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Dragão “meteu a quarta”

por Pedro Silva, em 15.12.16

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imagem retirada de zerozero

 

Futebol Clube do Porto 2 x Clube Sport Marítimo 1. E com esta os Dragões “meteram a quarta”. O FC Porto vai na quarta vitória seguida e muito por culpa da recuperação de uma confiança que parecia perdida. Efectivamente – repito – a vitória caseira diante do SC Braga fez mesmo milagres… Quem diria que esta equipa ia voltar a jogar bem e a impor o seu futebol tendo, inclusive, aquela sorte de que qualquer equipa profissional necessita em certos momentos de uma partida de futebol?

 

Esta partida diante do Marítimo foi mesmo isto. Uma clara e inequívoca demonstração de força por parte de um grupo de atletas que parecia condenado ao fracasso. E começa a ser notório que de nada vale às equipas jogarem o seu “futebolzinho” de “autocarros” diante da sua baliza porque desta vez as bolas entram mesmo. Os jogadores do FC Porto lutam para as meter dentro da baliza adversária. Veja-se, a título de exemplo, o golo inaugural desta partida que foi marcado por Yacine Brahimi. O moço não desistiu em momento algum de lutar até ao fim, e viu este seu esforço ser devidamente recompensado.

 

Parece-me que agora no Dragão voltou a existir um grupo e não uma “manta de retalhos” onde se esperava que o génio deste ou daquele atleta resolvesse a partida. A filosofia “Lopeteguiana” do devagar, devagarinho e bola para os aldos e para trás está, aos poucos, a desvanecer-se mas foi preciso um tratamento de choque… E que tratamento! Vamos é a ver se a coisa melhora e se esta “boa onda” se mantêm pois a sorte não vai proteger para todo o sempre o conjunto de Rui Vitória.

 

Apesar das vitórias e de haver melhoras aqui e acolá ainda existe muito por fazer neste FC Porto de Nuno Espírito Santo (NES). Especialmente nos processos de ataque dado que diante dos insultares foi notória alguma trapalhada e muita hesitação na altura de rematar à baliza de Gottardi. O Marítimo facilitou um pouco quando os Azuis e Brancos estavam na posse da bola na zona central da área, mas muitas destas facilidades foram aproveitadas de uma forma deficiente pelos Portistas porque ora se atrapalhavam com a bola. Ora atiravam com a “redondinha” para as pernas de um seu colega de equipa. Acredito que tal se deva a alguma falta de maturidade da linha ofensiva da equipa Azul e Branca, mas com trabalho e com a confiança em alta acredito que tal aspecto vá melhorar.

 

E já agora, o que deve melhorar (já em Janeiro se faz o favor!) é a qualidade de opções dum plantel para que NES possa gerir o esforço dos seus pupilos com eficácia e alguma tranquilidade (algo que não aconteceu hoje e que esteve na origem do golo dos madeirenses).

 

Uma nota final para dar aqui conta de que terminou – finalmente – o recorde de imbatibilidade da baliza de Iker. É sempre muito mais importante ter a defesa preocupada em trabalhar para conquistar pontos que permitam ao FC Porto amealhar títulos do que em trabalhar para recordes que só servem para aumentar o ego. Mas atenção! Há que dizer que o golo dos Maritimistas foi precedido de uma péssima abordagem de Rúben Neves à bola e de uma falta provocada pelo jogador da equipa insultar…

 

MVP (Most Valuable Player): Yacine Brahimi. Um golo e uma assistência para golo. Em suma; Brahimi foi o mentor da vitória Portista de hoje. Excelente na forma como marcou o primeiro golo e fantástico na assistência para o segundo golo do FC Porto. Yacine mostrou que está aí para trabalhar e dar o seu melhor pelo clube. Efectivamente ter estado uns quantos meses no banco de suplentes e na bancada foi “remédio santo” para o argelino que até já colabora nos momentos defensivos da equipa!

 

Chave do Jogo: Inexistente. Tudo parecia resolvido a favor do Futebol Clube do Porto após André Silva ter marcado o seu golo, mas no minuto 85' Donald Djoussé aproveitou uma aselhice de Rúben e a “vista grossa” de Bruno Esteves para marcar um “golão” e colocar, desta forma, a incerteza no marcador até ao fim da partida.

 

Arbitragem: Bruno Esteves e a sua equipa de arbitragem levaram a cabo aquilo que se apelida de “arbitragem habilidosa”. Sempre que possível decidiu a desfavor do FC Porto (muita pancada o André Silva levou sem a devida punição dos infractores) e ainda está por explicar os descontos de tempo nos descontos de tempo pois não houve lance algum que obrigasse a que o jogo se tivesse prolongado para lá dos 3 minutos extra dados pelo árbitro.

 

Positivo: Jesús Corona. O mexicano esteve simplesmente genial na partida de hoje e só ficou “atrás” de Brahimi porque o argelino foi quem “construiu” – quase em exclusivo - a vitória Azul e Branca.

 

Negativo: Horário do jogo. Que os clubes queiram antecipar os seus jogos até que se entende, mas ao menos tenham a decência de os agendar para horas decentes. Jogo do campeonato numa Quinta-feira às 20h30 é fazer pouco de quem tem de trabalhar todos os dias.

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publicado às 23:30


4 comentários

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De Anónimo a 16.12.2016 às 22:22

Spot on este post.

Concordo na íntegra. É notória a evolução do futebol praticado pela equipa azul e branca e é por demais óbvio que tal se ficou a dever ao facto de um resultado positivo frente ao SC Braga.

É curioso eu referir o facto de a bola se recusar a entrar ou porque batia no ferro, ou porque o guarda-redes apesar de estar batido e de a bola se encaminhar para a baliza, tinha sempre um defesa a salvar o golo certo e o NES desabafar após o jogo com o Braga que a bola deixou de ir ao ferro e agora entra.

Para quem vê de fora, ñ é que o Porto estivesse a jogar assim tão mal que justificasse 4 jogos seguidos sem vencer, houve foi na minha perspectiva um conjunto bastante anormal de circunstâncias que condicionaram o resultado nestes jogos.

Em 4 jogos houve 4 bolas no ferro e em 2 desses jogos há golos salvos por defesas quando o guarda redes se encontrava batido, assim de repente lembro-me do jogo com o Chaves para a Taça.

No jogo contra o Braga o Marafona faz 14 (catorze) defesas em 90 minutos. Catorze...
As médias por jogo rondam valores perto de 9 se somarmos as defesas de ambos os lados, ou seja, um guarda-redes, faz, por média, entre 4 a 5 defesas por jogo.

Parecia aquele filme "The Perfect Storm" em que se junta tudo o que de pior podia acontecer para potenciar a tempestade. E também, à semelhança desse filme, depois de a onda passar, se verifica o regresso à normalidade.

Creio que o Porto já teve a sua travessia no deserto. Um mês inteiro 23 de Setembro a 22 de Outubro a jogar única e exclusivamente fora de casa.

Vamos aguardar e ver o que o futuro reserva ao rival directo que começa finalmente a ter de se bater com adversários fortes e fora do seu reduto. Ñ me admiraria se ficassem alguns pontos pelo caminho nesta e/ou na próxima jornada frente ao Estoril e Guimarães respectivamente.
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De Pedro Silva a 16.12.2016 às 22:55

Um comentário sobre futebol onde se fala de futebol.

Assim vale a pena publicar a minha opinião.
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De nuno a 17.12.2016 às 09:15

A sorte protege os audazes...pena so agora o porto perceba isso, mas estao e continuarao onde devem estar, atras do glorioso.
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De Pedro Silva a 17.12.2016 às 15:44

A audácia deve ter ficado retida numa das portas do Estádio da Luz no último jogo com o SSC Napoli. E o mesmo sucedeu numa das entradas do aeroporto do Funchal.


Isto só termina em Maio Nuno. Não cante vitória antes do tempo.

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