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Portugal bom vs Portugal mau

por Pedro Silva, em 21.06.17

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imagem retirada de zerozero

 

Hoje em Moscovo assistimos às duas facetas da nossa selecção. Na primeira parte tivemos um Portugal autoritário que impôs o seu futebol a uma Rússia que está longe - muito longe mesmo - de ser aquela selecção que dominava o futebol europeu e que “dava cartas” nos Mundiais de futebol. Já na segunda parte os papéis inverteram-se dado que Portugal foi recuando no terreno de jogo e a Rússia aproveitou-se de tal para colocar em prática o seu simples futebol. Felizmente o “fantasma” do tempo de compensação não apareceu para assombrar Portugal, embora o dito até tenha tentado marcar presença.

 

Ora tudo isto para dizer que Portugal venceu e fez por isto, mas bem que poderia ter evitado a pobrezinha segunda parte com que nos brindou. Até que se compreende que se diga que o jogo não era fácil porque os russos jogaram em casa e tiveram (quase) sempre o apoio incondicional dos seus adeptos, mas tendo em consideração que esta equipa do leste da europa é tão limitada em termos técnicos e que o seu futebol é tão simples seria de esperar que Portugal impusesse o seu futebol com relativa facilidade. Especialmente se tivermos em linha de conta que as alterações que Fernando Santos promoveu foram muito boas. Adrien Silva no lugar de Moutinho era óbvio dado que Moutinho já é aquele “maestro” de outros tempos, contudo eu teria mantido Quaresma no onze inicial e retirado André Gomes para no seu lugar colocar o fabuloso Bernardo Silva, mas não foi isto que aconteceu e terá sido (talvez) muito por isto que Portugal realizou uma segunda parte tão pobrezinha. Muito bem vista foi a troca de Fonte por Bruno Alves tendo em consideração, repito, o futebol directo da equipa da Rússia, se bem que Pepe poderia ter deitado tudo a perder no último minuto de jogo num canto a favor dos russos.

 

Em suma, não obstante a dupla faceta que a equipa de Todos Nós mostrou hoje Portugal está com um pé e meio na fase seguinte da prova. Convêm é não encher o peito de ar e entrar com tiques de vedeta no próximo jogo diante da Nova Zelândia. O México está neste momento a fazer tal coisa e a pagar um preço bem cario por tal.

 

MVP (Most Valuable Player): Cédric Soares. O defesa lateral direito português realizou (mais um) excelente jogo. Fantástico na defesa e excelente no apoio ao ataque sempre que para tal era solicitado. Desta vez não marcou, mas Portugal bem que pode estar agradecido a Cédric pelo excelente desempenho em campo. Especialmente na segunda parte onde a “avalanche” ofensiva russa foi grande.

 

Chave do Jogo: Inexistente. Em momento alguma algumas das equipas foi capaz de criar um lance que colocasse um ponto final na partida a seu favor.

 

Arbitragem: Quando a equipa de arbitragem tem qualidade o vídeo árbitro torna-se completamente obsoleto. Foi o que aconteceu nesta partida. O único erro que se pode apontar ao árbitro foi o de não ter expulso Georgiy Dzhikiya por agressão a Pepe na segunda parte.

 

Positivo: Fernando Santos. O seleccionador nacional percebeu o que tinha de fazer após o frustrante empate com o México na jornada inaugural e apostou numa série de mudanças no onze inicial, mudanças estas que fizeram com que Portugal tivesse derrotado a Rússia.

 

Negativo: Falta de eficácia. Parece que a nossa selecção não se liberta do velho problema da falta de eficácia. Tantas e tantas oportunidades desperdiçadas na segunda parte. Tal poderia ter ditado o desfecho negativo desta partida. Felizmente a sorte protegeu a equipa lusa.

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publicado às 20:02


Como tornar um jogo fácil em 3 lições

por Pedro Silva, em 09.06.17

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imagem retirada de zerozero

 

Tal como eu tinha previsto, esta deslocação da nossa Selecção a Riga - capital da Letónia – foi tudo menos fácil. Felizmente Portugal soube fazer bom uso da sua experiência e como tal acabou por vencer uma partida que não era, nem nunca foi, fácil não obstante a Letónia ser uma equipa muito mais fraca do que os Campeões da Europa.

 

Fernando Santos escolheu um bom onze para este duro teste de Riga. A ideia de colocar na frente de ataque um Gélson veloz e um André Silva que abria os espaços para Cristiano Ronaldo poder explanar o seu futebol foi, sem sombra de dúvida, muito bem pensado. Contudo a estratégia de Fernando Santos pecou em dois aspectos. André Gomes e William Carvalho são uns autênticos “pastéis de nata” que retiram toda e qualquer velocidade de execução à nossa equipa. E isto contra equipas como a Letónia que jogam com um bloco defensivo bem recuado e dois avançados velozes que estão à espera de um disparate por parte da defesa adversária para poderem facturar é deveras complicado. Foi muito por isto que Portugal passou a primeira parte quase toda deste jogo a “passear” a bola e a levar as mãos à cabeça sempre que alguém se desconcentrava numa das necessárias trocas de bola. Alias, nesta primeira parte somente um lance de bola parada poderia resolver a contenda a favor da equipa de Todos Nós. E foi isto mesmo que aconteceu com Cristiano a aparecer na pequena área letã para, mais uma vez, marcar o tão fundamental golo.

 

Mas não se pense que este golo inaugural resolveu a partida a nosso favor. Com os dois “pastéis de nata” em campo era natural que Portugal não conseguisse estar tranquilo na partida. A Letónia continuava a pressionar e ainda forma alguns os momentos em que poderiam ter empatado a partida. Felizmente os avançados letões não são lá grande coisa. Tal como a sua linha defensiva que numa jogada de mestre de Ricardo Quaresma (que tinha entrado para o lugar de um desinspirados Gélson) consente mais um golo a Cristiano Ronaldo. André Silva marcaria o terceiro pouco tempo depois em mais um lance disparatado por parte da defesa da Letónia.

 

Em sima, esta foi uma partida que Portugal soube tornar fácil mas continuo a ser da opinião de que a nossa Selecção poderia ser muito mais forte diante de equipas como a Letónia se André Gome e William Carvalho deixassem de ser titulares. Contra equipas mais fortes nas fases finais das competições eu ainda sou como o outro dado que é necessário gerir esforços e a pontuação nas fases de grupo, mas quando é tão importante vencer numa “maratona” como esta do apuramento para o Mundial da Rússia exigia-se um outro tipo de meio campo.

 

Agora venha de lá a Taça das Confederações. O jogo do gato e do rato com a Suíça regressa somente em Agosto.

 

MVP (Most Valuable Player): Cristiano Ronaldo. O capitão da nossa selecção joga e faz jogar. Lutador e sempre disponível, Cristiano foi hoje o melhor em campo. Autor de dois golos em fases cruciais, CR7 foi o principal responsável de uma vitória importante na corrida para o próximo Mundial,

 

Chave do Jogo: Surge no minuto 63´ para colocar um ponto final na partida a favor de Portugal. Até esta altura a contenda estava algo equilibrada embora Portugal já tivesse mostrado por a + b que era superior à Letónia. Só depois de terem sofrido o segundo golo é que os letões desistiram completamente de lutar.

 

Arbitragem: István Kovács e rest6ante equipa de arbitragem tiveram uma prestação que se pode considerar normal. A equipa de arbitragem romena poderia, e deveria, ter sido um pouco mais rigorosa para com a dureza demonstrada pelos jogadores da Letónia num ou noutro lance.

 

Positivo: Fernando Santos. Não obstante a sua manifesta teimosia em das opções que toma, Fernando Santos é hoje o Homem certo no lugar certo. A vitória portuguesa de hoje passou muito pela sua intervenção no jogo ao ter feito entrar Quaresma em campo no momento certo.

 

Negativo: André Gomes e William carvalho, a dupla “pastel de nata” do meio campo de Portugal. André Gomes mostrou – mais uma vez – porque é tão mal amado em Barcelona e William justificou a razão pela qual o Sporting CP teve a época que teve.

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publicado às 23:30


A tripla cartada de Trump

por Pedro Silva, em 22.05.17

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Pouco ou quase nada tem sido dito sobre Raqqa na Comunicação Social portuguesa. Não ficarei mesmo nada admirado se quem estiver a ler este texto se questione onde fica Raqqa e qual a razão que me leva a escrever sobre a mesma. Raqqa é a “chave” que poderá muito bem colocar um ponto final no conflito sírio e, quem sabe, no auto denominado Estado Islâmico. A razão pela qual quase ninguém fala nisto é muito simples: a habitual patetice Norte-americana.

 

É certo e sabido que somente em duas ocasiões os Estados Unidos da América tiveram intervenções positivas em conflitos que assolaram a Comunidade Internacional. Tirando as duas Grandes Guerras, rara foi a intervenção militar levada a cabo por Washington que não tivesse redundado num tremendo fracasso (Vietname) ou que tivesse criado um imbróglio medonho (Guerra das Coerias). A história bem que poderia ter ensinado alguma coisa aos belicistas Norte-americanos, mas infelizmente tal não sucedeu. E o que vamos vendo na recente escalada de pressão na península coreana é disto um bom exemplo.

 

Mas deixemos, por agora, a questão coreana de lado para nos concentrarmos na trapalhada que a Administração Obama criou em Raqqa. Uma trapalhada que a Administração Trump está a esforçar-se para que seja ainda maior.

 

Raqqa (ainda) é a capital administrativa da organização terrorista Estado Islâmico. A dita cidade situa-se na Síria, país que está neste momento mergulhado numa profunda guerra civil fruto das pressões externas levadas a cabo pelas potências vizinhas e potências ocidentais + Rússia.

 

Neste momento Raqqa está prestes a ser cercada por várias forças. Por um lado temos as tropas leais a Bashar al-Assad que são apoiadas pela Rússia, do outro temos as tropas do regime turco de Erdoğan dispostas a avançar sobre território sírio para tomarem de assalto Raqqa e, por ultimo, temos as tropas rebeldes/curdas apoiadas pelos Estados Unidos.

 

A juntar ao cenário descrito no parágrafo anterior há que juntar um importante facto;

 

Os Estados Unidos são um aliado natural da Turquia por causa da NATO.

 

E aqui temos um tremendo paradoxo dado que os Estados Unidos também apoiam - directa e indirectamente - os rebeldes e forças curdas da Síria. Forças curdas que têm sido o inimigo mortal do regime turco de Erdoğan nos últimos anos. Ora sendo os Estados Unidos um aliado natural da Turquia estes terão, forçosamente, de colaborar numa invasão unilateral por parte da Turquia caso Erdoğan decida avançar sobre Raqqa pois este não vê com muitos bons olhos uma provável vitória curda nesta importante zona da Síria. E caso tal suceda, como irão reagir os rebeldes/curdos dos quais os Estados Unidos têm sido aliados na guerra civil síria? Recordo que foi desta forma que “nasceu” Osama bin Laden e a famosa Al-Qaeda. E nem vale a pena chamar á colação os interesses russos que serão colocados em causa caso a Turquia decida invadir a Síria para tomar o controlo de Raqqa…

 

É neste cenário de tripla cartada que surge Donald Trump e a sua “maluqueira”.

 

Resta agora saber o que vai a Administração Trump fazer. Mas partindo do princípio de que os Estados Unidos não aprenderam nada com o passado, o mais provável é que a situação na Síria piore ainda mais com consequências nefastas para o resto do Mundo.

 

Artigo publicado no site Repórter Sombra (22/05/2017)

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publicado às 16:00


Simplesmente André Silva!

por Pedro Silva, em 11.10.16

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imagem retirada de zerozero

 

Mais uma jornada no apuramento para o Mundial da Rússia e onde a história foi (felizmente) a mesma de sempre. Ou seja; Portugal venceu e goleou um adversário frágil. E tudo isto porque o conjunto luso não complicou nem deixou, em momento algum, que a complacência que todos vimos em Basileia entrasse em campo.

 

Contudo esta partida trouxe-nos uma novidade. E que novidade! André Silva marcou três golos e só por mero azar não conseguiu um poker! Graças a tal André Silva tem agora 4 internacionalizações pela equipa A de Portugal e…4 golos marcados! Nada mau para um atleta que foi fortemente banalizado - e até mesmo ridicularizado - pelo “mestre” António Tadeia e o seu amigo de comentário que só tinham olhos para Gélson Martins (um fabuloso “produto” de uma certa Academia).

 

E já que falo aqui no Gélson, tenho que dizer que não vi nada de especial no moço. Quer dizer ele correr até que corre. Agora fazer mais do que isto é que deve ser complicado. O mesmo digo de William Carvalho que parece nunca mais ter encontrado caminho das boas exibições. Felizmente Portugal defrontou um adversário relativamente frágil e a seriedade dos nossos jogadores foi mais do que muita.

 

Chave do Jogo: Subscrevo por completo aquilo que foi escrito pelo Jornalista do zerozero Duarte Monteiro que disse que “tal como frente a Andorra, o primeiro golo bem cedo desatou um tipo de jogo que pode complicar-se se com o passar do tempo. André Silva fez o 0x1 aos 12 minutos e a partir daí tudo se tornou mais fácil para Portugal.”

 

Arbitragem: Gediminas Mazeika teve um ou outro erro de juízo, mas no geral esteve bem. O jogo também não foi nada complicado de se dirigir no que à arbitragem diz respeito.

 

Positivo: André Silva. Três golos marcados e uma exibição fantástica. Ima aposta a manter mesmo nos jogos mais complicados.

 

Negativo: Dureza excessiva. Já se sabe que Portugal é - de longe – muito mais forte do que as Ilhas Faroé, mas era escusada tanta pancadaria da parte dos nórdicos.

 

Artigo publicado no Blog A Mística Azul e Branca

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publicado às 12:00


Missão cumprida (by CR7)

por Pedro Silva, em 07.10.16

imgS620I182318T20161007214220.jpg 

imagem retirada de zerozero

 

Não há muito para dizer sobre esta goleada de Portugal. Andorra é daquelas selecções “inventadas” pela FIFA e UEFA somente para fazer número nos grupos de qualificação para as competições internacionais de selecções, pelo que não seria de esperar outra coisa de Andorra senão o tentar retardar o mais possível a normal goleada que todos esperávamos que esta sofresse diante da nossa selecção.

 

O meu único receio para esta partida era somente que a habitual sobranceria lusa surgisse nesta partida dado que Portugal tem sempre a velha mania de facilitar sempre que do outro lado da barricada está uma equipa deveras acessível. A equipa de Todos Nós já teve alguns – demasiados - dissabores à custa desta sua forma de estar nos jogos, mas tal não aconteceu hoje em Aveiro. E ainda bem que assim foi porque Portugal vai ter de andar a correr atrás da Suíça (é nisto que dá ir passear a Taça de Campeão à Suíça) neste seu grupo de qualificação para o Mundial da Rússia.

Felizmente este tal de “facilitismo” não apareceu e Portugal goleou uma frágil e arruaceira selecção de Andorra. E já que falo nisto, acho que o seleccionador andorrenho tem uma certa lata para vir para vir para a praça pública falar em excesso de zelo por parte da equipa de arbitragem… Logo ele que orienta uma equipa cuja única virtude é a de dar canelada nas pernas dos adversários (dar pontapés na bola é algo de impossível).

 

Em suma; Portugal soube tornar fácil um jogo onde era teoricamente favorito e se pudesse Fernando Santos tinha “trocado” a equipa toda ao intervalo para poder dar mais alguns minutos ao menos utilizados e às novas “esperanças” Lusas. Destaque também para Cristiano Ronaldo que voltou, mais uma vez, a bater recordes. Que tenha servido para regressar em melhor forma o Real Madrid CF.

 

Venham as Ilhas Faroé! Trata-se de um adversário bem complicado sempre que joga em sua casa e que está muito moralizado, mas se Portugal na próxima segunda-feira tiver o mesmo tipo de atitude e vontade competitiva que mostrou hoje de certeza que saíra das ditas “ilhotas” com os 3 pontos no bolso.

 

Chave do Jogo: Apareceu na segunda parte para “resolver” a contenda em definitivo a favor de Portugal. A selecção de futebol de Andorra é composta por atletas semi profissionais/amadores que na segunda parte “deram o estouro” em termos físicos pelo que a partir deste momento Portugal dominou o jogo por completo.

 

Arbitragem: O austríaco Oliver Drachta e a sua equipa levaram a cabo um bom trabalho não tendo complicado um jogo que nunca teve nada de complicado.

 

Positivo: Cristiano Ronaldo mostrou, mais uma vez, porquê razão é o Melhor Jogador do Mundo. Cristiano marcou, assistiu e – mais importante do que tudo - comandou a equipa. A manter CR7!

 

Negativo: Comentadores da Rádio Televisão de Portugal (RTP). Eusébio, SL Benfica, Sporting CP, “endeusamento de Gélson” e rebaixamento de André Silva. É esta assim que a RTP comenta em directo um jogo da nossa selecção. Uma vergonha!

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publicado às 23:40


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