgiu no minuto 41´, altura em que o defesa suíço Johan Djorou introduziu a bola na baliza da sua equipa. A partir deste momento a Suíça perdeu o controlo do jogo e permitiu que Portugal vencesse a partida com relativa tranquilidade.

 

Arbitragem: Dois lances muito duvidosos de análise de Cünet Çakir. Aos 37 minutos, o árbitro turco deixou passar em claro uma mão na bola de Ricardo Rodríguez, após remate de Cristiano Ronaldo, e, aos 52, não admoestou Lichtsteiner na sequência de um pisão do lateral suíço em André Silva. Má arbitragem que, felizmente, não teve influência no resultado final.


Positivo: Apuramento. No final de contas o que se pode realçar pela positiva é, tão-somente, o apuramento directo de Portugal para o Mundial. Tal é um feito tendo em consideração o forte (e justificado) mano a mano com os suíços.

 

Negativo: Mediatismos. O que raio me interessa a mim, enquanto amante do futebol, que a cantora norte-americana Madonna tenha estado a ver o jogo no Estádio da Luz? Somente a velha parolice portuguesa (RTP) pode ver em tal motivo de tanto destaque.

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publicado às 23:55


Mais problemas que soluções

por Pedro Silva, em 07.10.17

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imagem retirada de zerozero

 

Se há ilação que podemos – e devemos – retirar da vitória portuguesa em Andorra é que existem mais problemas do que soluções sempre que a nossa selecção tem de defrontar uma equipa que seja um pouco “fora do normal”. Isto porque a primeira parte da nossa selecção foi constrangedora e, sobretudo, preocupante. E tal sucedeu muito por culpa de Fernando Santos.

 

Obviamente que haverá quem vá olhar para o resultado final de 2 a 0 a favor de Portugal e dizer que tudo acabou bem e o resto é paisagem, mas convêm ter em linha de conta que até ao momento os suíços não perderam um único jogo da fase de qualificação para o Mundial da Rússia. Acrescente-se que estes dependem, única e exclusivamente, só deles para o apuramento directo. Dito de outra forma, se Fernando Santos e equipa não tiverem retirado as devidas e necessárias ilações desta partida de Andorra, bastará à Suíça forçar um empate na próxima terça-feira em Lisboa e esta apura-se directamente para o Mundial. Um sério aviso para Portugal dado que os helvéticos defendem bem melhor do que os andorrenhos.

 

Obviamente que na próxima terça não se vai colocar o problema das reduzidas dimensões do campo e do – naturalmente – irregular piso sintético. Mas sabendo de tal, quem mandou a Fernando Santos apostar num onze de “velocistas” e tecnicistas? Ricardo Quaresma e Gelson Martins nas alas atacantes de Portugal são sinónimo de velocidade e muita técnica, mas isto num campo pequenino e irregular como o de Andorra vale zero. Foi muito por isto que na primeira parte a nossa equipa não fez nada mais senão ir trocando a bola de lado para a lado num ritmo que alternou entre o devagar, devagarinho. Escusado será dizer que o defesa Nélson Semedo sofreu do mesmo mal dos seus colegas de ataque não obstante este ter-se esforçado.

 

No meio campo luso ficou por perceber a aposta em Danilo Pereira… Andorra foi uma selecção que nos jogos que realizou até ao momento tinha apresentado (alguma) ideia atacante que justificasse a aposta num médio cuja especialidade não é a organização de jogo mas sim a recuperação de bola?

 

Felizmente temos ao nosso dispor o Melhor Jogador do Mundo, e foi mioto por causa dele que a Equipa de Todos Nós saiu de Andorra com os três pontos na bagagem. Agora faço sinceros votos de que para além dos 3 pontos a nossa equipa tenha também trazido a evidência de que contra a Suíça vai ser preciso fazer muito mais do que aquilo que vimos hoje.

 

MVP (Most Valuable Player): Cristiano Ronaldo. O melhor Jogador do Mundo entrou somente na segunda parte do jogo, mas foi ele o “catalisador” que despertou a equipa lusa e a conduziu à vitória num campo tremendamente difícil pelas suas dimensões e piso irregular.

 
Chave do Jogo: Apareceu no início da segunda parte da partida. A entrada de Cristiano Ronaldo em campo foi, sem sombra de qualquer dúvida, o factor que fez com que a vitória pendesse para Portugal.

 

Arbitragem: Trabalho positivo este que o Sr. Miroslav Zelinka e restante equipa levaram a cabo. Nada a apontar ao trabalho da equipa de arbitragem.


Positivo: Emigrantes portugueses. Mais parecia que Portugal estava a jogar em casa, tal era o entusiástico e tremendo apoio da comunidade portuguesa residente em Andorra. Parabéns emigrantes!

 

Negativo: João Mário. João Mário não acertou uma durante todo o tempo que esteve em campo. Lento e previsível em todos os aspectos. Os ares de Itália parecem estar a fazer mal ao talentoso médio.

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publicado às 23:55


Não dá para mais

por Pedro Silva, em 24.07.17

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A situação na Venezuela é cada vez mais crítica. A violência nas ruas agudiza-se e o regime ditatorial liderado por Maduro está cada vez mais entrincheirado e não dá sinais de ceder nos próximos tempos.

 

A manietada crise económico-financeira orquestrada pelo Ocidente e Arábia Saudita por causa do petróleo tem sido uma espécie de suplemento vitamínico do regime de Maduro. Já a população venezuelana é quem mais tem sofrido com isto, facilitando assim o recrutamento de indivíduos violentos por certas “organizações” que fazem das manifestações anti ditadura uma autêntica batalha campal retirando, desta forma, toda e qualquer razão que a fraca oposição a Maduro tem em todo este tenebroso assunto.

 

Hoje em dia a Venezuela é um país completamente abandonado por todos os seus vizinhos. Esta já foi, inclusive, expulsa do Mercosur ficando inibida de toda e qualquer relação comercial privilegiada com os países da sua região. Provavelmente a única relação comercial internacional que o país de Maduro terá é com Cuba e mais uma dúzia de Estados que estão interessados no crude venezuelano.

 

É neste cenário que surge a possibilidade de a União Europeia (EU) vir a aplicar sanções á Venezuela caso o regime de Maduro opte por convocar uma Assembleia Constituinte. E, face ao que tem vindo a público, Portugal não parece estar com intenção de votar favoravelmente tal posição por parte da UE. E, bem vistas as coisas, esta será uma posição inteligente dado que este caminho das sanções internacionais não é, nunca foi, nem nunca será a solução de problemas como o da Venezuela.

 

E não é preciso uma ginástica mental muito apurada para se perceber porquê razão concordo com a suposta posição portuguesa. Senão vejamos.

 

Cuba é uma ditadura que vem sendo sancionado há décadas pelos Estados Unidos da América, mas o regime cubano mantêm-se firme e pelos vistos irá manter-se imutável por muitos mais anos.

 

O Irão é já há muitos anos um Estado religioso totalitário que vem sendo sancionado internacionalmente há anos a fio. Tudo se mantêm na mesma não obstante a recente abertura deste país ao Ocidente.

 

Recentemente a Rússia de Putin foi, e é, fortemente sancionada pela UE e Estados Unidos por causa da anexação da Crimeia e por uma suposta participação na guerra civil que ainda hoje divide a Ucrânia em duas partes distintas. Qual o resultado de tal? Zero! A Crimeia continua a fazer parte da Federação Russa e a guerra civil ucraniana parece ter vindo para ficar.

 

A Coreia do Norte, o país mais isolado e sancionado do Mundo, ainda recentemente mostrou que não é com sanções nem com manobras militares nas suas fronteiras que o mundo conseguirá colocar um ponto final no rígido e sombrio regime norte-coreano.

 

Mais exemplos existirão que demonstram a ineficácia das tais “sanções”. Daí que me pergunte, face ao que vamos vendo a acontecer numa Venezuela - onde ninguém tem razão - os políticos europeus (e não só) não terão capacidade para ir mais longe do que o discurso formatado de sempre? A Venezuela necessita de soluções e não de quem agudize ainda mais os seus agudos problemas.

 

Artigo publicado no site Repórter Sombra (24/07/2017)

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publicado às 21:30


Era escusado

por Pedro Silva, em 02.07.17

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imagem retirada de zerozero

 

Sobre o bronze português conquistado na Taça das Confederações apenas me apraz dizer que era escusado ter-se passado por tanto sofrimento.

 

Esta selecção do México costuma “perder gás” com o avançar da competição. Tal sucedeu nas duas edições anteriores da Copa América e nesta edição da Taça das Confederações, pelo que se exigia da parte da nossa equipa um outro tipo de comportamento. Hoje era jogo para Portugal dominar e vencer sem o menor dos problemas. Mas não. Portugal tinha de fazer o triste espectáculo do costume e sofrer até ao fim pela vitória final que lhe deu direito ao terceiro lugar do pódio desta prova.

 

Tal era escusado dado que o México não fez um jogo por aí além. Bastava que os comandados de Fernando Santos tivessem feito o sue trabalho de casa e teriam vencido o jogo com maior ou menor dificuldade. A prova de tal foi a forma como entraram na partida e a dominaram até ao estapafúrdio golo mexicano. Golo mexicano que, diga-se desde já, é fruto de um péssimo desempenho de Nélson Semedo. Alias, tanto Semedo como Eliseu estiveram muito abaixo do exigido para um defesa lateral da selecção nacional. E não, a expulsão justíssima de Semedo em nada tem a ver com a sua péssima exibição. É antes o resultado da impunidade caseira a que os atletas do Sport Lisboa e Benfica estão – mal - habituados.

 

Mas pronto, tudo acabou em bem e Portugal trouxe o bronze da Rússia. Espero é que no próximo ano a nossa selecção tenha os seus jogadores em melhor forma e que o seleccionador faça o devido trabalho de casa. Isto partindo, obviamente, do princípio de que Portugal consegue o apuramento para o Mundial da Rússia.

 

MVP (Most Valuable Player): Rui Patrício. O guardião luso esteve impecável na partida de hoje. Com um punhado de defesas impossíveis, Patrício foi o principal responsável pela conquista da medalha de bronze.

 

Chave do Jogo: Inexistente. Em momento alguma algumas das equipas foi capaz de criar um lance que colocasse um ponto final na partida a seu favor.

 

Arbitragem: Fahad Al Mirdasi realizou aquilo que se pode apelidar de arbitragem exemplar. Muito bem na decisão das expulsões e excelente na marcação das duas grandes penalidades a favor de Portugal. Para além disto o árbitro saudita soube utilizar na perfeição o ainda muito duvidoso sistema do vídeo-árbitro.

 

Positivo: Inexistente.

 

Negativo: André Silva. Hoje foi um dia não para o avançado português. Não pela grande penalidade falhada (Ochoa é um especialista nestes lances), mas sim pelo que não fez em campo.

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publicado às 19:41


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