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Um Porto à Porto

por Pedro Silva, em 03.12.16

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imagem retirada de zerozero

 

Como descrever este FC Porto 1 x SC Braga 0 numa só frase? Simples: Um FC Porto à Porto! Penso que esta é a melhor forma de se começar a abordar uma partida onde o Futebol Clube do Porto foi dono e senhor de uma partida que era - por força da derrota do SL Benfica na Madeira - crucial.

 

Excelente a resposta dada pela equipa e treinador no jogo de hoje onde a pressão era mais do que muita dada necessidade vital de se vencer. Nuno Espírito Santo (NES) calou hoje muito treinador de bancada e, inclusive, mostrou uma coragem que já há muito se vinha exigindo dado que nos instantes finais do jogo este arriscou tudo e ganhou muito por culpa deste seu risco. É nestes pequenos mas grandes pormenores que se vê a diferença entre um treinador e um Treinador. Espero que agora os treinadores de bancada deixem o homem trabalhar até porque o grande problema do actual FC Porto não é o seu Treinador. É antes do foro psicológico e da extrema falta de sorte.

 

Efectivamente um dos grandes problemas do FC Porto é a cabeça. Isto porque em muitos momentos do jogo foi notória uma falta de confiança gritante da parte de alguns dos atletas dos Azuis e Brancos (André Silva foi um deles). E esta falta de confiança só foi possível contornar com a ajuda do público e de uma equipa portista combativa que nunca – mas nunca - baixou os braços.

 

O problema sorte (da falta dela) é algo que tem marcado presença assídua nos jogos dos Portistas. Hoje foi impressionante a quantidade de golos que o Futebol Clube do Porto falhou. Ora os remates iam para fora depois de uma boa jogada colectiva/individual. Ora a bola ia ao poste e depois para fora ou para as mãos do guarda-redes ou pés de um defesa. Ora o guarda-redes adversário está de tal forma inspirado que nada passa por ele. E por aí adiante.

 

E já agora, eu até pago para ver se Marafona vai ter um desempenho idêntico ao de hoje diante do SL Benfica. Eu aposto que não e até acredito que este vá facilitar. Não foi por mero acaso que os benfiquistas “encalharam” na Madeira. Só foi preciso ter-lhes aparecido pela frente uma espécie de Marafona.

 

Voltando ao jogo do Dragão, há quem ande por esta internet fora (e não só) a apregoar que o FC Porto não tinha uma ideia de jogo, mas hoje ficou bem demonstrado o quanto estes percebem de futebol. Claro que podemos – e devemos – criticar o excessivo recuo de Óliver Torres (o melhor em campo) no terreno de jogo. Assim como também podemos e devemos colocar em causa a excessiva lateralização do futebol portista e a lentidão dos processos atacantes em certos momentos do jogo. Mas o que nãos e pode dizer é que este Futebol Clube do Porto não tem uma clara ideia de jogo. A ideia de jogo existe e hoje foi aplicada na perfeição em campo. O que estava a faltar era a bola entrar na baliza adversária.

 

Espero sinceramente que NES saiba agora aproveitar este balanço. O campeonato está relançado dado que o 1.º lugar está agora a cinco pontos e ainda muita coisa vai ter de acontecer. Vamos a ver se esta suada - mas muito bem conseguida - vitória sobre o SC Braga é o “clic” que esta equipa do FC Porto necessitava para conquistar um título que já lhe foge há 3 longos anos.

 

Três notas finais:

 

- Marafona defendeu a grande penalidade que foi marcada por André Silva. Sim. Leram bem. Foi o guarda-redes que defendeu e não André Silva que a falhou. Estivesse a equipa portista com a confiança em alta e de certeza que Marafona não teria feito tal coisa. Por isto não comecem já a preparar o “pelotão de fuzilamento” do André Silva;

 

- Brahimi mostrou - mais uma vez - porque começa os jogos no banco e porquê razão vai muitas vezes para bancada. Depois de o argelino ter jogado bem na passada terça-feira diante do CF Os Belenenses, eis que Brahimi tem uma prestação muito razoável diante do SC Braga. Não fez a diferença e em muitos momentos do jogo complicou o que não era complicado. Continuem a fazer do moço o vosso “Messias” e não exijam dele o futebol perfumado que só ele sabe criar quando lhe apetece;

 

- Rui Pedro é (tal como André Silva) um “produto” made in FC Porto. O jovem atleta dos azuis e Brancos resolveu hoje uma partida deveras complicada e já na passada terça-feira tinha mostrado alguma da sua valia. Agora não vamos “endeusar” o rapaz e fazer dele a solução de todos os problemas do plantel do Futebol Clube do Porto.

 

Chave do Jogo: Penso ser óbvio e unânime que o lance que resolveu o jogo (no caso para os Portistas) foi o do golo de Rui Pedro.

 

Arbitragem: Ainda está para vir uma arbitragem na Liga NOS onde o Futebol Clube do Porto não seja amplamente prejudicado. Carlos Xistra esteve na marcação da grande penalidade a favor do FC Porto e na expulsão por vermelho directo de Artur Jorge, mas “esqueceu-se” de marcar uma outra grande penalidade a favor dos portistas por carga na grande área sobre André Silva e não se percebe porquê razão anulou dois golos legais ao Futebol Clube do Porto.

 

Positivo: Óliver Torres & Companhia. O “pequeno” espanhol foi hoje o maestro de um FC Porto que impôs o seu futebol. A manter e a melhorar se faz o favor.

 

Negativo: A dupla faceta de Marafona. O guardião da equipa bracarense realizou hoje uma grandiosa exibição. Porquê razão só faz tal diante do Futebol Clube do Porto?

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publicado às 22:55


Hora Garfield (65)

por Pedro Silva, em 02.12.16

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publicado às 22:12


Momento Mafalda (115)

por Pedro Silva, em 30.11.16

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publicado às 21:10


Nem nos treinos…

por Pedro Silva, em 29.11.16

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imagem retirada de zerozero

 

Efectivamente se o Futebol Clube do Porto não consegue encontrar forma de marcar golos nos treinos, é natural que não os consiga fazer nos jogos a sério. Esta é a principal conclusão que retiro do que vi hoje na partida da “Taça da Liga” que se realizou no Estádio do Dragão.

 

Os azuis e brancos até que nem jogaram mal. Foi notória uma vontade da equipa de marcar holos para, desta forma, dar uma alegria aos parcos adeptos que tiveram a paciência de seguir um jogo treino do FC Porto, mas as boas intenções e esforço dos jogadores esbarram na parede do costume. Ou seja; contra equipas que jogam com duas linhas de quatro diante da sua grande área conseguem empatar diante do FC Porto… Mesmo que o jogo se realize no Dragão.

 

Tenho, portanto, de dizer que no universo Porto das duas, uma:

 

- Ou todo o plantel do Futebol Clube do Porto é de uma burrice e falta de qualidade gritantes ou;

 

- Já ninguém liga nenhum a Nuno Espírito Santo (NES).

 

Eu sei. O treinador também é burro e não tem qualidade. Mas eu evito ir por este caminho. E sabem porquê? Porque o Futebol Clube do Porto já vai no terceiro treinador desde Julen Lopetegui e os problemas são sempre os mesmos. Será que a passagem de Lopetegui pelo FC Porto acabou com o Clube? Tal situação começa a ser deveras preocupante e não estou em crer que a mudança de mister resolva de todo o problema.

 

E mais não digo. Vamos lá a ver como vai correr isto contra o Braga e Leicester. Vão ser duas finais no verdadeiro sentido do termo. Estará esta equipa do FC Porto preparada para elas?

 

Chave do Jogo: Apareceu no minuto 54' para resolver o jogo a favor do CF Os Belenenses. A equipa da Cruz de Cristo estava a jogar com 10 (expulsão de Benny no minuto 41) e estava algo intranquila, mas aos 54 minutos Quim Machado faz entrar Vítor Gomes para o lugar de Yebda e o futebol do clube do Restelo “assentou”. Foi o suficiente para o azuis do Restelo terem conseguido alcançar o objectivo a que se propuseram.

 

Arbitragem: Nuno Almeida ajuizou e decidiu bem o lance em que expulsou Benny do Belenenses (jogo violento), mas errou clamorosamente no golo mal anulado a Felipe porque o central dos portistas não estava em fora de jogo. No restante não este mal mas é impossível dizer-se que Nuno Almeida e a sua equipa de arbitragem fizeram uma boa arbitragem.

 

Positivo: A entrega e o querer. É sempre bom de ver quando os jogadores tentam dar tudo por tudo em campo(Brahimi e Herrera foram um bom exemplo disto mesmo).

 

Negativo: Falta de capacidade. O FC Porto bem que se entrega ao jogo e “dá o litro”, mas nem sempre querer é poder. Tal começa a ser um problema crónico para o Dragão.

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publicado às 23:58


¡Adiós Fidel Castro!

por Pedro Silva, em 28.11.16

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Fidel Castro faleceu no passado sábado. Mas antes de partir El Comandante deixou a sua marca. Uma marca indelével que marcou profundamente a nossa história. Foi muito graças à Cuba de Fidel que assistimos à tardia transferência de um Mundo antigo para o nosso Mundo moderno onde as liberdades e identidade dos Povos falaram mais alto do que a opressão dos velhos, caducos, desfasados e rancorosos Impérios Ocidentais.

 

É realmente isto que incomoda muito boa gente. A Cuba de Fidel embaraça muito dos ditos “pró democracia” porque este minúsculo país das Caraíbas foi capaz de impulsionar movimentos independentistas em Africa, América Central e do Sul. Argélia e Angola são dois exemplos do que a Cuba de Fidel fez de bom pelo Mundo.

 

Fidel conseguiu resistir – de uma forma brilhante – à opressão dos Estados Unidos da América que viram naquele pequeno arquipélago o local ideal para as suas máfias instalarem os seus “negócios”. Sobreviveu à queda da União Soviética e ao jogo nuclear que foi encabeçado por Nikita Khrushchov e John F. Kennedy (ambos dispensam apresentações).

 

E, mais importante do que tudo, Fidel Castro conseguiu criar uma Cuba onde o Estado Social funciona graças a um serviço nacional de saúde que é dos melhores – senão o melhor do Mundo - e a um ensino que chega a todos e é para todos. A pobreza em Havana é uma miragem e favelas nem vê-las. E tudo isto sob a sombra de um criminoso embargo comercial que os Norte-americanos insistem em manter.

 

Claro que nem tudo foi bom nesta Cuba de Fidel. Fidel eternizou-se no poder e deixou-se corromper por este em muitos dos momentos complicados da sua longa vivência política. É público o desprezo que Fidel sentiu aquando da saída de Che Guevara da máquina revolucionária que El Comandante liderou durante muitos anos. Assim como é também pública a forma como o Homem do Charuto e das longas barbas não lidou com a oposição interna. A forma como Fidel tentou gerir a frágil economia do seu país também não foi a melhor apesar de Cuba ser, quando comparada com os seus vizinhos da América Central e do Sul, o país que em melhor estado se encontra em termos de qualidade de vida.

 

A Cuba de hoje é, sem sombra de qualquer dúvida, mais um exemplo de que nem sempre o modelo de governação ocidental é o ideal. É verdade que por lá existem muitos atentados à liberdade e que se trata - sem sombra de qualquer dúvida - de uma Ditadura, mas tenho muitas dúvidas de que se a Cuba de Fidel tivesse optado por uma governação à ocidental viesse a ter sucesso e marcado de uma forma tão positiva o nosso Mundo. Basta olhar para Miami e ver a forma como os radicais reagiram à morte de Fidel Castro.

 

Hasta siempre ComandanteGracias por nos ter deixado a sua Cuba. Para despedida relembro algumas das frases de Fidel que ficaram para todo o sempre gravadas na História da Humanidade.

 

A Hstória absolver-me-á

 

- Aos 26 anos, defendeu-se a si próprio no julgamento, depois de passar 76 dias preso na sequência do ataque ao quartel Moncada de Santiago de Cuba, a 26 de julho de 1953

 

Se saímos, chegamos; se chegamos, entramos; se entramos, triunfamos

 

- Em 1956, no México, antes de zarpar no Granma, com 80 pessoas a bordo

 

Quando um povo enérgico e viril chora, a injustiça treme

 

- Na Praça da Revolução, a 15 de outubro de 1976, de luto pelas 73 vítimas do atentado contra um avião cubano em Barbados

 

Os que não têm coragem, os que não se querem adaptar ao esforço, ao heroísmo da Revolução, que se vão embora, não os queremos, não precisamos deles.

 

- A 1 de Maio de 1980, durante o êxodo de Mariel

 

Jamais me aposentarei da política, da revolução ou das ideias que tenho. O poder é uma escravidão e eu sou seu escravo

 

- Em setembro de 1991

 

Os homens passam, os povos ficam; os homens passam, as ideias ficam.

 

- A 20 de julho de 1996

 

Artigo publicado no site Repórter Sombra (28/11/2016)

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publicado às 16:00


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