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Costumo estar sempre muito atento ao que a Imprensa escreve. Então quando o assunto é política internacional, quase como sem querer, o meu interesse aumenta exponencialmente porque sei que vêm aí asneira da grossa. E por norma não me engano.

 

Como todos devem estar recordados a farsa da Primavera Árabe culminou num grande nada em muitos Países, noutros deu uma força imensa aos grupos terroristas e na Síria foi a “Mãe” de uma Guerra Civil que dura há anos.

 

Ora na altura em que rebentou a Guerra na Síria a Comunicação Social rapidamente separou as águas e referiu-se em uníssono a Bashar al-Assad como sendo o “Regime” que se opôs violentamente aos Rebeldes.

 

Hoje em dia, depois de a coisa ter tomado o rumo que todos sabemos com a criação de um tal de Estado Islâmico, já lemos que as Tropas leais ao Presidente Bashar al-Assad bombardearam os Terroristas do Estado Islâmico.

 

Ou seja, antes o Regime era o “Regime” que tinha de ser derrubado, mas agora passou a ser o parceiro bestial que combate a organização ‘jihadista’ Estado Islâmico (EI) que está sitiada na província de Al Raqa no Norte da Síria.

 

Dá para levar a Imprensa a sério? Não me parece.

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publicado às 17:08


3 comentários

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De Makiavel a 19.08.2014 às 12:31

A imprensa é para ser levada a sério; não é para engolir tudo o que lá vem escrito. Escrutinar as fontes, ver as intenções por detrás das "caxas", consultar mais do que uma fonte de informação: é esse o dever de quem quiser estar, efectivamente, bem informado.
A estafada campanha pela democratização das ditaduras, acompanhada por campanhas humanitárias apropriadamente financiadas por ONGs (normalmente, são países com petróleo ou relacionados com o trânsito de matérias-primas essenciais ao way-of-life americano) esconde sempre uma estratégia geo-política de expansão. Foi/é assim no Iraque e no Afeganistão com democracias falhadas), na Líbia com a destruição do pouco estado que havia e substituição por anarquia tribal, é assim na Síria e na Ucrânia, onde a UE e o ocidente democrático não hesitou em apoiar movimentos neo-nazis para poder alargar o seu espaço vital a leste.
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De Pedro Silva a 19.08.2014 às 16:37

Assino por baixo este excelente comentário!

Apenas gostaria de ressalvar o seguinte ditado sobre a seriedade da Imprensa (principalmente a Nacional): 
À mulher de César não basta ser séria, tem de parecer séria



Até porque na minha modesta opinião não faz sentido algum o comum dos Cidadãos ter de consultar o maior número de fontes para poder acreditar na informação que lhe é prestada pela Imprensa.

Grato pelo comentário. Espero poder ter o prazer de o ler mais vezes por aqui.

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De Makiavel a 19.08.2014 às 16:50

Obrigado pelo comentário.
Faz todo o sentido cruzar fontes de informação, ouvir o outro lado, não diabolizar uma das partes, para se ter uma ideia mais abrangente da realidade. Nos dias que correm de "notícias" sensacionalistas (nacionais e internacionais) é conveniente desempenhar um pouco o papel de advogado do diabo. Quanto mais não seja como método de análise.

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