Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]



Momento Mafalda (151)

por Pedro Silva, em 08.08.17

151.jpg

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 21:00


Momento Mafalda (146)

por Pedro Silva, em 04.07.17

146.jpg

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 17:27


Escolher o mal menor

por Pedro Silva, em 02.05.17

PS_escolheromalmenor_destaque.jpg 

A primeira volta das eleições presidenciais em França ditou que Marine Le Pen e Emmanuel Macron disputem entre si a segunda volta das aqui referidas eleições. A primeira ilação a retirar é que vença quem vencer, a França ficará mal entregue e a União Europeia muito mais próxima do colapso. Não é nada complicado perceber a razão de tal dado que basta olhar para o que propõem ambos os candidatos aos eleitores franceses. Le Pen é uma alucinada que parece viver nos anos 30 do século passado. Macron é, sem sombra de qualquer dúvida, o continuar de uma política interna e externa que está aos poucos a destruir o projecto europeu.

 

Muito boa gente manifestou a sua satisfação por uma personagem como Macron ter passado à segunda volta das presidenciais em França. Esquece-se tal gente - talvez por distração – que o eleitorado que votou em Le Pen já não suporta mais o modelo de europa que Macron pretende manter. E convêm dizer que este eleitorado é o “eleitorado jovem” que, mais cedo ou mais tarde, irá suceder ao eleitorado que depositou o seu voto em Macron. Dito de outra forma; a tão desejada eleição de Macron irá contribuir para que mais cedo ou mais tarde a extrema-direita alcance o poder em França com as nefastas consequências que todos conhecemos.

 

Tudo isto dá que pensar. Assim como dá que pensar a clara ingerência do Governo português nas eleições. Isto, a não ser que o Sr. Ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, ache que todos os outros Estados-membros da União Europeia possam tecer comentários positivos ou negativos sobre as futuras eleições portuguesas.

 

O que também dá que pensar é a extrema importância que a Comunicação Social tem dado aos tais de “mercados”. Quer dizer; é assim tão importante a forma como um conjunto de especuladores que só tem em vista o lucro sempre que se realiza um acto eleitoral num país da União Europeia? Desde quando é que os “mercados” podem ingerir na Democracia? Desde quando é que os “mercados” tem legitimidade para pressionar os cidadãos para que o resultado de uma determinada eleição seja do seu agrado?

 

Queria terminar deixando uma nota final em jeito de esclarecimento dirigida ao comentador político António Lobo Xavier e a quem concorda com esta sua mentira. Partidos anti europa são aqueles que pensam, agem e falam como a Frente Nacional da Sra. Le Pen (por exemplo). Partidos que não pactuam com o actual estado de coisas na União Europeia e que dizem ser vital alterar o Tratado Orçamental e adaptar o Tratado de Lisboa à nova realidade não são anti europa. São antes mais europeístas do que aqueles que andam por todo o lado a dizer que o são. Ser-se europeísta no verdadeiro sentido do termo é preocupar-se com o actual estado de coisas e procurar alternativas a tal. E já agora, o actual estado de coisas foi criado e fomentado pelos tais partidos que se dizem europeístas.

 

Artigo publicado no site Repórter Sombra (02/05/2017)

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 16:00

PS_agoravamosveroquefaraaeuropadopartidopopulareur 

Quando se olha para o recente incidente diplomático que ocorreu entre Portugal e Espanha por causa da central nuclear de Almaraz salta à vista de todos que o que está realmente por detrás de tudo isto é política. Não estou com isto a passar para segundo plano as preocupações de segurança e ambientais (elas existem e devem ser levadas a sério), mas eu “aposto as fichas todas” em como nunca nada disto teria sucedido se porventura o actual Governo português fosse da mesma cor política do actual Governo espanhol.

 

Efectivamente nós - Sociedade civil e política - perdemos demasiado tempo a debater o óbvio e desviamo-nos daquilo que realmente interessa. Por esta altura já há quem se contradiga e lá com isto e o problema mantem-se.

 

O problema Almaraz começou por Espanha ter dado uma de “eu quero, posso e mando”- Portugal respondeu e solicitou esclarecimentos à sua única vizinha. Os ditos esclarecimentos foram surgindo na nossa Comunicação Social a conta-gotas e rapidamente se desviou o foco central da questão. Neste momento já temos ambientalistas e partidos políticos a dizer que o problema até nem é o aterro nuclear que Espanha pretende construir em Almaraz, mas sim a manutenção em funcionamento de uma central nuclear completamente caduca que ainda não arrebentou porque não calhou.

 

Repito, o cerne da questão Almaraz é político.

 

Muito pouca gente conhece a história da dita central nuclear e do seu futuro aterro, mas o encerramento da dita já anda a ser falado desde 2010. O encerramento da dita central ia ser mesmo levado a cabo pelas autoridades espanholas e o projecto do aterro tinha sido arquivado. Contudo em Portugal deu-se uma reviravolta política inesperada e Pedro Passos Coelho teve de ceder o seu lugar a António Costa que lidera hoje um Governo apoiado numa maioria parlamentar de esquerda. Em Espanha, depois de várias eleições e após um golpe palaciano levado a cabo pelos barões do PSOE, Mariano Rajoy conseguiu formar um Governo de Direita ultra conservador. É neste cenário que o assunto Almaraz volta à agenda em Espanha com o Executivo de Rajoy a reforçar a manutenção da obsoleta central nuclear de Almaraz e retoma da intenção de construção de um aterro nuclear.

 

Ora se o exposto em cima não é sinónimo de guerra política então não sei o que será. E era sobre isto que todos nós – portugueses e espanhóis – nos deveríamos preocupar não descurando nunca a bomba relógio que é Almaraz. Mais importante do que o conflito ideológico é o bem-estar de duas nações que partilham uma Península. Só Rajoy é que parece ter uma certa dificuldade em ver isto e é aqui que chegamos segundo ponto da questão.

 

Não me parece que Rajoy iniciasse esta “guerra” com Portugal sem ter a certeza de que haverá alguém a proteger os seus interesses políticos. Dito de outra forma; não creio que a actual Espanha ultra conservadora enveredasse pelo caminho da provocação do seu vizinho mais pequeno sem ter a certeza de ter quem a apoie nesta sua demanda.

 

Agora vamos ver o que fará a Europa do Partido Popular Europeu (PPE). Convêm recordar que em Bruxelas há muita gente desejosa de se vingar da vergonha que António Costa os fez passar num passado muito recente por causa de umas supostas sanções.

 

Artigo publicado no site Repórter Sombra (16/01/2017)

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 21:24

PS_2016oanodageringoncavscentrao_destaque.jpg 

2016 está a terminar mas este ficará para todo o sempre na história da humanidade como o ano em que a Democracia mais se fez sentir nos países ocidentais. E tal foi assim para o bem e para o mal. Em alguns países a Democracia permitiu a criação de governos onde o diálogo e cooperação se colocou à frente de tudo e todos, mas em outros os extremismos tomaram o seu lugar no Poder (ou estiveram muito perto de o conseguir).

 

Felizmente Portugal foi um dos parcos exemplos do ocidente onde a Democracia fez nascer um Governo saudável e, sobretudo, aberto ao diálogo com todas as forças políticas. Se cá pelo nosso Burgo a Direita insiste em ser extremista não é por culpa da famosa “Geringonça” mas sim porque esta insiste numa estratégia de radicalização tal que, mais cedo do que tarde, a vai condenar ao fracasso político por muitos e longos anos.

 

Contudo Portugal é, infelizmente, o único exemplo daquilo que a Democracia tem de bom numa era que se adivinha perigosa e extremista. A tal se deve a “fabulosa” postura da União Europeia e das enormes falhas do sistema capitalista nos últimos tempos, mas isto é assunto para outras conversas.

 

Marcelo Rebelo de Sousa rapidamente percebeu o quão preciosa é a “Geringonça” nos tempos que correm. Marcelo tem procurado pautar a sua actuação enquanto Presidente da República pela manutenção de uma estabilidade. Este tem procurado evitar que o famoso “Centrão” regresse ao Poder e ainda bem que o faz pois o problema dos extremismos nas Democracias ocidentais está precisamente no “Centrão”.

 

Não se tenha a mais pequena dúvida de que a rotatividade entre Esquerda e Direita no “Cadeirão do Poder” que o “Centrão” patrocina criou espaço para que recentemente a Áustria tenha estado muito próxima de eleger um Presidente oriundo da extrema-direita. O mesmo tipo de lógica se aplica ao famigerado “Brexit. E, bem vistas as coisas, é muito por culpa do “Centrão” que uma personagem obscura como Donald Trump pôde ser eleita Presidente dos Estados Unidos da América.

 

O ano de 2016 marca o fim de um sistema saturadíssimo que já não consegue dar resposta às necessidades do presente e do futuro do ocidente. O “Centrão” colapsou de tal forma que 2017 poderá vir a ser o ano em que o Mundo ocidental se radicalizará de tal forma que voltaremos a sentir os ventos que assolaram toda a Humanidade no século XX.

 

2016 foi o ano da “Geringonça” vs “Centrão”. Em Portugal a “Geringonça” travou uma árdua batalha mas ganhou a guerra ao “Centrão", mas no resto do Mundo Ocidental tal não sucedeu e 2017 pode muito bem vir a ser o ano em que o “Frankenstein” que o “Centrão” criou irá andar à solta… Isto, claro, se nada for feito para se evitar que tal venha a ser uma triste realidade. As próximas eleições no centro e norte da Europa dar-nos-ão a ansiosa resposta.

 

Artigo publicado no site Repórter Sombra (26/12/2016)

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 19:59


Mais sobre mim

foto do autor


gatos no telhado


Pesquisar

  Pesquisar no Blog

Calendário

Agosto 2017

D S T Q Q S S
12345
6789101112
13141516171819
20212223242526
2728293031

Mandela 1918 - 2013


Triste direit(ol)a


Frase do Ano


Portugal é uma Democracia

13769388_930276537084514_2206584325834026150_n

CR7 (Bola de Ouro 2016)


Publicidade




Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2015
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2014
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2013
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2012
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D