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“Chapeau” Conceição

por Pedro Silva, em 26.09.17

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imagem retirada de zerozero

 

“Chapeau” Conceição, E este bem que merece que se lhe tire o chapéu em jeito de respeito e admiração. Hoje Sérgio Conceição mostrou ser capaz de aprender com os seus erros. Agora vamos a ver se a coisa é para continuar ou se o que hoje foi somente um “fogacho” (em todos os aspectos).

 

Ao contrário de muito boa gente, eu optei por dar o benefício da dúvida a Sérgio quando soube que este tinha apostado em Sérgio Oliveira para o onze inicial do Futebol Clube do Porto. O jogo era da Champions e do outro lado estava um AS Mónaco que exigia um Porto mais paciente e “musculado” no meio campo. Sérgio Oliveira e o seu futebol mais lento e cerebral eram precisamente aquilo de que o FC Porto de Conceição precisava para “entupir” a máquina ofensiva dos monegascos. Sérgio Conceição não quis repetir o erro que lhe custou uma humilhante derrota caseira diante do Beşiktaş e esta foi, sem sombra de dúvida, a melhor forma de dar a volta por cima enganado por completo Leonardo Jardim que estava nitidamente à espera do habitual Futebol Clube do Porto vertiginoso.

 

Claro que o facto de se ter tido um Héctor Herrera – mais uma vez - numa “noite sim” (será para durar?) e um Yacine Brahimi a jogar para o colectivo ajudou a que a estratégia de Conceição funcionasse quase na perfeição. Quase na perfeição porque Danilo Pereira insiste em não voltar a ser o Danilo que sabemos que pode ser… Tal explica (e muito) o facto de o Mónaco ter “caído em cima” da equipa portista na segunda parte. Se o remate ao poste de Falcao tivesse entrado de certeza que a equipa francesa teria dado muita luta até fim… E tenho as minhas dúvidas de que o FC Porto fosse capaz de fazer frente à “avalanche” ofensiva da equipa de Jardim.

 

Uma palavra final para destacar o enorme trabalho de Moussa Marega. O moço deixa sempre tudo em campo! Ele assiste os seus companheiros para golo e ainda tem tempo para fazer aquilo que Jesús Corona teima em não fazer quando a equipa precisa: fechar o seu corredor! E foi este mesmo Marega tão mal tratado pelos adeptos do Futebol Clube do Porto num passado não muito distante.

 

E pronto. Missão cumprida na 2.ª jornada da UEFA Champions League de um grupo que é tremendamente difícil (ou não fossem todas as equipas muito parecidas). Agora é manter a cabeça no devido lugar porque no próximo domingo há uma complicada deslocação a Alvalade. Convêm recordar os mais esquecidos que por lá o Sporting CP costuma derrotar os seus adversários com jogadas de andebol, fora de jogo mal assinalados, tempos de compensação intermináveis e grandes penalidades duvidosas. Não pensem que por causa da tal de “aliança” o filme da época passada não se vá repetir.

 

MVP (Most Valuable Player): Yacine Brahimi. Este é o Brahimi que eu quero ver a jogar de Dragão ao peito. Esforçado, virtuoso q.b. e disposto a jogar com e para o colectivo. O seu passe para Marega que culminou no golo de Aboubakar é, simplesmente, magistral!

Chave do Jogo: Veio tarde para resolver a contenda a favor da equipa portuguesa. Surgiu somente no minuto 89´, altura em que Aboubakar fez o terceiro golo do Futebol Clube do Porto acabando, de vez, com a resistência e capacidade de luta que o AS Mónaco vinha mostrando até então.

Arbitragem: Jogo tranquilo. Tirando um ou outro lance, Slavko Vinčić e restante equipa de arbitragem realizaram uma boa arbitragem.

Positivo: Claques do FC Porto. Os meus parabéns aos Super Dragões e Colectivo, pois deram uma enorme lição ao mundo do futebol de como apoiar a sua equipa a muitos milhares de quilómetros de casa. Simplesmente fantásticos!

Negativo: Danilo Pereira (outra vez). Danilo está ainda longe (muito longe) do seu melhor. Onde estava Danilo quando Falcao rematou ao poste da baliza de Casillas na segunda parte? “A ver a banda a passar”.

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publicado às 23:55


A preciosa lição

por Pedro Silva, em 13.09.17

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imagem retirada de zerozero

 

Aconteceu mais depressa do que eu pensava. O Futebol Clube do Porto de Sérgio Conceição perdeu pela primeira vez e já há quem lhe faça o “funeral” europeu. Postura irritante? Sim com certeza. Adeptos portistas que nunca estão bem com o que têm e é muito por culpa disto que as coisas estão como estão no reino do Dragão.

 

Mas entremos agora no jogo propriamente dito para nos focarmos naquilo que realmente interessa. O que falhou nesta partida caseira diante do Beşiktaş JK? Simples. Preparação. Sérgio Conceição, treinador inexperiente no que à Champions diz respeito, entendeu que para se derrotar a equipa turca de Ricardo Quaresma e Pepe bastaria fazer o que faz normalmente na Liga NOS.

 

Dito de outra forma, para Sérgio bastaria ao FC Porto fazer o habitual corre-corre até se cair para o lado que os golos da vitória acabariam por aparecer. Saiu-lhe o tiro pela culatra pois nas andanças europeias não se defrontam “equipazinhas” que se remetem à defesa à espera do milagroso pontinho… O Beşiktaş JK – equipa matreira que conta com jogadores experientes - aproveitou-se da habitual “pujança” que os portistas tanto admiram e aproveitou-se do “vamos todos para cima deles” para em três contra ataques fazer os três golos que ditaram a derrota dos azuis e brancos. Claro que podemos (e devemos) tudo aquilo que o meio campo portista não fez e os disparates que a dupla de centrais Felipe/Marcano fizeram durante o jogo, mas não é por mero acaso que Sérgio Conceição reconheceu o seu erro crasso no final do jogo.

 

Agora é que vamos todos ver daquilo que o Sérgio é capaz enquanto treinador de uma equipa como Futebol Clube do porto. O reconhecimento público do seu erro é - para mim - meio caminho andado para que a falsa partida do FC Porto na Liga dos Campeões desta época seja ultrapassada no Mónaco, mas os próximos jogos diante de Rio Ave e Portimonense terão, sem sombra de dúvida, muita influência naquilo que pode (ou não) suceder no principado daqui por duas semanas. Não é por mero acaso que venho dizendo que Sérgio Conceição tem – ainda - muito trabalho pela frente.

 

Vamos a ver o que vai acontecer. Eu acredito que hoje treinador e equipa aprenderam uma valiosa lição, mas não convêm embandeirar muito em arco porque já há quem esteja a condenar o FC Porto à Liga Europa.

 

MVP (Most Valuable Player): Moussa Marega. Longe de ter sido brilhante, o malaio do FC Porto foi o único que procurou incomodar a defesa turca. Um oásis de força num tremendo deserto de ideias de nome Futebol Clube do Porto. Merecia ter sido mais feliz nas vezes em que conseguiu levar a bola até à baliza de Fabri.

 

Chave do Jogo: Dizer que houve um lance que tenha resolvido a contenda a favor de um dos lados é, na minha perpesctiva, um tremendo exagero tendo em consideração a forma como os azuis e brancos não entraram em campo. Por isto, chave do jogo inexistente dado que ao Beşiktaş JK bastou-lhe gerir a intempestiva e pouco racional forma de estar em campo deste FC Porto numa partida da Liga dos Campeões.

 

Arbitragem: Nada a apontar ao Sr. Anthony Taylor e restante equipa. Não realizaram um trabalho exemplar, mas não foi por causa destes que os Dragões perderam.

 

Positivo: Ricardo Quaresma. Um Profissional que deu tudo em campo pelo seu Beşiktaş JK mas que não absteve de dizer publicamente que este foi o jogo mais complicado da sua Vida pois teve de defender o clube onde trabalha contra o clube que ama.

 

Negativo: Meio campo do FC Porto. Danilo Pereira, Oliver Torres e restante malta que jogou no meio campo. Futebol não é só atacar. Há que defender e recuperar bolas!

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publicado às 23:55


Otávio e mais dez

por Pedro Silva, em 14.05.17

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imagem retirada de zerozero

 

Antes da análise ao FC Porto 4 x FC Paços Ferreira 0 em si, vamos a dois importantes e pertinentes factos.

 

O primeiro facto é que agora já se marcam grandes penalidades evidentes a favor do Futebol Clube do Porto. Para tal foi preciso – somente – que o campeão da treta (ou simplesmente “o treta”) tivesse sido encontrado. Terá terminado a impunidade das equipas que defrontam o FC Porto? Não sei, mas tenho a certeza de que o campeonato português de futebol tem hoje um campeão de treta.

 

O segundo facto - não menos relevante do que o primeiro - prende-se com os portistas de treta que vão ao Estádio acompanhar a equipa azul e branca. Hoje estive no Estádio do Dragão e reparei que uma certa quantidade de artistas tinha consigo um papel/lenço branco preparado para ser utilizado caso as coisas não tivessem corrido como correram. É assim que esta “gente” deseja o melhor para o Clube que dizem apoiar.

 

Quanto ao jogo em si, há que dizer que este não foi mau de todo. Teve muitas fases, sendo que o clube azul e branco começou mal para no final acabar a jogar um bom futebol. Este é um Futebol Clube do Porto que tem uma dificuldade enorme em fazer do jogo colectivo algo de recorrente. Dito de outra forma, o Futebol Clube do Porto que vi hoje esteve sempre muito dependente dos rasgos individuais de Brahimi e/ou Corona. E isto explica, e muito, a razão pela qual a equipa de NES parece atravessar uma série de fases durante os 90 e poucos minutos da partida. Quando o FC Porto aposta em jogadas colectivas consegue, por norma, marcar golos (tal como fez hoje no golo do empate).

 

O que não deve (nem pode acontecer) é o adormecimento defensivo que todos vimos no primeiro lance de perigo dos pacenses. Casillas tem de ser mais criterioso na marcação do pontapé de baliza sempre que a equipa adversária estiver muito subida no terreno de jogo. E quem recepcionar a bola por esta via tem de ser muito mais lesto na manutenção da posse da mesma. Um problema que se repetiu n vezes nesta época.

 

Se nos pontos anteriores existe alguma legitimidade nas críticas a Nuno Espírito Santo (NES), o mesmo já não se pode dizer acerca da falta de opções no plantel. Faltam extremos de qualidade que possam reder Brahimi e Corona, dois atletas que estão a atravessar uma péssima fase de forma. É que de nada serve ter-se um Herrera e um André André em campo a dar tudo se só existe Otávio para fazer a ligação com o ataque. E por aí se percebe a razão pela qual Tiquinho Soares não tem estado tão brilhante como há umas jornadas atrás. Se a bola não lhe chegar em condições (isto de só se cruzar bolas para a área….) é natural que Tiquinho não marque golos.

 

Aproveitando a deixa do parágrafo anterior, há que dizer que a partida de hoje foi mesmo Otávio e mais dez. Otávio espalhou magia em campo e só não teve a devida recompensa porque isolado não conseguiu bater Mário Felgueiras. Em tudo o resto o brasileiro esteve simplesmente genial. Com Oliver Torres em forma, Danilo na recuperação de bolas (isto caso não saia no mercado de verão) e Otávio a fazer passes sublimes e a dar que fazer às defesas contrárias, o Futebol Clube do Porto poderá muito bem vir a ter um meio campo muito forte na próxima época. Isto, claro, se a Direcção não der ouvidos aos “adeptos do lencinho” e mantiver NES como Treinador.

 

MVP (Most Valuable Player): Otávio. Jogou e fez jogar. Otávio fez hoje aquilo que muitos esperam que seja Brahimi ou Corona a fazer. Sublime do passe, batalhador e sempre pronto para atacar a baliza pacense, Otávio hoje “encheu” o campo. E falamos de um jogador que tem uma clara e manifesta margem de progressão caso continue a ser bem trabalhado.

 

Chave do Jogo: Apareceu no minuto 35´, altura em que Héctor Herrera marcou o golo do empate. A partir deste momento o Futebol Clube do Porto tomou o controlo absoluto de uma partida que viria a vencer por 4 bolas a 1.

 

Arbitragem: Está encontrado o “treta” e como tal o FC Porto já tem direito a arbitragens normais. Artur Soares Dias realizou uma arbitragem normal. Não esteve isento de erros (é impossível um árbitro não errar) mas foi notória a vontade do árbitro e restante equipa de não quererem ser os protagonistas da partida. Duas grandes penalidades evidente a favor do FC Porto bem ajuizadas por Soares Dias. Em suma, Arbitragem normal sem influência no resultado final. Algo que o FC Porto começou a exigir tarde demais.

 

Positivo: Reacção ao desaire. Excelente a resposta que os Dragões deram ao golo sofrido. Especialmente se tivermos em linha de conta que antes de terem sofrido o golo os portistas já tinham enviado uma bola ao poste da baliza do Paços.

 

Negativo: A “fase do adormecimento”. Estamos a falar de jogos profissionais onde o erro crasso se paga caro. Como tal não se admite algum do “adormecimento” que se apossou da equipa azul e branca em certos momentos da fase inicial deste jogo.

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publicado às 23:16


Missão cumprida

por Pedro Silva, em 08.04.17

imgS620I194114T20170408201530.jpg 

imagem retirada de zerozero

 

O futebol Clube do Porto regressou às vitórias na Liga NOS após ter recebido e vencido o CF “Os Belenenses”. O jogo em si não foi muito agradável de se seguir, mas tendo em consideração aquilo que a equipa de Quim Machado não quis fazer e a necessidade de pressionar, sempre que possível, o Benfica pode-se dizer que os dragões cumpriram a sua missão perante um Estádio do Dragão repleto de adeptos de ocasião.

 

Nuno Espirito Santo (NES) pareceu ter acedido - mais uma vez - às exigências da tal de “massa crítica” e mudou novamente o sistema de jogo. Tendo iniciado a partida a jogar num 4x4x2 os azuis e brancos até que não entraram muito bem na partida. Em certos momentos o jogo ofensivo dos comandados de NES era, quase que exclusivamente, lateralizado. E entenda-se aqui lateralizado por “bola nos pés de Alex Telles e este que resolva” com cruzamentos para a área do emblema da Cruz de Cristo. Não que a ideia estivesse mal pensada (até que foram muitas as ocasiões de perigo que surgiram desta forma), mas a execução não era a melhor. E quando não aparecia Alex, eis que era bola para Brahimi e este lá se entretinha a fintar dois ou três adversários até ficar sem a bola ou fazer um passe ridículo para um seu colega.

 

È neste cenário que surge o golo inaugural. Brahimi sofre falta ao tentar driblar um adversário na faixa lateral esquerda do ataque portista, o árbitro marca a falta, Yacine Brahmi marca o livre, André Silva tenta cabecear a bola na pequena área do Belenenses, esta ressalta para Danilo Pereira que sem marcação aproveita para marcar o primeiro golo. Mas nem assim o cenário mudou… O Belenenses continuava a apostar na sua estratégia “à Setúbal de Couceiro” e o FC Porto continuava algo intranquilo com tal postura. André Silva e Tiquinho Soares tiveram muitas dificuldades em passar pela defensiva azul. Isto porque Oliver Torres estava demasiado recuado no terreno. Ou seja; os avançados dos azuis e brancos tinham de contar com os cruzamentos à balda de Alex ou os desvarios de Brahimi para poderem ter uma bola em condições nos seus pés. Tal devia-se, digo eu, ao forte preenchimento do meio campo do Belenenses que – repito - esteve sempre muito mais interessado em perder tempo e em fazer faltas e faltinhas (obrigadinho Sr. Árbitro!) do que em jogar à bola. Estivesse Yacine naquela altura da época em que vinha buscar a bola ao meio campo para a libertar em condições aos seus colegas da frente e a música teria sido outra.

 

E assim se desenrolou o jogo até ao intervalo. Sempre com um incompreensível “tremelico” da parte do FC Porto perante um CF “Os Belenenses” nada interessado em jogar futebol (mesmo estando a perder!). È algo que a equipa de NES já deveria saber lidar mas quando se começa a ir atrás da “massa crítica” é natural que depois as coisas acabem por correr desta forma.

 

O Futebol Clube do Porto acaba por chegar aos dois a zero através da marcação de um canto que é muito bem aproveitado por Tiquinho Soares. O avançado portista estava liberto de marcação e cabeceou com eficácia para o fundi da baliza de Cristiano. Seria desta que chegaria a tranquilidade portista? Nem por isto! Nem com o Belenenses a insistir no seu jogo de treta o FC Porto foi capaz de se impor de uma vez por todas. A mudança para um 4x3x3 (Corona tinha entrado para o lugar de André Silva) não trouxe nada de novo a um FC Porto que parecia acusar a pressão de um estádio cheio de “apoiantes de ocasião”.

 

A desejada tranquilidade só surgiu após Brahimi ter sido quase que “destruído” por um defesa azul na grande área da equipa do Restelo. O argelino converteu a grande penalidade e, desta forma, possibilitou a NES gerir o esforço dado que no próximo sábado o campeonato pode muito bem ficar resolvido.

 

Concluindo; eu sou dos que diz que é sempre mais importante vencer do que jogar bem, mas acho que já vai sendo hora de o Futebol Clube do Porto saber lidar com equipas como este Belenenses. Bem sei que o plantel portista tem muitas limitações e que as arbitragens são sempre o que são, mas esta mesma equipa e treinador já deram provas num passado não muito distante que podem derrotar com relativa facilidade os “Belenenses do nosso campeonato”. Bem sei que isto de ter o estádio lotado de adeptos de ocasião não ajuda, mas façam um pequeno esforço para dar a volta por cima dado que na Luz não fizeram o que tinham de fazer para que a pressão estivesse sempre do lado do clube do Jonas piscinas, Pizzi caceteiro & Companhia.

 

MVP (Most Valuable Player): André André. Sempre muito discreto em campo André André procurou combater o povoado meio campo do Belenenses. Apareceu poucas vezes na zona de finalização, mas quando teve espaço para o fazer criava sempre muito perigo à defensiva azul. Sem sombra de dúvida o melhor elemento em campo numa partida onde somente uma equipa esteve interessada em vencer.

 

Chave do Jogo: Apareceu somente no minuto 74´, altura em que Brahimi marcou a grande penalidade a favor do Futebol Clube do Porto. Até esta altura uma incompreensível intranquilidade não permitiu aos dragões “matar” a partida mesmo estando a vencer por duas bolas a zero.

 

Arbitragem: Fábio Veríssimo tolerou em demasia o anti jogo do Belenenses. Na primeira parte Fábio Veríssimo deveria ter marcado penálti a favor do FC Porto dado que um defesa do Belenenses joga a bola com a mão na área (lance de difícil analise). Bem na marcação da grande penalidade por falta grosseira sobre Brahimi, contudo o jogador deveria ter sido expulso. No global o trabalho de Fábio Veríssimo e restante equipa de arbitragem foi positivo não tendo tido qualquer influência no resultado final do jogo.

 

Positivo: A vitória do FC Porto. Num jogo com pouca história onde somente uma equipa esteve interessada em vencer, de positivo apenas se pode destacar a vitória do Futebol Clube do Porto  

 

Negativo: “Adeptos de ocasião”. Onde estavam todos estes “portistas” que marcaram presença hoje no Dragão nos outros jogos do campeonato? Num qualquer recanto a dizer mal da equipa com certeza…

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publicado às 20:40


Quase tudo em aberto (ou não)

por Pedro Silva, em 01.04.17

imgS620I193660T20170401221548.jpg 

imagem retirada de zerozero

 

Ponto prévio; não se pode festejar um empate (seja ele qual for) em casa de um rival quando se vencendo se teria a oportunidade de passar para o primeiro lugar da tabela classificativa. É verdade que foram só alguns os atletas e elementos do staff técnico que fizeram tal coisa, mas tal é revelador de uma “pequenez de espírito” que não se coaduna – de forma alguma – com os pergaminhos do Futebol Clube do Porto. Para além disto após este resultado apenas o SL Benfica fica a depender de si próprio para se sagar campeão nacional… Isto não obstante neste momento dragões e águias estarem empatados no que ao confronto directo diz respeito.

 

Quanto ao jogo em si, tenho de ser sincero e dizer sem qualquer tipo de rodeios que Nuno Espírito Santo (NES) fez mal (muito mal mesmo!) em ter cedido à sabedoria dos treinadores de bancada. Após o empate caseiro diante do Vitória de Setúbal muitos horam os “génios da bola” do universo azul e branco que clamaram por um 4x3x3 em detrimento do eficaz 4x4x2. NES cedeu à exigência dos “doutos adeptos” e o resultado foi um empate no estádio da luz diante de um Benfica que dominou, quase sempre, a partida. A razão para tal? Muito simples; o tal de 4x3x3 é útil e recomendável quando do outro lado do campo está uma equipa - como o Setúbal por exemplo - que joga para o empate. Já quando o adversário tem um bom plantel e soluções viáveis para o seu meio campo/defesa e conta no ataque com jogadores velozes e “teatreiros q.b.”, o 4x3x3 obriga a que o FC Porto lateralize o seu jogo ofensivo, facilitando, desta forma, a tarefa defensiva do adversário. Basicamente foi isto que sucedeu hoje na Luz… Se juntarmos a isto o facto de Tiquinho Soares não ter (não sei se algum dia o terá) a mesma capacidade de “arrastamento” das defesas adversárias que Jackson Martinez tinha e rapidamente ficamos a perceber a razão do empate portista em casa dos “encarnados”… O problema é que os mesmos portistas que elegeram o 4x3x3 como o “melhor sistema” vão agora criticar e enxovalhar NES por não ter apostado no 4x4x2.

 

Numa coisa - e só mesmo numa única coisa - eu estarei de acordo com quem critica NES. Nuno deveria ter feito muito mais para que a equipa não tivesse saído de Lisboa com um empate. Desta vez NES tinha banco para ter tentado dar a volta ao empate mas este preferiu antes jogar pelo seguro e agora vai estar dependente de terceiros para se sagrar campeão. É que vencer todos os jogos pode não bastar.

 

MVP (Most Valuable Player): Iker Casillas. O homem das defesas impossíveis voltou a aparecer na Luz para garantir um amargo empate aos azuis e brancos. Decisivo em dois ou três momentos chave, Iker foi, sem sombra de qualquer dúvida, o melhor em campo deste clássico do futebol português.

 

Chave do Jogo: Inexistente. Em momento algum qualquer uma das equipas foi capaz de criar um lance que fizesse com que a vitória pendesse, em definitivo, para o seu lado.

 

Arbitragem: Lá voltamos ao mesmo… Arbitragem caseirinha (como se exige nos jogos da Luz) e uma grande penalidade a favor do SL Benfica que das duas, uma, ou vamos ter muitas grandes penalidades destas marcadas no nosso campeonato ou então o que aconteceu hoje foi somente “aquela execpção”. Foi notório o teatro de Jonas no lance do penalti. Assim como foi notório o repetido teatro dos jogadores da equipa da casa sempre que sentiam a presença de um atleta do FC Porto. Como se não bastasse na primeira parte ficou uma grande penalidade por marcar a favor dos azuis e brancos. Na segunda parte o assistente de Carlos Xistra terá de explicar como é que Diogo Jota (que se preparava para se isolar numa das faixas) estava em fora de jogo com Luisão a colocar o referido atleta em jogo. Pelos vistos vale a pena riscar os carros e ameaçar a família dos elementos das equipas de arbitragem. Carlos Xistra e assistentes realizaram uma péssima arbitragem com influência directa no resultado final.

 

Positivo: Marcano. Mais uma vez o defesa central espanhol realizou uma exibição fantástica. Excelente no posicionamento e nas dobras aos seus colegas de defesa.  Não se entende por que razão Julen Lopetegui não o convoca para a selecção espanhola.

 

Negativo: Nuno Espírito Santo. NES cedeu à sabedora dos “treinadores de sofá” e não foi capaz de dar a volta a um resultado que pode não ser favorável ao FC Porto.

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publicado às 22:52


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