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Máquina de Guerra

por Pedro Silva, em 11.06.17

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ComédiaDramaGuerra - (2017) "War Machine"

Realizador: David Michôd

Elenco: Brad Pitt, Tilda Swinton, Anthony Michael Hall, Will Poulter, Topher Grace, Ben Kingsley

 

Sinopse: Quando um orgulhoso general é incumbido de ganhar uma guerra impopular, ele aceita o desafio não sabendo que a arrogância poderá ser a sua pior inimiga.

 

Critica: Interessante sem no entanto ser brilhante. O dito até que tem algum potencial, mas peca por a partir de determinada altura passar a ser extremamente aborrecido. A NETFLIX tem procurado apostar em produções cinematográficas em torno da temática guerra/política externa dos Estados Unidos da América, mas para ter algum sucesso nesta sua aposta a Produtora tem, a meu ver, de aprimorar um pouco mais a matéria-prima com a qual trabalha.

 

O argumento deste filme poderia, e deveria, ter um desfecho diferente. Confesso que gostei bastante da mensagem critica que este tem dentro de si, mas a partir de determinada altura deixa de haver critica para passar a existir uma coisa qualquer que se situa entre o enfadonho e o ridículo. A forma como a história termina é até algo penosa. É notória a vontade de David Michôd de criticar uma realidade, mas quando se exagera o normal é acabar pro se perder a razão desviando desta forma, do foco central da questão.

 

Quanto ao elenco, este não é mau mas está longe (mesmo longe) de ser bom. Em certos momentos somos brindados com actuações bastante aceitáveis, mas não se ´da quase nunca por aquela perfomance que nos faz sentir a personagem e ficar contra si ou do seu lado. Numa produção que busca a crítica tal acaba por não abonar muito a seu favor.

 

Já os cenários e banda sonora deste Máquina de Guerra estão perfeitos! O pormenor dos cenários é simplesmente divinal, o que acaba por nos despertar o interesse pela história que nos vai sendo contada. Especialmente na sua primeira fase. A banda sonora segue o mesmo caminho e é muito por isto que este filme acaba por ter o seu interesse.

Em suma, Máquina de Guerra de David Michôd tem a minha recomendação pelo seu sentido crítico. Mas este está longe de ser uma boa produção cinematográfica.

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publicado às 23:55


O Poderoso Chefinho

por Pedro Silva, em 04.06.17

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AnimaçãoComédia - (2017) "The Boss Baby"

Realizador: Hendel Butoy, Tom McGrath

Elenco: Alec Baldwin, Steve Buscemi, Jimmy Kimmel, Lisa Kudrow

 

Sinopse: Um bebê falante que usa terno e carrega uma maleta misteriosa une forças com seu irmão mais velho invejoso para impedir que um inescrupuloso CEO acabe com o amor no mundo. A missão é salvar os pais, impedir a catástrofe e provar que o mais intenso dos sentimentos é uma poderosa força.

 

Critica: Há uma coisa que me custa a entender e que sucede vezes sem conta no cinema de animação. Porquê razão um filme deste género tem de ser previsível? Por que razão aos cinco minuto do filme já todos sabem como vai acabar? E não, cenas cómicas não chegam para manter o interesse no dito embora esta seja uma estratégia usada vezes sem conta neste tipo de cinema. È que este The Boss Baby dos Realizadores Hendel Butoy, Tom McGrath é mais do mesmo… Interessante e divertido mas previsível. Altamente previsível. Verdade seja dita, quem aprecia este tipo de cinema merece um pouco de mais consideração.

 

The Boss Baby peca no argumento. Como já aqui disse (e repito) o argumento é previsível. Tão previsível que aos cinco minutos de filme já se sabe como tudo vai acabar. Pelo meio ainda somos brindados com algumas cenas cómicas, frases engraçadas e cenas divertidas, mas só isto não basta para se poder apelidar de argumento o “argumento” deste filme. Um fracasso a este nível por parte de uma produção cinematográfica que não traz nada de novo a uma área do cinema que está em desenvolvimento.

 

Apesar de tudo gostei muito do trabalho gráfico. Houve uma clara preocupação por parte dos Realizadores em criar algo que estivesse perto do perfeito neste aspecto. Não é nada que já não tenha visto, mas é bom saber que mesmo sendo “mais um” no meio de tantos outros do género The Boss Baby procurou superar o mediano com que muitas vezes somos brindados quando assistimos a este tipo de filmes.

 

Quanto à banda sonora, esta não encanta mas também não desencanta. O que contribui para a “banalidade” deste The Boss Baby.

 

Concluindo; The Boss Baby tem a minha recomendação salvo se porventura não tiverem algo de mais interessante para ver.

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publicado às 21:01


Mortadela e Salamão: Missão Não Possível

por Pedro Silva, em 20.05.17

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AnimaçãoComédia - (2015) "Mortadelo y Filemón contra Jimmy el Cachondo"

Realizador: Javier Fesser

Elenco: Karra Elejalde, Janfri Topera, Gabriel Chame, Ramón Langa

 

Sinopse: O debochado vilão Jimmy Odoidão roubou um documento ultrassecreto da agência de inteligência T.I.A. (Técnicos de Investigações Avançadas), o que fez com que ela fosse ridicularizada mundo afora. O único jeito de resgatá-lo é convocando os atrapalhados agentes Mortadelo e Salaminho, mas antes eles precisam passar pelo novo invento do Professor Bactério: a reversitiva, um composto que transforma as pessoas exatamente no oposto do que são.

 

Critica: Efectivamente existem coisas que não devem, nunca, ser desviadas da sua natureza. Mortadela e Salamão são personagens de livros de banda desenhada e por lá deveriam ter ficado. Força-los a uma passagem, mesmo que breve, pela sétima arte destruiu todo o encanto que estas personagens criaram ao longo da minha infância. Para mais há coisas que se podem fazer na BD que no cinema são manifestamente impossíveis. E quando se tenta fazer estas mesmas coisas num filme, o resultado é sempre um tremendo desastre.

 

Valha-nos ao menos que o argumento deste Mortadela e Salamão: Missão Não Possível do Realizador Javier Fesser não “foge” ao que todos conhecemos das aventuras de Mortadela e Salamão. Mas esta “não fuga” acaba pro ser um pau de dois bicos. Se por um lado o Realizador procurou – e bem – ser o mais fiel possível às histórias dos famosos agentes da T.I.A., por outro este “colou” à força muitos dos aspectos da BD, Dito de outra forma; o argumento deste filme é o argumento da BD e o resultado final acabou por não ser muito famoso.

 

Sobre o elenco original bem que gostaria de tecer algum comentário. Mas tal não me é possível pois só consegui arranjar a versão dobrada em português do filme. E da prestação dos actores portugueses só tenho uma cosia a dizer: péssimo!

 

Por último a animação e qualidade gráfica são elementos que neste Mortadela e Salamão: Missão Não Possível deixam – mesmo - muito a desejar. Mais uma vez se procurou seguir (e bem) a BD, mas i resultado final não foi o melhor.  Não que a coisa esteja muito mal nestes dois aspectos, mas Mortadela e Salamão mereciam muito melhor. Especialmente se tivermos em linha de conta o quão engraçados estes foram nas suas aventuras da BD.

 

Concluindo; Mortadela e Salamão: Missão Não Possível tem a minha recomendação para quem os acompanhou na sua BD. Já para quem nunca os viu não o recomendo.

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publicado às 23:33


Um Gato de Rua Chamado Bob

por Pedro Silva, em 29.01.17

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BiografiaComédiaDrama - (2016) "A Street Cat Named Bob"

Realizador: Roger Spottiswoode

Elenco: Luke Treadaway, Bob the Cat, Ruta Gedmintas, Joanne Froggatt

 

Sinopse: Enquanto trabalhadores lotam as ruas de Covent Garden, em Londres, um simpático gatinho laranja chama a atenção da multidão. Com um vistoso lenço em volta do pescoço, Bob, como é chamado, vive com James Bowen (Luke Treadaway), que toca música pela cidade com seu violão surrado. Mais do que um companheiro de rua, Bob é protagonista da história de superação e da luta contra as drogas de seu dono. Baseado em fatos reais.

 

Critica: Quem disse que um filme para ser muito bom e cativante tem de ser complicado, altamente ficcionado e despesista q.b.? Um Gato de Rua Chamado Bob do Realizador Roger Spottiswoode é – mais - um bom exemplo de como Hollywood tem ainda muito que aprender no que a cinema de qualidade diz respeito.

 

Sempre tive para mim que não existe melhor argumento do que aquele que vamos criando no nosso dia-a-dia. O argumento desta fabulosa produção de Roger Spottiswoode é exactamente isto. Uma descrição (ficcionada aqui e acolá) do dia-a-dia de uma pessoa normal que se encontrava numa fase tremendamente complicada e a forma como conseguiu dar a volta a esta mesma fase. Simples, prático e tremendamente eficaz. E assim se cria um argumento super interessante que cativa a nossa atenção do princípio ao fim do dito filme.

 

E que dizer do elenco deste filme? Maravilhas! Não é nada fácil para um actor e actriz desempenhar um papel tão banal como o de uma pessoa vulgar que vemos todos os dias, mas há que dizer que Luke Treadaway fez aquilo que na gíria se apelida de “papelaço”. Fantástico o desempenho deste actor numa história que toca profundamente na alma de todos nós. Muito do grande interesse que este “Um Gato de Rua Chamado Bob” é fruto do fantástico trabalho de Luke Treadaway. E desta vez posso dizer que ao lado de um grande actor esteve uma grande actriz. Joanne Froggatt “partiu a louça toda” ao ter desempenhado um papel que exigiu imenso da actriz dado que a sua personagem passa por uma grande panóplia de emoções. Em suma; um elenco fantástico de um filme fantástico.

 

Em termos de cenários e banda sonora tenho de, mais uma vez, tirar o meu chapéu a Roger Spottiswoode. Cenários diversificados extraordinariamente bem filmados e cirurgicamente adequados aos vários momentos da história que nos vai sendo contada. A tudo isto junta-se uma banda sonora extraordinária. Quem dera a muito “hollywoodesco” poder fazer uma coisa assim.

 

Concluindo; “Um Gato de Rua Chamado Bob” do Realizador Roger Spottiswoode tem a minha recomendação. Vale mesmo a pena!

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publicado às 22:53


Night of the Living Deb

por Pedro Silva, em 04.12.16

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ComédiaTerror, Romance - (2015) "Night of the Living Deb"

Realizador: Kyle Rankin

Elenco: Maria Thayer, Ray Wise, Michael Cassidy

 

Sinopse: Deb acorda na casa do atraente Ryan após uma suposta noite de sexo casual. Embora não tenha certeza de nada do que ocorreu por ter bebido muito, ela imediatamente fica muito interessada no rapaz. No entanto, logo Ryan diz que tudo não passou de um erro e gentilmente lhe mostra a porta de saída. Quando Deb está voltando para sua casa, percebe que sua pequena cidade foi invadida por zumbis. Ela é obrigada a retornar para o apartamento de Ryan, e ambos iniciam uma aventura de sobrevivência e auto-descoberta, na qual devem aprender que a única coisa mais assustadora do que confiar em alguém com suas vidas é confiar com seus corações.

 

Critica: Há alturas em que temos pouca sorte na escolha dos filmes que queremos ver. Desta vez calhou-me a mim esta falta de sorte pois "Night of the Living Deb" é precisamente aquele tipo de cinema que mais detesto. Existem limites para o cinema palhaçada, mas esta produção de Kyle Rankin ultrapassa todo e qualquer limite… A única cosia que se aproveita é o trabalho da actriz Maria Thayer. Tudo o resto é de uma parvoíce sem limites.

 

Argumento… Mas será que este filme tem realmente um argumento no verdadeiro sentido do termo? Ou será que o seu Realizador se limitou a meia dúzia de disparates com a ajuda de uma actriz que sabe ser verdadeiramente engraçada? A resposta está – obviamente – na segunda opção… Mas é pouco, manifestamente pouco, para se poder apelidar de argumento isto que nos é apresentado por Kyle Rankin. Isto de se querer fazer filmes estilo Scary Movies não é para qualquer um. Ou se sabe o que se está a fazer ou então sai um “Night of the Living Deb”.

 

Quanto ao elenco penso já ter dito o que tinha a dizer. Acrescento apenas que palhaços do circo teriam tido um desempenho bem melhor. Isto tirando a protagonista principal, pois claro.

 

A banda sonora e cenários - como não podia deixar de ser - acompanham a fraquíssima qualidade da produção cinematográfica desta “coisa”. Já tinha visto filmes com falhas graves nestes dois aspectos, mas agora fiquei a saber que é possível fazer-se bem pior. E nem vou aqui falar dos efeitos especiais que em certos momentos parecem ter sido feito à base do “corta e cola”.

 

Em suma; “Night of the Living Deb” não tem a minha recomendação.

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publicado às 22:43


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