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O elo mais fraco

por Pedro Silva, em 19.11.16

Existe por entre os cidadãos uma espécie de mito urbano que faz furor (especialmente entre os mais velhos) que diz o seguinte:

 

Sempre – mas sempre - que um peão se aproxima de uma passadeira, eis que de imediato surge uma parede invisível que impede que qualquer veiculo impeça os peões de levar a cabo a dita travessia.

 

Como tal é comum atravessar-se sem sequer ter a veleidade de se olhar para ambos os lados pois pode suceder, por força do acaso, que o incompetente que venha a circular na estrada não consiga travar a tempo. Mas o peão, rei e senhor da passadeira e perfeitamente consciente da existência da tal parede invisível, atravessa de qualquer maneira jeito e feitio, cabendo ao condutor/motociclista/ciclista a obrigação de ter de travar a fundo mesmo que tal coloque em perigo a sua integridade física. E para completar o ramalhete eis que o peão, no alto da sua sabedoria popular, manda umas “bocas” a quem teve de travar de repente por causa da travessia de sua Exc.ª.

 

Ora tal cenário que descrevo no parágrafo anterior aconteceu-me ontem à noite. Vinha eu de bicicleta na Avenida da França quando opto por virar para a Rua da Graciosa (para que conste a minha bicicleta tem luz atrás e à frente e eu estava com um colete reflector). Sei perfeitamente que na entrada da Rua da Graciosa existe uma passadeira. Abrando a velocidade, sinalizo a minha presença com três ou quatro toques de campainha, deixo passar uma Sra. que se encontrava a iniciar a travessia na passadeira e quando me preparo para iniciar uma pedalada mais forte eis que um casal de idosos se atravessa na minha frente (já eu estava a meio da dita passadeira). Travo a fundo, deixo passar o casal e a mulher, não satisfeita com o susto que me pregou, sai-me com esta linda frase:

 

- Os ciclistas também têm de saber esperar!

 

Ao que respondi alto e bom som:

 

- E os peões não podem atravessar de qualquer maneira! Mesmo numa passadeira!

 

E bem vistas as coisas a Lei está do meu lado. Senão vejamos o que diz o Código da Estrada sobre este assunto:

 

Decreto-Lei nº 265-A/2001 de 28-09-2001
CÓDIGO DA ESTRADA

 

TÍTULO III
Do trânsito de peões

 

Artigo 101.º
Atravessamento da faixa de rodagem

 

1 — Os peões não podem atravessar a faixa de rodagem sem previamente se certificarem de que, tendo em conta a distância que os separa dos veículos que nela transitam e a respetiva velocidade, o podem fazer sem perigo de acidente.

 

2 — O atravessamento da faixa de rodagem deve fazer-se o mais rapidamente possível.

 

3 — Os peões só podem atravessar a faixa de rodagem nas passagens especialmente sinalizadas para esse efeito ou, quando nenhuma exista a uma distância inferior a 50m, perpendicularmente ao eixo da via.

 

4 — Os peões não devem parar na faixa de rodagem ou utilizar os passeios de modo a prejudicar ou perturbar o trânsito.

 

5 — Quem infringir o disposto nos números anteriores é sancionado com coima de 6€ a 30.”

 

Atente-se o que está escrito no n.º1 do aqui destacado artigo (o que está sublinhado e a negrito) ao qual acrescento o seguinte (que retirei daqui):

 

Almeida e Silva, jurista do Automóvel Clube de Portugal, explicou ao Jornal de Notícias que “se o condutor deve moderar a velocidade sempre que se aproxima de uma passadeira, prevendo a possibilidade de um transeunte querer passar, quem circula a pé tem o dever de não avançar se a distância a que se encontra dos carros inviabilizar uma travagem segura”.

 

O especialista do ACP acrescenta ainda que “quantificar esta distância de prudência não é fácil, já que os 100 a 150 metros que geralmente se convenciona como sendo suficientes para uma travagem livre perigos, podem não o ser”.

 

“Quando há um atropelamento numa passadeira, culpa-se sempre o condutor, mas por vezes a responsabilidade é do peão. Mesmo que se circule a 50km por hora, nem sempre é possível imobilizar o veículo em meia dúzia de metros. À noite ou em condições de luminosidade reduzida, os cuidados devem ser redobrados”, continua Almeida e Silva.

 

Resumindo e concluindo: o peão nem sempre é o elo mais fraco. É antes, por norma, o elo mais irresponsável com o qual quem circula nas ruas de uma cidade tem de lidar e – sobretudo - aturar.

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publicado às 19:37


25 comentários

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De Mário Graça a 22.11.2016 às 10:09

Conversa e mais...conversa. A minha experiência diz-me que não tem razão nenhuma. Se sabia que havia uma passadeira e até deixou passar um peão e eis senão quando um casal de idosos ( mas em muito boa forma, pelos vistos) aparece no meio da rua. Será que o ciclista não viu que havia mais gente a atravessar ou, como é mais comum, quis passar apressadamente, aliás como fazem habitualmente ( é vê-los a passar vermelhos). Os veículos devem reduzir a marcha ao aproximar-se de uma passadeira. Ora, se isto acontecer, não precisam de 150 m para parar. Só quem nunca conduziu ou por má-fé é que se pode dizer que não é assim. Se não quiserem saber das passadeiras ou não as virem, é diferente. Aí sim, não têm tempo para nada. Só tinha que tomar atenção e esperar. Mas custa tanto esperar ... e respeitar os outros.
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De José da Xã a 22.11.2016 às 10:23

Excelente post!
Os peões estão erradamente convencidos que as passadeiras são prolongamentos dos passeios.
Por acaso o senhor ia de bicicleta, mas se fosse um camião os peões também se "atirariam" para a estrada?
E quanto aos peões que vão ao telemóvel e nem olham? E aqueles que se colocam no meio da passadeira a conversar e/ou a discutir como se estivessem no passeio (já me aconteceu!!!)?
No dia em que um juiz culpar um peão por não proceder como está na lei e o culpar pelo acidente talvez os peões comecem a perceber quem na estrada não têm só direitos... mas outrossim deveres!
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De Me a 22.11.2016 às 10:38

Não seja asno!
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De Pedro Silva a 22.11.2016 às 15:59

Por acaso o senhor ia de bicicleta, mas se fosse um camião os peões também se "atirariam" para a estrada?



Quer.me parecer que o problema passa um pouco por aí José da Xã...
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De Me a 22.11.2016 às 10:45

Você não tem razão nenhuma, desde logo pelo numero de mortos que existem em atropelamentos em passadeiras (não venha para aqui dizer que são as pessoas que provocam, sim deixam-se morrer só para provar que você tem razão!), e os condutores raramente abrandam na proximidade das passadeiras, isso é o grande problema. Olhe e já agora deixo-lhe outra curiosidade,sabia que o condutor só pode arrancar quando o peão atravessar por completo a faixa de rodagem? Fique atento e veja quantos condutores esperam por isso, provavelmente nenhum, ás vezes quase que pisam os calcanhares aos peões. Poderá haver peões pouco respeitadores que atravessam em qualquer lado, agora se um peão atravessa na passadeira a máxima terá de ser "o peão tem sempre razão", uma vez que é o único sitio onde ele tem prioridade, bem quase único, quando a viatura muda de direcção o peão tem bem tem, já agora neste caso já viu alguém deixar passar o peão?
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De Wykzl a 22.11.2016 às 18:44

Por acaso, ambos têm razão.
Os peões falham ao colocar a sua integridade física nas mãos de terceiros (que geralmente vêm dentro de uma caixa metálica que se aguenta melhor que os ossos) e os condutores não respeitam as passadeiras, quer por excesso de velocidade, quer por arrancar antes de tempo (ou meramente abrandar para passar por trás do peão).
Os condutores ocasionalmente são peões e como tal deviam fazer aos outros (peões) o que gostariam que lhe fizessem - assim me guio enquanto condutor.
Os peões podem não ser condutores e não aprenderem o código da estrada, pelo que educação rodoviária nas  escolas seria bom (desde que ao sair da escola vejam os bons exemplos de quem conduz). Não podemos exigir que todos leiam o código da estrada (ou das sociedades comerciais, ou outros assim, senão somos todos advogados) e como tal que cumpram o que está escrito num DL enterrado no passado - temos de educar.
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De Pedro Silva a 22.11.2016 às 18:55

Wykzl uma nota importante:




- Alegar o desconhecimento da Lei não é justificação. Nenhum Agente da Autoridade e/ou Tribunal aceita esta argumentação.

Saber o que podemos e não podemos fazer em sociedade não é ser-se "Advogado" ou outra qualquer profissão relacionada com a Lei e seus afins. É antes uma questão de cultura geral e de civismo.
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De Anónimo a 22.11.2016 às 18:54

azvcs
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De Anónimo a 22.11.2016 às 19:02

O PEÃO NEM SEMPRE TEM RAZÃO
Sou motorista 12 horas por dia em lisboa á 23 anos e digo~lhe uma coisa
há peões que só mereciam era serem passados a ferro por se mandarem para as estrada mesmo quando o carro está em cima da passadeira a armarem-se em campeões
alguns já fizeram a pirueta de levarem com o retrovisor
outros que não lhes chega a rua do bar onde se está a embebedar vem para estrada urinar , nada que uma jante 17 não resolva no calcanhar 
são tão ou mais INFRATORES que os condutores
VOÇÊ ESTÀ COMPLETAMENTE FORA DA REALIDADE.
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De Paulo Luís a 22.11.2016 às 11:54

O peão é o elo mais fraco no sentido de que em caso de embate com um automóvel, o "pára-choques" é o próprio corpo.
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De Me a 22.11.2016 às 12:28

O senhor Pedro Silva acha que não, os peões morrem nas passadeiras porque gostam.


Pedro Silva, fazia melhor se apagasse esta coisa
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De Anónimo a 22.11.2016 às 19:05

MAIS UMA RAZÃO PARA LEVANTAREM A MARMITA DO FACEBOOK E OUTRAS PORCARIAS QUE VOS TORNA A TODOS MORTOS-VIVOS E OLHAREM EM REDOR E VEREM QUE AFINAL A VIDA PARA ALEM DAS PORCARIAS DOS POKEMONS
FRANCAMENTE , NÃO SE DISTRAIAM DO TEMPO ,SE NÃO ELE VOA 
"ÀI DAQUELE QUE TEM OLHOS E NÃO VÊ"
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De Pedro Silva a 22.11.2016 às 11:59

Duas notas importantes a quem comenta:


1 - A "experiência" não está acima da Lei nem é Lei. A "experiência" não está descrita nem prevista no Código da Estrada ou em qualquer outro corpo legislativo referente à circulação nas nossas estradas;


2 - Exponham as vossas "experiências" mas tenham em atenção que nem todos fazemos o mesmo. Eu não passo nos sinais vermelhos. Já se quem aqui comentou (ou vai comentar) o faz eu não tenho nada com isto só porque sou ciclista.


Tenho dito.
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De Mário Graça a 22.11.2016 às 12:28

O seu post começou com a sua experiência. É natural que cada um exponha experiências que viveu ou presenciou, embora não sejam leis. Eu pessoalmente não dou exemplos de "experiências" únicas. Quando referi que os ciclistas passam vermelhos, é porque vi muitas vezes isso acontecer( mas muitas mesmo). Não quero dizer que o faça. Curiosamente ou não, os ciclistas fazem o mesmo daquilo que acusa os peões de fazer, isto é, atravessar passadeiras sem olhar e sem esperar que os condutores abrandem. Isto já eu vi muitas vezes. É claro que não devemos generalizar. Só continuo a estranhar que o tal casal de idosos tenha aparecido tão repentinamente para alguém que estava parado para deixar passar um peão.
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De Me a 22.11.2016 às 13:01

ui,ui, e os idosos costumam ser "muita" rápidos...correm que nem...
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De Pedro Silva a 22.11.2016 às 13:06

Mário, não fui eu quem escreveu isto:

Conversa e mais...conversa. A minha experiência diz-me que não tem razão nenhuma.



Ou seja; pela sua "experiência" o que está descrito no artigo do Código da Estrada - e demais interpretação do Jurista - é "conversa" porque a sua experiência é que conta.


Não tente "virar o bico ao prego"" e dar o dito por não dito.


Se conhecesse a rua onde tudo aconteceu e tivesse lido o artigo não estranharia nada e não tiraria metade das conclusões que tirou e expôs.
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De Anónimo a 22.11.2016 às 19:07

TODO O SER HUMANO FAZ O MESMO
CASE CLOSED.
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De David a 22.11.2016 às 14:29

Só falta dizer.. não são só as questões da distância/velocidade/condição do piso/carro/travagem. É também o ângulo morto, o condutor pode estar atento a outra situação relacionada com o trânsito, que o possa por momentos tirar o foco na passadeira... enfim. Vejo muito jumento na passadeira e vejo ainda mais jumentos a "estar" ao pé da passadeira, ou está a falar ao telemóvel, ou outra coisa qualquer, como ser somente jumento ali estacionado.
Vejo muita gente que quando o carro pára na passadeira, "por cortesia", não querem passar --> errado.
Já salvei pessoas de serem mortas em passadeiras por lhes buzinar porque iam ser passadas a ferro pelo carro a ultrapassar-me à minha esquerda/direita que não ia parar, pois não os estava a ver e nem quis saber da passadeira > Por cúmulo ainda levei com uns gritos histéricos do género do transeunte: "Deves ser mesmo cab*** para me estares a buzinar e eu de "fones" aqui a passar a passadeira na boa. Gente do mais burra que possa haver. Nem se aprecebem.
Já tive situações onde tive de parar a 10cm to transeunte para o gajo de trás não me dar um toque por trás e depois ficar 10cm literalmente em cima do transeunte e ainda fica a olhar para mim. É tudo burro.
O melhor deverá ser o seguinte: Parar na passadeira, se um gajo qualquer atropelar ou dar por trás, que "sa lixe", estou na boa, não é minha culpa.
Solução: Educação cívica.
Problema: O Estado depende de jumentos.
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De Me a 22.11.2016 às 15:06

Só para sí: Ìo, ìo. só espero que seja atropelado numa passadeira.
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De Me a 22.11.2016 às 15:07

só para dizer que vc é tão asno que nem percebeu o post!
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De Mário Graça a 22.11.2016 às 15:17

Muito bem. Se o condutor está atento a outra situação qualquer e não abranda na aproximação a uma passadeira ... quem paga é o peão que devia adivinhar que o condutor não tomou atenção à passadeira.
Se o condutor tem um ângulo morto e, precisamente por isso devia abrandar para não conduzir "às cegas", quem paga é o peão. Se um condutor vê o da frente parar numa passadeira e mesmo assim ultrapassa (pela esquerda ou direita), quem tem culpa é o peão (devia adivinhar). Se o "gajo" de trás não abranda quando vê o da frente abrandar e, portanto, sujeita-se a bater por trás, de quem é a culpa? Do peão.
Eu, por cortesia, costumo deixar passar os carros que vão virar à esquerda e que enquanto estão parados estão a condicionar o trânsito para eu passar.
Concordo que todos nós precisamos de muita educação cívica. Agora, atirarmos para cima dos outros toda a responsabilidade (para não sobrar nenhuma para nós), é a melhor maneira de continuarmos todos ( a começar por nós próprios) a não termos nenhuma educação cívica, nem nos corrigirmos.
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De Anónimo a 22.11.2016 às 19:08

VÊ ISSO É BOM SENSO 
MAS INFELIZMENTE ESSE BOM SENSO FALTA EM MUITOS OUTROS
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De David a 22.11.2016 às 19:20

Ninguém pretende cobrir todas as situações, mas quantas vezes acontecem situações em condução que desviam o foco de um condutor - som, publicidade, luzes brilhantes, falta de iluminação, rádio do carro, etc.? Ninguém disse que isso é certo ou errado, acontece por culpa do condutor ou sem, por n motivos.
Na maior parte das vezes os acidentes não têm um culpado único, no caso que dei como ilustração pode ser facilmente evitado se o peão tiver precaução e não se atirar para a passadeira, só porque está na passadeira - diria que grande parte dos atropelamentos podia ser assim evitados, como também andar na estrada...
Em relação ao ângulo morto, se for devagar ou rápido nada muda. Basicamente se não vê, é como se o peão não esteja lá. Pode abrandar, mas acerta-lhe, bate mais devagar. Mais uma vez, o peão "não-jumento" não se atira para a passadeira, verifica primeiro se está a ser visto por todos os condutores na via ;)
Ninguém disse que é o peão que tem a culpa em relação ao outro carro não travar a tempo/ultrapassar, mas mais uma vez repito: O peão consciente em qualquer situação deve-se certificar que está a passar em segurança antes de entrar na passadeira.
É óbvio que se um carro não passar na passadeira e passar por cima de um peão a culpa será sempre desse carro, mas também é óbvio que muitos atropelamentos poderiam ser evitados se os peões fossem mais bem educados, pelo menos para andar na via pública. No final de contas quem se parte todo são os peões, por isso são de certeza os mais interessados.

Dei casos óbvios que me aconteceram, que salvei peões por irem notoriamente distraídos, um dos quais nem se apercebeu que lhe passou um carro à frente a alta velocidade, pois ia a olhar para trás + fones (estudante ao pé de uma faculdade...), mas conseguiu logo ofender a quem o salvou porque a buzina ouviu!

Quanto ao jumento "Me" é o caso típico de um QI inflacionado por um teclado - consegue juntar umas letras. Peço desculpa por usar Português coloquial que o google translator não lhe consegue decifrar. Cure-se.
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De Eu a 22.11.2016 às 21:27

Tenho tanta pena do cycling como do motocycling da lambreta de plástico como do idiota a fazer running na estrada! Velhotes a correr na passadeira para se porém a frente dum idiota a fazer cycling... Deviam quer praticar deathing com certeza!
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De Pedro Silva a 22.11.2016 às 21:55

O dia todo sem que ninguém lhe passe "cartucho". Agora muda de estratégia e passa para o insulto. Típico de um calhau com dois olhos diante de um teclado.


Xanax, xixi e caminha que a hora do Vitinho já vai longe. Dizem que faz maravilhas aos calhaus com dois olhos.

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