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Ainda há quem se admire com o Brexit?

por Pedro Silva, em 06.06.16

Imagem Crónica RS.jpg 

Ponto prévio; pode não parecer mas eu sou europeísta. E quando aqui digo que sou europeísta não estou com isto a afirmar que concordo e aceito o federalismo europeu porque tal se trata de uma ideia que é, de todo, impossível. Para mais o ser europeísta não é sinónimo de que se aceita o actual estado em que se encontra a União Europeia.

 

É um triste facto. A União Europeia está em declínio e nunca a sua extinção esteve tão próximo de acontecer. Os problemas são mais do que muitos e para tal bastou que a Europa se tivesse “partido” em duas por sua manifesta vontade. Falo aqui – obviamente - da criação da zona euro, zona que não alberga todos os Estados-membros da União Europeia mas que influencia a vida de toda a União Europeia. Tal influência tem feito aquilo que o icebergue fez ao Titanic.

 

Não é um mero acaso que hoje em dia se fale com tanta insistência e extrema preocupação do Brexit. Realmente nenhum povo europeu está na disposição de abdicar – ainda mais - da sua soberania em prol de um projecto europeu que sanciona os Estados-membros que seguem à risca a política do Euro grupo. Assim como há cada vez menos gente predisposta a realizar sacrifícios em prol do cabal respeito do preceituado nos tratados europeus e ver um País como a França não ser sancionada pelo desrespeito dos ditos Tratados somente porque é a França.

 

Confesso que nunca entendi o porque de ter de existir um Tratado Orçamental na zona euro. Tal figura surge seguindo a ideia de que os governantes são todos uns irresponsáveis que olham para as Finanças Públicas como se de um Cartão de Crédito se trate. Ainda se o dito Tratado previsse regimes de execpção em casos de crise financeira “eu era como o outro”, mas tal não existe e o que sucede realmente é que os países signatários do dito Tratado tem de fazer tudo e mais alguma coisa para o cumprir sob pena de serem sancionados. Ou seja; execpetuando a França. Alemanha, Bélgica, Holanda e Áustria todos os outros Países da zona euro tem de reduzir o investimento público em sectores sensíveis como a Segurança Social, Segurança, Trabalho e Saúde para que os seus défices orçamentais não ultrapassem os 3%. E tal tem de ser assim quer se esteja em clima de crise financeira/catástrofe natural/ataque terrorista/crise humanitária ou não.

 

Sinceramente ainda estou para perceber como é que os Países da dita zona se meteram nisto da zona euro…

 

Agora juntemos a esta tremenda trapalhada (uma expressão muito em voga nos dias de hoje) a crise dos refugiados – crise que França e Inglaterra ajudaram a criar – e percebem porquê razão eu afirmo que a Europa Federada não passa de um sonho tresloucado sonhado na geração de 90 sob a influência de uma qualquer substância psicotrópica.

 

Em suma: actualmente existem duas Europas dentro da União Europeia. Em ambas ninguém se entende e estão todos uns contra os outros por questões meramente políticas (dizem os políticos europeus).

 

Em jeito de remate final coloco a seguinte questão: Ainda há quem se admire com o Brexit?

 

Artigo publicado no Repórter Sombra

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publicado às 22:05


3 comentários

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De Luis Moreira a 07.06.2016 às 00:23

Primeiro não vai haver Brexit nenhum, depois o meu amigo esquece-se que o nosso país e não só, beneficiou de um fluxo de capitais como nunca, tornando o país miserável do antes num país moderno com boas infraestruturas. Esquecemo-nos sempre
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De Pedro Silva a 07.06.2016 às 01:23

Luís eu também não digo em parte alguma que o Brexit será uma realidade. O que digo é que não é de se admirar que os Ingleses insistam tantas e tantas vezes nesta questão no actual estado de coisas na Europa. E também digo que isto deveria preocupar os Europeus (já vi que a si não o afecta minimamente).

Então o facto de Portugal, tal como os outros Estados-membros,  ter recebido fundos europeus - e contribuir para eles - tem obrigatoriamente de aceitar tudo e mais alguma coisa que a Europa queira? Inclusive ser um possível alvo de sanções que, pelos vistos, só são aplicadas aos países da zona euro de menor estatuto que seguiram cegamente a doutrina do Euro grupo nos últimos quatro anos. Mas agora a União Europeia é a República dos esterótipos?
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De Pedro Silva a 07.06.2016 às 02:05

Errata


Onde se lê "esterótipos" deve ler-se "estereótipos".

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