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Bloco, Bloco…

por Pedro Silva, em 18.04.16

Imagem Cróica RS.jpg 

O panorama partidário português sofreu as mais variadas alterações ao longo dos anos. Com o 25 de Abril houve uma “explosão” de Partidos de ideologia de Esquerda. Uns mais radicais e outros mais moderados, vários foram os Partidos de Esquerda que marcaram, positiva e negativamente, a nossa 3.ª República.

 

Chegados ao Século XXI os Partidos pós revolucionários despareceram. Ou melhor, fundiram-se num só Partido que, aos poucos, ganhou um enorme protagonismo no nosso panorama político “roubando” um pouco a predominância que o Partido Comunista Português tinha como “Partido de Protesto”. Mas o Bloco de Esquerda não se ficou por aí dado que hoje em dia este se apresenta, cada vez mais, como um “Partido de Governação” e a prova disto mesmo está no facto de ser um dos mais fortes pilares da governação Socialista de António Costa.

 

Temos, portanto, que ao Bloco de Esquerda de Catarina Martins e Mariana Mortágua - que tem contribuído, e muito, para uma “limpeza da porcaria” que grassa na nossa sociedade civil e política – se exige uma maior responsabilidade. Dito de outra forma; será intolerável ao Bloco voltar a colocar em cima da mesa dos debates temas como a criminalização do piropo (temática que ridicularizou o Partido e que fez com que este perdesse muita força política).

 

Até digo mais, depois de Mariana Mortágua ter tido a coragem de trazer a público os “podres” da nossa Banca e a promiscuidade que existe na Política e Alta Finança as responsabilidades do Bloco de Esquerda aumentaram em flecha. O Bloco tinha deixado de ser o Partido do “contra” para passar a ser aquele Partido que se afigurava como diferente dos outros. O problema é que as coisas não se passaram bem assim porque o Bloco trouxe para a nossa Sociedade mais uma das suas antigas “parolices”. Esta história do Cartão de Cidadão vs Cartão da Cidadania é caricata, senão mesmo ridícula em todos os termos e sentidos.

 

Sou o primeiro a defender a igualde em todos os sentidos entre os Direitos e Obrigações de Homens e Mulheres. Sou o primeiro a estar contra a descriminação das Mulheres seja ela qual for. Mas pergunto-me onde é que haverá discriminação na denominação de um Cartão que outrora era conhecido como Bilhete de Identidade? Ou melhor; qual é a situação mais grave eu que merecia uma maior atenção da parte da ala feminista do Bloco: a temática Cartão de Cidadão vs Cartão da Cidadania ou as pressões psicológicas que as entidades patronais por norma fazem sobre as Mulheres que engravidam/tencionam engravidar (teste de amamentação e outras coisas tais)?

 

Confesso que estaria do lado do Bloco se este optasse por ter a iniciativa de tornar o actual Cartão de Cidadão mais prático, seguro, e, sobretudo, mais condizente com os valores que temos de pagar pela sua renovação, mas pelos vistos o Bloco de Esquerda ainda não se libertou, em definitivo, daquela sua ala que só tem prazer em ser do contra (à boa moda do Partido Comunista Português),

 

Bloco, Bloco… Quando é que vais ser uma alternativa no verdadeiro sentido do termo?

 

Artigo publicado no Repórter Sombra

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publicado às 22:14


13 comentários

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De Anónimo a 19.04.2016 às 14:43

Um dia para esquecer na vida do BE.
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De Luis Neves a 19.04.2016 às 21:13

Permita-me corrigir...mais um dia para esquecer na vida do bloco...é q ultimamente têm sido todos.
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De Anónimo a 19.04.2016 às 15:33

sua ala que só tem prazer em ser do contra (à boa moda do Partido Comunista Português)....

Por acaso já ouviu o PCP a fazer criticas tão mesquinhas e estúpidas como esta? Certamente não. O PCP não é um partido do contra, o PCP critica tudo aquilo que vai contra direitos das pessoas e dos trabalhadores. Respeito. Leia mais e procure não ofender gratuitamente.
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De Filipe a 20.04.2016 às 08:49

Exmo. Sr. Anónimo, permita-me que o corrija sobre o PCP. Como muito bem diz o "PCP critica tudo aquilo que vai contra direitos das pessoas e dos trabalhadores", mas o problema do PCP é que na maior parte dos casos nem sabe o que esta a criticar, muitas vezes só o faz porque o seu passado lhe diz para fazer. O PCP não é mais que um pau mandato das potencias de Esquerda, como a China, Coreia do Norte e Rússia, o PCP esta muito longe de saber estar no século XXI, ao contrário do BE que tem ideias estúpidas como o caso do C.C. o PCP à mais de 20 anos é mais do mesmo. Portanto quando diz que "Leia mais e procure não ofender gratuitamente.", acho que devia olhar um pouco para o seu PCP que tanto defende, fazer uma analise e quem sabe, Leia e tente atualizar-se. Os  meus cumprimentos.
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De Helena a 20.04.2016 às 10:29

"O PCP à mais de 20 anos é mais do mesmo" . "à" ??!! 
Meu caro Filipe , por favor leia mais e informe-se: "Há" do verbo haver.
Ai essa gramática...
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De ziito a 19.04.2016 às 15:47

Com o devido respeito, isto é apenas uma aberrante demonstração de ignorância quanto ao trabalho que o bloco tem feito nos últimos tempos (anos). 


Aliás, só se lembram do bloco quando são esta miudezas, aproveitando logo para o catalogar, com justificações de não sou alternativa, não apresentam nada de jeito. 

Grande parolice esta e censurável, tão parola que até houve um tribunal que alterou o seu nome, por causa de parolices! Maldita democracia esta que nos baixa ao ridículo de permitir lutar pela igualdade até ao mais infamo pormenor.  


Por vezes são nos mais simples gestos que estão os maiores actos.  
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De caveira a 19.04.2016 às 16:03


certíssimo, falhando num ponto: o BE continua a ser exclusivamente um partido do contra, só que agora com maior expressão parlamentar (até quando?). e é do contra porque só se preocupa com as medidas populistas e demagógicas do lado da despesa, da distribuição. isto é do mais "do contra" que se possa imaginar, porque as medidas de equilíbrio deste populismo, da criação de riqueza, só o vão buscar num outro ainda maior populismo: aquele dos "ricos que paguem a crise", com o aumento de impostos sempre sobre os mesmos.
Esteve bem quando comparou o gosto de estar "do contra" com o do PCP, esse partido assumidamente do antigamente, dos fascistas em cada esquina, das "defesas das conquistas de abril", do medo do indivíduo e das vantagens do coletivo.
Gostei.
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De Helena A. a 19.04.2016 às 16:16

Eu não gosto nem de um nome nem do outro...
Gostava mais de Cartão de Identidade!
E tem toda a razão...
Não percebo como gastam tempo e energia numa coisa destas. Isto não contribui para melhorar o mesmo, o que deveria de ser a preocupação deles!
Cumprimentos de Lisboa!
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De john a 19.04.2016 às 17:34

A língua portuguesa também reflete muita da nossa História, tradições, etc. E muitas vezes nem nos apercebemos disso.

Como sabemos, o sexismo abundou ao longo da nossa História. Será que a língua portuguesa herdou algum desse sexismo? E se isso for verdade, será que nos aperceberíamos disso? Acho possível que não nos apercebêssemos desse sexismo, afinal estamos tão acostumados à nossa língua, expressões, etc...
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De Makiavel a 19.04.2016 às 17:53

Mas afinal, qual é a comichão que lhe faz, senhor(a) articulista, a mudança da designação para Cartão de Cidadania?

Parece-me apenas um pretexto para fazer piadolas e críticas ao BE.

Onde andava o(a) senhor(a) quando quiseram mudar Direitos do Homem para Direitos Humanos?
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De Augusto a 19.04.2016 às 18:02

A credibilidade do BE é feita pela sua luta contra a corrupção, pela defesa dos mais pobres, pela defesa dos princípios constitucionais. Que comunicação social dê mais destaque ao nome do cartão, do que dá por exemplo á luta contra as imposições do Shauble e da Merkel, isso é da responsabilidade da comunicação social. Para mim num pais onde houvesse comunicação social a sério, isto merecia duas linhas de pé de pagina. A sua aprovação não tem custos, é uma mera mudança de nome, então porquê tanta discussão. O BE tem causas pequenas e grandes não enjeita nenhuma, cabe a cada um de nós dar-lhes um grau de importância. Por aqui parece que este é o assunto que mais os preocupa, opções. 
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De Marco a 19.04.2016 às 19:11

Quando se coloca canalha em lugares onde deveria estar gente crescida, minimamente formada e com responsabilidade, saem deste tipo de imbecilidades.
Hoje, ao contrário do que o autor quer fazer crer, o PCP é o único partido sério do nosso espectro partidário. 
Nunca vi uma única ideia que valor, condizente com a nossa cultura, com a nossa realidade e para um futuro melhor saída do "Bloco"  (talvez deva dizer-se "Bloca", para não ser sexista). 
Com tudo isto, estou a ganhar uma certa fobia a esta espécie de esquerda ignorante, fundamentalistas à boa maneira coreana, gente que não vale nada. Paralelamente começo a achar que há que criminalizar o "feminismo esquerdista", pois é contrário à Constituição.
Quando faltam as ideias e a capacidade de inovar, acontecem destas coisas... parte-se para a imbecilidade. 
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De josé ferreira a 19.04.2016 às 22:12

este bloco de esquerda e a esquerda em geral fazem-me ter vontade de que salazar volte.
tenho dito
a bem da nação

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