Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]



Um treino que correu bem

por Pedro Silva, em 13.10.17

imgS620I206978T20171013220741.jpg 

imagem retirada de zerozero

 

A vitória portista na 3.ª eliminatória da Taça de Portugal terá sido uma espécie de vitória sem história. E tal sucedeu porque o adversário era frágil, jogou fora do seu recinto embora nesta partida o Lusitano de Évora fosse a equipa da casa e - atenção a este aspecto – porque o Futebol Clube do Porto não parou de querer dar tudo o que tinha e anão tinha até ao fim dos noventa e poucos minutos.

 

Obviamente que esta “fome de bola” que a equipa azul e branca demonstrou hoje em campo tem o seu lado positivo e o seu lado negativo. O positivo reside no facto de a ser assim só muito dificilmente os Dragões poderão ser vítimas do famoso “tomba gigante”. O negativo reside tão-somente na capacidade física dos jogadores, capacidade essa que poderá (ou não) vir a ser um factor decisivo na deslocação a Leipzig na próxima semana em mais uma jornada da UEFA Champions League e na “longa maratona” que se chama Liga NOS. Só o tempo nos dirá se esta forma de estar numa altura tão “ocupada “ da época diante de um adversário acessível terá sido- ou não - uma boa aposta de Sérgio Conceição e restante equipa técnica.

 

O que gostei verdadeiramente de ver foi a aposta de Sérgio Conceição em algumas das “joias” da formação azul e branca. Só lamento que Fede Varela não tenha tido a sua oportunidade dado que o jovem médio argentino poderá vir a ser uma alternativa segura a um Oliver Torres (ainda) em baixo de forma. Diogo Dalot também “mostrou serviço” tendo, inclusive, feito aquilo que muito aprecio num d3efsa lateral: com a bola dominada, levantar a cabeça e fazer um cruzamento como deve ser para a área adversária. Já o jovem avançado brasileiro de nome Galeno não me encantou a cem por cento… O moço até que tem uma técnica formidável e sabe sair em velocidade com a bola dominada, mas este escusa de se irritar tanto sempre que falha um golo. Ao fazer tal pode fazer as delícias de muitos adeptos, mas este desconcentra-se e faz com que o seu empenho em campo não redunde em nada mais senão numa espécie de “corre-corre” sem nexo.

 

Esta etapa está cumprida. Agora é ver o que reserva o sorteio da próxima eliminatória da Taça de Portugal. Mas para já o FC Porto tem de se concentrar – e muito - na perigosa deslocação ao terreno do RB Leipzig. A equipa alemã é uma “perfeita desconhecida” que na temporada passada “pôs a cabeça em água” ao poderoso Bayern.

 

MVP (Most Valuable Player): Otávio. O jovem médio brasileiro jogou e fez jogar toda uma equipa que cedo mostrou querer impor o seu futebol. Excelente no último passe e muito concentrado no trabalho a meio campo. Para ter sido uma exibição perfeita só faltou a Otávio ter marcado um golo. Não que o jogador não tivesse feito por isto, mas a sorte a e a barra da baliza adversária não o deixaram.

 
Chave do Jogo: Apareceu no minuto 20´ e 21´ da partida para resolver a contenda, em definitivo, a favor do FC Porto. Os dois golos de “rajada” que Aboubakar marcou acabaram por completo com a parca resistência da modesta equipa alentejana. A partir daí os azuis e brancos fizeram do jogo o que muito bem lhes apeteceu.

 

Arbitragem: Nota positiva. Nada a apontar ao trabalho de Hélder Malheiro no Estádio do Restelo.


Positivo: Espírito de grupo. Gostei bastante de ver a união que TODOS os elementos do Futebol Clube do Porto mostraram fora e dentro do campo. Este é um factor que faz com que as equipas alcancem os seus objectivos. A ver se tal se mantêm nas horas más.

 

Negativo: Diogo Dalot na faixa esquerda da defesa. Dalot é um jogador que parece ser de uma qualidade fenomenal, pelo que é deveras custoso ver este “diamante em bruto” a ser “lapidado” por Sérgio Conceição numa posição que nunca foi a sua. Que tal tenha ocorrido somente esta vez.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 23:55


Hora Garfield (110)

por Pedro Silva, em 12.10.17

ga080119.gif

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 18:07


Momento Mafalda (160)

por Pedro Silva, em 11.10.17

158.jpg

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 11:22

imgS620I206804T20171010212638.jpg 

imagem retirada de zerozero

 

Quem viu esta partida diante da Suíça (como eu) com toda a certeza que fica feliz pelo apuramento directo para o Mundial de futebol que se vai realizar no próximo ano na Rússia, mas há que ser sincero e dizer que esta vitória lusa diante de uma equipa helvética muito competitiva ficou a dever-se a um “pequeno grande milagre” da parte de “Todos os Santinhos e mais alguns”. Especialmente se tivermos em linha de conta a péssima primeira parte que Portugal realizou. Até parecia que os nossos jogadores não sabiam fazer outra coisa senão cruzar bolas para as mãos do guarda-redes suíço. Por acaso até que foi num deste cruzamentos à sorte que o defesa suíço Johan Djorou meteu a bola na sua própria baliza após uma carambola com Sommer (um excelente GR, diga-se de passagem). Confesso que fiquei com a sensação de que Sommer deveria ter abordado o lance de outra forma (os melhores também erram), mas os “Santinhos” estiveram do lado de Portugal neste lance. E ainda bem que assim o foi, pois este golo português abalou a equipa suíça e permitiu a Portugal apresentar um futebol muito melhor na segunda parte.

 

Futebol é isto mesmo. Por vezes lá surge aquilo que muitos apelidam de “estrelinha de campeão” e se ganha um jogo complicado. Portugal, actual campeão europeu de selecções – teve hoje direito a esta ”estrelinha” e lá levou de vencida uma Suíça que se preparava para fazer o mesmo que fez aquando do primeiro jogo com Portugal na fase de qualificação para i Mundial (fase esta que acabou de terminar).

 

É um facto, a Suíça não mereceu – de todo – perder no Estádio da Luz e confesso que se Portugal for jogar assim para o Mundial as coisas podem não correr lá muito bem. A ver vamos, mas nada justifica a imensa euforia de certos adeptos e comentadores que estão a fazer de Fernando Santos uma espécie de “super-hiper-mega” Treinador. O Homem nem no onze inicial e substituições acertou. Então hoje que era necessário um médio recuperador de bolas que ajudasse William Carvalho a organizar o jogo ofensivo de Portugal, Danilo fica no banco e só entra nos minutos finais para segurar a vitória? E porque não ter-se apostado na velocidade de Gélson e na técnica/experiência de Quaresma diante de uma Suíça que não precisava senão de um empate para se qualificar directamente para o Mundial?

 

Mas lá está, hoje os “Santinhos todos” estiveram com as nossas cores e lá se conseguiu um apuramento que (salvo erro da minha parte) terá sido dos mais difíceis da história da nossa Selecção. Agora vamos aguardar pelo que vai acontecer até Maio de 2018. Que não surjam lesões graves e que os jogadores chave do unido grupo de Fernando Santos estejam em boa forma quando a bola começar a rolar nas terras russas. Até lá, façam o favor de não alimentar ilusões estúpidas.

 

MVP (Most Valuable Player): André Silva. O jovem avançado terá sido o “menos mau” de um grupo de jogadores que hoje estava muito desinspirado e demasiado nervoso. André Silva foi o marcador do golo que “carimbou em definitivo o passaporte” de Portugal para a Rússia, e tal acaba por ser um feito histórico dado que o “miúdo” marcou golos a todos os adversários de Portugal na fase de qualificação.

 
Chave do Jogo: Surgiu no minuto 41´, altura em que o defesa suíço Johan Djorou introduziu a bola na baliza da sua equipa. A partir deste momento a Suíça perdeu o controlo do jogo e permitiu que Portugal vencesse a partida com relativa tranquilidade.

 

Arbitragem: Dois lances muito duvidosos de análise de Cünet Çakir. Aos 37 minutos, o árbitro turco deixou passar em claro uma mão na bola de Ricardo Rodríguez, após remate de Cristiano Ronaldo, e, aos 52, não admoestou Lichtsteiner na sequência de um pisão do lateral suíço em André Silva. Má arbitragem que, felizmente, não teve influência no resultado final.


Positivo: Apuramento. No final de contas o que se pode realçar pela positiva é, tão-somente, o apuramento directo de Portugal para o Mundial. Tal é um feito tendo em consideração o forte (e justificado) mano a mano com os suíços.

 

Negativo: Mediatismos. O que raio me interessa a mim, enquanto amante do futebol, que a cantora norte-americana Madonna tenha estado a ver o jogo no Estádio da Luz? Somente a velha parolice portuguesa (RTP) pode ver em tal motivo de tanto destaque.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 23:55


Catalunya lliure. No a l'opressió d'Espanya

por Pedro Silva, em 09.10.17

PS_catalunyalliurenoalopressiodespanya_destaque.jp 

“Catalunha livre. Não à opressão de Espanha”. É isto que está escrito em catalão no título e que serve de mote a este texto de opinião. Isto porque, por mais voltas por parte de quem simpatize com os unionistas espanhóis e Mariano Rajoy, o que está verdadeiramente em causa no processo Catalunha é tão simplesmente a opressão que o poder central espanhol (e não só) exerceu, exerce e - pelos vistos - exercerá sobre um povo que quer apenas uma coisa: decidir o seu futuro.

 

Mariano Rajoy e os apoiantes da Espanha unida recorrem, vezes sem conta, à tese do populismo para tentarem justificar o que Madrid tem feito e prometeu fazer à Catalunha caso a Generalitat da Catalunha liderada por Carles Puigdemont avance para a declaração unilateral de independência. Ora por um lado Rajoy e quem o apoia tem a sua razão, mas há que colocar as coisas no seu devido lugar. Assim como há que ter um sério cuidado na utilização de certas terminologias, terminologias que facilmente enganam quem não sabe o que está efectivamente em cima da mesa e a razão pela qual as coisas são como são.

 

Eu até que aceitaria de bom grado a tese do populismo caso da parte de Madrid tivesse sido feita outra coisa senão reprimir violentamente quem não pensa da sua maneira e forma. É preciso ter-se em linha de conta que em certas zonas da Catalunha (em Barcelona especialmente) tivemos a Guardia Civil (polícia espanhola, pois para quem não sabe a Catalunha tem uma polícia própria) a provocar os manifestantes com atitudes que mais fizeram lembrar as de uma qualquer claque ilegal. Para mais a actuação da Guardia Civil e a forma como o Governo espanhol tem gerido a crise catalã deveriam ter merecido uma clara chamada de atenção da parte do Rei de Espanha que (embora obrigado a defender a Constituição do seu país) deveria apelar à calma e, sobretudo, à clarividência e sentido de dever por parte de quem tem a obrigação de procurar manter a paz e a ordem pública. E de nada serve o apelo de eleições antecipadas na Catalunha pois esta tem sido a solução de Madrid sempre que a Região segue a via do independentismo. Dito de outra forma; eleições antecipadas na Catalunha são o mesmo que adiar um problema que tem fácil solução.

 

Somando tudo o quem tem acontecido na nossa vizinha Espanha desde o dia 1 de Outubro do corrente ano cível até à data sou forçado a dizer que quem tem tido um comportamento típico de populistas é a Espanha e o seu Governo totalitário de Mariano Rajoy que insiste na tese da repressão violenta em detrimento da realização de um referendo. E acreditem que a realização de um referendo sobre a independência da Catalunha é algo de possível. Basta que para tal Espanha tenha a mesma boa vontade que demonstrou aquando da revisão constitucional que permitiu a Madrid abolir o sistema fiscal próprio da Catalunha acompanhado (ora pois!) de uma brusca diminuição da autonomia da dita Região Autónoma.

 

Duas notas finais.

 

Uma para demonstrar, mais uma vez, que o populismo mora exclusivamente em Madrid ou não tivesse a manifestação a favor da Espanha unida (que teve lugar em Barcelona, e um pouco por toda a Catalunha, no passado domingo) decorrido de uma forma ordeira e pacífica. Fossem as autoridades catalãs os “populistas” e teria reinado todo este respeito e paz? A resposta é óbvia e só não a vê quem não quiser.

 

A outra nota prende-se com os apologistas da desgraça caso a Catalunha veja a sua entrada na União Europeia (EU) barrada à partida caso venha a ser um país independente. Ora tal forma de ver as coisas é reveladora, no mínimo, de uma ignorância atroz pois a Catalunha independente não será o único país “cercado” por Estados-membros da UE (veja-se o caso da Suíça, por exemplo). A quem pensa de tal forma aconselho vivamente a que faça uma pesquisa na internet sobre uma organização chamada “EFTA”. Para mais a UE tanto está do lado das independências como está contra. A prova de tal é a postura da União aquando do referendo sobre a independência da Escócia. Na altura a UE esteve fortemente contra a independência dos escoceses, mas agora que o “Brexit” é uma realidade esta mesma UE vê com bom grado uma Escócia independente do Reino Unido.

 

Artigo publicado no site Repórter Sombra (09/10/2017)

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 12:00


Mais sobre mim

foto do autor


gatos no telhado


Pesquisar

  Pesquisar no Blog

Calendário

Outubro 2017

D S T Q Q S S
1234567
891011121314
15161718192021
22232425262728
293031

Mandela 1918 - 2013


Catalunya lliure. No a l'opressió d'Espanya


Frase do Ano


Portugal é uma Democracia

13769388_930276537084514_2206584325834026150_n

CR7 (Bola de Ouro 2016)


Publicidade



subscrever feeds


Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2015
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2014
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2013
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2012
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D