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Momento Mafalda (106)

por Pedro Silva, em 28.09.16

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publicado às 22:20


O “Borrego” dura, dura, dura…

por Pedro Silva, em 27.09.16

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imagem de zerozero

 

Derrota estúpida. Não existe outra forma de olhar para esta derrota do Futebol Clube do Porto em Leicester. E porquê? Porque o golo sofrido foi – outra vez - de uma estupidez atroz. Defesa Portista a dormir e Iker Casillas a ser igual a si próprio em mais um cruzamento para a sua pequena área. Após o jogo com o Vitória Sport Clube (Vitória de Guimarães) um amigo meu, Portista, disse-me que o FC Porto iria sofrer golos estúpidos… Confirma-se a previsão. O pior é que este golo de Slimani (mais um marcado ao FC Porto, para não variar) custou dinheiro, prestígio e uma possível passagem à fase seguinte da prova milionária.

 

Os Azuis e Brancos até que entrarem bem. Pressionantes q.b., bem posicionados em campo, com a sua defesa a saber posicionar-se perante um ataque sempre muito veloz. O Leicester não é uma equipa que pratique um futebol de gabarito, dado que é quase tudo “bola para a frente” e os avançados que falam o resto. O problema foi o já aqui falado golo estupidamente sofrido… A partir desta altura os Azuis e Brancos parecem ter “perdido por completo o norte”. O FC Porto deixou de saber o que fazer em campo. Posso dizer - com segurança total - que o FC Porto praticamente não existiu em toda a primeira parte desde o golo sofrido. E tal não pode voltar a suceder… Começo-me a perguntar porquê carga de água Nuno Espírito Santo (NES) ainda não resolveu de vez esta maldita malapata dado que não se trata de uma situação virgem.

 

Na segunda parte vi um FC Porto a jogar contra uma série de “autocarros” diante da baliza de Kasper Schmeichel. Não jogou mal, é um facto, ma faltou aquela pontinha de sorte que a pressão de ter uma defesa que sofre golos ridículos provoca em qualquer equipa. Ao contrário de muito “boa gente”, sou da opinião de que NES “mexeu” bem na equipa e que a mudança de 4x4x2 para 4x3x3 foi nem pensada, assim como foi também muito bem pensada a ideia de apresentar um ataque inicial móvel com Adrian López e André Silva.

 

Não consigo perceber é a insistência que NES tem em colocar Oliver Torres tão distante da zona de construção de jogo… Não é por nadam, mas o jogo do Futebol Clube do Porto melhorou quando Oliver deixou de estar quase a par de Danilo Pereira. E também há que dizer que desta vez Héctor Miguel Herrera entrou para trazer algo de muito bom ao jogo (só foi pena ter errado um o outro passe).

 

Chave do Jogo: Surgiu ao minuto 25´ +ara resolver a contenda a favor dos campeões de Inglaterra. Slimani marcou o golo e “arrasou” por completo com a estratégia dos Dragões. A partir daí o Leicester limitou-se a fazer aquilo que sabe fazer com grande mestria e que lhe possibilitou conquistar o título de campeão inglês na época passada.

 

Arbitragem: Péssima. Cüneyt Çakir e a sai equipa de arbitragem fizeram aquilo que é conhecido por “arbitragem caseira”. Ao Leicester todo e qualquer tipo de agressão era permitida, já ao Futebol Clube do Porto o mínimo sopro nas costas do adversário era motivo de falta e cartão amarelo. Parece-me que ficou uma Grande Penalidade por marcar a favor dos Dragões na fase final da partida.

 

Positivo: Héctor Miguel Herrera e Jesús Corona. Os dois mexicanos quando entraram em campo trouxeram a qualidade que muita falta fez ao ataque portista. Só é pena que sejam muito inconstantes.

 

Negativo: Defesa portista. Mais um golo ridículo que é consentido pela defesa Azul e Branca. Equipa que quer ir longe na europa do futebol não pode, nem deve, fazer tão triste figura.

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publicado às 21:44


E quando Portugal deixar de estar na moda?

por Pedro Silva, em 26.09.16

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Aqui há tempos dei com uma crónica de Mário Amorim Lopes intitulada Mais vale um turista na mão do que dois portugueses a voar (ler aqui). Li o dito texto de opinião e cheguei a uma conclusão: ou Mário Amorim Lopes é um fanático do neo liberalismo ou então este desconhece por completo a realidade da cidade do Porto. Isto porque a certa altura este escreve o seguinte:

 

Recordo-me de visitar o centro do Porto quando era criança. Íamos ver a iluminação de Natal, porque fora isso não havia nada para fazer no centro. Literalmente nada, com excepção da ida ocasional para celebrar os campeonatos do FC Porto ou para comprar ferragens e parafusos de quando em vez na rua do Almada. A Baixa era um espaço degradado, sujo, onde pernoitavam sem-abrigo e deambulavam outros indivíduos que tal. As suas gentes eram as mesmas de há 50 anos, porque ninguém novo queria ir viver para a Baixa. E não era por ser inacessível, muito pelo contrário. O preço por metro quadrado na baixa do Porto era muito barato em comparação com as restantes zonas da cidade, equiparado apenas à periferia longínqua. Não havia era procura, pois era na Foz, Boavista, Pinheiro Manso, Campo Alegre, Matosinhos, Gaia ou Leça da Palmeira onde toda a gente queria viver. Em todo o lado, salvo na Baixa.

 

Confesso que desconheço por completo a idade de Mário Amorim Lopes, mas sei bem qual a minha (38 anos para quem quiser saber) e recordo-me perfeitamente de ir à Baixa da cidade do Porto e ver por lá muito mais do que a iluminação de Natal e as celebrações das conquistas do Futebol Clube do Porto. E também me recordo perfeitamente de que a Rua do Almada ser muito mais do que uma Rua de ferragens e parafusos. Até meados dos anos 90 (inicio de 2000) a Baixa portuense era uma zona cheia de vida onde o comércio e a finança andavam de braço dado.

 

O problema da degradação da Baixa do Porto de que fala Mário Amorim Lopes foi criado pelos sucessivos Autarcas que passaram pela presidência da Câmara Municipal do Porto que nada fizeram para evitar o “esvaziamento” que a Baixa – e restante cidade – foi sofrendo ao longo de décadas. E para além de nada se ter feito quando ainda era ainda possível reverter o problema, procurou-se a saída mais fácil. Aquela que é defendida por Mário Amorim Lopes nesta sua crónica. Ou seja, fazer da cidade do Porto um aldeamento turístico onde quem quiser viver e sobreviver tem de se dedicar, forçosamente, ao turismo. Quem não o conseguir fazer só tem uma solução segundo o aqui referido cronista: ir embora.

 

O problema da solução proposta e defendida intransigentemente por Mário Amorim Lopes é só um. E quando a cidade do Porto deixar de estar na moda o que se vai fazer ao elevado investimento no turismo que se tem levado a cabo desde os tempos da presidência de Rui Rio? Quem irá recuperar a cidade? Os portugueses que foram forçados a sair da cidade do Porto por não se terem adaptado à suposta “solução”? Ou será que o tremendo boom de Hotelaria e serviços relacionados com o turismo tem o condão da sobrevivência eterna sem clientela que a sustente?

 

Ao contrário do que defende Mário Amorim Lopes, a dependência de uma suposta  “galinha dos ovos de ouro” é perigosa.

 

Portugal está na moda. É um país seguro, barato, tem boas praias, gentes simpáticas e um clima ameno. Mas as modas não duram para sempre e quando Portugal deixar de estar na moda as duas maiores cidades de Portugal vão estar a braços com as suas Baixas carregadas de Hotéis e Lojas fechados.

 

O meu caro Mário Amorim Lopes não deve saber (ou não quer saber senão de outra forma não distorcia os factos), mas as soluções a curto prazo nunca deram grandes resultados. Aliás, é muito por causa desta forma de estar que o que tanto o Porto como Lisboa ficaram com as suas Baixas num estado lastimável.

 

Haja meio-termo ma gestão das nossas cidades. Mas isto é o mesmo que pedir a um porco que voe.

 

Artigo publicado no site Repórter Sombra

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publicado às 17:33


Train to Busan

por Pedro Silva, em 25.09.16

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AcçãoTerrorThriller - (2016) "Dernier train pour Busan (Busanhaeng)"

Realizador: Sang-ho Yeon

Elenco: Yoo Gong, Dong-seok Ma, Woo-sik Choi, Yu-mi Jeong

 

Sinopse: Na Coreia do Sul, um vírus zumbi toma conta do país. O terror só piora quando os passageiros de um comboio, que vai de Seul para Busan, acabam por descobrir isso quando uma das pessoas a bordo está infectada.

 

Critica: Quem disse que somente Hollywood produz cinema de qualidade (quando produz)? Train to Busan do Realizador Sang-ho Yeon é um bom exemplo que contraria esta “tese”. Simples, prático, intenso e muito - muito – interessante. Train tio Busan é um filme apocalíptico feito com “cabeça, tronco e membros”. Hollywood tem muito a aprender com este Train to Busan.

 

O argumento de Train to Busan é, basicamente, o mesmo deste tipo de filmes. O que o torna interessante e muito – mesmo muito cativante – é a forma como foi trabalhado. É praticamente impossível deixar de estar completamente atento ao que vai acontecendo. A forma como Realizador consegue “prender” a nossa simpatia pelas personagens é, simplesmente, fantástica. Nem sempre é preciso algo de muito rebuscado e deveras extenso para se ter um bom argumento. Mais uma lição para Hollywood que anda agora com tiques de “copiador”.

 

Sobre o elenco é me algo de complicado emitir uma opinião valorada e devidamente fundamentada. Não que os actores e actrizes não tenham estado bem nos seus papéis. O problema é que o desempenho do elenco tem traços (naturais) da zona do globo onde o filme foi produzido, pelo que se tora complicado para um ocidental (que o meu caso) fazer um juízo de valor 100% correcto. No geral o trabalho do elenco pareceu-me bom, mas acredito que haverá quem possa fazer este tipo de juízo com melhor segurança do que eu.

 

Por último os cenários e banda sonora. Falo aqui de um filme que não tem muitos cenários, pelo que terá sido um esforço bastante grande da parte de quem trabalha este importante aspecto de um filme, e no geral este trabalho até que foi bem-sucedido. Está longe de estar excelente, mas no geral Train to Busan está bem trabalhado no que aos cenários diz respeito. E o mesmo digo da banda sonora.

 

Em suma; Train to Busan de  Sang-ho Yeon  tem a minha recomendação.

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publicado às 18:12


Hora Garfield (56)

por Pedro Silva, em 24.09.16

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publicado às 23:55


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