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Começar a tremer e acabar a golear

por Pedro Silva, em 06.12.17

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imagem retirada de zerozero

 

Após o amargo empate caseiro diante do Benfica (com as culpas a serem repartidas entre a má gestão de Sérgio Conceição e a péssima arbitragem de Jorge Sousa & companhia), este embate diante do campeão francês era vital. Era vital não só porque este poderia valer um apuramento dos azuis e brancos para os oitavos de final da Liga dos Campeões, mas porque era preciso renovar a moral para o que aí vem nesta importante recta final até ao Natal no que ao campeonato português diz respeito. E a verdade seja dita que não obstante os disparates da primeira parte e um ou outro desacerto da parte dos Dragões, o Futebol Clube do Porto cumpriu com a sua obrigação, renovando, desta forma, uma moral que poderia ter ficado severamente abalada caso não os portistas não tivesse derrotado (de goleada) este “tenrinho” AS Mónaco de Leonardo Jardim.

 

Não haverá muito a dizer sobre esta goleada portista senão que foi merecida mas que, repito, dispensava alguns dos disparates que os jogadores de azul e branco cometeram. Especialmente na primeira parte onde parecia ser tremendamente difícil construir jogo a partir da defesa sem que os passes saíssem transviados. E tal aconteceu por mais do que uma vez sem que os monegascos fizessem muita pressão. Se tal acontecer na fase seguinte da Champions diante dos possíveis adversários do FC Porto vai ser a “morte do artista”… Mas até lá “ainda muita água vai correr por debaixo da ponte”.

 

Facto consumado. Venha de lá esta deslocação a Setúbal para se vencer mais uma jornada de uma Liga NOS que está – outra vez! – a ser forçosamente inquinada a favor do SL Benfica e Sporting CP. É por isto muito importante que Sérgio Conceição, jogadores, dirigentes e adeptos do Futebol Clube do Porto não se deixem levar por esta saborosa goleada diante do AS Mónaco. Manter os pés bem assentes na Terra e procurar melhorar aquilo que hoje não correu bem exige-se. E não é preciso repetir-se o porquê.

 

Um aparte, o SL Benfica foi a ÙNICA equipa participante na actual edição da UEFA Champions League que não conseguiu fazer um único ponto na fase de grupos. Um banho de realidade que mostra (outra vez) que se não fossem certas “coisas” o campeão nacional de futebol português deveria ter sido aquela equipa que fez por isto e não a que tem sido levada ao “colinho”.

 

MVP (Most Valuable Player): Vincent Aboubakar. Excelente jogo do camaronês. Excelente a atacar, fantástico a jogar de costas para a baliza, muito certinho no apoio aos seus colegas de ataque e letal na hora de rematar à baliza.

 
Chave do Jogo: O golo inaugural do FC Porto marcado no minuto 9. Este golo acabou por ser o factor determinante de tudo o que viria a suceder até ao fim do jogo.

 

Arbitragem: Jonas Eriksson terá sido algo rigoroso demais neste jogo. Especialmente na expulsão de Felipe, O brasileiro não merecia ter sido expulso com o cartão vermelho directo. Por explicar fica também a razão pela qual este assinalou uma Grande Penalidade a favor do Mónaco. Arbitragem muito mediana que acabou por não ter influência directa no resultado final.

 

Positivo: Yacine Brahimi. Esta noite o argelino andou muito próximo do sue verdadeiro “eu”. Foi importante na manobra ofensiva dos Dragões e apenas pecou por não ter sido regular durante os 90 e poucos minutos em que esteve em campo.

 

Negativo: Tremedeira inicial. Já aqui falei nisto e volto a tocar no assunto pois no futuro tal não pode (nem deve) acontecer numa equipa como o FC Porto. Tanto passe falhado no início da primeira parte diante de um adversário que pouco pressionava é incompreensível.

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publicado às 22:57


Ponto perdido

por Pedro Silva, em 01.12.17

imgS620I209896T20171201223850.jpg 

imagem retirada de zerozero

 

A primeira ilação que retiro do embate entre Futebol Clube do Porto e Benfica é a de que os Dragões perderam dois pontos. A outra ilação é de que os portistas perderam, também, uma boa oportunidade de manter distâncias para um Sporting CP que é cada vez mais bafejado pelas (VAR)iavéis da arbitragem portuguesa.

 

Este foi, sem sombra de qualquer dúvida, uma jornada da Liga NOS que o FC Porto deveria ter vencido com maior ou menor dificuldade. Especialmente se tivermos em linha de conta que a equipa de Rui Vitória não jogou absolutamente nada. Ou melhor, há que ser justo e dizer que os primeiros vinte minutos desta partida que se realizou no Estádio do Dragão foram pertença do SL Benfica. Rui Vitória soube aproveitar-se da falta de experiência de Sérgio Conceição e até que se me atrevo a dizer que tanto a “ratice”, fortuna e a já de si habitual “missa” bafejaram a equipa de Rui Vitória. Vamos por partes.

 

Após o empate na Vila das Aves, Sérgio Conceição optou por mudar o “chip” à equipa. Em vez de apostar no já de si habitual futebol veloz e atacante, o Mister Conceição apostou antes numa equipa de posse e contenção com Sérgio Oliveira a ter a tarefa de ser o “maestro” que determinava todo o futebol portista. A coisa até que teria funcionado na perfeição se Rui Vitória não tivesse apresentado um Benfica disposto a pressionar alto e a cortar toda e qualquer linha de passe à defesa, meio campo e ataque do FC Porto. Dai os tais a razão de existência dos tais vinte minutos iniciais em que a equipa da Luz esteve “por cima no jogo”. E a isto se resume uma primeira parte onde apenas Marega conseguiu incomodar Bruno Varela decorridos que estavam os tais 20 minutos. Face a tal Sérgio conceição nada fez quando se exigia uma aposta na velocidade no lugar da posse.

 

Seguiu-se a segunda parte e com esta vieram as necessárias mexidas de Sérgio Conceição. Este retira do campo Sérgio Oliveira que até estava a fazer um excelente jogo pata fazer entrar um Octávio que vinha de uma lesão prolongada. Resultado prático da coisa? O Futebol Clube do Porto foi ficando cada vez mais forte no campo e tal obrigou Rui Vitória a ter de mexer no onze benfiquista. Zivkovic entrou para o lugar de Pizzi mas o sérvio acabaria por ser bem expulso pouco tempo após a sua entrada em campo. E é aqui entra em cena a “ratice” de Rui vitória. Este sabendo qual o modus operandi de Sérgio Conceição, apostou no recuo das linhas da sua equipa para, desta forma, “entupir” a aposta que Sérgio acabaria por fazer na velocidade. A saída de Aboubakar para a entrada de Tiquinho Soares foi a confirmação de aposta ganha por parte de Rui Vitória. Mas, a bem da verdade, há que dizer que difícil era não se prever tal coisa, ou não fosse Sérgio Conceição um treinador que ainda tem muito que aprender. Dito de outra forma; quando Sérgio Conceição deveria ter apostado na velocidade, este apostou em força na posse e quando este deveria ter feito o oposto não o fez e desta forma hipotecou, em grande parte, toda e qualquer hipótese de os Dragões saírem do Clássico com os 3 pontos.

 

Mas a “cereja no topo do bolo” foi a arbitragem (ou “missa”) de Jorge Sousa e de uma coisa chamada VAR que desparece do mapa sempre que o Futebol Clube do Porto joga. Duas grandes penalidades a favor dos portistas que ficaram por marcar, uma expulsão perdoada a Luisão (nem Jorge Sousa, os seus assistentes e VAR foram capazes de dar por tamanhas evidências) e um golo muito mal anulado a Héctor Herrera. Evidentemente que a equipa portista tem toda e qualquer razão de queixa da arbitragem que foi - mais uma vez - inclinada, mas não explica tudo até porque já aqui expus uns parágrafos atrás a Mea Culpa que Sérgio Conceição não quis fazer na Praça Pública.

 

Contas feitas e esta jornada apenas o Sporting CP tem motivos para sorrir. E agora é que vamos ver o que Sérgio Conceição vale como treinador pois este tipo de resultados faz mossa na moral da equipa e ainda há muito campeonato para disputar. Já o Benfica a jogar assim “vai-se espalhar ao comprido” mais cedo ou mais tarde.

 

MVP (Most Valuable Player): Sérgio Oliveira. Enquanto esteve em campo Sérgio Oliveira foi o jogador mais esclarecido e que melhor cumpriu a função que lhe foi destinada. Excelente a organizar jogo e a coordenar todo o ataque portista.

 
Chave do Jogo: A expulsão de Zivkovic. A expulsão do sérvio acabou por fitar o desfecho final desta partida. Rui Vitória aproveitou este facto para “tramar” Sérgio Conceição e foi premiado com um ponto que mantêm a equipa de Lisboa na corrida pelo título.

 

Arbitragem: Jogo que Jorge Sousa não conseguiu dominar e que não tem nota positiva. Começou por ter critério demasiado largo, teve tolerância zero à falta, nunca deixou seguir e beneficiou o infractor (entenda-se por infractor como sendo o SL Benfica), não viu a mão de Luisão na área a fechar a primeira parte, foi mal auxiliado no fora de jogo a Aboubakar (lance iminente de golo). Muitas más decisões no clássico, com prejuízo consideravelmente maior para os dragões nos lances principais.

 

Positivo: Vincent Aboubakar. Embora muito desacompanhado e muito mal servido no ataque, o ponta de lança camaronês deu tudo o que tinha e não tinha na luta titânica que travou contra a defesa benfiquista. Faltou-lhe o golo para “coroar” a sua grande exibição.

 

Negativo: José Sá e Felipe. Desastrados, desastrados e nervosos. Tanto disparate junto só por mero acaso não redundou no golo do Benfica. A melhorar até porque os melhores também tem direito a ter um mau dia.

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publicado às 23:55


Não gostei!

por Pedro Silva, em 17.11.17

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imagem retirada de zerozero

 

Não estive presente do Estádio do Dragão (jogos à semana são, repito, um suplício para quem tem de sair tarde do trabalho) pelo que acompanhei a partida via TV. E confesso que não gostei mesmo nada do que vi.

 

É verdade que o Portimonense SC é uma boa equipa. É também verdade que o plantel portista tem neste momento 4 lesionados. E é também verdade que atletas houve que estiveram presentes nas suas selecções, mas o Sérgio Conceição sabia de todas estas variantes e sabia, inclusive, que Vítor Oliveira é um treinador experiente que sabe o que faz. Para mais o Sérgio já tinha experimentado jogar contra os algarvios na Invicta. O Sérgio sabia – se não sabiam devia saber - muito bem que este Portimonense ataca muito e defende pouco. Mesmo com as já aqui referidas condicionantes, Sérgio Conceição tinha a obrigação de apresentar um Futebol Clube do Porto muito mais “certinho” no que ao plano defensivo dizia respeito.

 

Desta vez Sérgio Conceição não o fez o necessário TPC e a vitória final acabou por lhe cair do céu aos trambolhões. Isto depois de ter sido tacticamente humilhado por Vítor Oliveira não obstante este ter começado a perder. Vítor Oliveira soube manter a cabeça da sua equipa no devido lugar para que esta fosse tentando fazer o impossível. Por uma unha negra quase que o conseguiu. Por uma unha negra Sérgio Conceição escapou a uma eliminação humilhante diante, repito, de uma boa equipa. Tivesse tal acontecido com um certo treinador de nome NES e seria o “fim do mundo em cuecas” no universo azul e branco!

 

Estado de graça. Um bem-haja a esta “coisa” que hoje marcou presença no Dragão para decidir a partida a favor dos da casa. Enquanto tal funcionar óptimo porque, apesar de tudo, este tipo de vitórias servem para solidificar o espírito de união do grupo. E tal é deveras importante porque o jogo na Turquia vai ser um tremendo inferno. Isto se Sérgio Conceição se esquecer de fazer o TPC (coisa que acredito que não vá acontecer).

 

Uma nota final para aqui dizer que Vítor Oliveira tem razão quando diz que o FC Porto deveria ter ficado com dez jogadores ainda na primeira parte. Não pela razão que o técnico aponta, mas sim porque ainda na primeira parte Alex Telles simula uma grande penalidade e deveria ter sido sancionado com a amostragem do cartão amarelo. Cartão que somado ao que o brasileiro veio a ver momentos depois ditaria a sua expulsão. Mas dai a dizer-se que a expulsão do jogador Felipe do Portimonense SC foi o factor que decidiu a contenda a favor dos Dragões vai uma tremenda distância.

 

MVP (Most Valuable Player): Vincent Aboubakar. Tal como os restantes colegas de equipa, Aboubakar esteve algo apagado quase até ao fim da partida. Despertou na recta final, lutou muito e acabou por ser tremendamente decisivo na construção do golo vitorioso de Yacine Brahimi.

 
Chave do Jogo: Inexistente.

 

Arbitragem: Artur Soares Dias é o Artur Soares Dias. Já se sabia ao que vinha. O árbitro poderia, e deveria, ter colocado ordem na partida mas rapidamente se deixou levar pelas faltas e faltinhas dos jogadores de ambas as equipas. Pareceu-me ter sido um tudo ou nada a favor dos algarvios quando este empataram o jogo e se colocaram em vantagem. O habitual em Artur Soares Dias sempre que apita um jogo do FC Porto. Por esclarecer fica a expulsão de Sérgio Conceição.

 

Positivo: Adeptos do Futebol Clube do Porto. Este é o “Mar Azul” que “empurra” a equipa para as vitórias: Que ambiente fantástico! Apenas me pergunto onde esteve este “Mar” nas épocas anteriores.

 

Negativo: “Ligar os motores na recta final”. Equipa como a do Futebol Clube do Porto não pode – mesmo – sujeitar-se ao que se sujeitou hoje. Especialmente sabendo que em causa estava uma eliminatória da Taça de Portugal.

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publicado às 23:55


Quando a sorte nos visita

por Pedro Silva, em 04.11.17

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imagem retirada de zerozero

 

Quando a sorte nos visita não é Sérgio? É que foi precisamente isto que aconteceu hoje no Dragão diante do CF Os Belenenses. Não que o Futebol Clube do Porto não tivesse realizado uma primeira parte onde mostrou que merecia ter vencido, mas a verdade seja dita que por tudo o que fez a equipa do Restelo também não merecia perder. Especialmente contra este FC Porto que na segunda parte da partida mostrou estar cansado e sem ideias.

 

Nesta altura a pergunta que se me apraz colocar neste momento é porquê carga de água este Belenenses de Domingos Paciência não é assim tão aguerrido na sua defesa quando tem de medir forças com o Sport Lisboa e Benfica. Coincidências? Talvez não. Adiante.

 

Voltando ao jogo do Dragão, pouco mais há a dizer senão que este teria sido um jogo como muitos outros dos tempos idos de Nuno Espírito Santo caso Héctor Herrera não tivesse aproveitado um dos típicos ressaltos de bola nos pontapés de canto para marcar o golo inaugural da partida. E nem assim os azuis e brancos foram capazes de impor o seu futebol diante de um Belenenses que não queria outra coisa senão um empate ou uma vitória tangencial fortuita. Foi preciso esperar pelo minuto 90 para que a massa adepta portista presente em bom número no Dragão suspirasse de alívio com o bonito golo de Vincent Aboubakar. Nem as certeiras “mexidas” de Conceição evitaram 48 longos minutos de futebol trapalhão, desgarrado e sem nexo.

 

Siga a rusga que ninguém liga a nada disto. O plantel portista desta época é curto e algumas das opções de Sérgio Conceição - Óliver não joga quando a equipa mais precisa dele porquê? - tornam-no ainda mais curto mas a Deusa da Fortuna esta temporada parece estar do lado Futebol Clube do Porto e o resto é música.

 

O Futebol Clube do Porto que se exiba assim no próximo jogo com o Portimonense e depois lá vamos ter a velha história de que a Taça de Portugal não interessa para nada.

 

MVP (Most Valuable Player): Num jogo onde a equipa azul e branca esteve, no global, muito abaixo do desejado o MVP vai para direitinho para Vincent Aboubakar. Não pelo bonito golo que avançado camaronês marcou, mas sim pela capacidade de luta que este mostrou durante todo o jogo.

 
Chave do Jogo: Apareceu somente no minuto 90' do jogo (tal como no jogo anterior diante do RB Leipzig). Só a partir deste momento é que os comandados de Domingos deixaram de acreditar num possível empate embora na segunda parte até tenham feito por isto.

 

Arbitragem: Fábio Veríssimo igual a si mesmo. Não teve influência no resultado final da partida nem complicou, mas sempre que podia pactuava com o anti jogo da equipa da Cruz de Cristo.

 

Positivo: Ricardo Pereira (mais uma vez). Exibição impecável a que o internacional português levou a cabo no Estádio do Dragão. Desta vez esteve bem melhor a atacar do que a defender, o que é compreensível dado que o CF Os Belenenses não veio ao Dragão com grandes ideias ofensivas.

 

Negativo: Felipe. Longe, muito longe mesmo, do seu melhor. Desconcentrado q.b., Felipe foi o principal responsável por muitos dos lances de perigo da equipa azul do Restelo. Há dias assim. Felizmente do outro lado do campo a qualidade ofensiva não era grande coisa.

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publicado às 23:55


Quando se é realista

por Pedro Silva, em 01.11.17

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imagem retirada de zerozero

 

Cada vez mais tenho a ideia de que Sérgio Conceição é um treinador que aprende com os seus erros. É verdade que falamos de um Mister ainda em formação (especialmente na Europa do futebol), mas a verdade seja dita que Sérgio Conceição tem a humilde e proveitosa capacidade de saber aprender com os seus disparates.

 

Isto tudo porque a vitória caseira de hoje diante do RB Leipzig teve muito a ver com a forma realista com que o Futebol Clube do Porto entrou em campo. Claro que há que ser justo e dizer que houve muitos momentos em que a equipa portista teve aquela sorte (o ter marcado o golo inaugural da partida após a saída de Marega por lesão é um deles), mas a vitória de hoje por 3 bolas a 1 deveu-se, essencialmente, a uma espécie de descida à realidade por parte dos azuis e brancos. Dito de outra forma; para ter ganho hoje o Futebol Clube do Porto teve de fazer aquilo que as ditas equipas pequenas fazem quando defrontam uma equipa muito mais forte. Por seu turno os alemães do Leipzig caíram com relativa facilidade na armadilha portista devido à forma arrogante como encaram esta partida desde o primeiro segundo. Um outro aspecto muito importante - e que terá sido o mais importante nesta vitória azul e branca – é o aproveitamento quase a 100% dos lances de bola parada.

 

Graças a esta vitória e postura realista dos Dragões (na Europa não dá para se ser o “Grande”), o Futebol Clube do Porto depende só de si para passar à fase seguinte da prova. Um cenário que na minha modesta opinião nunca deixou de ser uma mais do que provável realidade, mas nada de embandeirar em arco. Ainda faltam dois jogos para terminar a fase de grupo da UEFA Champions League e tanto Mónaco como Beşiktaş não são “pera doce”.

 

Venha o CF Os Belenenses para se manter a liderança de uma Liga NOS que o VAR e “Padres” querem que seja competitiva até ao fim ou não tivesse o Sporting CP sido cirurgicamente beneficiado em determinadas jornadas. E nem é preciso relembrar o quão complicado vai ser ultrapassar as baixas Danilo Pereira (castigado) e Moussa Marega (lesionado).

 

MVP (Most Valuable Player): Jesús Corona. Simplesmente impecável e sempre, mas sempre, predisposto a dar tudo por tudo pela equipa portista. O mexicano jogou sempre para a equipa e procurou ser o mais prático possível diante uma equipa alemã que queria aproveitar o mínimo disparate para sair em velocidade para o contra ataque. Corona teve ainda tempo para (com um sucesso tremendo) ajudar um super concentrado Ricardo Pereira a fechar a faixa esquerda do ataque do Leipzig.

 
Chave do Jogo: Apareceu somente no minuto 90' do jogo. Foi nesta altura que Aboubakar isolou Maxi Pereira que marcou o terceiro golo portista que colocou um ponto final de uma partida onde o ascendente alemão foi notório.

 

Arbitragem: Arbitragem rigorosa, sem complicações, e bem nos lances de dúvida. Nota positiva.


Positivo: Ricardo Pereira. Exibição impecável a que o internacional português levou a cabo no Estádio do Dragão. A perigosa faixa esquerda atacante do RB Leipzig não funcionou, nunca, muito por culpa do excelente trabalho defensivo e ofensivo de Ricardo Pereira.

 

Negativo: Yacine Brahimi (mais uma vez). O argelino voltou a complicar em momentos chave da partida. Por vezes dar um simples toque para o lado é muito melhor do que ir para cima da defesa e perder a bola.

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publicado às 22:39


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