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Momento Mafalda (115)

por Pedro Silva, em 30.11.16

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publicado às 21:10


Nem nos treinos…

por Pedro Silva, em 29.11.16

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imagem retirada de zerozero

 

Efectivamente se o Futebol Clube do Porto não consegue encontrar forma de marcar golos nos treinos, é natural que não os consiga fazer nos jogos a sério. Esta é a principal conclusão que retiro do que vi hoje na partida da “Taça da Liga” que se realizou no Estádio do Dragão.

 

Os azuis e brancos até que nem jogaram mal. Foi notória uma vontade da equipa de marcar holos para, desta forma, dar uma alegria aos parcos adeptos que tiveram a paciência de seguir um jogo treino do FC Porto, mas as boas intenções e esforço dos jogadores esbarram na parede do costume. Ou seja; contra equipas que jogam com duas linhas de quatro diante da sua grande área conseguem empatar diante do FC Porto… Mesmo que o jogo se realize no Dragão.

 

Tenho, portanto, de dizer que no universo Porto das duas, uma:

 

- Ou todo o plantel do Futebol Clube do Porto é de uma burrice e falta de qualidade gritantes ou;

 

- Já ninguém liga nenhum a Nuno Espírito Santo (NES).

 

Eu sei. O treinador também é burro e não tem qualidade. Mas eu evito ir por este caminho. E sabem porquê? Porque o Futebol Clube do Porto já vai no terceiro treinador desde Julen Lopetegui e os problemas são sempre os mesmos. Será que a passagem de Lopetegui pelo FC Porto acabou com o Clube? Tal situação começa a ser deveras preocupante e não estou em crer que a mudança de mister resolva de todo o problema.

 

E mais não digo. Vamos lá a ver como vai correr isto contra o Braga e Leicester. Vão ser duas finais no verdadeiro sentido do termo. Estará esta equipa do FC Porto preparada para elas?

 

Chave do Jogo: Apareceu no minuto 54' para resolver o jogo a favor do CF Os Belenenses. A equipa da Cruz de Cristo estava a jogar com 10 (expulsão de Benny no minuto 41) e estava algo intranquila, mas aos 54 minutos Quim Machado faz entrar Vítor Gomes para o lugar de Yebda e o futebol do clube do Restelo “assentou”. Foi o suficiente para o azuis do Restelo terem conseguido alcançar o objectivo a que se propuseram.

 

Arbitragem: Nuno Almeida ajuizou e decidiu bem o lance em que expulsou Benny do Belenenses (jogo violento), mas errou clamorosamente no golo mal anulado a Felipe porque o central dos portistas não estava em fora de jogo. No restante não este mal mas é impossível dizer-se que Nuno Almeida e a sua equipa de arbitragem fizeram uma boa arbitragem.

 

Positivo: A entrega e o querer. É sempre bom de ver quando os jogadores tentam dar tudo por tudo em campo(Brahimi e Herrera foram um bom exemplo disto mesmo).

 

Negativo: Falta de capacidade. O FC Porto bem que se entrega ao jogo e “dá o litro”, mas nem sempre querer é poder. Tal começa a ser um problema crónico para o Dragão.

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publicado às 23:58


¡Adiós Fidel Castro!

por Pedro Silva, em 28.11.16

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Fidel Castro faleceu no passado sábado. Mas antes de partir El Comandante deixou a sua marca. Uma marca indelével que marcou profundamente a nossa história. Foi muito graças à Cuba de Fidel que assistimos à tardia transferência de um Mundo antigo para o nosso Mundo moderno onde as liberdades e identidade dos Povos falaram mais alto do que a opressão dos velhos, caducos, desfasados e rancorosos Impérios Ocidentais.

 

É realmente isto que incomoda muito boa gente. A Cuba de Fidel embaraça muito dos ditos “pró democracia” porque este minúsculo país das Caraíbas foi capaz de impulsionar movimentos independentistas em Africa, América Central e do Sul. Argélia e Angola são dois exemplos do que a Cuba de Fidel fez de bom pelo Mundo.

 

Fidel conseguiu resistir – de uma forma brilhante – à opressão dos Estados Unidos da América que viram naquele pequeno arquipélago o local ideal para as suas máfias instalarem os seus “negócios”. Sobreviveu à queda da União Soviética e ao jogo nuclear que foi encabeçado por Nikita Khrushchov e John F. Kennedy (ambos dispensam apresentações).

 

E, mais importante do que tudo, Fidel Castro conseguiu criar uma Cuba onde o Estado Social funciona graças a um serviço nacional de saúde que é dos melhores – senão o melhor do Mundo - e a um ensino que chega a todos e é para todos. A pobreza em Havana é uma miragem e favelas nem vê-las. E tudo isto sob a sombra de um criminoso embargo comercial que os Norte-americanos insistem em manter.

 

Claro que nem tudo foi bom nesta Cuba de Fidel. Fidel eternizou-se no poder e deixou-se corromper por este em muitos dos momentos complicados da sua longa vivência política. É público o desprezo que Fidel sentiu aquando da saída de Che Guevara da máquina revolucionária que El Comandante liderou durante muitos anos. Assim como é também pública a forma como o Homem do Charuto e das longas barbas não lidou com a oposição interna. A forma como Fidel tentou gerir a frágil economia do seu país também não foi a melhor apesar de Cuba ser, quando comparada com os seus vizinhos da América Central e do Sul, o país que em melhor estado se encontra em termos de qualidade de vida.

 

A Cuba de hoje é, sem sombra de qualquer dúvida, mais um exemplo de que nem sempre o modelo de governação ocidental é o ideal. É verdade que por lá existem muitos atentados à liberdade e que se trata - sem sombra de qualquer dúvida - de uma Ditadura, mas tenho muitas dúvidas de que se a Cuba de Fidel tivesse optado por uma governação à ocidental viesse a ter sucesso e marcado de uma forma tão positiva o nosso Mundo. Basta olhar para Miami e ver a forma como os radicais reagiram à morte de Fidel Castro.

 

Hasta siempre ComandanteGracias por nos ter deixado a sua Cuba. Para despedida relembro algumas das frases de Fidel que ficaram para todo o sempre gravadas na História da Humanidade.

 

A Hstória absolver-me-á

 

- Aos 26 anos, defendeu-se a si próprio no julgamento, depois de passar 76 dias preso na sequência do ataque ao quartel Moncada de Santiago de Cuba, a 26 de julho de 1953

 

Se saímos, chegamos; se chegamos, entramos; se entramos, triunfamos

 

- Em 1956, no México, antes de zarpar no Granma, com 80 pessoas a bordo

 

Quando um povo enérgico e viril chora, a injustiça treme

 

- Na Praça da Revolução, a 15 de outubro de 1976, de luto pelas 73 vítimas do atentado contra um avião cubano em Barbados

 

Os que não têm coragem, os que não se querem adaptar ao esforço, ao heroísmo da Revolução, que se vão embora, não os queremos, não precisamos deles.

 

- A 1 de Maio de 1980, durante o êxodo de Mariel

 

Jamais me aposentarei da política, da revolução ou das ideias que tenho. O poder é uma escravidão e eu sou seu escravo

 

- Em setembro de 1991

 

Os homens passam, os povos ficam; os homens passam, as ideias ficam.

 

- A 20 de julho de 1996

 

Artigo publicado no site Repórter Sombra (28/11/2016)

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publicado às 16:00


Milagre no Rio Hudson

por Pedro Silva, em 27.11.16

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BiografiaDrama - (2016) "Sully"

Realizador: Clint Eastwood

Elenco: Tom Hanks, Aaron Eckhart, Laura Linney

 

Sinopse: Em meados do mês de Janeiro de 2009 um Airbus A320, pouco depois de descolar do Aeroporto LaGuardia, em Nova Iorque, atingiu um grupo de gansos-do-canadá, que resultou numa imediata perda de potência de ambas as turbinas. Sem opções de aterragem segura, o Capitão Chesley “Sully” Sullenberger decidiu com êxito a proeza de amarar o avião praticamente intacto no Rio Hudson, perto de Manhattan, poupando assim a vida dos 155 passageiros, que foram logo de imediato socorridos pelas embarcações locais. Pelo feito histórico, o Capitão “Sully” e a restante tripulação foram considerados heróis nacionais,e condecorados com a Medalha de Mestre da Guild of Air Pilots and Air Navigators. Mas só depois de uma investigação rigorosa sobre a sua reputação e carreira.

 

Critica: Para ser muito sincero aviso desde já que não vou dizer maravilhas sobre esta produção de Eastwood. Não que o “Milagre no Rio Hudson” não esteja interessante e bem trabalhado, mas está longe de corresponder às minhas expectativas. Par ser sincero esperava algo mais de Eastwood, mas o Realizador insiste em fazer filmes cujo público-alvo é – somente – o Norte-americano.

 

Efectivamente o que “fere de morte” este “Milagre no Rio Hudson” é o seu argumento. O dito não tem nada de especial. Ou melhor, até que tem algo de especial, mas este algo diz muito mais aos nova-iorquinos do que a qualquer outro público fora dos Estados Unidos. Eastwood (como veterano que é) já deveria saber disto, mas este continua a insistir nesta sua táctica e parece-me que tão cedo não vai abdicar dela. É uma pena que seja assim, pois Clint Eastwood até que trabalha muito bem as suas produções cinematográficas.

 

Quanto ao elenco… Bem… Este dispensa apresentações, mas a verdade seja dita que gostei muito mais do trabalho de Aaron Eckhart. Tom Hanks mão esteve nada mal e até que interpretou muito bem o seu papel, mas tenho de confessar que gostei mesmo muito mais do trabalho de Eckhart. Aaron pareceu-me muitas vezes bem mais à vontade e interessado em fazer o seu melhor do que Tom Hanks que parece já estar numa de fazer cinema por mero passatempo. Não que o Tom tenha estado mal – repito – mas já não é aquele Tom Hanks que marcou uma geração de actores de Hollywood. Já Laura Linney teve uma prestão “assim, assim”.

 

Quanto aos cenários e banda sonora. Clint Eastwood não costuma desiludir no que aos cenários diz respeito. E realmente este não desiludiu nesta sua última obra. Os cenários estão perfeitos e em linha com o que realmente se passou. Já a banda sonora fica um tido ou nada aquém do exigido.

 

Concluindo; “Milagre no Rio Hudson” é um filme de serão de fim-de-semana, mas não é nada mau pelo que tem a minha recomendação.

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publicado às 23:55


Mais do mesmo

por Pedro Silva, em 26.11.16

imgS620I184947T20161126222445.jpg 

imagem retirada de zerozero

 

Não pretendo alongar-me muito sobre o que se passou hoje no Restelo. E não o quero fazer porque é - mais uma vez - mais do mesmo. Os mesmos problemas, a mesma táctica, a mesma falta de capacidade, a mesma falta de eficácia e mesma falta de sorte (a sorte também faz parte do jogo).

 

Sinceramente já não sei que mais dizer sobre o actual Futebol Clube do Porto. A equipa azul e branca até que joga bem. Precisa de uma parte inteira para poder expressar o seu futebol (é um facto), mas é sempre notória uma grande vontade de fazer o melhor. E quando os onze jogadores escolhidos por Nuno começam a jogar a bola como deve ser, o adversário passa por momentos complicados. Só que… Só que depois nesta altura aparece a ineficácia, a falta de sorte e a pressão de um tempo que se escoa muito rapidamente.

 

Olhando para o actual estado de coisas não é difícil apontar os problemas e soluções. Melhorar a falta de eficácia dos Dragões nos lances de bola parada. Maior velocidade de execução nas transições defesa-ataque. Melhorar a dinâmica do meio campo para que este não tenha de estar tão recuado no campo. Procurar evitar que um só jogador da equipa contrária consiga espalhar o pânico na defesa do Futebol Clube do Porto. Evitar-se jogar em tabelas quando a defesa adversária está toda concentrada em frente à sua grande área. Procurar o remate de longe por forma a “abrir” uma defesa compactada diante do guarda-redes da equipa adversária. Etc.

 

A questão que coloco é se Nuno Espírito Santo e o plantel que tem à sua disposição conseguirão dar a volta a estes problemas em tempo útil. E coloco esta questão à frente de todas as outras porque não é razoável começar-se a fazer pressão para se iniciar a “dança de treinadores” antes de a época terminar. Isto está complicado, mas o “comboio já está em andamento” e não se pode andar época atrás de época a saltar do dito. NES é para ir até ao fim da época. Isto a não ser que seja notório um claro divórcio entre os jogadores e treinador.

 

Convêm que – não obstante os problemas que já aqui apontei - tenhamos memória e nos recordemos que pelo Futebol Clube do Porto já passaram treinadores mal-amados que no final da época calaram muito boa gente. Assim de repente lembro-me de Jesualdo Ferreira e Vítor Pereira.

 

Chave do Jogo: Inexistente. Em momento algum alguma das equipas teve um lance que fizesse pender o desfecho da partida para o seu lado.

 

Arbitragem: Fraco. Muito fraco.  Aos 40 minutos Manuel Oliveira livrou Abel Camará da expulsão depois do avançado luso-guineense ter encostado a cabeça ao central brasileiro Felipe. Num relvado deveras complicado devido à chuva constante o árbitro optou por um critério largo, acabando por tolerar muitas das entradas duras dos atletas da equipa da Cruz de Cristo.

 

Positivo: Iker Casillas. Crucial na fase final do jogo. Especialmente na altura em que o FC Porto perdeu por completo o sentido do jogo.

 

Negativo: Incapacidade do ataque azul e branco. Não é com tabelas e jogadas lentas que se marcam golos a uma equipa como CF Os Belenenses.

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publicado às 11:45

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